segunda-feira, 31 de maio de 2010

Meditação Diária


31 de Maio
"Os teus olhos verão o rei na sua formosura." Isaías 33.17
Quando perguntamos: "Senhor, quanto tempo ainda vai demorar a Tua volta?" será que o nosso coração não nos responde: "Até que você esteja realmente preparado para recebê-lO"? Lembremos de Apocalipse 19.7:"...cuja esposa a si mesma já se ataviou." O Espírito Santo faz os últimos preparativos para preparar a esposa do Cordeiro, para que ela de fato esteja pronta para se encontrar com seu noivo celestial. A pergunta é: será que estamos permitindo que o Espírito Santo esteja nos preparando realmente, por meio da Palavra de Deus, para podermos vê-lO como Ele é? O Senhor não é como você O imagina ou como você O experimentou em sua vida. Sua glória, Sua misericórdia, Sua beleza são infinitamente maiores e mais magníficas! Quando O virmos, nos prostraremos diante dEle, e, como a rainha de Sabá, diremos admirados: "Eis que não me contaram a metade..." E aqui inevitavelmente chega aos nossos ouvidos a Sua ordem:"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor." Pare por um momento, e pergunte a si mesmo: do jeito como sou agora, neste instante, será que tenho condições de ver a Jesus como Ele é?

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Afronta em Gibeá
Certo homem vivia no cume de uma montanha muito alta. Por causa de um velho ferimento de guerra, ele precisava contratar alguém para descer e subir a montanha com sua filhinha todos os dias, para que ela pudesse ir à escola. Um número razoável de pessoas se candidatou ao emprego, e ele fazia uma única pergunta a cada um: “A que distância da beira da montanha você consegue chegar sem cair lá embaixo?”
Um rapaz impetuoso respondeu: “Eu consigo chegar até trinta centímetros”.
“Isso não é nada”, disse um outro. “Eu consigo chegar até quinze centímetros da borda do precipício”.
Um terceiro se gabou: “Eu chego até três centímetros!”
Durante esse tempo, um homem simples permanecia de pé, quieto no seu canto. Quando chegou sua vez, ele respondeu: “Eu não chego perto da borda de jeito nenhum. Vou ficar no caminho seguro, porque tenho amor à vida”.
Ele conseguiu o emprego.
Muitas pessoas acham que podem viver na beira do precipício da corrupção espiritual e cultural. Mas essa é uma ladeira perigosa e escorregadia para os seguidores de Cristo, pois conduz à apatia, ao pecado e à assimilação pelo mundo. A história chocante do levita e de sua concubina (Jz 19-21) alerta o povo de Deus contra essa ameaça. O conselho para o cristão é obedecer à Palavra de Deus e ficar firme no caminho que Ele traçou.

O Panorama da Desgraça

“Porém os filhos de Benjamim não expulsaram os jebuseus que habitavam em Jerusalém; antes, os jebuseus habitam com os filhos de Benjamim em Jerusalém, até ao dia de hoje” (Jz 1.21).
Um levita de Efraim tinha uma concubina de Belém. As concubinas eram esposas secundárias que, geralmente, tinham um status mais baixo dentro da estrutura conjugal. O antigo costume foi degenerando, embora houvesse leis para restringi-lo e regulá-lo (Êx 21.7-11; Lv 19.20-22; Dt 21.10-14). Jesus restaurou o plano original de Deus para o casamento (Mt 19.4-9). O concubinato, a poligamia e a manutenção de uma amante são pecados (1 Co 7.2).
Aparentemente, a concubina do levita voltou para a casa de seu pai, em Belém. Quatro meses depois, o levita resolveu buscá-la de volta. Recebido por seu sogro conforme os típicos costumes orientais, o levita permaneceu ali por cinco dias. Na tarde do quinto dia, ele e sua concubina partiram de volta para casa, indo em direção a Jebus (a Jerusalém pré-israelita). Como já era tarde, seu servo sugeriu que eles passassem a noite na cidade dos jebuseus. Mas o levita não achou seguro pernoitarem num lugar onde não havia israelitas. Assim, eles percorreram mais oito quilômetros até a cidade benjamita de Gibeá. Em Gibeá, ninguém lhes deu abrigo para passarem a noite. Essa foi uma atitude condenável dos gibeonitas, porque Deus ordenou que Seu povo praticasse a hospitalidade (Lv 19.33-34; Lv 25.35; Mt 25.35; Hb 13.2).
Um homem idoso viu os viajantes descansando na praça da cidade e levou-os para sua casa, para que pudessem comer alguma coisa e se alojar até de manhã. Naquela noite, alguns homens degenerados da cidade cercaram a casa e começaram a esmurrar a porta, gritando: “Traze cá para fora o homem que entrou na tua casa, para que o conheçamos (abusemos dele)” (Jz 19.22).
Um trípode de Ugarite (usado como apoio pela pitonisa ao proferir os oráculos), decorado com réplicas de romãs, símbolos da fertilidade.
O velho saiu e disse: “Não, irmãos meus, não cometais semelhante maldade; visto que o homem já entrou em minha casa, não façais essa loucura” (v. 23). Ele chegou até a oferecer sua filha virgem e a concubina para que os homens se satisfizessem. Mas eles não queriam mulheres. Para livrar a própria pele, o levita empurrou sua concubina para fora.
Durante toda a noite, ela foi brutalmente estuprada. Ao ser solta pela manhã, ela desmaiou na porta da casa. Quando seu marido abriu a porta para sair, viu-a caída de bruços, com as mãos na soleira da porta. Sem qualquer compaixão, ele lhe disse: “Levanta-te, e vamo-nos” (v. 28). Mas não houve resposta. Ela estava morta.
A insensibilidade do levita para com sua concubina ilustra, infelizmente, alguns aspectos da sociedade moderna. A Bíblia afirma que, nos últimos dias, o afeto natural se tornará escasso (2 Tm 3.1-5). Lamentavelmente, é isso que acontece em muitos casamentos de hoje. Nem mesmo a família da fé está imune a isso.
Então, o levita amarrou no seu jumento o corpo sem vida da mulher e continuou a viagem. Chegando em casa, ele cortou o corpo dela em doze pedaços e enviou um a cada tribo de Israel. Revoltadas com aquela visão, as tribos de Israel exigiram justiça para o crime de Gibeá (v. 30).
Foi convocada uma assembléia em Mispa, no território de Benjamim. Ali, o levita contou aos líderes o que tinha acontecido, distorcendo um pouco a história em seu próprio benefício. O que disse era verdade, mas ele não mencionou a crueldade com que empurrou sua concubina para as mãos do bando. Os anciãos exigiram que os benjamitas entregassem os agressores de Gibeá para que fossem punidos. Mas os filhos de Benjamim se recusaram. Sua tolerância para com a depravação tinha se transformado numa atitude de autodefesa alimentada pelo orgulho, e essa foi a sua ruína.“Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria” (Pv 13.10).
Cega de raiva e irredutível em sua teimosia, a tribo se reuniu em Gibeá para lutar contra seus irmãos. Sessenta e cinco mil homens, incluindo vinte e cinco mil benjamitas, morreram em três grandes batalhas que quase aniquilaram a tribo de Benjamim. Somente 600 sobreviveram, escondendo-se durante quatro meses no deserto.
Mas agora havia um novo problema. As outras tribos de Israel tinham jurado em Mispa que nunca deixariam suas filhas se casarem com um benjamita. Depois, porém, ficaram preocupadas com a possível extinção de toda uma tribo de Israel. Os israelitas choraram amargamente diante do Senhor (Jz 21.2,6). Então, elaboraram um plano: eles encontraram uma cidade, Jabes-Gileade, que não tinha participado da guerra e a castigaram, matando todos os seus homens e mulheres, exceto suas 400 virgens, que foram capturadas e entregues como esposas aos homens de Benjamim.
Mas ainda faltavam 200 virgens. Os anciãos de Israel entraram em conluio e disseram aos benjamitas restantes que se escondessem nas vinhas de Siló. Quando as filhas de Siló saíssem para dançar na festa anual, cada homem deveria sair de seu esconderijo e raptar uma esposa para si. Os anciãos prometeram acalmar a ira dos pais e das famílias das moças.
A Bíblia encerra esse triste episódio com estas palavras melancólicas:“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (v. 25).

A Única Solução

Antes de morrer, Josué alertou os israelitas para que obedecessem ao Senhor. Ele recordou-lhes as vitórias do Senhor sobre seus inimigos (Js 23), recapitulou a fidelidade e a bondade de Deus (Js 24) e advertiu-os para que dessem ouvidos ao Senhor, sempre fossem fiéis a Javé e não se associassem com os pagãos.
Entretanto, “foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; pois serviram aos baalins. Deixaram o Senhor, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram, e provocaram o Senhor à ira” (Jz 2.10-12).
O levita não achou uma boa idéia passar a noite em Jebus. Por quê? A cidade pertencia aos cananeus. Ele sentiu que seria melhor ficar em Gibeá. O que ele não sabia é que Gibeá tinha se “canaanizado”.
A assustadora história do levita e de sua concubina é um retrato vívido da degradação. Israel decaiu espiritualmente porque misturou os ritos idólatras dos cananeus com o culto ao Senhor. Os israelitas decaíram como nação porque negligenciaram a guerra permanente contra os cananeus. A cidade dos jebuseus deveria ter sido conquistada. Sua existência permitiu que a traiçoeira cultura cananéia se espalhasse. Além disso, tornando-se prisioneiros dessa cultura, Gibeá e os benjamitas perderam a visão de Deus.
A morte de Josué e dos outros líderes daquela época deixou um vazio na liderança espiritual da nação. É evidente que a falta de líderes tementes a Deus leva a sociedade a fazer o que há de pior. O rei Davi declarou:“Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens” (Sl 12.1). Os crentes deveriam influenciar a sociedade através de sua separação e comportamento santo. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11-12).
O caminho escorregadio que conduz à apatia, ao pecado e à identificação com o mundo é real. O grau em que as pessoas se deixam escravizar pela cultura mundana pode variar, mas a batalha sem tréguas entre o Evangelho e os valores e comportamentos do mundo é universal. “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14). (Peter Colón - Israel My Glory -http://www.chamada.com.br)
Peter Colón é o diretor de The Friends of Israel para os estados do Sudeste dos EUA.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 200

SALMO 76


1 CONHECIDO é Deus em Judá; grande é o seu nome em Israel.
2 E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada em Sião.
3 Ali quebrou as flechas do arco; o escudo, e a espada, e a guerra. (Selá.)
4 Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de caça.
5 Os que são ousados de coração são despojados; dormiram o seu sono; e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos.
6 À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo.
7 Tu, tu és temível; e quem subsistirá à tua vista, uma vez que te irares?
8 Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou,
9 Quando Deus se levantou para fazer juízo, para livrar a todos os mansos da terra. (Selá.)
10 Certamente a cólera do homem redundará em teu louvor; o restante da cólera tu o restringirás.
11 Fazei votos, e pagai ao Senhor vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é temível.
12 Ele ceifará o espírito dos príncipes; é tremendo para com os reis da terra.

domingo, 30 de maio de 2010

Meditação Diária


30 de Maio
"Não padeceram sede, quando ele os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a pedra e as águas correram." Isaías 48.21
Oh! Como seria bom se você compreendesse bem essa realidade! Todas as coisas nas quais você confia não serão eternas. Por quê? Porque tudo é passageiro. Mas aquele que confia na rocha Jesus Cristo não será envergonhado, mas permanecerá eternamente, porque Jesus Cristo é eterno. Ele é a rocha da salvação, da qual flui a água da vida. Quem era esta rocha no deserto, que foi ferida por Moisés, até que dela fluíssem rios de água viva? Foi o próprio Jesus Cristo! Que figura estranha! A rocha, ferida pelo legislador Moisés, satisfez a sede do povo ao fluírem dela águas claras! Jesus Cristo, que foi ferido por causa das nossas transgressões, é a rocha eterna, da qual flui a água da vida. Ele convida: "Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida." Este rio da água da vida flui através de toda a Bíblia. Ezequiel (600 a.C.) já o viu e exclamou: "...viverá por onde quer que passe este rio." Este rio da água da vida é a vida derramada de Jesus; é Seu sangue precioso. Ele é o rio da vida que vem do Calvário.

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

SALMO 75


1 A TI, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram.
2 Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente.
3 A terra e todos os seus moradores estão dissolvidos, mas eu fortaleci as suas colunas. (Selá.)
4 Disse eu aos loucos: Não enlouqueçais, e aos ímpios: Não levanteis a fronte;
5 Não levanteis a vossa fronte altiva, nem faleis com cerviz dura.
6 Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação.
7 Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta.
8 Porque na mão do Senhor há um cálice cujo vinho é tinto; está cheio de mistura; e dá a beber dele; mas as escórias dele todos os ímpios da terra as sorverão e beberão.
9 E eu o declararei para sempre; cantarei louvores ao Deus de Jacó.
10 E quebrarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.

sábado, 29 de maio de 2010


Continuamente somos registrados, contados e classificados. Censo, número de consumidores, estatística de usuários, levantamento de dados... As contagens mostram que somos muitos, que o mundo está cada vez mais cheio de gente e que as pessoas podem ser classificadas de muitas maneiras diferentes.
Mas isso é tudo o que o homem consegue: tentar colocar ordem no caos, atribuir sentido a um todo que parece não fazer sentido algum.
Você conhece a velha pergunta: “Por que nasci?” Sim, por quê? Faz sentido nascer, viver e morrer?
Não devemos nos admirar se tudo fica sem sentido quando nos desligamos de Deus. Ele tem um plano para nossa vida. Não podemos esperar encontrar sentido na vida se vivemos contrariando Seus projetos. Mas continuamos tentando. Somos teimosos. E o resultado é um mundo que parece um formigueiro, cheio de pessoas andando em todas as direções, menos na única direção certa, que é aquela que Deus quer. Uma, duas, três... muitas. Não é possível contar todas as pessoas que vivem sem sentido na vida. Você é uma delas?
A boa notícia é que o sentido da vida pode ser encontrado, que há razão para viver. Foi para isso que Jesus morreu e ressuscitou. Crendo nEle podemos chamar a Deus de Pai e nos tornar infinitamente valiosos para Ele. Nossa vida adquire sentido. Para Deus não sumimos na multidão. Ele não apenas nos conta e nos registra. Ele pensa em nós. Em cada um de nós. Não somos minúsculos grãos de areia perdidos no espaço. Somos amados por Deus. Aproveite essa chance! Não se esconda. Busque a Deus! (http://www.ajesus.com.br)
Extraído do Folheto Um, Dois, Três... Muitos! (pacote com 100).

Meditação Diária


29 de Maio
"Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular, e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa." 1 Pedro 2.7-8
Jesus é a pedra rejeitada. Ela é rejeitada por construtores, isto é, por líderes espirituais. Naquele tempo já era assim e continua sendo assim até hoje. Graças a Deus Ele não é rejeitado por todos, mas infelizmente por muitos. Deus, porém, escolhe com amor e prefere usar o que é desprezado e rejeitado. Por exemplo, Belém: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá." Ou Nazaré: "De Nazaré pode sair alguma cousa boa?" E de Jesus mesmo está escrito: "...o mais rejeitado entre os homens."
Jesus não é apenas a pedra rejeitada, mas também a pedra eleita e escolhida: "Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular..." E Jesus recebeu plena aprovação através das tentações pelas quais passou! Adão viveu num mundo sem pecado, com apenas uma árvore que ele devia evitar, o que não conseguiu. Porém o último Adão, Jesus, veio a um mundo totalmente corrupto, impregnado de pecado e cheio de trevas. Ele foi tentado da mesma maneira que nós somos, mas venceu. Quem compreende a profundidade destas palavras? Jesus resistiu vitoriosamente com duas armas: primeiro a Palavra de Deus – "está escrito" – e em segundo lugar por meio de constante e ininterrupta comunhão com o Pai.

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

SALMO 74


1 Ó DEUS, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
2 Lembra-te da tua congregação, que compraste desde a antiguidade; da vara da tua herança, que remiste; deste monte Sião, em que habitaste.
3 Levanta os teus pés para as perpétuas assolações, para tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário.
4 Os teus inimigos bramam no meio dos teus lugares santos; põem neles as suas insígnias por sinais.
5 Um homem se tornava famoso, conforme houvesse levantado machados, contra a espessura do arvoredo.
6 Mas agora toda obra entalhada de uma vez quebram com machados e martelos.
7 Lançaram fogo no teu santuário; profanaram, derrubando-a até ao chão, a morada do teu nome.
8 Disseram nos seus corações: Despojemo-los duma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
9 Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta, nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.
10 Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?
11 Porque retiras a tua mão, a saber, a tua destra? Tira-a de dentro do teu seio.
12 Todavia Deus é o meu Rei desde a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.
13 Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças das baleias nas águas.
14 Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.
15 Fendeste a fonte e o ribeiro; secaste os rios impetuosos.
16 Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol.
17 Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste.
18 Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao Senhor e que um povo louco blasfemou o teu nome.
19 Não entregues às feras a alma da tua rola; não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos.
20 Atende a tua aliança; pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade.
21 Oh, não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.
22 Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia.
23 Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos; o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.

sexta-feira, 28 de maio de 2010


28 de Maio
"Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum envergonhado." 1 Pedro 2.6
Através das representações mais simples, de ilustrações bem concretas como uma pedra, o Espírito Santo nos revela a glória de Jesus Cristo. Ele é sumamente precioso para Deus. Que relacionamento indizivelmente terno existe entre o Pai e o Filho! Conseguimos imaginar um pouco dessa ternura quando lemos os muitos pronunciamentos de Jesus sobre Seu Pai, especialmente onde Ele clama em grande angústia: "Aba, Pai". Ou inversamente, quando o próprio Pai não pôde mais se deter, e clamou dos céus: "Este é o meu Filho amado." Pensando nisso, nos admiramos muito mais e adoramos ao Senhor por causa desta poderosa Palavra: "...Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito..."
Jesus é a pedra angular eleita da Igreja; o fundamento da salvação determinado pelo Pai. Ninguém pode lançar outro fundamento. Por ser Ele a pedra angular eleita por Deus, conseguimos vislumbrar um pouco do que significa ser escolhido e eleito por Deus, pois todos aqueles que se aproximam do Senhor são eleitos em Cristo: "...assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo..."

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

SALMO 73


1 VERDADEIRAMENTE bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.
2 Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.
3 Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios.
4 Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.
5 Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens.
6 Por isso a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de adorno.
7 Os olhos deles estão inchados de gordura; eles têm mais do que o coração podia desejar.
8 São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.
9 Põem as suas bocas contra os céus, e as suas línguas andam pela terra.
10 Por isso o povo dele volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.
11 E eles dizem: Como o sabe Deus? Há conhecimento no Altíssimo?
12 Eis que estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas.
13 Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência.
14 Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã.
15 Se eu dissesse: Falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos.
16 Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso;
17 Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles.
18 Certamente tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição.
19 Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores.
20 Como um sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles.
21 Assim o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins.
22 Assim me embruteci, e nada sabia; fiquei como um animal perante ti.
23 Todavia estou de contínuo contigo; tu me sustentaste pela minha mão direita.
24 Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória.
25 Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.
26 A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre.
27 Pois eis que os que se alongam de ti, perecerão; tu tens destruído todos aqueles que se desviam de ti.
28 Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Meditação Diária


27 de Maio
"Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido?" João 14.9
O conhecimento cada vez mais profundo do Senhor Jesus é de vital importância para cada filho de Deus. A Bíblia, quando fala desse conhecimento, não se refere a um conhecimento intelectual do Senhor Jesus, mas muito mais a um conhecimento espiritual. O conhecimento espiritual do Senhor Jesus é transformado em nós em rios de água viva. O fruto glorioso do conhecimento do Senhor Jesus Cristo é você se tornar semelhante à Sua morte: "...para o conhecer e o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte." Uma palavra poderosa! Aquele que O conhece se torna disposto a se tornar semelhante à Sua morte, isto é, Sua morte na cruz. Mas isso significa o fim das obras e dos apetites da carne! A concordância com a cruz sempre foi a maior luta contra a vontade da carne! Você luta e se esforça, mas, assim mesmo, não reconhece o Senhor crucificado, e, como conseqüência, não reconhece o mistério da cruz, o triunfo de Jesus: "Está consumado!" A vitória sobre a carne pecaminosa foi ganha há muito tempo! Você só precisa estar disposto a se tornar semelhante a Jesus. Você deve concordar: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum", e depois continuar unido a Jesus na cruz!

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Débora, Uma Mãe em Israel
Algumas pessoas são líderes improváveis. Superficialmente, elas parecem não ter as características que geralmente associamos com grandeza e poder. Davi, por exemplo, era um jovem pastor de ovelhas, um sonhador que escrevia cânticos e tocava harpa – qualidades geralmente não procuradas quando você escolhe alguém para derrotar inimigos. No entanto, Deus o chamou não apenas para ser um homem de guerra mas também rei de todo o Israel. Por quê? Porque Davi tinha algo mais importante do que habilidade militar ou sangue real. Ele tinha fé em Deus.
Na época dos juízes, uma mulher chamada Débora tornou-se líder de Israel. Pelos nossos padrões, ela também era uma candidata improvável para essa tarefa tão relevante. A Bíblia fala pouco sobre suas credenciais, a não ser que era esposa e mãe (Jz 4.4; Jz 5.7), o que não a qualificava para dirigir um país. Porém, Débora tinha a mesma vantagem que Davi: ela tinha fé em Deus.
Numa época em que Israel andava aos tropeços e cada homem fazia aquilo que parecia certo aos seus próprios olhos (veja Jz 17.6; Jz 21.25), Deus escolheu uma mulher de grande fé que estava disposta a segui-lO em obediência.
As Escrituras dizem que Débora era uma profetisa, significando que Deus lhe falava e ela transmitia Sua Palavra ao povo. Ela era uma juíza, portanto, julgava as pessoas que vinham até ela para resolver suas contendas. Naturalmente, ela também era esposa e mãe.
Seu feito mais conhecido ocorreu quando os israelitas clamaram a Deus por libertação depois de vinte anos de opressão sob o jugo de Jabim, rei de Canaã. O poderoso Jabim tinha 900 carros de ferro e governava a partir de Hazor, no Norte de Israel. Débora, que vivia no Sul, fora de Jerusalém, nas regiões montanhosas de Efraim, convocou Baraque, da tribo de Naftali, da região de Hazor. Quando Baraque chegou, Débora corajosamente transmitiu-lhe o plano de Deus: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas mãos” (Jz 4.6-7).
Hoje, vivendo em um mundo dirigido pelo sucesso e pelas realizações materiais, é fácil esquecer que Deus não deseja tanto as nossas habilidades, mas sim a nossavontade, o nosso querer que vem da fé.
Baraque estava disposto a obedecer, mas insistiu que Débora fosse com ele. Ela concordou, porém disse a Baraque que assim ele cederia a uma mulher a honra de capturar Sísera.
Naquele dia Deus sustentou Israel, como Débora sabia que Ele faria. O Senhor enviou uma chuva torrencial que inundou o ribeiro Quisom e fez com que a armada aparentemente invencível de Sísera atolasse na lama. Este fugiu e foi engodado por Jael, outra mulher, que cravou uma estaca de tenda em sua cabeça e o matou. Dessa maneira, Deus libertou Israel.
Mais tarde, Débora escreveu um belo cântico (Jz 5) que exalta a Deus e revela muito sobre sua própria pessoa. Ela era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia (Jz 5.6-7), compreendeu o motivo da decadência (idolatria, v.8) e assumiu a responsabilidade pela nação (vv. 7,12). Ela tinha tanta autoridade que, quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar sua autoridade ou suas instruções. Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus.
Quando ela mandava reunir as tropas, esperava que elas se apresentassem. Aos que ignoravam o chamado, ela amaldiçoava:“Amaldiçoai a Meroz, ...amaldiçoai duramente os seus moradores, porque não vieram em socorro do Senhor” (Jz 5.23). Débora provavelmente não conseguia entender por que esses combatentes de Israel tinham tão pouca fé em Deus.
Por um lado, Débora aparentava ser uma mulher “dura” no confronto, mas também parecia extremamente maternal. Somente uma mãe que se importa com seus filhos pensaria em descrever a mãe de Sísera aguardando ansiosamente que seu filho voltasse para casa, preocupada com sua demora em voltar da batalha (v.28).
É interessante observar que não há evidência bíblica de que Débora tenha usurpado a autoridade masculina. É triste dizer que, provavelmente, existia pouca autoridade masculina fiel a Deus naqueles dias. Israel estava em condição espiritual tão lamentável que Deus envergonhou a nação daqueles dias depositando o mais alto cargo de liderança nas mãos de uma mulher.
Hoje, vivendo em um mundo dirigido pelo sucesso e pelas realizações materiais, é fácil esquecer que Deus não deseja tanto as nossashabilidades, mas sim a nossa vontade, o nosso querer que vem da fé.
Podemos lembrar que a história das missões modernas está igualmente repleta de mulheres de grande fé a quem Deus colocou em posições de enorme responsabilidade. Nas selvas da Colômbia e da Venezuela, por mais de 50 anos, Sophie Müller implantou centenas de igrejas, até que o Senhor finalmente a levou em outubro de 1995. A sua autobiografia, publicada pela Missão Novas Tribos, é intitulada His Voice Shakes the Wilderness (A Voz de Deus Faz a Selva Estremecer).
Depois que Jim Elliot, Nate Saint e três outros missionários foram mortos no Equador pelas flechas dos índios Huaorani (Aucas) em 1956, duas mulheres os substituíram: Elisabeth Elliot, viúva de Jim, e Raquel Saint, irmã de Nate. A senhorita Saint ficou no Equador até sua morte em 1994, conduzindo os índios a Cristo, ensinando-os e ministrando-lhes a Palavra de Deus.
Baraque, sem dúvida, foi um ótimo militar, e seu nome está registrado em Hebreus 11 como homem de fé. Porém, ele mesmo teria capturado Sísera se tivesse confiado um pouco mais em Deus. Débora, por outro lado, era uma simples esposa e mãe, mas sua fé a tornou um vaso muito mais útil para o Senhor do que alguém poderia imaginar.
A Bíblia ensina que nosso tempo na terra é curto: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14). Muitas pessoas podem abalar montanhas com suas credenciais e construir reinos com suas aptidões. Mas, no final, o que contará para a eternidade não será aquilo que realizamos com nossas habilidades, mas o que Deus fez através de nós por meio de nossa fé. (Lorna Simcox, Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Lorna Simcox é redatora-sênior de The Friends of Israel.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 2007.

SALMO 72


1 Ó DEUS, dá ao rei os teus juízos, e a tua justiça ao filho do rei.
2 Ele julgará ao teu povo com justiça, e aos teus pobres com juízo.
3 Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça.
4 Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado, e quebrantará o opressor.
5 Temer-te-ão enquanto durarem o sol e a lua, de geração em geração.
6 Ele descerá como chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.
7 Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.
8 Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra.
9 Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.
10 Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis de Sabá e de Seba oferecerão dons.
11 E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão.
12 Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.
13 Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados.
14 Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele.
15 E viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá; e continuamente se fará por ele oração; e todos os dias o bendirão.
16 Haverá um punhado de trigo na terra sobre as cabeças dos montes; o seu fruto se moverá como o Líbano, e os da cidade florescerão como a erva da terra.
17 O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.
18 Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas.
19 E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória. Amém e Amém.
20 Aqui acabam as orações de Davi, filho de Jessé.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meditação Diária


26 de Maio
"...A quem constituiu herdeiro de todas as cousas." Hebreus 1.2
Jesus Cristo é herdeiro de todas as coisas. Mas especificamente o que Ele herdou? Tudo aquilo que Adão perdeu pelo seu pecado. Falando em termos bíblicos: aquilo que o primeiro Adão perdeu pela sua desobediência, o último Adão, Jesus Cristo, ganhou pela Sua obediência. Ele é o herdeiro de todas as coisas. Você pode possuir uma herança terrena, mas quando morrer terá de deixar tudo para trás. Mas se você é um filho de Deus, você se torna co-herdeiro com Cristo: "Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo." Com este versículo, o coração dos verdadeiros cristãos cantará de alegria. Mas o mesmo versículo diz a seguir: "...se com ele sofrermos, para que também com ele sejamos glorificados." "Receber a herança" é algo diferente do que "ter a vida eterna." A Bíblia promete: "...quem crê no Filho tem a vida eterna." Recebemos esta vida eterna gratuitamente por meio da fé em Jesus Cristo. Aquele que agora está disposto a não apenas crer no Senhor Jesus Cristo, mas também a segui-lO, quer dizer, disposto a sofrer como Ele sofreu, este também será co-herdeiro! Por que você tem que sofrer? No sofrimento, o Senhor liberta você das coisas terrenas e ao mesmo tempo o aproxima de Deus. Através do sofrimento você amadurece para a glória.

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Os Bilhões do Vaticano - parte final

subir ao “trono de Pedro”, não apenas para governar a Igreja, mas também para se transformarem eles mesmos em reis terrenos, isto é, para exercerem o domínio temporal, usarem as riquezas temporais e, assim, se extraviarem através da riqueza material.
O furor que acompanhou o final do primeiro milênio estabeleceu o fundamento para que as exigências da Igreja Católica de igualdade com os reis e imperadores, e nos séculos subseqüentes atingisse o ápice em arrogância espiritual e temporal. Isso conduziu  à Reforma que explodiu contra a Igreja Romana com a potência de um cataclisma, quase deixando-a sepultada em ruínas. Pois tendo possuído demais, ela perdeu mais da metade da Europa. A riqueza terrena da Europa Norte foi dela retirada, sem falar na inequívoca lealdade de centenas de milhões de Católicos.
Tentando se reerguer ela usou a Contra-Reforma, a fim de se afinar com os novos tempos. E também para continuar acumulando ainda mais riqueza temporal.
A Revolução Francesa veio, e enquanto a monarquia e a aristocracia ruíam, a Igreja, como proprietária de grandes parcelas de terras, bens imóveis e similares foi tratada como potentado terreno mais dedutível de todos os demais. Assim ela perdeu a maior parte de sua riqueza, junto com a lealdade de muitos que sempre a olharam  com raiva e fome, durante décadas.
A revolta da América Espanhola repetiu esse processo e um dos primeiros atos das recém-nascidas Repúblicas Latinas foi desapropriá-la. Depois de 1870 a França seguiu os passos destas como resultado da derrocada Franco-Prussiana. A Revolução Mexicana durante as primeiras décadas do século atual, fez o mesmo. Para completar essas repetidas perdas de sua riqueza acumulada surgiu a Revolução Bolchevista, em 1917. Sua rival, a Igreja Ortodoxa também insaciável na ambição de riqueza temporal, compartilhou da queda do Império Czarista com o qual tanto se havia identificado.
O processo que levou a Igreja a tais desastres agora continua, embora não tão ostensivamente, através do mundo cristão ocidental. Já observamos a inacreditável acumulação de riqueza que é processada hoje pela Igreja Católica, em todos os níveis. O resultado inevitável será a sua expropriação final. Isto não é mera especulação sombria. É uma estimativa fatual de algo que, tendo já se repetido no passado, deve acontecer num futuro previsível. Se os exemplos históricos não forem suficientes para convencer apelemos portanto para uma simples racionalização.
Quando uma Igreja compra ou ganha um bem imóvel, uma faixa de terra, ou um milhão em  ações, ou qualquer item valioso concreto, ela sempre o conservará, visto como a Igreja é uma corporação que não pode fenecer ou deixar de existir. O contrário acontece quando morre um benfeitor, ou doador, ou indivíduo, quando a regra geral é a redistribuição de sua riqueza entre os herdeiros. O mesmo se aplica a qualquer negócio, empresa comercial ou financeira, e inclusive os trusts gigantes ou corporações do século 20. Com a Igreja Católica essa regra não funciona. Seus membros individuais podem morrer (os quinhentos milhões agora um bilhão) de fiéis de uma geração e seus papas podem falecer. Ela, entretanto, como corporação, dona de toda a sua riqueza, permanecerá. Seus bilhões continuarão se multiplicando. A próxima geração acrescentará mais bilhões e assim por diante, - ad   infinitum.
Através desses meios, a Igreja se engrandecerá em cada geração sucessiva, até que finalmente, como tem acontecido tão freqüentemente no passado, ela se tornará a possuidora  e dominadora da maior parte da riqueza temporal da sociedade na qual ela atua. O processo já é visível em muitos países e se tornou por demais  evidente na terra mais dinamicamente ativa do mundo ocidental, os Estados Unidos da América.
A situação pode acarretar imensos perigos, visto como tem havido ultimamente uma demanda irresistível de expropriação eclesiástica. Isso conduzirá a violenta comoção, ou seja, à catástrofe religiosa e civil.
A Igreja hoje, apesar da preocupante multiplicação de previsões, continua febrilmente engajada na acumulação de ainda mais riqueza. Neste mundo atingido por tumultos sociais preocupantes, a expressão visível de incertezas individuais e coletivas, seus usos nas estruturas econômicas da sociedade contemporânea, mais do que impróprios, são provocativos, visto como a concretização das apreensões atávicas grandemente difundidas pelas massas,  será de tamanha proporção que irá ameaçar o mais tradicional de todos os estabelecimentos, que inclui o mais venerado de todos, a Igreja Católica.
O sombrio horizonte parece conduzir à potencialidade de uma aproximação de holocaustos globais e incineração espacial. Tais horrores longe de se dissolverem com o passar dos dias estão se tornando cada vez mais concretos através de uma imbatível acumulação de onipotência econômica por parte de alguns super colossos, norteados por uma desalmada tecnocracia gigante e aumento do materialismo inspirado no eclesiasticismo ocidental
O condomínio de ambos poderia gerar o desespero final coletivo e individual. O desespero pode levar à explosão. Se tal ocorresse, a conflagração seria tamanha que colocaria em perigo o  próprio fundamento sobre o qual a fábrica de “cristãos” está construída.
Os potentados, então, poderiam cair fragorosamente dos seus pedestais. Por causa da sua ilimitada pujança financeira a Igreja Católica inevitavelmente seria identificada como o maior deles, resultando em que suas possessões mais uma vez se tornariam a causa, não tanto de sua humilhação, mas de uma drástica redução de seu domínio espiritual, onde ela afirma ser a única fonte da verdade.
Se tal acontecesse, ela seria julgada como acumuladora de imensas possessões materiais, em total desacordo com o ditame do seu fundador: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”(Mateus 8:20).
Quem, então, testificará a favor dela uma vez que o próprio evangelho a condenará?
“Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus...”(Lucas 18:22). Estas são as palavras exatas daquele que ela afirma ser o seu Mestre. Ele ordenou a buscar, não as riquezas do mundo, mas as do reino de Deus.
                                         

SALMO 71


1 EM ti, Senhor, confio; nunca seja eu confundido.
2 Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.
3 Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
4 Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.
5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
6 Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.
7 Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
8 Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
9 Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.
10 Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
11 Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
12 Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.
13 Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.
14 Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.
15 A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia, pois não conheço o número delas.
16 Sairei na força do Senhor Deus, farei menção da tua justiça, e só dela.
17 Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
18 Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
19 Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas. Ó Deus, quem é semelhante a ti?
20 Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida, e me tirarás dos abismos da terra.
21 Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.
22 Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantarei com harpa a ti, ó Santo de Israel.
23 Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma, que tu remiste.
24 A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Meditação Diária


25 de Maio
"Jesus, porém, guardou silêncio." Mateus 26.63
Os sumo sacerdotes e anciãos procuraram falso testemunho contra Jesus. Mas Ele nada lhes respondeu. Quando crentes estão juntos muitas vezes retornam para casa deprimidos, pois: "No muito falar não falta transgressão." Deus também leva a sério o pecado da língua, e não apenas a "conversação fútil", mas também a calúnia "piedosa". Como é impiedosa a sua língua! Igrejas inteiras são destruídas dessa maneira e corações são dilacerados. Mas Deus ouve o que falamos. Um dos resultados mais funestos da calúnia é que Deus não ouve mais as nossas orações. Assim também valerá para nós: "Jesus, porém, guardou silêncio." O diligente estudo da Bíblia coloca nossa mão sobre a boca e nos protege de machucar outros filhos de Deus e ungidos do Senhor. "Jesus, porém, guardou silêncio." Este silêncio irritou a Caifás e amedrontou muito a Pilatos. Assim, o silêncio de Jesus se tornou uma resposta poderosa à pergunta de Pilatos. Talvez você fale muito para Deus sem receber resposta. Por que Ele não responde? Não será porque Ele espera calado até que você tome algumas atitudes? Talvez você ore assim: "Senhor, tira o pecado de mim." Será que isso está certo? Não, pois é você que deve abandonar o pecado! Diga um não total a tudo o que é pecado. Então em seu fraco coração irromperá o júbilo de vitória!

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Os Bilhões do Vaticano - parte 77

junho. Na Itália o dinheiro é entregue aos bispos, que o remetem a Roma. Nos demais países, via de regra, é entregue ao Núncio Apostólico. Os contribuintes mais generosos são a Alemanha e os Estados Unidos, sendo este último o mais generoso de todos. Os bispos e cardeais americanos são de fato considerados os campeões da Moeda de Pedro na atualidade. Já nos referimos ao Cardeal Spellmann que costumava levar para o papa o mínimo de um milhão de dólares.
            Várias estimativas têm sido feitas acerca do total da Moeda de Pedro, mas o Vaticano jamais prestou a mínima informação sobre isto. Contudo através de simples cálculos aritméticos chegamos à conclusão de que ela atinge a soma de muitos milhões. Admitindo-se que a contribuição média de cada católico seja apenas de vinte e cinco centavos, isto é, um quarto de dólar, como existem agora mais de oitocentos milhões de católicos, ela chegaria a duzentos milhões de dólares semanalmente. A reclamação de que alguns católicos dão menos ou nada, é anulada pelo fato de que muitos, a começar dos alemães, holandeses e ingleses, dão o dobro ou o triplo disso, para compensar os que dão menos de vinte e cinco centavos nos países mais pobres. Devemos lembrar que não é uma taxa forçada, ela é dada por zelo religioso e é uma característica surpreendente que muitas vezes os países campeões são não apenas os mais devotos, mas também os mais generosos.
            O humilde valor da Moeda de Pedro, ao chegar a Roma, pode efetivamente ter-ser multiplicado em milhões de dólares. A Moeda de Pedro tem muitas imitações, por exemplo as primícias católicas das diversas nações. As dioceses de bispos e cardeais americanos por exemplo têm sua próprias coletas individuais. Tanto é que não são chamadas Moeda de Pedro e os fundos não são enviados a Roma. Elas são programadas para cair diretamente nos cofres das dioceses. Apesar de tudo, as contribuições são sempre substanciais. Uma vez integrada na máquina da Igreja Católica elas se tornam ipso facto uma parte do seu império financeiro. Não é de admirar que certas dioceses dos Estados Unidos, graças principalmente a sua pujança financeira, tenham sido  chamadas de os Pequenos Vaticanos.
            Contudo mesmo sendo a Moeda de Pedro um concreto, embora intangível arrecadador de milhões, a imensa rede de serviço de ajuda e assistência é ainda maior. A estimativa total por ano é de mais de mil milhões de dólares. A imensidade desta soma pode melhor ser apreciada se nos lembrarmos que ela é maior do que a receita de muitos países das da ONU (Organizações das Nações Unidas), no mesmo campo. Em verdade é até maior do que os programas oficiais de ajuda além mar dos Estados Unidos. Os mil milhões de dólares anuais do trabalho em rede de ajuda e assistência tornou-se financeiramente tão extraordinário que o Vaticano teve de criar um corpo especial chamado “Corunum”, o qual se encontrou pela primeira vez em Roma, em 1972, a fim de coordenar melhor esse polvo católico financeiro de multiplicação.
            O dilema da Igreja Católica e sua preocupação com a riqueza tem se tornado incrivelmente preocupante para os leigos e clérigos católicos, uma vez que a reconciliação das doutrinas de valores não terrenos que ela prega junto com a cumulação fabulosa da riqueza mundana à sua disposição está se tornando incrivelmente evasiva. Que a própria Igreja nos últimos anos  deveria ter se tornado ciente disso, foi provado através dos esporádicos e contudo multiplicados protestos contra a sua riqueza, feitos por muitos dos seus mais sinceros membros. Prova disso é o Cardeal François Marty, Arcebispo de Paris, que pôs à venda parte do mobiliário da casa do arcebispado naquela cidade “como um gesto simbólico”. O cardeal Marty explicou que havia feito isso atendendo ao apelo do Arcebispo do Recife (Brasil), visto terem ambos concordado em “eliminar as marcas de riqueza e ostentação incompatíveis com a pobreza de Cristo” (6).
         Até mesmo o papa começou a mencionar o antigo conceito de “uma igreja pobre existindo amplamente para os pobres”. Sem dúvida o conceito não era novo (7). Muitos papas no passado disseram o mesmo em contradição ao fato de que a Igreja apesar de suas palavras tinha continuado a crescer e a se tornou cada vez mais rica. As declarações papais foram sempre recebidas com muito cinismo, especialmente em Roma. A reação da população romana tem sido sempre um bom indicador. Uma comentário geralmente em uso sobre as últimas admoestações papais referentes à pobreza da igreja, além de ser típica é comentada. Refere-se às idas e vindas da cidade do Vaticano das limusines dos cardeais. As iniciais em sua placas dizem S.C.V. – Stato Citta Vaticano (Estado do Vaticano). Os romanos entretanto costumavam interpretar essas iniciais como: “Se Christo Vedesse”, isto é, se Cristo visse....
            Deveria ser dito que a Igreja precisa de seus bilhões para desenvolver suas incontáveis atividades. Isso parece plausível e até certo ponto, correto. As palavras de São Gregório, o Grande, ainda podem ser relembradas: “não temos riqueza que nos pertença, mas a nós foi confiada a custódia e distribuição do sustento do pobre”. Desde os tempos de São Gregório, contudo, a realidade histórica concreta é que a Igreja apesar de periódicas desestabilizações, muitas das quais mencionamos neste livro, têm crescido como um dos maiores potentados mundiais em termos de riqueza material, do mesmo modo como tem feito a sua oponente protestante. A última por exemplo tem um grosso de três bilhões só nos Estados Unidos. A soma exata é de dois bilhões setecentos e quarenta e cinco milhões, trezentos e sete mil e quinze dólares, uma rival digna da Igreja Católica, em verdade, sua sósia financeira, se se pudesse considerar toda a riqueza material das igrejas protestantes representada pelas propriedades da igreja, hospitais, escolas e congêneres. Nos idos de 1970 essa riqueza chegava à soma colossal de 40,6 bilhões de dólares (8)  e, em 1980 a sessenta bilhões (9).
            O Cristianismo organizado desse modo tem-se tornado  um imenso acumulador e usuário de riqueza financeira, comercial e industrial, o que jamais foi igualado em épocas passadas.
            Quase mil milhões de Cristãos ainda são contribuintes voluntários da já fantástica riqueza de suas denominações. Mais de oitocentos milhões de Católicos Romanos (10) pertencem a uma única Igreja que, devido à sua unidade, propósito e zelo, tem, ainda mais do que as denominações protestantes, se tornado uma rival dos mais fortes potentados financeiros da terra.
            Os mil milhões de cristãos na sua ânsia de ganhar o céu não têm esquecido de colocar uma moeda extra ou mesmo um milhão de dólares extra nos cofres protestantes ou católicos. É o seu direito inalienável não apenas de crer qual seja o tipo de interpretação do Cristianismo que preferem, mas igualmente ajudar suas próprias igrejas financeiramente ou de outro modo ou de qualquer forma com qualquer quantia que quiserem.
            A pergunta que tanto os protestantes como os católicos deveriam começar a fazer a si mesmos com grande urgência, em vista dos tremores globais na atual instável sociedade contemporânea é muito pertinente. O que faria Cristo com tão colossal acumulação eclesiástica de riqueza?
            Em suas respostas estão não apenas a interpretação  certa ou errada dos evangelhos de Jesus como igualmente o futuro do próprio cristianismo organizado.

Capítulo 35 do livro

“Os Bilhões do Vaticano”

traduzido por Mary Schultze
Bibliografia:
1.     Pinturas incluindo obras de Perugino, Weyden e Mino da Fiesole. “The Times”, Londres, 5/11/69.
2.     “The Times”, 19/05/71.
3.     “The Times”, 21/10/71
4.     O documento estava no apartamento do Prof. J. Ibaiz
Prat de la Riba, Terragona, Espanha, 1972.
5.     30.000 aos da Natividade da Virgem e 100.000 da Epifania.
Ver artigo do autor do livro “Como Tornar-se Santo Sem Sequer Tentar”,
“The Independent”, N. York, 1969.
6.     “The Times”, 22/06/70
7.     “The Times”, 21/07/70
8.     M. A Larson e C. L. Lowell “Agradeça ao Senhor pela Isenção de Imposto”.
9.     “Finance and Property”, 15/01/80
10.  Em 1978 os Católicos Romanos eram oficialmente 765 milhões. Em 1984 já chegavam a 800 milhões. “Operation World”. (Hoje chegam a um bilhão).

Capítulo 36

Árbitro do Mundo Ocidental

Calcula-se que se os bilhões da Igreja Católica se multiplicarem na mesma proporção de seu crescimento atual e que se todas as suas propriedades visíveis e invisíveis, locais e globais continuarem na mesma aceleração em valor monetário, somando-se ao paralelo aumento da população católica, a Igreja Católica a esta altura já possui pelo menos 1/3 de toda a riqueza do hemisfério ocidental.
A perspectiva seria assustadora se fosse apenas abstração. Como especulação ela é alarmante. Como perspectiva real ela é, no mínimo, aterrorizante para os não católicos e do mesmo modo para os Católicos – e até mesmo, para a própria segurança da Igreja Católica, conforme ela está constituída atualmente.
O processo é inevitável, visto como todas as características dos dias passados ainda permanecem, apenas com uma nova e terrível característica, sua imensa aceleração. Pois conquanto no passado sua acumulação de riqueza, não importa quanta, se limitava aos confins de uma simples nação ou grupo de nações, ela agora extrapola os hemisférios e engloba os dois continentes mais progressistas, vitais, poderosos e ricos da terra: a Europa e as Américas.
Sua permanente acumulação de riqueza temporal, além de corrompê-la (1 Timóteo 6:9,10), sempre a tem conduzido ao desastre inevitável. Já vimos exemplos disso nas páginas anteriores. Uma vez ela se tornou um poder temporal através da falsa “Doação de Pepino” de Roma e Itália Central, quando a Igreja atravessava um dos mais negros períodos de sua história. Alguns dos seus papas foram os mais grosseiros e execráveis vilões de uma era já condenável. Isso porque a maioria deles desejava 

SALMO 70


1 APRESSA-TE, ó Deus, em me livrar; Senhor, apressa-te em ajudar-me.
2 Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; voltem para trás e confundam-se os que me desejam mal.
3 Virem as costas como recompensa da sua vergonha os que dizem: Ah! Ah!
4 Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.
5 Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; Senhor, não te detenhas.

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