sábado, 31 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 11:2-16

Poucas porções da Bíblia foram objeto de tantas desavenças quanto os ensinamentos deste capítulo (v. 16). Porque o apóstolo - ou melhor, o Espírito Santo - trata de questões que aparentam ser de tão pouca importância como a instrução para que a mulher use cabelos longos ou não ore sem uma cobertura sobre cabeça?
Primeiro convém lembrar que o nosso cristianismo não consiste em alguns atos notáveis realizados ocasionalmente, mas em um conjunto de detalhes que constituem a nossa vida diária (Lucas 16:10). Por outro lado, Deus é soberano e não está obrigado a nos dar razões de tudo o que nos pede em Sua Palavra. Obedecer sem discutir, esta é a única e verdadeira obediência. Assim, podemos dizer que essas instruções se constituem num tipo de teste para cada moça ou mulher cristã. É como se o Senhor perguntasse: "Você faria isso por Mim? Você me ama o suficiente para expor a sua obediência e a sua sujeição mediante este sinal exterior, ou você dá preferência à moda ou à conveniência?".
Por fim, ainda há uma solene realidade que não deve ser esquecida: o mundo invisível dos anjos observa de que maneira os crentes respondem aos pensamentos de Deus (v. 10). O que eles têm visto em nossa vida?

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. (João 7.37)
A perseverança teve a sua obra perfeita na pessoa do Senhor Jesus. Até ao último dia da festa, Ele apelou aos judeus. Neste último dia do ano, o Senhor Jesus nos dirige seu apelo e espera para se mostrar gracioso para conosco. A longanimidade de nosso Senhor é admirável em tolerar alguns de nós, ano após ano, apesar de nossas provocações, rebeldias e resistência ao seu Espírito Santo. Maravilha das maravilhas é o fato de que ainda estamos na terra da misericórdia. O Senhor Jesus nos exorta à reconciliação com Deus. Quão profundo tem de ser o amor que fez o Senhor chorar pelos pecadores. Com certeza, diante o clamor dessa chamada, o nosso coração virá espontaneamente. Tudo o que o homem necessita para satisfazer a sede de sua alma já foi providenciado. Embora a alma esteja completamente sedenta, o Senhor Jesus pode saciá-la. A proclamação está sendo f eita, com toda espontaneidade, declarando que todos os sedentos são bem-vindos. O Senhor Jesus levou em seu próprio corpo os nossos pecados, na cruz. O Salvador que sangrou, morreu e ressuscitou é a única esperança para um pecador. Ó, que tenhamos graça para agora vir e beber, antes que o sol se ponha, neste último dia do ano! O ato de beber representa uma recepção para a qual nenhuma adequação é requerida. O tolo, o ladrão, a prostituta podem beber. Pecaminosidade de caráter não pode impedir que alguém aceite o convite e creia em Jesus. A boca pobre é convidada a parar e beber um profundo gole da fonte inesgotável. Lábios imundos, ressecados e leprosos podem beber da torrente de amor divino. Eles não podem contaminá-la, mas, pelo contrário, serão purificados. O Senhor Jesus é a fonte de esperança. Querido leitor, ouça a voz do amável Redentor, que clama a todos nós: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 10:14-33; 11:1

A bendita porção do crente é a comunhão com Deus . Esta exclui qualquer envolvimento com a idolatria, até mesmo em suas formas mais sutis. A comunhão se expressa de um modo especial na "Mesa do Senhor". Em princípio, todos os que participam do cálice e do pão são redimidos do Senhor; mas nem todos os redimidos estão ali. Contudo, pela fé, vemos todos os crentes representados no "único pão", um sinal visível da existência de "um só corpo". Esse emblema simboliza a unidade da Igreja que o mundo religioso pretende construir, sendo que ela já existe!
Se não busco meus próprios interesses, quanto tempo terei disponível para me dedicar aos interesses dos! outros (O interesse de Jesus Cristo consiste neles também; Filipenses 2:21.) Mas buscar o interesse dos outros não significa apenas almejar o bem-estar deles; é, outrossim, considerar a consciência deles. Isso implica fazer certas coisas e abster-se de outras por amor a eles. É algo que sempre me levará a questionar: "Tenho liberdade de render graças nessa circunstância?"; "O que faço neste momento, mesmo que seja comer ou beber, é para a glória de Deus?" (leia o versículo 31 em contraste com o versículo 7).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio. (Eclesiastes 7.8)
Considere o nosso Senhor e Salvador. Em seu princípio, Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens; foi um homem de dores, familiarizado com o sofrimento (ver Isaías 53.3). Você pode observar o fim? Nosso Senhor está assentado à direita de Deus, sabendo que todos os seus inimigos se tornarão o estrado de seus pés (ver Salmos 110.1). “Segundo ele é, também nós somos neste mundo” (1 João 4.17). Você tem de tomar a cruz, pois, se não o fizer, nunca receberá a coroa. Você tem de passar através da lama, pois, se não o fizer, nunca andará nas ruas de ouro. Anime-se, então, crente abatido. “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio”. Quão desprezível é a aparência da larva de um inseto. É o começo de uma vida. Todavia, se você observar posteriormente, aquele inseto com asas deslumbrantes estará brincando aos raios de sol, bebendo das flores, cheio de vida e felicidade. Esse é o fim. Aquele inseto é como você, até que seja envolvido na crisálida da morte. Mas, quando Cristo se manifestar, você será semelhante a Ele, porque O verá como Ele é (ver Salmos 17.15). O diamante de aparência rústica é colocado na roda do lapidário, que o corta em todos os lados. O diamante perde muito, muito do que parecia ser precioso para ele mesmo. O rei é coroado; o diadema é colocado na cabeça do monarca com o alegre som da trombeta. Um resplandecente raio brilha da pequena coroa, brilho que vem daquele exato diamante que tão recentemente foi em extremo afligido pelo lapidário. Você pode ousar se comparar a tal diamante, pois é um do povo de Deus; este é o tempo do processo de lapidação. A fé e a perseverança têm sua obra perfeita (ver Tiago 1.3,4), pois no dia em que a coroa for colocada na cabeça do “Rei eterno, imortal, invisível” (1 Timóteo 1.17), um brilho de glória resplandecerá de você. “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos” (Malaquias 3.17). “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio.”

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 10:1-13

Apresentando o exemplo de Israel, Paulo nos faz considerar a tremenda responsabilidade dos que professam ser cristãos. Exteriormente, eles se tornaram participantes das mais excelentes bênçãos espirituais: Cristo, Sua obra, Seu Espírito, Sua Palavra (vv. 3-4). Mas Deus não tem como se agradar da maioria deles, pois lhes falta a fé (v. 5; Hebreus 10:38). Pela história deste povo no deserto, Deus nos dá aqui um triste exemplo do que nosso coração é capaz de produzir, mesmo sob o manto do cristianismo: cobiça, idolatria, murmurações... e nos adverte solenemente das conseqüências desses frutos da carne - ainda que a graça opere em favor do crente. O Tentador empreende tudo para fazer aflorar o mal que está em nós e ao qual buscamos dominar. Cuidado! O objetivo dele é nos derrubar. Principalmente quando pensamos estar firmes por nossas próprias forças (v. 12). Mas "Deus é fiel". Quão encorajador é pensar nisso! Ele conhece as nossas fraquezas e jamais permitirá que Satanás nos tente mais do que possamos suportar (Jó 1:12; 2:6). Deus de antemão preparou uma saída vitoriosa para quando a tentação nos acometer (v. 13). Apoiemo-nos nessas promessas sempre que nos depararmos com o Inimigo! Sim, "Deus é fiel"!

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Devocional Diário: Até aqui nos ajudou o SENHOR. (1Samuel 7.12)
A expressão “até aqui” parece uma mão apontando em direção ao passado. Vinte anos, ou setenta anos, e “até aqui nos tem ajudado o Senhor”! Na pobreza ou na riqueza, na enfermidade ou na saúde, em casa ou fora de casa, em terra ou no mar, em honra ou desonra, na perplexidade, na alegria, em provações ou em triunfos, em oração, em tentação, o Senhor nos tem ajudado! Gostamos de contemplar uma extensa avenida de árvores; é agradável admirarmos esta grande paisagem do início até ao final, um tipo de templo verdejante, com seus pilares de galhos e seus arcos de folhas. De modo semelhante, contemple os corredores dos anos de sua vida, veja os galhos verdes de misericórdia na copa de sua vida e os fortes caules de bondade e fidelidade que produziram suas alegrias. Não há pássaros cantando nos galhos? Certamente deve haver, e todos cantam da misericórdia recebida “até aqui”. A expressão “até aqui” também aponta ao futuro. Quando um homem atinge certo ponto e escreve “até aqui”, isso indica que ele ainda não chegou ao final. Ainda há certa distância a ser percorrida. Existem mais provações, mais alegrias, mais tentações, mais triunfos, mais orações, mais respostas, mais labores, mais fortalecimento, bem como mais lutas, mais vitórias. Depois vem a doença, velhice e morte. A jornada acabou? Não! Ainda há mais: ressuscitar na semelhança de Jesus, tronos, harpas, canções, salmos, vestes brancas, a face de Jesus, a comunhão dos santos, a glória de Deus, a plenitude da eternidade e a bem aventurança infinita. Crente, tenha bom ânimo! Com grata confiança erga seu Ebénezer, pois Aquele que o ajudou até aqui continuará ajudando-o em todo o percurso de sua jornada. Quando lido à luz do céu, que perspectiva gloriosa e maravilhosa do seu “até aqui” se descortinará aos seus gratos olhos!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 9:19-27

O apóstolo fez-se servo de todos com o fim de ganhá-los para o Evangelho. Estava então aberto a fazer concessões? Certamente não! Ainda que o tivessem como um "enganador" para Cristo, ele certamente era também "verdadeiro" (2 Coríntios 6:8). Da mesma forma que o próprio Senhor Jesus tratou com a mulher samaritana junto ao poço de Sicar, Paulo também sabia alcançar cada pessoa em seu próprio terreno e falar-lhe numa linguagem que pudesse entender. Aos judeus, ele apresentava o Deus de Israel, a responsabilidade deles na rejeição do Salvador, o Filho de Davi, e o perdão dos pecados (Atos 13:14-43). Aos gentios idólatras, ele anunciava o único Deus, paciente com Sua criatura, e que ordena a todos os homens que se arrependam (Atos 17:22-31). O apóstolo sempre tinha diante de seus olhos o prêmio que iria coroar seus esforços: todas as almas que se salvariam por intermédio de seu ministério (1 Tessalonicenses 2:19 e Filipenses 4:1). Esforçando-se para alcançar a meta, ele corria como um atleta no estádio, o qual submete seu corpo a rigorosa disciplina, pensando somente na vitória. Mas no esporte o campeão usufrui apenas de glória passageira, louros que murcham (v. 25), enquanto que a nossa carreira cristã tem como prêmio uma coroa muito mais gloriosa, a qual jamais murchará. Corramos de maneira que a alcancemos (v. 24)!

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus. (Gálatas 2.20)
Quando em sua misericórdia o Senhor passou e nos viu mortos, Ele disse: “Vive”, porque a vida é uma das coisas absolutamente essenciais nas questões espirituais. Até que a vida seja outorgada, somos incapazes de participar das coisas do Reino. A vida que a graça outorga ao crente no momento de sua regeneração não é outra, senão a própria vida de Cristo. Assim como a seiva do caule, a fé existe e flui em nós, os ramos, e estabelece uma conexão viva entre nossa alma e Jesus. A fé é a graça que percebe esta união; e procedeu desta união como as suas primícias. É o pescoço que une o corpo da igreja à sua toda gloriosa Cabeça. A fé apega-se ao Senhor Jesus com firmeza e determinação. A fé conhece a excelência e dignidade de Jesus. Por isso, nenhuma tentação pode induzi-la a colocar sua confiança em qualquer outro. O Senhor Jesus se deleita tanto com esta graça celestial, que nunca pára de sustentar e fortalecer a fé por meio do amável envolvimento e do todo-suficiente amparo de seus braços eternos. Portanto, esta é uma união viva, sensível e cheia de deleites, que produz torrentes de amor, confiança, simpatia, complacência e regozijo, das quais tanto a noiva como o Noivo gostam de beber. Quando a alma pode perceber a união entre ela mesma e Cristo, o mesmo pulso pode ser sentido como que batendo tanto em um como no Outro, e o mesmo sangue, correndo nas veias de ambos. Assim, o coração se encontra próximo do céu, enquanto está por algum tempo na terra, e está preparado para o gozo do mais sublime e espiritual tipo de comunhão.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 9:1-18

Envaidecidos com seus dons e conhecimento, certos homens atribuíram para si uma posição de destaque na igreja de Corinto. E como a exaltação de si mesmo sempre leva a rebaixar os outros, eles chegaram até mesmo a contestar a autoridade do apóstolo e, por conseguinte, a do próprio Deus. Paulo se vê obrigado a justificar o seu ministério e o seu procedimento. A tarefa de pregar o Evangelho lhe foi encomendada pela boca do Senhor. E ele não desobedeceu àquela "visão celestial" (Atos 26:16-19).
O exemplo do lavrador é muito empregado na Palavra de Deus. Antes de mais nada, isso enfatiza o cansaço ligado ao trabalho na terra (Gênesis 3:17); e também a esperança e a fé necessárias para estimular o agricultor (1 Coríntios 9:10; 10; 2 Timóteo 2:6); por fim, a paciência com a qual ele deve aguardar "o precioso fruto da terra" (Tiago 5:7). Os coríntios eram "lavoura de Deus" (1 Coríntios 3:9) e o fiel obreiro do Senhor prosseguia nela trabalhando, renunciando a muitas coisas que lhe eram de direito para não pôr nenhum obstáculo ao Evangelho de Cristo (quantas coisas menos "legais" têm sido um empecilho ao nosso serviço!). Era um momento de árduo trabalho para Paulo, que estava, por assim dizer, extirpando todas as ervas daninhas que haviam crescido no campo de Corinto.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Viça o junco sem água? (Jó 8.11)
O junco é uma planta esponjosa e oca; o hipócrita também é assim. Não existe qualquer substância ou estabilidade no hipócrita. O junco é balançado para lá e para cá, em todos os ventos; de modo semelhante, os formalistas se rendem a todas as influências. É por esta razão que o junco não é quebrado pela tempestade; tampouco os hipócritas se inquietam com a perseguição. O versículo de hoje pode ser um auxílio para examinarmos a nós mesmos, a fim de verificarmos se somos hipócritas ou não. O junco, por natureza, vive na água e deve sua existência completamente à lama e ao lodo onde ele se enraizou. Se a lama secar, o junco murchará rapidamente. A verdura do junco depende completamente das circunstâncias. A abundância de água o faz florir, e a seca o destrói prontamente. Será este o meu caso? Sirvo a Deus somente quando estou em boa companhia ou quando o cristianismo é respeitável e proveitoso? Amo o Senhor somente quando recebo de suas mãos confortos temporais? Se este é o meu caso, sou um hipócrita desprezível. Assim como o junco que murcha facilmente, perecerei quando a morte me privar de prazeres exteriores. No entanto, eu posso dizer com honestidade que, quando os confortos terrenos forem poucos e minhas circunstâncias forem adversas e não proveitosas à graça, ainda manterei a minha integridade? Se sim, então, posso ter esperança de que existe em mim uma piedade vital e autêntica. O junco não pode crescer sem umidade, mas, plantas que pertencem ao Senhor podem florescer e florescem, mesmo no ano de seca. Um homem salvo cresce mais freqüentemente quando as circunstâncias do mundo entram em decadência. Aquele que segue a Cristo em busca de ganhos é semelhante a Judas Iscariotes. Aqueles que O seguem por causa dos pães e dos peixes são do diabo, mas aqueles que O seguem por amor são os amados dele. Ó Senhor, que a minha vida esteja em Ti e não no lodo do favor e do ganho deste mundo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 7 e 8:1-13

No capítulo 6 (vv. 13-20), o apóstolo advertiu o crente contra a impureza. Agora, no capítulo 7, ele fala sobre o caminho que se pode seguir com a aprovação do Senhor: o caminho do casamento. Nesta tão importante decisão o jovem cristão que tem observado seu caminho de acordo com a Palavra (Salmo 119:9) deve, mais do que nunca, descansar no Senhor e deixar-se conduzir por Ele.
No capítulo 8 o apóstolo fala das carnes vendidas no mercado, que muitas vezes tinham sido oferecidas nos altares pagãos antes de serem postas à venda. Muitos tinham problema de consciência com isto (comparar Romanos 14). Em nossos países esta questão não existe mais, porém essas exortações se aplicam a qualquer situação em que há o risco de sermos um "tropeço" para outros crentes (v. 9).
Quantas coisas os coríntios conheciam! O apóstolo repete continuamente: "Ou não sabeis...?" (6:2, 3, 9, 15, 19). Mas que uso eles fizeram desse conhecimento? Somente para se vangloriar. Corremos este mesmo risco, nós, que conhecemos tantas verdades por vezes só com o nosso intelecto, em vez de tê-las no coração. Para saber "como convém saber" (v. 2), temos de amar a Deus (v. 3). Amá-LO significa pôr em prática as coisas que temos o privilégio de conhecer (João 14:21-23).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: O último Adão. (1Coríntios 15.45)

Jesus é o cabeça de seus eleitos. Em Adão, cada herdeiro de carne e sangue tem um interesse pessoal porque ele é o cabeça da aliança e o representante da raça considerada sob a lei das obras. Sob a lei da graça, toda alma redimida está em união com o Senhor, visto que Ele é o Segundo Adão, o fiador e substituto de todos os eleitos na nova aliança de amor. O apóstolo Paulo disse que Levi estava nos lombos em Abraão, quando Melquisede que saiu-lhe ao encontro. É uma verdade segura que o crente estava em Jesus, o Mediador, quando, na eternidade, a aliança da graça foi decretada, ratificada e assegurada para sempre. Por conseguinte, tudo o que Cristo fez, Ele o fez por todo o corpo de sua igreja. Fomos crucificados e sepultados n'Ele (ver Colossenses 2.12). E, para tornar isso ainda mais maravilhoso, fomos ressuscitados e assentados com Ele nos lugares celestiais (ver Efésios 2.6). Assim, a igreja cumpriu a Lei e se tornou aceita no Amado. Portanto, ela é contemplada com misericórdia pelo justo Jeová, pois Ele a vê em Jesus e não como se estivesse separada do Cabeça da aliança. Como o Redentor ungido de Israel, Jesus Cristo não tem nada distinto de sua igreja. Tudo o que Ele possui, Ele o possui para ela. A justiça de Adão seria nossa desde que ele a mantivesse, e o pecado dele tornou-se nosso no momento que ele pecou. Da mesma forma, tudo o que o Segundo Adão é ou tudo o que Ele faz nos pertence, visto que Ele é nosso representante. Eis o fundamento da aliança da graça. Este gracioso sistema de representação e substituição -que fez Justin Martyn clamar: “Ó bendita mudança, ó doce troca!” -é a base do evangelho de nossa salvação, e deve ser recebido com forte fé e alegria arrebatadora.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 6:1-20

Havia ainda outra desordem em Corinto. Alguns irmãos chegaram a ponto de levar suas diferenças diante dos tribunais deste mundo. Realmente um triste testemunho! O apóstolo censura tanto ao que cometeu a injustiça como ao que não a suportou. Em seguida, cita os vícios característicos dos pagãos e declara solenemente que não é possível ser salvo e continuar vivendo na prática do pecado.
"Tais fostes alguns de vós. Mas vejam o que Deus fez agora: Ele vos lavou, santificou e justificou!" Será que Deus fez isso para que mais uma vez vocês se sujassem com a podridão deste mundo?
À exceção do pecado, nada me é proibido... porém, se eu me descuidar, qualquer coisa pode dominar-me (v. 12). "O mal não está nas coisas em si mesmas, mas no amor pelas coisas que estão em meu coração", alguém escreveu.
Os versículos 13 a 20 tratam da pureza. Que estes versículos sejam gravados especialmente no coração do jovem cristão, pois ele está mais exposto às tentações da carne. O nosso próprio corpo já não nos pertence mais. Deus o comprou - e não esqueçamos o preço que Ele pagou! - com o propósito de nos tornar, para Cristo, um membro de Seu corpo (v. 15) e, para o Espírito Santo, um templo que deve ser santo como o é seu divino Hóspede (v. 19).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. (Isaías 7.14)
Dirijamo-nos hoje à Belém, e, em companhia de pastores maravilhados e de reis que adoram, vejamos aquele que nasceu Rei dos judeus; pois nós, pela fé podemos reivindicar interesse por Ele e podemos cantar: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Isaías 9.6). Jesus é Jeová encarnado, nosso Deus e nosso Senhor, mas também nosso irmão e amigo. Devemos adorá-Lo e admirá-Lo. Sua concepção miraculosa foi algo sobre o que jamais se ouviu em tempos passados, e inigualável em tempos posteriores. A primeira promessa que encontramos nas Escrituras se refere ao descendente da mulher, e não ao descendente do homem. Nosso Salvador, embora fosse verdadeiramente homem, era, no que concerne à sua natureza humana, o Santo de Deus. Pelo poder do Espírito Santo, Jesus nasceu da virgem, sem a mácula do pecado original que pertence a todos os nascidos da carne. Devemos lembrar com regozijo nosso bendito Redentor. Quando, antes disso, os anjos se deleitaram com cânticos durante a madrugada e Deus colocou uma nova estrela no céu? Ao berço de quem ricos e pobres se mostram tão dispostos a realizar uma peregrinação e prestar louvores sinceros e espontâneos? A terra pode se regozijar, e os homens devem cessar os seus labores para celebrarem o grande nascimento de Jesus. Belém, casa de pão, vemos em ti nossas esperanças para sempre satisfeitas. É Ele, o Salvador, prenunciado há muito tempo, que anunciará a era do ouro. Que a felicidade governe o momento. Que santas canções e doces músicas sinceras acompanhem nossa alma em seu êxtase de contentamento. O precioso nome “Emanuel” é inefavelmente aprazível. “Emanuel”, Deus conosco em nossa natureza, sofrimento, vida de labores, morte. Agora, nós com Ele, em sua ressurreição, ascensão, triunfo e segundo advento esplendoroso. Oh! que tenhamos verdadeira comunhão espiritual com “Emanuel” em todo este dia!

sábado, 24 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 5:1-13

O apóstolo agora aborda um assunto muito delicado. Além das lamentáveis divisões, havia na igreja de Corinto um grave pecado moral que contaminava a igreja inteira, apesar de cometido por um só indivíduo (comparar com Josué 7:13). Esse "fermento" de maldade, que devia levar os coríntios à dor, à aflição e ao abatimento, não os demoveu de ser arrogantes (de sua "jactância"; v. 6). É como se um homem leproso quisesse encobrir sua doença escondendo suas chagas debaixo de roupas luxuosas. Em nome do Senhor, o apóstolo clama por sinceridade e verdade (v. 8). Ele não hesita em expor esse mal, sem tentar agradar a ninguém. Antes de qualquer serviço ou testemunho cristão, é necessário que a consciência esteja em ordem. E a santidade requer que os crentes se abstenham do mal, não somente em sua própria vida, mas que também se mantenham afastados das que vivem em pecado, mesmo daqueles que se declaram filhos de Deus (v. 11). Qual é o principal motivo pelo qual devemos guardar-nos, individual e coletivamente, de toda a comunhão e de toda a indiferença no trato com o mal? Não é nossa superioridade em relação aos outros, mas sim o infinito valor do sacrifício dAquele que expiou os nossos pecados (v. 7).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Se fez pobre por amor de vós. (2 Coríntios 8.9)
O Senhor Jesus era eternamente rico, glorioso e exaltado, mas, “sendo rico, se fez pobre por amor de vós”. O crente rico não pode ser verdadeiro em sua comunhão com seu irmão pobre, se não oferecer seus recursos para atender às necessidades deste. De modo semelhante é a Cabeça e os membros do corpo de Cristo. Seria impossível nosso divino Senhor ter comunhão conosco, se não nos houvesse comunicado de sua abundante riqueza e se tornado pobre, a fim de enriquecer-nos. Se o Senhor Jesus tivesse permanecido em seu trono de glória, e houvéssemos nós permanecido nas ruínas da Queda, sem recebermos a salvação consumada por Ele, a comunhão teria sido impossível para ambos os lados. Devido à Queda, a nossa posição, à parte da aliança da graça, fez com que se tornasse tão impossível para nós, criaturas arruinadas, o comungarmos com Deus como é impossível a Belial viver em harmonia com Cristo. Para a comunhão ser alcançada, foi necessário que o rico Resgatador concedesse suas posses aos seus pobres parentes; que o Salvador justo desse de sua própria perfeição aos seus irmãos pecadores e que nós, os infelizes culpados, recebêssemos da plenitude dele “graça sobre graça” (João 1.16). Deste modo, em dar e receber, Um desceria das alturas e o outro subiria das profundezas, sendo assim capazes de se encontrarem em verdadeira e sincera comunhão. A pobreza deve ser enriquecida por Ele, em quem há tesouros infinitos, antes de poder chegar ao ponto da comunhão; a culpa deve dar lugar à justiça imputada antes que a alma possa caminhar em companheirismo com a pureza. Jesus tem de vestir seu povo com suas próprias vestes, pois, do contrário, não pode admiti-los em seu palácio de glória. Ele tem de lavá-los em seu próprio sangue, pois, se não fizer isso, eles permanecerão muito contaminados para o encontro de comunhão com Jesus. Crente, isto é amor! Por amor a você, o Senhor Jesus se fez pobre, a fim de elevá-lo à comunhão com Ele mesmo.



33natal-segundo-ap-paulo
Nos dois textos anteriores da nossa série sobre Gálatas 4.4-5, aprendemos quatro características da resposta do apóstolo à pergunta: “que criança é essa que nasceu no Natal?”. Temos focado na criança como o coração da história, em duas circunstâncias de seu nascimento e no propósito de sua vinda.  Nesta parte final, aprenderemos mais duas características do Natal de acordo com Paulo.
Então, que criança é essa na manjedoura?  De acordo com Gálatas 4.5, ele é o Filho que nasceu para nos fazer herdeiros de Deus. Como o apóstolo diz, ele veio “a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”, isto é, como herdeiros com direitos e privilégios completos (Gálatas 4.5).  Nessas palavras, aprendemos o objetivo final da vinda do Filho.
Precisamos apreciar novamente o significado do termo usado por Paulo aqui.  A adoção era definida pelo direito romano e amplamente praticada na vida romana. Imperadores romanos haviam adotado homens não relacionados a eles por laços de sangue, a fim de lhes darem seu título e autoridade. Em termos mais gerais, quando um filho era adotado, ele era em todos os aspectos legais igual aos nascidos em sua nova família. O filho adotivo tinha o mesmo nome, a mesma herança, a mesma posição e os mesmos direitos que os filhos natos.
Para apreciar a realidade impressionante da nossa posição como herdeiros na família de Deus, lembre-se de como Deus nos via antes da nossa adoção.  Sem a graça da adoção, não éramos “filhos de Deus”, mas “filhos da desobediência” (Efésios 2.2); éramos, “por natureza”, não “filhos de Deus”, mas “filhos da ira” (Efésios 2.3)!  O ponto é que, na adoção, o Pai dá todos os direitos e privilégios que pertencem ao seu próprio Filho para aqueles que não eram nem seus filhos nem seus herdeiros por natureza e nascimento.
O Catecismo Maior de Westminster capta bem o ensinamento de Paulo sobre a adoção na Pergunta 74.  Pela adoção, somos ensinados, todos aqueles justificados pela fé somente são “recebidos no número dos filhos de Deus, trazem o seu nome, recebem o Espírito do Filho, estão sob o seu cuidado e dispensações paternais, são admitidos a todas as liberdades e privilégios dos filhos de Deus, feitos herdeiros de todas as promessas, e coerdeiros com Cristo na glória”.  Em outras palavras, pela adoção, aqueles de nós que Deus justificou têm o mesmo nome, a mesma herança, a mesma posição e os mesmos direitos que aquele que é o Filho de Deus.
Que criança é essa na manjedoura, então? Ele é o Filho de Deus que se tornou um servo de Deus para que nós, que éramos servos do pecado, pudéssemos nos tornar filhos e filhas de Deus.  Ele é a criança que nasceu para nos fazer herdeiros de seu Pai.
Finalmente, na reflexão sobre a primeira vinda de Cristo em Gálatas 4.4-5, o apóstolo nos fornece ainda mais uma visão sobre a questão: que criança é essa? A criança, diz ele, é o Filho enviado pelo Pai. Essas palavras simples nos levam para o pano de fundo da a vinda do Filho: elas nos apontam para a sua pré-existência. Ele existia antes de ter sido enviado, existia como uma pessoa, e como uma pessoa distinta do Pai. O Filho, que seria chamado Jesus e exaltado como Senhor, era (e continua sendo) o unigênito do Pai.  Ele foi (e é) de uma substância com o Pai e igual a ele (e ao Espírito).  Embora sua pré-existência seja a única afirmação possível de deduzir a partir do texto de Paulo, essa afirmação é consistente com o que o resto da Escritura torna explícito: a criança na manjedoura era o Filho preexistente do Pai, milagrosamente gerado quanto à sua natureza humana pelo Espírito Santo e milagrosamente preservado da corrupção do ventre de Maria. Uma pessoa com duas naturezas.
Perceba-se também que, de acordo com Paulo, o Pai enviou seu Filho. O Filho que veio foi comissionado por seu Pai. Falamos da Grande Comissão, mas aqui Paulo fala da maior comissão de todas, a base da Grande Comissão.  As palavras do apóstolo refletem a harmonia entre o Pai e o Filho. Em se tratando de sua vinda, o Pai concordou em enviar seu Filho, e o Filho concordou em ser enviado pelo Pai. O que Paulo diz aqui aponta para o que ele em outro lugar chama de o eterno propósito de Deus em Cristo (Efésios 3.11), a dispensação da plenitude dos tempos (Efésios 1.9-10), de acordo com a qual o Filho, ungido pelo Espírito Santo, deveria obedecer à vontade de seu Pai e, assim, tornar-se o Herdeiro de todas as coisas, incluindo uma descendência incontável que se tornaria coerdeira com ele.
De acordo com Paulo, então, o bebê na manjedoura é Deus com Deus, o Filho com o Pai, que tomou permanentemente para si a natureza e carne humanas.  Ele não foi sempre homem, mas sempre foi Deus. Jesus Cristo não foi primeiro um homem sobre quem a divindade desceu. Ele era primeiramente Deus, que tomou sobre si a humanidade. Depois da Encarnação, ele agora é e sempre será uma pessoa com duas naturezas, humana e divina.
Que criança é essa na manjedoura, então? Ele é a criança que é o Filho enviado pelo Pai, o Filho que agora é e de agora em diante sempre será Deus e homem.
Ao longo desta série de três partes, refletimos nas respostas do apóstolo Paulo à pergunta educada, mas persistentemente colocada para nós na canção de Natal de William C. Dix, What Child is this? [“Que criança é essa?”]. Para todo o mérito das respostas encontradas na canção, precisamos ter certeza de que cremos que as Escrituras ensinam sobre o bebê na manjedoura. De acordo com o apóstolo, ele é o filho pelo qual todo o tempo havia esperado. Ele é o Filho nascido de mulher e nascido sob a lei. Verdadeiramente, esta criança não era apenas um bebê de festas e feriados: ele era e continua a ser o Filho Eterno enviado pelo Pai para nascer como aquela criança santa que cumpriria a maior comissão de todas, a de nos redimir dos nossos pecados e nos fazer herdeiros de Deus com ele.
Por: R. Fowler White. © 2016 Ligonier. Original: Christmas According to the Apostle Paul – Gal 4:4-5 (Part 3 of 3)
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira . Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O que é o Natal de acordo com Paulo – Gálatas 4.4-5 (Parte 3 de 3)
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 4:6-21

Qual era a raiz das dissensões na igreja de Corinto senão a soberba (Provérbios 13:10; Lucas 22:24)? Cada um se orgulhava de seus dons espirituais e de seu conhecimento (1 Coríntios 1:5), esquecendo-se de uma coisa: que eles tinham recebido tudo isso por pura graça. Para que permaneçamos humildes, recordemos sempre a pergunta feita no versículo 7: "E que tens tu que não tenhas recebido?".
Além disso, inchar-se com o vento de sua própria importância era almejar algo diferente de "Jesus Cristo, e este crucificado" (2:2). Era querer "reinar" desde já, apesar de estar escrito: "Se perseveramos [no presente], também com ele reinaremos" (2 Timóteo 2:12). Por sua parte, o apóstolo Paulo não havia invertido as coisas. Ele voluntariamente tinha assumido sua posição com o "lixo do mundo, escória de todos" (v. 13)... uma posição que pouquíssimos cristãos estão prontos a aceitar. Porém, como Paulo tinha em vista a verdadeira felicidade dos seus queridos coríntios, suplica-lhes que sigam com ele o mesmo caminho. O apóstolo era o pai espiritual deles (v. 15) e desejava que se assemelhassem a ele, assim como os filhos se assemelham aos pais. No entanto, se suas advertências não fossem consideradas, ele estava disposto a usar a "vara" ao encontrá-los, cumprindo com severidade esse dever paternal para o bem de seus "amados filhos" (v. 14).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Amigo, senta-te mais para cima. (Lucas 14.10)
Quando a vida da graça começa na alma, nós realmente nos aproximamos de Deus, mas o fazemos com temor e tremor. A alma, consciente de sua culpa e, por causa disso, humilhada, se encontra em admiração por causa da solenidade de sua posição. Sente-se prostrada ao chão por um senso da grandeza de Jeová, em cuja presença ela permanece. Com timidez não fingida, ela toma o lugar mais baixo. No entanto, à medida que o crente cresce na graça, o seu temor perde todo o seu terror. Ele nunca esquecerá a solenidade de sua posição e jamais perderá a reverência santa que envolve um homem cheio da graça, quando ele está na presença de um Deus que pode criar ou destruir. Tal reverência se torna um temor santo e deixa de ser um pavor ofuscante. O crente é chamado mais para cima, para ter maior acesso a Deus em Cristo Jesus. Portanto, o homem de Deus, andando em meio aos esplendores da Deidade e velando a sua face como o glorioso querubim com aqueles pares de asas -o sangue e a justiça de Jesus Cristo – se aproximará do trono celestial com reverência, prostrado em espírito. Contemplando ali um Deus de amor, bondade e misericórdia, o crente entenderá o caráter de Deus, melhor do que sua absoluta divindade. O crente verá em Deus a sua bondade, em vez de fixar-se em sua grandeza; verá mais de seu amor ao invés de sua majestade. Então, a alma, curvando-se, ainda tão humildemente quanto antes, desfrutará uma liberdade de intercessão mais sagrada. Prostrada diante da glória do Deus infinito, a alma será sustentada por urna revigorante consciência de estar na presença da infinita misericórdia e do amor infinito e pela compreensão de sua aceitação no Amado. Assim, o crente é chamado mais para cima e capacitado a exercer o privilégio de regozijar-se em Deus e de dizer, achegando-se mais e mais a Ele, com santa confiança: “Aba, Pai!” Assim devemos ir, de força emforça, e crescer na graça diariamente, Até que em tua imagem transformados, vejamos tua face, finalmente.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 3:16-23; 4:1-5

Além de autênticos obreiros que podem estar fazendo um trabalho deficiente (v. 15), ainda existem os falsos servos que corrompem o templo de Deus (v. 17). Que ninguém se engane acerca de si mesmo, do que é e do que está fazendo! (v. 18).
Cuidado também com os valores e raciocínios humanos. São referências enganosas! A sabedoria do mundo é loucura para Deus, a sabedoria de Deus é loucura para o mundo (v. 19). Dependendo do alvo que temos em vista, buscaremos orientação por uma dessas sabedorias. "O homem natural" sente pena do cristão que, em sua opinião, está sacrificando as vantagens e prazeres do presente por um futuro vago e incerto. Que bom seria se todos nós sofrêssemos deste tipo de loucura! O que são essas miseráveis vaidades em comparação com aquilo que nós, os cristãos, possuímos? Todas as coisas são nossas, afirma o apóstolo Paulo, e são nossas porque nós somos de Cristo, a quem tudo pertence. Sob Sua dependência, podemos dispor de tudo o que precisarmos a Seu serviço. Porém, o mais importante é que cada um seja "encontrado fiel" (4:2). Cada um, pequeno ou grande, é um administrador e receberá o seu louvor. Este não virá da parte do seu irmão, mas, sim, dAquele que conhece o coração do homem (v. 5; ver também 2 Timóteo 2:15).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Eu te fortaleço. (Isaías 41.10)
Deus tem uma forte reserva com a qual cumprir este compromisso pois Ele é capaz de fazer todas as coisas! Crente, até que você possa secar o oceano da onipotência ou desfazer em pedaços as elevadas montanhas do poder do Altíssimo, você não precisa temer. A força do homem nunca será capaz de vencer o poder de Deus. Enquanto permanecerem os enormes pilares da terra, você tem motivo para continuar firme em sua fé. O mesmo Deus que dirige a terra em sua órbita, que alimenta a ardente fornalha do sol, e arranja as lâmpadas do céu tem prometido suprir-lhe as forças todos os dias. Visto que Deus é poderoso para sustentar o universo, não pense que Ele se mostrará incapaz de cumprir as próprias promessas. Lembre o que Deus fez nas gerações passadas. Lembre como Ele falou, e tudo se fez; como Ele ordenou, e logo a ordem se cumpriu. Aquele que criou o mundo ficará cansado? Ele sustém o mundo sobre o nada. Aquele que faz isso será incapaz de amparar seus filhos? Será Ele desleal à sua palavra por falta de poder? Quem é o que reprime a tempestade? Não cavalga Ele nas asas do vento, não faz das nuvens suas carruagens e não segura o oceano nas palmas de suas mãos? Como Ele pode falhar para conosco? Uma vez que Deus registrou uma promessa como esta, será que por algum momento você estimulará o pensamento de que Ele não a cumprirá ou de que a realização desta promessa está além do poder dele? Não, você não deve mais duvidar. Ó meu Deus e minha fortaleza, eu posso crer que esta promessa será cumprida, pois o ilimitado reservatório de tua graça nunca pode ser esgotado. O abundante estoque de tua força não pode ser esvaziado por teus amigos nem roubado por teus inimigos. Que todos os fracos sejam fortalecidos, E façam do braço de Jeová sua canção.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 3:1-15

Visto que estavam tão ocupados com suas divisões, os coríntios não conseguiram fazer nenhum progresso. Eles pareciam àqueles alunos mais fracos que tolamente disputavam quem era o professor mais instruído ou a sala de aula mais bonita. Paulo declara que era imaturidade eles se ocuparem com o servo em vez de com seus ensinamentos. Resumindo: eles ainda eram carnais (vv. 2-3). Quantas vezes confundimos a verdade com aquele que a apresenta! Por exemplo, se formos ouvir um servo de Deus, pensando de antemão que ele não tem nada para nos oferecer, receberemos apenas o que esperamos, ou seja, nada!
Em seguida o apóstolo enfatiza a responsabilidade daquele que ensina. Na obra de Deus, comparada a uma lavoura ou a um edifício, cada obreiro tem sua própria atividade. Ele pode trazer diferentes materiais - quer dizer, diferentes aspectos da verdade - e edificar vidas ao apresentar-lhes a justiça de Deus (o ouro), a redenção (a prata) e as glórias de Cristo (as pedras preciosas). Ou então, aparentando fazer uma grande obra, pode também edificar com madeira, feno, palha.... e tal obra não resistirá ao fogo. Por isso, "cada um veja como" (e não quanto) "edifica" sobre o único e inabalável fundamento: Jesus Cristo.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Estabeleceu comigo uma aliança eterna. (2 Samuel 23.5)
Esta aliança é divina em sua origem. “Estabeleceu comigo uma aliança eterna.” Oh! que palavra grandiosa: Ele! Pense, alma minha. Deus, o Pai eterno, fez positivamente uma aliança com você. Sim, aquele Deus que trouxe o mundo à existência por meio de uma palavra. Ele, descendo de sua majestade, tomou a sua mão e fez uma aliança com você. Não é suficiente a estupenda condescendência deste ato para cativar nosso coração perpetuamente, se em verdade pudéssemos compreendê-lo? Não foi um rei que fez aliança comigo -isto seria alguma coisa; mas o Príncipe dos reis da terra, Shadai, o Senhor todo-suficiente, o Jeová de todas as eras, o eterno Eloim -“estabeleceu comigo uma aliança eterna”. No entanto, observe que esta aliança é particular em sua aplicação -“estabeleceu comigo uma aliança eterna”. Neste fato se encontra a doçura da aliança para todo crente. Para mim não é muito significativo o fato de haver Ele estabelecido a paz com o mundo; quero saber se Ele estabeleceu a paz comigo. É pouco significativo o fato de que o Senhor estabeleceu uma aliança; quero saber se Ele estabeleceu uma aliança comigo. Abençoada é a segurança de que Ele fez uma aliança comigo! Se Deus Espírito Santo me dá esta certeza, então, eu possuo a salvação, o amor do Senhor me pertence, e Ele mesmo é meu. Ele é meu Deus. Uma aliança eterna significa uma aliança que não teve começo e nunca terminará -nunca terminará. Em meio a todas as incertezas da vida, quão agradável é sabermos que “o firme fundamento de Deus permanece” (2 Timóteo 2.19). Quão bendito é possuirmos a promessa de Deus mesmo: “Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram” (Salmos 89.34).

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

23natal-segundo-ap-paulo
Em nossa primeira parte nesta série sobre o Natal segundo Paulo, aprendemos que, para o apóstolo, Jesus é o Filho por quem todo o tempo havia esperado e que nasceu de uma mulher. Na segunda parte da nossa série, aprenderemos mais duas verdades sobre o Natal com Paulo, pelo que ele escreve em Gálatas 4.4-5.
A declaração do apóstolo em Gálatas 4.4 nos dá uma terceira perspectiva para responder à pergunta: “que criança é esta?”. Paulo diz: é o Filho “nascido sob a lei”. Somada à frase “nascido de mulher”, essa frase se refere a uma segunda circunstância que marca o seu nascimento, uma característica que novamente nos aponta para a sua humilhação. O que o apóstolo quer dizer com esta frase? Ele quer dizer que o Filho nasceu como um servo. Ou seja, nascido um judeu sob Moisés, o Filho do Pai nasceu um servo do Senhor, seu Deus, a quem ele devia uma obediência perfeita, pessoal e permanente, tanto ativa como passiva.
Desde sua circuncisão, oito dias após seu nascimento, até sua celebração da Páscoa com seus discípulos logo antes de sua morte, todos os detalhes da vida de Jesus estavam sob a direção da lei. Como um filho de Abraão, o Filho nascido servo viveu sob a pedagogia da lei cerimonial. Por causa dele, os preceitos rituais e sombras da lei foram instituídos, e seu objetivo e cumprimento final foram encontrados nele.
O Filho também nasceu sob a lei moral e a lei civil. Como servo do Senhor, ele estava sujeito a todos os preceitos da lei, bem como a suas recompensas e sanções. E a lei exigia um homem justo, um homem que cumprisse os mandamentos do seu Deus e Pai. O Filho, diz Paulo, aquele que nasceu de uma mulher, era exatamente esse homem. Ele nasceu sob a lei, tanto como homem quanto como o fiador de seu povo. Não é de se admirar que o autor de Hebreus diga de Cristo: “Por isso, ao entrar no mundo, diz: […] Eis-me aqui (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade” (10.5,7).
Que criança é essa na manjedoura, então? Ela não é apenas o Filho pelo qual todo o tempo havia esperado e que nasceu de uma mulher. Ele também é o Filho nascido sob a lei.
Enquanto continua a discutir a primeira vinda de Jesus, o apóstolo fornece uma quarta parte de sua resposta para a pergunta diante de nós. O bebê na manjedoura, ele nos diz, é a criança que nasceu “para resgatar os que estavam sob a lei” (Gálatas 4.5). Aqui o nosso foco muda das circunstâncias da vinda de Jesus para o propósito de sua vinda.
Precisamos prestar especial atenção ao significado e ao pano de fundo das palavras do apóstolo aqui. Por “resgatar”, Paulo tem em mente o ato de salvar, redimir, libertar da escravidão mediante o pagamento de um preço. A história da redenção de Israel fornece o cenário aqui. O preço pago pela libertação da nação do Egito foi profundo: a morte dos primogênitos. Através de Moisés, Israel aprendeu sobre o substituto penal de Deus para seus primogênitos e, assim, Israel ofereceu o cordeiro pascal e viu sua redenção da escravidão no reino de Faraó para a liberdade sob o Senhor seu Deus.
Felizmente, existe uma redenção maior que a de Moisés. A libertação de Israel do Egito exemplificou o evangelho plenamente revelado em Jesus Cristo. Ele veio como o verdadeiro Israel e o grande Cordeiro pascal (1Coríntios 5.7; 1Pedro 1.19; João 1.29). Ele se derramou na morte por seu povo (Isaías 53.12; Hebreus 2.10-13; Apocalipse 5.6-9) e, assim, realizou o novo e verdadeiro êxodo da escravidão espiritual no reino de pecado e morte de Satanás (Lucas 9.31; Mateus 1.21). Tão grande era a redenção operada por Cristo que ele trouxe um benefício que Moisés não poderia fornecer, a saber, a remissão dos pecados, a libertação do pecador da responsabilidade legal de suportar o castigo que o pecado e sua culpa exigiam.
Acredite ou não, ainda há mais na declaração do apóstolo! Note que em Gálatas 4.5 Paulo descreve aqueles a quem o Filho redime como “os que estavam sob a lei”. Com isso, Paulo descreve todos a quem o Filho veio redimir, mas qual é o ponto de tal descrição? Seu ponto é alcançar aqueles que sabem que são obrigados a obedecer à lei de Deus de coração (Deuteronômio 6.6; Gálatas 3.12), mas que, em sua escravidão ao pecado, são incapazes de satisfazer as suas necessidades (Deuteronômio 5.28-29; 29.4; Gálatas 3.21). Seu ponto é chamar a atenção dos nascidos contaminados pelo pecado original, para os quais a lei provou ser um pacto de condenação, prisão e morte (2Coríntios 3.6-14; Romanos 7.10-11; Gálatas 3.10, 22). Para esses, o apóstolo tem “boas novas de grande alegria”: o Filho veio para trazer libertação e resgate para você. Na vida e na morte, o Filho prestou a Deus a obediência exigida pela lei, e com base nisso ele pediu ao Pai que aplicasse os méritos de sua obediência a todos os pecadores que creem. Assim, o Filho responde a todas as acusações contra o seu povo e acalma suas consciências inquietas. Assim, ele conquista o acesso deles a Deus e lhes assegura a sua aceitação diante de Deus.
Que criança é essa? Ele é o Filho pelo qual toda a história esperava, o Filho nascido de mulher e sob a lei, o Filho enviado para nos redimir.
Em nosso último texto vamos olhar para mais duas verdades que o apóstolo Paulo nos ensina sobre o bebê na manjedoura.
Por: R. Fowler White. © 2016 Ligonier. Original: Christmas According to the Apostle Paul – Gal 4:4-5 (Part 2 of 3)
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O Natal segundo o apóstolo Paulo – Gálatas 4.4-5 (Parte 2 de 3)
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Pérolas Diárias

"Faze-me, Senhor, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem espero todo o dia." Salmo 25.4-5
Aqui temos a oração tão necessária para obter a direção correta. Por que tão necessária? Porque somente os caminhos de Deus são perfeitos, e por isso somente o Seu caminho é um caminho abençoado para você. Entre os caminhos de Deus e os nossos caminhos há um profundo abismo. As Escrituras deixam bem claro para onde nos conduzem os nossos próprios caminhos: "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte." Por isso é muito trágico quando a vida de uma pessoa é descrita da seguinte maneira: "...cada um se desviava pelo caminho." Mas como é o caminho de Deus para você? A resposta está no Salmo 77.13: "O teu caminho, ó Deus, é de santidade." Mas é justamente por ser um caminho de santidade que tão poucos encontram esse maravilhoso caminho: "...apertado é o caminho que conduz para a vida." Nesse caminho santo e estreito, a velha natureza não tem mais espaço. A ênfase em "santo" e "estreito" mostra também a singularidade do caminho de Deus para você. Não existe outro caminho – e nesse caminho só há lugar para duas pessoas: para o Cordeiro e para você.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Com amor eterno eu te amei. (Jeremias 31.3)
As vezes, o Senhor Jesus diz à sua igreja seus pensamentos amorosos. R. Erskine disse: “Ele não acha suficiente revelar seus pensamentos de amor em sua ausência; mas, em sua presença Ele diz: “Tu és toda formosa, querida minha” (Cântico dos Cânticos 4.7). É verdade que este não é seu método costumeiro. Ele é sábio e percebe quando silenciar a notificação do amor e quando expô-la. Há horas em que Ele não fará segredo disto – horas em que colocará este fato, de forma incontestável, na alma de seu povo”. O Espírito Santo freqüentemente se agrada em testemunhar ao nosso espírito o amor de Jesus. O Espírito Santo toma as coisas de Cristo e as revelas para nós. (Ver João 16.13- 15). Não ouvimos nenhuma voz do céu, não temos nenhuma visão à noite, mas temos um testemunho mais seguro do que qualquer destas coisas. Se um anjo viesse do céu e falasse ao crente, em particular, sobre o amor do Salvador para com ele, a evidência não seria nem um pouco mais satisfatória do que a evidência produzida no coração pelo Espírito Santo. Pergunte ao membros do povo do Senhor que têm vivido bem próximo das portas do céu, e eles lhe dirão que tiveram ocasiões em que o amor de Cristo por eles foi algo tão claro e seguro, que não puderam mais duvidar desse amor, assim como não podiam duvidar da existência deles mesmos. Sim, amado irmão, você e eu temos desfrutado de tempos de refrigério por conta da presença do Senhor; em tais ocasiões, nossa fé tem subido aos mais elevados níveis de certeza. Temos achado confiança para reclinar nossa cabeça no seio de nosso Senhor (tal como o fez o apóstolo João, quando o Senhor esteve neste mundo), não questionando, de modo algum, as afeições dele para conosco. Não, nem ao menos temos sido induzidos a fazer a tenebrosa pergunta: “Senhor, sou eu quem Te trairá?” Este pensamento foi afastado de nós. O Senhor Jesus aniquilou as nossas dúvidas por nos permitir profunda intimidade com Ele. O amor dele tem sido para a nossa alma mais doce do que o mel.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 1:17-31

"Para nós que somos salvos", a palavra da cruz é poder de Deus. Mas para as demais pessoas é tão somente loucura. Todo o significado da cruz (a morte de um Justo exigida pela justiça de Deus, o perdão gratuito para os pecadores, o renunciar a si mesmo) são verdades que conflitam com a razão humana. Se, por outro lado, forem oferecidos milagres e obras espetaculares, o requisito de um nobre ideal e um código moral que exige muitos esforços... bem, esse será o tipo de religião não choca ninguém. Mas oh! O versículo 18 classifica todos os sábios, todos os escribas e inquiridores, em resumo, poderosos intelectuais deste e dos demais séculos sob a mesma e espantosa designação: "os que se perdem".
É fato que entre os redimidos do Senhor não há muitos sábios, poderosos ou nobres (v. 26), pois estes têm mais dificuldade de tornar-se "como crianças" (Mateus 18:3, 11:25). Para Se glorificar, Deus escolhe o que é fraco, vil e menosprezado - e é essa a opinião que o mundo tem sobre os cristãos. Mas que importa seu próprio valor, uma vez que estão em Cristo e para eles Cristo se tornou tudo: poder, sabedoria, justiça e redenção (vv. 24 e 30)?

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão. (Provérbios 16.33)
Se a disposição da sorte pertence ao Senhor, a quem pertence o arranjo de nossa vida? Se o simples lançar da sorte é guiado por Ele, quanto mais os acontecimentos de toda a nossa vida – especialmente quando somos ensinados pelo bendito Senhor: “Até os cabelos todos da cabeça estão contados” (Mateus 10.30). Nenhum pardal cai em terra sem o consentimento do Pai (ver Mateus 10.29). Se você sempre lembrasse isso, querido leitor, teria uma santa calma em sua mente. Isso libertaria a sua mente da ansiedade, de tal modo que você seria mais capaz de andar em paciência, quietude e alegria, como o crente deve andar. Quando um crente está em ansiedade, ele não pode orar com fé. Quando ele está inquieto pelas coisas do mundo, não pode servir ao seu Senhor. Os pensamentos desse crente giram em torno de servir a si mesmo. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Você está se intrometendo nos negócios de Cristo e negligenciando os seus próprios, quando se inquieta a respeito de suas circunstâncias. Você está tentando prover suas próprias necessidades, esquecendo que seu dever é obedecer. Seja sábio; seja atento em obedecer. Deixe que Cristo administre a provisão. Venha e examine o estoque de seu Pai; pergunte se Ele o deixará morrer de fome, quando estocou tão grande abundância em seu celeiro. Olhe o coração misericordioso dele. Veja se ele pode, alguma vez, se mostrar grosseiro! Olhe a sua inescrutável sabedoria. Veja se ela, alguma vez, estará em erro. Acima de tudo, olhe para Jesus Cristo, seu intercessor, e pergunte a si mesmo, enquanto Ele clama, se pode o seu Pai lidar brutalmente com você? Se o Senhor se lembra até dos pardais, Ele esquecerá o menor de seus filhos? “Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (Salmos 55.22).

domingo, 18 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Paz

E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice
(Lucas 22:41-42).

JESUS PASSOU PELA MORTE SOZINHO

"Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). Veio tomar nosso lugar aceitando ser condenado por Deus, e na cruz sofreu a ira de Deus por causa nossos pecados.
Ninguém poderia compartilhar dessa sentença nem ajudá-Lo de alguma forma. Uma imagem disso é a maneira em que o povo de Israel atravessou o Jordão. Quando cruzaram o rio (símbolo da morte), a arca (que representa a Cristo) foi a primeira que entrou na água, e Deus ordenou a Seu povo que se mantivesse a certa distância dela (Josué 3:4).
No jardim do Getsêmani, o Senhor se afastou de Seus discípulos para aceitar ser feito pecado por nós na cruz. "Não beberei eu o cálice que o Pai me deu?" (João 18:11). Quem poderia segui-Lo quando se aproximou do Calvário para Se entregar à justa sentença de Deus sobre o pecado? Uma escuridão sobrenatural invadiu toda a terra durante três horas, pois a cena do Filho de Deus crucificado, abandonado, recebendo a condenação por nossos pecados era terrível demais.
Uma vez paga a dívida por nossos pecados, Jesus exclamou: "Está consumado" (João 19:30). Então tudo mudou. A justiça de Deus foi satisfeita definitivamente, o caminho foi aberto e agora temos a possibilidade de termos comunhão com o Pai. O Senhor Jesus ressurreto não está sozinho, pois agora tem um Corpo e uma Noiva sobre a Terra.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes. (Joel 2.13)
O rasgar de vestes e outros sinais exteriores de emoção religiosa podem ser manifestados com facilidade e, freqüentemente, são hipócritas. Sentir o verdadeiro arrependimento é muito mais difícil e, conseqüentemente, muito menos comum. Os homens atenderão às mais diversas e minuciosas normas de cerimônias religiosas que são agradáveis à carne. Mas a verdadeira fé é bastante humilhante, perscrutadora e completa, e não atrai o gosto carnal dos homens. Alguns preferem algo mais ostentoso, superficial e mundano. Os ouvidos e olhos são satisfeitos, a presunção é alimentada, e a justiça própria é enaltecida. Todavia, eles estão enganados, porque, na hora da morte e no Dia do Juízo, a alma necessita de algo mais substancial do que cerimônias e rituais em que possa confiar. Oferecida sem um coração sincero, toda forma de adoração é um fingimento e uma zombaria descarada da majestade no céu. O rasgar do coração é uma obra realizada por Deus e experimentada com solenidade. É uma tristeza secreta experimentada pessoalmente, não como um ritual, e sim como uma obra profunda e constrangedora da alma, por parte do Espírito Santo, no coração de todo crente. Não é uma questão para ser meramente discutida e crida, mas para ser aguda e sensitivamente experimentada em cada filho do Deus vivo. O rasgar do coração é poderosamente humilhante e completamente purificador do pecado; mas, depois, é docemente preparatório para as consolações graciosas que espíritos orgulhosos não podem receber. É distintamente característico, pois pertence aos eleitos de Deus, e para os tais apenas. O versículo de hoje nos ordena a rasgar o coração, mas ele naturalmente é tão duro quanto o mármore. Como, então, podemos fazer isto? Temos de levar nosso coração até ao Calvário. A voz de um Salvador quase morto rasgou as rochas naquela ocasião e continua tão poderosa agora como o foi naquele dia. Ó bendito Espírito Santo, faze-nos ouvir os clamores de morte do Senhor Jesus, e nosso coração será rasgado, à semelhança de homens que rasgavam suas vestes no dia de lamentação.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Todo Dia Com Paz

Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes
(1 Pedro 5:5).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS (Leia 2 Crônicas 33:14-25)

A graça de Deus não apenas atendeu à súplica de Manassés, mas lhe deu outra oportunidade de remediar o mal que fizera no passado. De fato, algumas conversões se dão somente no leito de morte. E, embora ainda haja tempo para a alma ser salva, já é muito tarde para servir o Senhor aqui no mundo. Que irremediável perda eterna (2 Coríntios 5:10; 1 Coríntios 3:15)!
Os frutos são a prova da conversão. A conversão de Manassés era claramente visível a Judá. Os falsos deuses, aos quais ele servira com tanto fervor, são rejeitados; a adoração ao Senhor substitui o culto aos ídolos. Essa é genuinamente a marca da verdadeira conversão (1 Tessalonicenses 1:9). Tal palavra significa uma virada, uma completa mudança de direção. O Senhor Jesus se torna o centro da vida de uma pessoa e toda a energia que antes era consumida para servir ao mundo e ao pecado agora é empregada para servir a Deus.
Amom não tirou proveito do exemplo de seu pai. Ele não se humilhou. Portanto, passou "como a flor da erva" ? de acordo com a expressão do profeta ? ao soprar sobre ele "o hálito do Senhor" (Isaías 40:6-7).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Lembro-me de ti. (Jeremias 2.2)
Observemos que Cristo se deleita em pensar sobre a igreja e contemplar a sua beleza. Assim como o pássaro retorna com freqüência ao seu ninho e o viajante se apressa em chegar à sua casa, assim também a mente persegue continuamente o objeto de sua escolha. Não podemos contemplar com assiduidade demais a face de nosso Senhor. Desde toda a eternidade, o Senhor Jesus tem achado as suas “delícias com os filhos dos homens” (Provérbios 8.31). Os pensamentos dele se estenderam ao tempo em que os seus eleitos seriam nascidos no mundo. Ele os viu em sua presciência. Davi escreveu: “No teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Salmos 139.16). Quando o mundo foi criado, o Senhor Jesus estava lá e estabeleceu os limites do povo de acordo com o número dos filhos de Israel. Muitas vezes antes de sua encarnação, Ele desceu à terra em semelhança de homem. Nos carvalhais de Mame, no ribeiro de Jaboque, próximo das muralhas de Jericó e na fornalha da Babilônia, o Filho do Homem visitou o seu povo. Visto que a sua alma se deleitava naquele povo, Ele não podia descansar longe deles, pois seu coração os desejava. Nunca eles estiveram ausentes de seu coração, pois o Senhor Jesus havia escrito seus nomes em sua mão e gravado-os em seu lado. Assim como o peitoral do juízo que continha os nomes dos filhos de Israel era o ornamento mais brilhante que o sumo sacerdote vestia, assim também os nomes dos eleitos de Cristo eram as suas jóias mais preciosas e resplandeciam em seu coração. Podemos, freqüentemente, esquecer-nos de meditar nas perfeições de nosso Senhor, mas Ele nunca cessa de lembrar-se de nós. Repreendamos a nós mesmos pelo esquecimento do passado, e oremos por graça para trazê-Lo sempre na mais afetuosa lembrança. Senhor, pinta nos olhos de minha alma a imagem de teu Filho.

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