sábado, 31 de janeiro de 2015

Todo Dia Com Paz

E o SENHOR vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até a outra extremidade da terra
(Deuteronômio 28:64).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 15:23-38)

Todas as advertências de Deus, incluindo Seu silêncio, foram inúteis para despertar a consciência de Seu povo. Chegou o momento em que o último ato de disciplina deve ser executado. Isso significa a dispersão do povo entre as nações gentias. Foi a última e extrema punição, predita desde o começo da história de Israel (Leví­tico 26:33; Deuteronômio 28:64) e adiada por séculos de divina paciência. Podemos imaginar o quanto essa decisão custou ao coração de Deus. Ele tirou Seu povo do Egito. Ele os reuniu, os separou e os guiou até a terra prometida. E agora tem de desfazer Seu próprio trabalho e colocar esse infeliz povo sob um jugo do qual Ele mesmo os tirara (Jeremias 45:4). Porém, como último recurso da graça, a dispersão começa de maneira limitada. Ainda havia lugar para arrependimento.
Note: os habitantes de Gileade estão entre as primeiras ví­timas. O capí­tulo 32 de Números relata a desastrosa escolha de duas tribos e meia que se estabeleceram além do Jordão devido a interesses materiais. Os descendentes deles colheram as trágicas consequências dessa decisão.

Em Judá reina o fiel Jotão e depois seu filho, Acaz, que foi um dos reis mais perversos.
PlanoDeLeituraBiblica
Plano de Leitura de 30 dias Para Um Novo Convertido
Pela graça de Deus, na noite passada, eu fui capaz de compartilhar o evangelho com um novo amigo que deixou de confiar em si mesmo e no deus do Islã para seguir Jesus como seu Senhor e Salvador.
Para ajudá-lo a crescer em sua nova fé, eu montei para ele um plano de leitura bíblica de 30 dias. Foi organizado de maneira que lhe desse um quadro geral da história da Bíblia. Tenho certeza de que há planos melhores, mas é neste que estamos trabalhando.
Eu também o encorajei com as seguintes diretrizes:
  1. Peça a Deus para ajudá-lo a entender o que você estiver lendo. Ore algo como: “abre meus olhos e meu coração para entender tua Palavra”. Deus se deleita em se revelar aos seus filhos à medida que eles se achegam a ele em fé.
  2. A coisa mais importante não é que você faça estas leituras todos os dias, mas sim que você processe o que leu. Caminhe em seu próprio ritmo, esta é apenas uma direção para você seguir.
  3. Escreva perguntas que você tenha à medida que ler e nós conversaremos sobre elas.
Por favor, ore por este jovem cristão e sinta-se livre para usar estas diretrizes você mesmo ou oferecê-las a qualquer outra pessoa que possa tirar proveito delas.
____1º Dia – A Criação e a Queda da Humanidade – Gênesis 1.1-3.1
____2º Dia – Deus Chama um Povo para Si – Gênesis 12, 28.10-15; 32.22-28
____3º Dia – Os 10 Mandamentos – Exôdo 14.1-20.17
____4º Dia – A Obediência Flui do Amor – Deuteronômio 6.1-7.26, 11:13-21
____5º Dia – Ciclos de Desobediência entre o Povo de Deus – Juízes 1.1-2; 19
____6º Dia – O Povo Exige um Rei – 1 Samuel 7-9
____7 º Dia – A Queda de Saul e a Ascensão de Davi – 1 Samuel 15-17
____8 º Dia – Como o Justo Reage em Tempos Difíceis – Jó 1-2, 38-42
____9 º Dia – Salmos que Enriquecem sua Alma – Salmos 1, 23, 139
____10 º Dia –Salmos para o Sofredor e o Pecador – Salmos 6, 38, 51
____11º Dia – Sabedoria para a Vida Cotidiana – Provérbios 3, 16, depois 5, 7 (homens) e 31 (mulheres)
____12º Dia – O Pecado de Israel contra seu Deus – Ezequiel 18.1-32, 20.5-26
____13º Dia – Jesus, o Rei Prometido – Jeremias 23.1-6; Isaías 9.6-7, 53, Zacarias 9
____14º Dia – Jesus se tornou Homem – João 1.1-18; Lucas 2
____15º Dia – Sinais e Milagres de Autoridade – Mateus 8-9; Lucas 13.10-17
____16º Dia – Jesus Cumpre a Lei – Mateus 5-7
____17º Dia – Jesus Ensina sobre a Nova Vida – João 3-4
____18º Dia – Jesus se Entrega Voluntariamente – João 18-19
____19º Dia – A Morte e a Ressurreição de Jesus – Mateus 26-28, Lucas 23-24
____20º Dia – Jesus, Nosso Salvador e o Sacrifício Final – Hebreus 3-4, 8-10
____21º Dia – A Pecaminosidade do Homem Exposta – Romanos 1-3
____22º Dia – A Graça de Deus em Jesus Cristo – Romanos 3-5
____23º Dia – Batalhamos contra o Pecado pelo Espírito – Romanos 6-8, Gálatas 5.16-26
____24º Dia – Vivendo uma Vida de Adoração – Romanos 12-13
____25º Dia – A Nova Vida em Cristo – Efésios 1-6
____26º Dia – Vivendo uma Vida de Fé – Tiago 1-5
____27º Dia – Confiando em Jesus ao Enfrentar Perseguição – 1Pedro 1-5
____28º Dia – Andar na Luz da Verdade de Deus – 1João 1-2
____29º Dia – Amai-vos uns aos outros – 1João 3-5
____30º Dia – A Promessa da Eternidade – Apocalipse 19-22
Por: Garrett Kell. © 2013 garrettkell.com. Original: 30 Day Reading Plan for a New Believer.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel.  © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Plano de leitura bíblica de 30 dias para novos convertidos.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como a Teologia Bíblica Protege e Guia as Igrejas

Jonathan Leeman26 de Janeiro de 2015 - Igreja e Ministério
Teologia bíblica é um modo de ler a Bíblia. É uma hermenêutica. Ela assume que os muitos autores e os muitos livros da Escritura procedem de um único autor divino e contam uma única história – sobre Cristo.
Parece um tanto acadêmico? De fato é, porém...
A disciplina da teologia bíblica é essencial para proteger e guiar a sua igreja. Ela protege a igreja contra falsas histórias e caminhos errados. Ela guia a igreja na direção de uma pregação melhor, de práticas melhores, de caminhos melhores.
A teologia bíblica como protetora da igreja
Pense, por exemplo, no liberalismo teológico. Ela reconta a narrativa da salvação como a obra de Deus para superar, digamos, a injustiça econômica ou uma consciência política egoísta. Tais enredos redentivos podem não estar de todo errados, mas eles me lembram de como uma das minhas filhas costuma narrar uma briga com a sua irmã. Ela fala verdades, mas também omite detalhes, redistribui ênfases, cria sutis conexões interpretativas. Assim acontece com as narrativas do liberalismo em relação ao enredo bíblico do evangelho.
O mesmo ocorre com o catolicismo romano, no qual os sacerdotes e os sacramentos desempenham um papel mediador que tem um cheiro forte da antiga aliança.
Ou com o evangelho da prosperidade, o qual também importa elementos da antiga aliança para a nova, apenas no que diz respeito às bênçãos.
Outros grupos não trazem o passado redentivo ao presente, mas trazem o futuro redentivo ao agora. Houve os anabatistas perfeccionistas, que pensaram poder trazer o céu à terra num piscar de olhos. Os liberais progressistas tentaram o mesmo um século atrás. Hoje, são os viciados em transformação da cultura que apresentam sutis releituras do enredo bíblico.
A lista é longa, quer pensemos em seitas “cristãs” como o mormonismo e as testemunhas de Jeová ou em movimentos dentro da igreja, como o evangelho social, a teologia da libertação, o messianismo americano ou algumas formas de separatismo fundamentalista. Alguns melhores, alguns piores.
O ponto é que evangelhos desequilibrados (ou falsos) e igrejas desequilibradas (ou falsas) são construídos sobre “textos-prova” descontextualizados de sua narrativa ou sobre enredos completamente destorcidos. Ou eles conectam erroneamente as principais alianças da Bíblia, ou têm continuidade demais ou descontinuidade demais, ou falham em distinguir tipos de antítipos, ou têm uma escatologia pouco realizada ou excessivamente realizada. Talvez eles prometam o céu na terra agora; talvez eles tornem etérea a vida espiritual presente.
Em todo caso, teologias bíblicas ruins ou desequilibradas proclamam um evangelho ruim ou desequilibrado, e tais evangelhos constroem igrejas ruins ou desequilibradas.
Entretanto, uma boa teologia bíblica protege o evangelho e a igreja. “Uma teologia bíblica robusta tende a resguardar os cristãos dos mais notórios reducionismos”, diz D.A. Carson.
Isso significa que é dever do pastor (i) conhecer boa teologia bíblica e (ii) ter alguma noção das más teologias bíblicas que impactam a caminhada dos membros de sua igreja. Atualmente, muitas dessas pessoas foram desmamadas de alguma versão do evangelho da prosperidade. Você é capaz de explicar-lhes por que aquele leite está estragado? (Para alguma ajuda nesse assunto, veja aqui)
A teologia bíblica como guia da igreja
A teologia bíblica, contudo, não é apenas uma protetora, é também um guia – um guia para a boa pregação, para o bom evangelismo e engajamento, para a boa adoração corporativa, para boas estruturas eclesiásticas e para a vida cristã saudável.
Um guia para a boa pregação
Quando você senta para estudar um texto e preparar um sermão, a teologia bíblica o ajuda a evitar o método de “textos-prova” ou de contar uma história da redenção desequilibrada.
Ela põe cada texto no contexto canônico devido e o ajuda a ver o que o seu texto tem a ver com a pessoa e a obra de Cristo. Ela afasta o moralismo para que você possa pregar sermões cristãos. Ela relaciona corretamente indicativos e imperativos, fé e obras. Ela ensina exposição evangelística. Ela assegura que cada sermão seja parte da grande história.
Em resumo, pastor, você precisa da teologia bíblica para fazer a parte mais importante do seu trabalho: pregar e ensinar a Palavra de Deus. Para mais sobre este assunto, veja o “Uma introdução à Pregação e à Teologia Bíblica”, de Thomas R. Schreiner.
Um guia para o bom evangelismo e engajamento
Voltando-nos para o evangelismo e o engajamento da igreja com o mundo afora, a teologia bíblica equilibra corretamente nossas expectativas entre esperar demais (escatologia excessivamente realizada) ou exigir de menos (não pregar o imperativo ou pregar uma graça barata, uma fé sem obras, ou a ideia de que a igreja deve receber na sua comunhão pessoas que ainda não creem).
Uma boa teologia bíblica não nos prometerá a melhor vida agora (quer isso signifique saúde e prosperidade, transformar a cidade, ganhar o favor da elite ou reconquistar a nação para Cristo), tampouco se envergonhará de engajar-se na cultura e buscar o bem comum em obras ministeriais em nome do amor e da justiça.
A teologia bíblica dá primazia à proclamação por meio da palavra (evangelismo e missões), mas não separa artificialmente palavra e obra. Estes são inseparáveis no testemunho e missão da igreja, como fica claro no enredo que vai de Adão a Abraão, a Israel, a Davi, a Cristo e à igreja.
Um guia para a boa adoração corporativa
Você acha que a dança nua de Davi, no episódio da arca da aliança, é normativa para as reuniões da igreja? Não? O que dizer do incenso usado pelos sacerdotes do Antigo Testamento ou o uso de instrumentos e corais ou os sacrifícios nos diversos dias festivos ou a leitura e explicação do texto bíblico? Uma teologia bíblica correta ajuda a responder o que deve ser trazido à era da nova aliança e o que deve ser deixado na antiga.
Isso depende muito, de novo, de como se relacionam as alianças, de como se aborda a continuidade ou descontinuidade e de como se entende a obra de cumprimento realizada por Cristo. Também depende de como se entende o que a igreja de Cristo está autorizada a fazer quando se reúne.
Pastor, tudo isso pode soar acadêmico, mas a sua prática depende dealguma teologia bíblica. A pergunta é: você já pensou qual é a sua?
Um guia para boas estruturas eclesiásticas
Do mesmo modo, o enredo da Escritura exige que atentemos para questões de continuidade e descontinuidade no modo como organizamos nossas igrejas. Em termos de continuidade, o povo de Deus sempre teve uma distinção entre os de dentro e os de fora, o que significa que precisamos praticar a membresia e a disciplina. Em termos de descontinuidade, os líderes do povo de Deus mudam dramaticamente da antiga aliança para a nova. Primeiro, todas pessoas do povo de Deus se tornam sacerdotes. Segundo, os presbíteros de Deus são pastores sujeitos ao Supremo Pastor, os quais alimentam o rebanho por meio da Palavra.
Sem dúvida, a questão de quem pode ser um membro de igreja depende da teologia bíblica. A membresia é apenas para os crentes ou para os crentes e seus filhos? Isso depende do quanto de continuidade e descontinuidade você enxerga entre a circuncisão e o batismo.
Um guia para a vida cristã saudável
Por fim, é proveitoso considerar a importância da teologia bíblica para a vida cristã saudável e como essa vida se relaciona à igreja local.
Na história do Êxodo, a redenção foi corporativa, mas, no Novo Testamento, a redenção é individual, certo?
Bem, isso depende de como se concebe a relação entre a antiga e a nova aliança e o que Cristo realizou na nova. Não é possível defender que a existência de uma cabeça pactual pressupõe um povo pactual (ver Jeremias 31.33; 1Pedro 2.10)? Mais importante, Paulo parece sustentar que a parede da separação entre judeus e gentios foi derrubada e que um único “novo homem” foi criado precisamente no mesmo momento em que os pecadores foram reconciliados com Deus (Efésios 2.11-22; para mais sobre os aspectos corporativos da conversão, ver aqui).
Se for verdade que a salvação no Novo Testamento é direcionada a um povo tanto quanto no Antigo, ainda que a experiência dessa salvação por cada indivíduo ocorra em momentos diferentes, e não juntamente, como no êxodo, então parece que a vida cristã é fundamentalmente corporativa. E o crescimento é corporativo. E a vida na fé é corporativa. Foi o meu pai quem me adotou, mas ele me adotou para pertencer a uma família, de modo que ser o filho delesignifica ser o irmão ou a irmã deles.
Bem, essa realidade corporativa tem inúmeras e abrangentes implicações para o ensino, comunhão e cultura de uma igreja. Um objetivo primordial da existência de uma igreja local – se este relato teológico bíblico estiver correto – é simplesmente ser uma igreja. É seressa nova família, novo povo, nova nação, nova cultura, novo corpo. Então muito do crescimento espiritual não tem a ver com o que eu faço em meus momentos devocionais, mas sim com aprender a assumir essa nova identidade como membro de uma família.
Por outro lado, é fácil imaginar uma teologia bíblica que supervaloriza o indivíduo em detrimento do corpo (como acontece com algumas teologias conservadoras) ou que supervaloriza as estruturas corporativas e sociais em detrimento da responsabilidade individual (como acontece com algumas teologias liberais).
Além disso, o seu entendimento desse enredo o ajuda a saber o que esperar de seus companheiros de membresia: quanta justiça, quanta vitória sobre o pecado, quanta cura espiritual para vítimas de injustiça, quanta restauração em relacionamento falidos. O molde do enredo bíblico – seja lá como você o entenda – irá moldar como você lida com a tragédia, o mal e a justiça à medida que você se depara com estas coisas na sua vida e na de outros.
Em outras palavras, uma teologia bíblica correta conduz a uma visão já/ainda-não da vida cristã. É fácil desviar-se para muito “já” ou muito “ainda não”.
Em suma: uma teologia bíblica correta oferece um guia fidedigno para a vida cristã, especialmente no modo como essa vida se relaciona com a igreja local. E ela protege a igreja contra ênfases erradas, expectativas erradas e um evangelho errado.
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O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.




Jonathan Leeman
AutorJonathan Leeman
Jonathan Leeman é graduado em Jornalismo, possui mestrado em Divindade pelo Southern Baptist Seminary (EUA) e Ph.D. em Eclesiologia. É diretor de...


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Todo Dia Com Paz

O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra
(Salmo 34:7).

MILAGRE!

Há um sentimento crescente de que milagres não acontecem mais, e como consequência, a oração é inútil.  O seguinte incidente mostra a importância da oração como testemunho do poder de Deus para libertar e responder orações. Ele nos foi relatado por um oficial cristão aquartelado em uma zona de guerra e é uma das muitas maravilhas que o Senhor fez por ele e seu pelotão.
"Durante uma ferrenha batalha contra o inimigo, a artilharia e o apoio aéreo foram convocados para nos ajudar. Um dos pilotos confundiu nosso pelotão com o adversário e jogou uma poderosa bomba sobre nós. O oficial responsável pelas comunicações e eu estávamos em uma pequena trincheira a 30 metros do ponto de impacto; nosso subcomandante estava a 15 metros sem qualquer proteção enquanto outros do meu pelotão estavam ainda mais próximos, a 5 metros de distância!  Ninguém ficou seriamente ferido. Pelo menos metade do pelotão deveria ter morrido, mas não houve nenhuma baixa!"
"Este ataque ficou gravado na câmera do avião. No vídeo podemos ver a sombra da figura de um homem dentro da explosão. Vimos esta gravação várias e várias vezes, pois sabíamos que a forma não era de nenhum homem do pelotão e que não havia qualquer outra tropa na área naquele dia! Portanto, quem seria?"
"Esse evento me deu uma oportunidade ímpar de chamar a atenção do meu pelotão para o maravilhoso cuidado e misericórdia do Senhor. Citei o versículo acima e lhes contei que havia muitas pessoas orando por eles todos os dias."
Oremos pelas pessoas que estão em situações de risco para que Deus as liberte do perigo e as salve por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Milagres ainda estão à nossa disposição, pois o nosso Deus é o Deus que ouve as orações (Salmo 65:2).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Todo Dia Com Paz

Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus
(Salmo 10:4).

DIFÍCIL MESMO É NÃO CRER

Uma das objeções mais comuns que ouvimos quando evangelizamos é: "eu sou ateu". Tal pessoa não quer ter nenhum envolvimento com Deus e nega sua existência. Certa vez encontrei um casal e quando fui entregar um folheto para a senhora, ela me disse que era atéia, e recusou meu folheto. Minha resposta escapuliu: "Não, a senhora não é. A senhora apenas não quer acreditar em Deus". Para minha surpresa, ela concordou: "Você está certo. Eu não quero!". Pelo menos, aquela mulher foi honesta. Seu coração endurecido não permitia com que ela aceitasse a existência do Deus vivo. Tal atitude é loucura, porque haverá um tempo em que todos, quer creiam ou não, terão de se apresentar diante de Deus. A Bíblia já relata essa estupidez: "Disse o néscio no seu coração: Não há Deus" (Salmo 14:1).
As maravilhas da criação são tremendas testemunhas da glória do Criador. O céu estrelado, a magnitude do universo, a diversidade da natureza, as grandes e as mínimas criaturas ? tudo isso são manifestações de Deus que não podem ser ignoradas.
Mas Deus se revelou de uma maneira infinitamente mais maravilhosa: Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Ao observarmos sua vida, sua obra, sua cruz, seu poder e ressurreição, nossa recusa em crer no infinito amor de Deus se torna algo cada vez mais ridículo. Como desprezar tudo isso?

As Profecias num Relance

Thomas C. Simcox
“Eis que as primeiras predições já se cumpriram, e novas coisas eu vos anuncio; e, antes que sucedam, eu vô-las farei ouvir” (Is 42.9).

As Profecias que já foram cumpridas

Israel

  • Abraão e Sara teriam um filho chamado Isaque (Gn 15.4-6; Gn 17.17-19; Gn 18.9-15). Cumprida literalmente (Gn 21.1-5; Hb 11.17-19).
  • Jacó e Esaú: o mais velho serviria ao mais novo (Gn 25.23). Cumprida literalmente (vv.30-34; Gn 27.1-46).
  • Escravidão no Egito, seguida de libertação e grande recompensa (Gn 15.13-14; Gn 46.1-4). Cumprida literalmente (Êx 5.1-14.31).
  • A Tribo de Judá governaria (Gn 49.10). Cumprida literalmente através do rei Davi (1Sm 16.1-13).
  • Remoção da terra por causa de pecado (Dt 28.15-68). Cumprida literalmente: cativeiro na Assíria, 722 a.C.; cativeiro na Babilônia, 586 a.C.
  • Problemas de Davi devido ao pecado com Bate-Seba (2Sm 11.1-12.11). Cumprida literalmente: Amnom estupra Tamar (2Sm 13.1-39); Absalão mata Amnom (vv.28-30); Absalão se rebela e morre (2Sm 14.1-18.33).
  • O reino seria dividido devido ao pecado de Salomão (1Rs 11.29-40). Cumprida literalmente (1Rs 12.16-24).
  • Julgamento de Jeroboão; nomeação de Josias (1Rs 13.1-5). Cumprida literalmente 300 anos mais tarde (2Rs 23.15-20).
  • O cativeiro duraria 70 anos; o retorno seria sob o governo de Ciro (Is 44.21-28; Is 45.1,5; Jr 25.11-12). Cumprida literalmente (Ed 1; Dn 9.2).

Nações

  • Síria (Damasco): Destruição por meio do fogo (Am 1.3-5). Cumprida literalmente: a Assíria arrasa Damasco em 732 a.C. (2Rs 16.7-9).
  • Filístia (terra dos filisteus): Punição por vender o povo judeu à escravidão (Am 1.6-8). Cumprida literalmente: a Babilônia destrói as cidades dos filisteus (2Cr 26.6).
  • Tiro (Fenícia): Punição por quebrar os votos e entregar o povo judeu a Edom (Am 1.9-10). Cumprida literalmente: Alexandre, o Grande, derrota a fortaleza da ilha em 322 a.C.
  • Edom: Punição por causa da crueldade e do ódio ao povo judeu (Jr 49.15-20; Ez 25.12; Am 1.11-12; Ob 10). Cumprida literalmente: Roma conquista os nabateus no ano 106 a.C.; no século IV, Petra fica desabitada.
  • Amom: Punição por seus freqüentes ataques às fronteiras, tortura de mulheres e morte de crianças antes de seu nascimento (Am 1.13-15). Cumprida literalmente: a Assíria destrói Amom em 732 a.C.
  • Babilônia: Seria capturada por medos e persas (Is 21.1-9; Jr 25.11-12; Jr 51.1,7-14). Cumprida literalmente em 539 a.C. (Dn 5.25-30).

As Profecias que serão cumpridas

Israel

  • O povo judeu retorna à sua terra, vindo dos países para onde havia sido levado (Jr 16.14-15; Jr 23.7-8; Jr 24.6).
  • O Anticristo promete a Israel sete anos de paz (Dn 9.27).
  • O Anticristo desencadeia terrível perseguição contra Israel (Dn 7.24-25; Mt 24.21; Ap 12.13).
  • Israel foge para o deserto em busca de proteção (Ap 12.6,14).
  • Israel volta para Deus de todo o seu coração (Jr 24.7; Zc 12.10-13.1).
  • O Senhor Retorna. Ele defende Seu povo e destrói seus inimigos (Zc 9.14-17; Zc 12.1-9; Zc 14.3-5; Ap 19.17-21).
  • O Rei Messias governa sobre o novo Reino Davídico (Is 9.7; 11.1-5; Jr 23.5-6; Jr 33.14-17).
  • Israel recebe uma porção dobrada de bênçãos em sua terra (Is 61.7).
  • O lobo habita junto com o cordeiro, e o leão come palha no Reino Messiânico (Is 11.6-9; Is 65.25).
  • Israel habita em paz e segurança em sua Terra Prometida (Jr 23.6).
  • Israel guia os gentios em louvor ao Deus de Israel (Is 61.6; Zc 8.23).

As Nações

  • A Rússia, o Irã, a Líbia, a Etiópia (hoje o Sudão) e outras nações atacam Israel (Gogue e Magogue, Ez 38-39).
  • O Anticristo surge do Império Romano reavivado (Dn 7.7-8; Ap 13.1-2).
  • Os juízos dos selos, das trombetas e dos flagelos (Ap 6.1-12; Ap 8.1-9.21; Ap 11.15; Ap 15.5-16.21).
  • O Anticristo exige adoração e engana o mundo (Dn 11.36-37; 2Ts 2.3-4; Ap 13.2,4,8).
  • Os sistemas comerciais e os falsos sistemas religiosos do mundo são destruídos (Ap 17-18).
  • As nações vêm a Armagedom. O Senhor Retorna. Ele derrota o Anticristo e Satanás (Jl 3.9-16; Zc 14.2-4; Ap 19.11-20).
  • As nações são julgadas com base no tratamento que deram ao povo judeu (Mt 25.31-46).
  • Os gentios são abençoados no Reino Messiânico Milenar (Is 11.10; Is 42.1; Is 49.1; Is 66.12,19).
  • O Egito, a Assíria e Israel são bênçãos (Is 19.23-25).
  • O Julgamento do Grande Trono Branco. Todo joelho se dobrará diante do Messias, Jesus, e todos confessarão que Ele é o Senhor (Fp 2.10-11; Ap 20.11-15).

A Igreja

  • Livrada da Tribulação (o Tempo da Angústia de Jacó) por meio do Arrebatamento (Jo 14.2-3; 1 Ts 4.13-18; Ap 3.10.
  • Os crentes recebem corpos ressurretos como o de Cristo e O vêem fisicamente (1Co 13.12; 1Co 15.52; 1Jo 3.2-3).
  • Trono do Julgamento de Cristo; recebimento de recompensas; ceia das Bodas do Cordeiro (Rm 14.10; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; Ap 19.9).
  • O Senhor retorna. Os santos vêm com Ele e Ele prende Satanás por 1.000 anos (Zc 14.5; Ap 20.1-3).
  • Os santos reinam e governam com o Messias no Reino Messiânico (2Tm 2.12; Ap 20.4-6).
  • Os santos julgam os anjos (1Co 6.3).
  • No final dos 1.000 anos, após uma breve rebelião de Satanás, todos os redimidos, de todos os tempos, judeus e gentios, entram na eternidade, onde estarão diante do Senhor nos novos céus e na nova terra, para sempre (Is 66.22; Ap 21.1-7).
  • Nunca mais chorarão, nunca mais morrerão, nunca mais serão separados de seus amados (Ap 7.17; Ap 21.4).
    Maranata! Vem, Senhor Jesus! (Thomas C. Simcox - chamada.com.br)
Thomas C. Simcox é diretor de The Friends of Israel nos estados do Nordeste dos EUA.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Todo Dia Com Paz

Se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou
(João 14:30-31).

PRÍNCIPE DE TODOS, MENOS DE UM!

Quando o pecado entrou no mundo, Deus usou várias maneiras para testar e convencer a humanidade de seu estado de perdição e pecaminosidade. Consequentemente, de tempos em tempos torna-se evidente que o mundo é incapaz de se conformar aos padrões de Deus. Por fim, Deus utilizou seu recurso mais sublime, enviando seu Filho para revelar sua verdadeira natureza ao coração humano. Mas a presença do Senhor Jesus no mundo em todo amor e graça apenas despertou a inimizade e o ódio dos homens. Isso é uma prova definitiva que todos estão sob o poder de Satanás, o qual é o príncipe deste mundo. Até este momento, ele jamais tinha sido chamado assim, mas quando as pessoas rejeitaram o Salvador do mundo, então Satanás recebeu este título horroroso.
Houve apenas Um que não esteve nem por um segundo sob o poder de Satanás, apenas Um que mesmo sendo Homem não havia nada nele que Satanás pudesse reivindicar. Nemem sua Pessoa nem em sua vida houve coisa alguma que desse ao inimigo ocasião para acusá-Lo. É por isso que "em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12).

O Princípio do Fim

William L. Krewson
O cenário está posto e os acontecimentos na Terra são dirigidos pelo céu. Apocalipse 4 contém a visão registrada do apóstolo João sobre a sala do trono nos céus, de onde se desdobram os planos de Deus para Seu Reino terreno. Louvor contínuo é oferecido para o supremamente santo Deus, cujos direitos como Criador estão próximos de serem revelados.

O Livro Selado (Ap 5.11-14)

A cena enfoca um livro que ninguém é capaz de abrir, que está sendo segurado pela mão direita de Deus. Ele contém o relato escrito do programa de Deus para recuperar a terra amaldiçoada pelo pecado e estabelecer Seu reino de paz e justiça.
Somente uma pessoa surge como sendo digna de tomar o livro e abrir seus selos: “o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi” (Ap 5.5). A referência é a Jesus, o Messias, o único que é digno de tomar o livro do plano mestre de Deus para o destino final da Terra e de abrir os sete selos que o fecham. A morte sacrificial de Jesus proporcionou a base para a expressão do juízo final que Deus conduzirá na história humana, como será descrito adiante no Livro de Apocalipse.
João estabeleceu o palco e depois enfocou o livro. Esta cena mostra Cristo quebrando os sete selos de cera que protegem a mensagem escrita em ambos os lados – uma mensagem de juízo para os pecadores e de bênção para o povo de Deus. Cada selo representa um juízo diferente. Os quatro primeiros selos são uma unidade e mostram quatro cavaleiros cavalgando por toda a terra, ecoando Zacarias 1.8-10 e Zacarias 6.1-8.
Os selos restantes revelam cenas mais amplas da ira de Deus, que coloca o mundo sob juízo por sete anos de devastação, acabando com a vida na Terra, do modo como a conhecemos. Apenas depois deste evento é que a terra será preparada para o retorno do Messias de Deus, quando os crentes “reinarão sobre a terra” (Ap 5.10).

Primeiro Selo: o Anticristo (Ap 6.1-2)

O primeiro cavaleiro vem em um cavalo branco. Diferentemente de Apocalipse 19.11, em que o cavaleiro é Jesus Cristo, neste contexto o cavaleiro é o Anticristo. Seu papel como conquistador é compatível com a descrição que o Antigo Testamento faz do rei do final dos tempos que conquista seus rivais para estabelecer sua própria autoridade iníqua (Dn 7.8,20-25).

Segundo Selo: A Guerra (Ap 6.3-4)

Batalhas mundiais estouram, como é simbolizado pelo cavaleiro em um cavalo vermelho. As pessoas matarão umas às outras em guerras e violência, marcando o início do período final da história do mundo.
“Sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte” (Ap 6.12-13).

Terceiro Selo: Fome (Ap 6.5-6)

Um cavalo preto surge com um cavaleiro segurando uma balança, que simboliza o preço inflacionado dos alimentos como resultado da fome causada pelas batalhas em larga escala do segundo selo.

Quarto Selo: A Morte (Ap 6.7-8)

A seguir vem um cavalo pálido, amarelo,“sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo” (Ap 6.8). Ele anuncia a destruição de um quarto da população do mundo por causa do efeito cumulativo da guerra, da pobreza e da fome. Além disso, animais selvagens estarão soltos, aumentando a carnificina humana.
Hoje a população do mundo é de cerca de 7 bilhões. Imagine a morte súbita de mais de 2 bilhões de pessoas, as populações atuais da China e da Índia juntas; é algo incrivelmente amedrontador. Este é somente o início do juízo de Deus para o mundo decaído, em preparação para Seu Reino vindouro.

Quinto Selo: Martírio (Ap 6.9-11)

Aqui a cena muda da Terra para o céu, à medida que as vozes dos mártires da Tribulação, em estado incorpóreo, clamam a Deus por vingança. Esta cena é tanto encorajadora quanto grave. Ela revela que a Tribulação produzirá muitos crentes em Jesus Cristo, mas também que muitos deles serão mortos por causa de sua fé.
Esses crentes refletem o desejo pela justiça de Deus: “Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro. Não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (v.10). Deus fala a nós todos: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19).

Sexto Selo: Catástrofes Planetárias (Ap 6.12-14)

A terra e o céu começam a reagir à mão de juízo de Deus. Um poderoso terremoto rearranja as montanhas e as ilhas em conjunto com catastróficas perturbações solares e lunares, à medida que Deus abala os céus e a terra (cf. Ag 2.21; Hb 12.26). João usou de linguagem não-científica para descrever as trevas do Sol, a vermelhidão da Lua e a queda das estrelas: “Sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte” (Ap 6.12-13).
Ele descreveu a aparência destes corpos celestes como resultado dos quatro primeiros selos e de seus efeitos destrutivos sobre a atmosfera. A Escritura do Antigo Testamento também revela o severo juízo de Deus por meio de perturbações cósmicas (Êx 10.21-23; Is 13.9 10; Is 34.4; 51.6; Ez 32.7-8; Jl 2.2,31; Jl 3.16; Am 8.9; Sf 1.14-15). Jesus citou Sofonias quando disse: “Logo em seguida à Tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt 24.29).
Neste ponto, o terror tomará conta dos líderes mundiais, que ficarão impotentes para impedir essas calamidades. A humanidade tentará em vão esconder-se da ira do Cordeiro, “porque chegou o grande Dia da ira deles” (Ap 6.16-17). A humanidade testemunhou breves explosões da ira de Deus, tais como aquela quando Ele destruiu Sodoma e Gomorra por causa do pecado dessas cidades (Gn 18.20; Gn 19.24-25), e quando Ele executou Ananias e Safira porque mentiram (At 5.5-10).
Mas, como a atitude de paciência de Deus predomina, freqüentemente nos esquecemos de Seu atributo de justiça. As Escrituras são claras ao afirmar que Deus é tanto misericordioso quanto justo. Seu amor e Sua misericórdia nunca amainam a Sua ira: “O Senhor é Deus zeloso e vingador. O Senhor é vingador e cheio de ira; o Senhor toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos” (Na 1.2). O tema da ira de Deus começa em Apocalipse 4 e continua por todo o livro (Ap 11.18; Ap 14.10,19; Ap 15.1,7; Ap 16.1,19; Ap 19.15).
Os crentes em Cristo têm a promessa de completo livramento da ira de Deus na Terra e do eterno Lago de Fogo: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.9), “...que nos livra da ira vindoura” (1Ts 1.10). Agora os pecadores estão acumulando contra eles mesmos “ira para o dia da ira e da revelação do juízo de Deus” (Rm 2.5).
Um dia Deus liquidará todos os pecados que os incrédulos depositaram em suas contas. Aqueles que entrarem na Tribulação de sete anos sentirão a ira de Deus de maneira sem paralelo, culminando com a sentença de punição eterna no Lago de Fogo (Ap 20.15).
O planeta inteiro estará sofrendo sob a maldição do pecado e do decreto da ira de Deus. O silêncio é uma pausa antes do derramamento adicional da ira de Deus através das sete trombetas.

Sétimo Selo: Silêncio (Ap 8.1)

Depois de um interlúdio no qual o apóstolo João descreveu os 144 mil israelitas “servos do nosso Deus”, que foram selados (Ap 7.1-8) e a grande multidão no céu (Ap 7.9-17), o selo final é aberto. Em vez de conter uma descrição de juízo, o resultado é: “Houve silêncio no céu cerca de meia hora” (Ap 8.1).
O sétimo selo reflete o descanso doshabbath na semana da criação, mas em um contexto completamente diferente. Após a criação, tudo na terra de Deus “era muito bom” (Gn 1.31); agora, tudo na Terra está longe de ser bom. O planeta inteiro estará sofrendo sob a maldição do pecado e do decreto da ira de Deus. O silêncio é uma pausa antes do derramamento adicional da ira de Deus através das sete trombetas. (William L. Krewson - Israel My Glory -chamada.com.br)
William L. Krewson é o diretor do Programa A Bíblia e Israel na Universidade Bíblica Filadélfia em Langhorne, Pennsylvania, EUA.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Todo Dia Com Paz

Porque o mesmo Senhor descerá do céu? e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor
(1 Tessalonicenses 4:16-17).

FATOS EXCLUSIVOS DO PERÍODO CRISTÃO

As bênçãos da cruz não estão confinadas ao presente período. Cada santo de cada era, passada, presente ou futura, encontra na cruz a base de toda bênção. Tampouco a segunda vinda de Cristo está restrita aos santos deste presente período. Esse grande evento afetará todos os santos de todas as dispensações.
Mas dois grandes importantes fatos intermediários dão ao cristianismo seu caráter único e diferencia o período cristão de todos os que vieram antes e virão depois. Nunca antes da história humana se pôde afirmar que há um Homem na glória e uma Pessoa divina no mundo, e jamais isso será verdade novamente. Esses fatos pertencem exclusivamente ao período cristão, e sobre eles a Igreja está estabelecida e por eles a Igreja é sustentada. A Igreja não podia ser formada até que Cristo fosse glorificado, exaltado como Cabeça, e o Espírito Santo viesse para batizar os redimidos em um só Corpo. Em seu caminho por este mundo, a Igreja é mantida por Cristo na glória e pelo Espírito Santo na terra. Até mesmo seu último passo nessa jornada terrena rumo à casa do Pai será dado em resposta à voz do Homem na glória e pelo poder vivificador do Espírito Santo (1 Tessalonicenses 4:16; Romanos 8:11).
Se essas são marcas distintivas do período cristão, não é de se estranhar que ambos se tornem alvos de incessantes ataques do inimigo. O diabo sabe muito bem que se ele puder evitar que nos tornemos santos de acordo com propósito de Deus para o presente momento, ele será bem-sucedido em nos roubar cada pensamento profundo sobre Cristo e a Igreja.
Saba-AGuardaDoSetimoDia
Corretamente entendido e observado, sabá[1] do sétimo dia (sábado) é uma dádiva preciosa de Deus. Milhões de cristãos na minha comunidade de fé o experimentam como tal. Na criação, “abençoou Deus o dia sétimo e o santificou” (Gênesis 2.3); o mandamento do sabá ecoa, “o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou”(Êxodo 20.11).
O sabá é também o sinal escolhido por Deus da criação e da redenção: “para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica” (Êxodo 31.13); assim, corretamente entendido e observado, o sabá permanece como um antídoto perpétuo tanto para a teoria da evolução naturalística como para o legalismo. Finalmente, o sabá é odia designado por Deus para o descanso e o culto, “o sábado do descanso solene, santa convocação” (Levítico 23.3). A Escritura nunca atribui nenhum desses pronunciamentos sagrados, tampouco confere qualquer significado, a qualquer outro dia da semana além do sabá do sétimo dia.
O Novo Testamento confirma os Dez Mandamentos, incluindo o sabá do sétimo dia, como a vontade de Deus para o seu povo. Referências e alusões aos Dez Mandamentos abundam no ministério de Jesus e no restante do Novo Testamento (por exemplo, Mateus 5.17-19; Marcos 2.27-28; 7.9-13; 10.17-22; Lucas 23.56; Romanos 2.21-22; 7.7; 1Coríntios 6.9-11; Efésios 6.1-3; Hebreus 4.4; Tiago 2.10-12). Era o “costume” de Jesus e dos apóstolos observar o sabá da maneira que seria esperada daqueles que acreditassem em sua universalidade e permanência (Lucas 4.16; Atos 17.2). Jesus cumpriu a lei atribuindo um significado mais profundo aos mandamentos, sem destruir a sua aplicação original (Mateus 5.17-20; 11.28-12.8). O livro de Apocalipse é permeado de alusões diretas e indiretas a, pelo menos, sete dos Dez Mandamentos, incluindo o mandamento do sabá. João recebeu a sua visão no “dia do Senhor” (Apocalipse 1.10).
O Dia do Senhor é a designação da Escritura para o sabá do sétimo dia: “o sábado do SENHOR, teu Deus” (Êxodo 20.10); “meus sábados” (Levítico 19.3); “meu santo dia […] santo dia do SENHOR” (Isaías 58.13); o dia do qual Jesus se disse “senhor” (Lucas 6.5). Se Deus houvesse dado essas designações ao domingo ou a qualquer outro dia, isso não seria citado como evidência para a sua santidade e sua reivindicação exclusiva de ser o “dia do Senhor”? A alusão, em Apocalipse 11.19, à entrega dos Dez Mandamentos no Sinai sugere que as referências subsequentes aos “mandamentos de Deus”, os quais o povo de Deus do último dia obedece em amor por meio da fé em Jesus, incluem os Dez Mandamentos (12.17; 14.12). O apelo escatológico para que se adore “aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (14.7) toma linguagem emprestada diretamente do mandamento do sabá. A evidência escriturística me parece clara e convincente de que os Dez Mandamentos, inclusive o sabá do sétimo dia, são permanentes e universais.
O Novo Testamento jamais muda o mandamento do sabá. As oito referências ao “primeiro dia” nos evangelhos se referem, exclusivamente, ao próprio dia em que Jesus ressuscitou e apareceu aos crentes para lhes assegurar que ele estava vivo, ou ao domingo imediatamente subsequente, quando ele apareceu para convencer o duvidoso Tomé. Os intérpretes que advogam a sacralidade do domingo baseados na referência de Atos 20.7 ao partir do pão no primeiro dia precisam ignorar que os crentes primitivos “partiam o pão” diariamente (2.46; 27.35). Renomados estudiosos de diversas tradições protestantes (as referências estão citadas em meu ensaio no livro Perspectives on the Sabbath: Four Views [N.T.: Sem tradução em português]):
  • Consideram que o apelo de 1Coríntios 16.1-2 acerca da “coleta para os santos” no domingo não tem relação com um culto de adoração corporativa;
  • Apresentam evidências de que a repreensão de Gálatas 4.8-11 quanto à observância de dias especiais se refere aos dias sagrados pagãos, não ao sabá do Decálogo;
  • Ensinam que os “dias” sobre cuja observância cada um deve ter “opinião bem definida em sua própria mente” se referem aos dias judaicos de jejum (“assuntos controvertidos”, 14.1, NVI), e não ao sabá do Decálogo;
  • Concluem que a referência a “dias de sábado” (NVI) ou “sábados” (ARA) em Colossenses 2.16-17 não afasta a existência de um sabá do Novo Testamento e apresentam forte evidência de que os sábados sombrios dessa passagem, cuja substância veio em Cristo, são na verdade os sábados cerimoniais do Antigo Testamento, e não o sabá do sétimo dia do Decálogo (cf. Hebreus 10.1-4).
Os judaizantes certamente teriam resistido a qualquer tentativa de mudar o sabá do Decálogo com ainda maior intensidade do que lutaram contra a revelação do Espírito Santo de que a circuncisão, a qual não era uma ordenança da criação nem um dos Dez Mandamentos, não mantinha nenhuma significância espiritual na era do Novo Testamento (Atos 15). Mas nenhum traço de semelhante controvérsia acerca do sabá existe em Atos ou no restante do Novo Testamento. Muito pelo contrário: “A circuncisão, em si, não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (1Coríntios 7.19).
Os dispensacionalistas sustentam que o sabá era exclusivamente para Israel e passou juntamente com a antiga aliança. Se fosse o caso, o mesmo seria verdade acerca dos outros nove mandamentos do Decálogo. Mas, embora de fato Deus tenha escolhido o sabá como o sinal do pacto entre Si mesmo e o “povo de Israel” (Êxodo 31.17), ele também estabeleceu a nova aliança exclusivamente com “a casa de Israel”, a descendência espiritual de Abraão, todos aqueles que “são da fé” (Hebreus 8.8, 10; Gálatas 3.7, 29; ver Isaías 56). Uma vez que tanto a nova aliança quanto o sabá, o sinal da aliança de Deus, foram dados a Israel, se o sabá se aplicasse exclusivamente a Israel, então o mesmo ocorreria com a nova aliança. Contudo, assim como a nova aliança especificamente firmada com a “casa de Israel” se aplica a todos aqueles que “são da fé” (Gálatas 3.7), também o sabá – o “sinal” escolhido por Deus entre Si mesmo e Israel – do mesmo modo se aplica, universal e permanentemente, a todos aqueles que “são da fé”.
Hebreus 4.9 dispõe explicitamente: “Portanto, resta um repouso [no grego, sabbatismos] para o povo de Deus”. Sabbatismos “denota a observância ou a celebração do sabá” (A.T. Lincoln, From Sabbath to the Lord’s Day, p. 213 [N.T.: publicado em português pela Editora Cultura Cristã sob o título Do Shabbath para o Dia do Senhor]). Nunca na Escritura a palavra sabbatismos ou o seu verbo cognato sabbatiz?se referem ao domingo ou a alguma experiência espiritual nebulosa. O “descanso sabático” que “resta […] para o povo de Deus” em Hebreus 4.9 é o sabá instituído na criação, tal como explicitamente indicado apenas quatro versículos antes (Hebreus 4.4, citando Gênesis 2.2): “E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera”.
Com efeito, Efésios 5 e Hebreus 4 tratam de modo semelhante o casamento e o sabá do sétimo dia, ambos ordenanças da criação, ao:
  • Afirmarem sua origem na criação (Efésios 5.31; Hebreus 4.4),
  • Atribuírem a cada um deles santidade e significado mais profundos, com base no ministério expiatório de Jesus e na sua relação com o crente (Efésios 5.32; Hebreus 4.6), e
  • Afirmarem a aplicação do casamento e do sabá como ordenanças que permanecem no Novo Testamento (Efésios 5.33; Hebreus 4.9).
O sabá do sétimo dia está indissoluvelmente ligado a Jesus. Jesus, o arquiteto da criação (João 1.1-3), descansou no sétimo dia em celebração à sua obra concluída (Gênesis 2.2) e, como o “Autor e Consumador da fé” (Hebreus 12.2), descansou no túmulo no sabá entre a Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa, na consumação do seu ministério terreno de redenção (Lucas 23.52-24.2). Como a Rocha espiritual que acompanhava Israel em suas jornadas (1Coríntios 10.4), Jesus anunciou os Dez Mandamentos ao seu povo (Deuteronômio 4.12-13), gravou-os em pedra com o seu dedo (êxodo 31.18) e os escreve no coração do seu povo pelo seu Espírito, em cumprimento à promessa da sua nova aliança (Deuteronômio 30.6, 11-14; Salmo 40.8).
Então, Jesus podia corretamente declarar-se o único legítimo “Senhor até mesmo do sábado” (Marcos 2.28, NVI). Naquela mesma ocasião ele declarou: “O sábado foi estabelecido [no grego, egeneto] por causa do homem [anthropos]” (Marcos 2.27). Egeneto (literalmente, “veio à existência”) ocorre vinte vezes na história da criação em Gênesis 1 e três vezes em João 1.3, o que revela Jesus como o único por meio de quem todas as coisas foram “estabelecidas” ou criadas.Anthropos é o termo genérico grego para a humanidade. Assim, Jesus afirmou a origem criacional e o caráter universal do próprio sabá do qual ele é Senhor.
Assim como Jesus é o foco da nossa adoração sabática hoje, assim também ele o será na nova terra. Nos “novos céus e [na] nova terra […] De uma lua nova a outra [seria melhor traduzir “de um mês a outro”; para referências acadêmicas, ver Perspectives on the Sabbath: Four Views] e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim, diz o Senhor” (Isaías 66.22-23, ênfase acrescida). A referência aos “novos céus e nova terra” em Isaías 65-66 ecoa Gênesis 1-2, vislumbrando a restauração por Deus da terra a condições edênicas. No Éden e na nova terra:
  • Aos homens são dadas oportunidades recompensadoras de trabalho (Gênesis 1.26, 28; 2.15; Isaías 65.21),
  • Aos animais são dadas plantas por comida (não uns aos outros) (Gênesis 1.30; Isaías 65.25),
  • O sabá do sétimo dia é o tempo designado por Deus para descanso e adoração (Gênesis 2.3; Isaías 66.23).
Assim, a observância do sabá do sétimo dia “resta […] para o povo de Deus” (Hebreus 4.9), de modo universal e permanente, como o sinal da aliança e Deus com a sua igreja, demonstrando que ele é o nosso Criador, o nosso verdadeiro descanso e o nosso Redentor – “para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica” (Êxodo 31.13). Eu convido você a experimentar o sabá do sétimo dia por si mesmo e ver se a variedade de significados que Deus lhe atribui, assim como as bênçãos da comunhão com Deus que ele oferece na sua observância, não enriquecerão a sua vida e aprofundarão a sua caminhada com Jesus – o seu Criador, Redentor e Senhor.
[1] N.E.: Sabá é a transliteração em português do termo em hebraico. Alguns textos usam sábado ou sabbath (transliteração em inglês). Optamos por sabá por ser um termo em português e distinto do dia da semana. Contudo, não se deve confundir com a rainha de Sabá de 1 Reis 10:4.
Observação:
Este artigo é parte da série “Sabá: O Debate Incansável”, na qual serão publicados artigos defendendo diferentes posições para que nosso leitor tenha uma compreensão mais abrangente sobre o assunto. Sendo assim, a postagem de uma posição específica não indica o posicionamento oficial deste ministério. Veja a lista de artigos sobre o assunto:
  1. O debate sobre o sabá (sábado ou sabbath)
  2. O debate sobre o sabá: a guarda do sábado, o sétimo dia
  3. O debate sobre o sabá: o domingo puritano (26/jan)
  4. O sabá realizado ( 02/fev)
  5. Sabá: um chamado para descansar em Cristo (05/fev)
Por: Skip MacCarty. © 2011 Ligonier Ministries. Original: O debate sobre o sabá: a guarda do sábado, o sétimo dia.
Este artigo faz parte da edição de junho de 2011 da revista Tabletalk.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O Sabá do Sétimo Dia.

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