sexta-feira, 31 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 4:6-21

Qual era a raiz das dissensões na igreja de Corinto senão a soberba (Provérbios 13:10; Lucas 22:24)? Cada um se orgulhava de seus dons espirituais e de seu conhecimento (1 Coríntios 1:5), esquecendo-se de uma coisa: que eles tinham recebido tudo isso por pura graça. Para que permaneçamos humildes, recordemos sempre a pergunta feita no versículo 7: "E que tens tu que não tenhas recebido?".
Além disso, inchar-se com o vento de sua própria importância era almejar algo diferente de "Jesus Cristo, e este crucificado" (2:2). Era querer "reinar" desde já, apesar de estar escrito: "Se perseveramos [no presente], também com ele reinaremos" (2 Timóteo 2:12). Por sua parte, o apóstolo Paulo não havia invertido as coisas. Ele voluntariamente tinha assumido sua posição com o "lixo do mundo, escória de todos" (v. 13)... uma posição que pouquíssimos cristãos estão prontos a aceitar. Porém, como Paulo tinha em vista a verdadeira felicidade dos seus queridos coríntios, suplica-lhes que sigam com ele o mesmo caminho. O apóstolo era o pai espiritual deles (v. 15) e desejava que se assemelhassem a ele, assim como os filhos se assemelham aos pais. No entanto, se suas advertências não fossem consideradas, ele estava disposto a usar a "vara" ao encontrá-los, cumprindo com severidade esse dever paternal para o bem de seus "amados filhos" (v. 14).

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 3:16-23; 4:1-5

Além de autênticos obreiros que podem estar fazendo um trabalho deficiente (v. 15), ainda existem os falsos servos que corrompem o templo de Deus (v. 17). Que ninguém se engane acerca de si mesmo, do que é e do que está fazendo! (v. 18).
Cuidado também com os valores e raciocínios humanos. São referências enganosas! A sabedoria do mundo é loucura para Deus, a sabedoria de Deus é loucura para o mundo (v. 19). Dependendo do alvo que temos em vista, buscaremos orientação por uma dessas sabedorias. "O homem natural" sente pena do cristão que, em sua opinião, está sacrificando as vantagens e prazeres do presente por um futuro vago e incerto. Que bom seria se todos nós sofrêssemos deste tipo de loucura! O que são essas miseráveis vaidades em comparação com aquilo que nós, os cristãos, possuímos? Todas as coisas são nossas, afirma o apóstolo Paulo, e são nossas porque nós somos de Cristo, a quem tudo pertence. Sob Sua dependência, podemos dispor de tudo o que precisarmos a Seu serviço. Porém, o mais importante é que cada um seja "encontrado fiel" (4:2). Cada um, pequeno ou grande, é um administrador e receberá o seu louvor. Este não virá da parte do seu irmão, mas, sim, dAquele que conhece o coração do homem (v. 5; ver também 2 Timóteo 2:15).

Rumo à Globalização

Thomas Ice
Anos atrás, participei de um debate no Fórum da Universidade de Oxford, na Inglaterra. O tema era: “Esta instituição crê que o fim está próximo!”. Eu estava argumentando a favor dessa posição. Levantei três pontos principais para darem suporte à minha afirmativa de que o fim está próximo. Primeiro, observei o restabelecimento da nação de Israel. Nenhum outro povo na história da humanidade foi removido de sua terra natal, espalhado por todo o globo, manteve sua identidade étnica e depois retornou à sua terra de origem. Ninguém jamais fez isso, exceto Israel, a nação de Deus. Segundo, pela primeira vez na história, estamos vendo que a globalização está sendo, de fato, implementada em nossos próprios dias. A Bíblia prediz um governo mundial durante a Tribulação. Terceiro, o surgimento da União Européia parece ser um precursor de um Império Romano revivido, que Daniel e o Apocalipse predizem como o centro do governo global vindouro.

A Questão Obama

Uma das alunas fez uma pergunta durante o período de participação dos presentes ao debate. Ela queria saber o que eu pensava sobre o impacto que a [então] recente eleição de Obama como presidente dos Estados Unidos teria sobre a globalização. Eu disse a ela que uma das razões principais pelas quais a comunidade global não gostava do presidente George W. Bush era porque ele estava disposto a agir unilateralmente em favor dos interesses americanos. O candidato Barack Hussein Obama anunciou ao mundo, durante seu discurso em Berlim, que era um cidadão do mundo. Eu disse que os EUA eram o último importante reduto no mundo ocidental que estava disposto a agir como nação, em vez de agir em favor de interesses internacionais; agora, com Obama na Casa Branca, isso terminaria. Isto aconteceu cinco anos atrás.
Hoje, vemos Obama implementando uma agenda global para os Estados Unidos. Os Estados Unidos já não desenvolvem mais suas políticas com base naquilo que é bom para o povo americano. Na verdade, a maior parte das políticas de Obama é ruim para os Estados Unidos e destrutiva para os interesses da maioria dos americanos. A única coisa que faz algum sentido é que Obama, como ele mesmo disse em Berlim, está agindo como cidadão do mundo. A América já não é mais um obstáculo para um governo global. O atual governo está abrindo o caminho para ele ao renunciar a tantos aspectos da soberania americana.
Foi relatado na mídia americana que Obama emitiu uma ordem executiva para sua administração mover-se adiante a toda velocidade na implementação de sua política contra o aquecimento global. Creio que os defensores do aquecimento global ou da mudança climática estão usando esse falso pânico com o propósito de instaurar um sistema de governo global. Mudanças climáticas são importantes para os globalistas, uma vez que eles as vêem como a melhor maneira de ganhar controle de todas as nações com o pretexto de salvar o planeta. Quão nobre!
Vemos uma pressa pelo globalismo pelo menos nas seguintes áreas: governo, economia, religião, meio ambiente, militar, comércio, produção, bancos, negócios, controle populacional, educação, administração, publicação, entretenimento, saúde e bem estar pessoal, redistribuição de riquezas, agricultura, legislação, ciência, medicina, esportes, viagens, música, eletrônica, a internet, a disponibilidade de informações, e muitas outras áreas. Algumas outras áreas para as quais o governo Obama está realizando mudanças nos EUA, com a finalidade de implementar os objetivos do globalismo, são as seguintes: cuidados universais com a saúde, mudança do papel das forças militares americanas (Obama dispensou cerca de 250 generais e almirantes a quem os globalistas viam como aqueles que não se davam bem com a nova orientação dele para as forças armadas), tentativas de implementar o controle de armas, uso de instituições governamentais como o Serviço do Imposto de Renda para controlar grupos e organizações que resistem à agenda de Obama. A degradação das instituições americanas por Obama inclui o fato de que os principais meios de comunicação raramente o criticam e quase sempre apóiam-no em sua maneira de manipular as notícias e de usar a NSA [Agência Nacional de Segurança] como sua rede pessoal de espionagem. O aparente esforço de Obama é levar os EUA à falência por meio de gastos extremos com programas sociais, tais como a previdência social, a fim de reestruturar a nação dentro de uma estrutura global. Na velocidade que estamos caminhando durante o governo Obama, os EUA deverão estar em uma grande posição para o futuro Anticristo, que assumirá seu posto depois do Arrebatamento.

Por Que a Globalização?

A globalização passou a fazer bastante sentido para um número cada vez maior de pessoas nos EUA nas últimas décadas. Por que isto acontece? Creio que a comunidade acadêmica conduziu as coisas dessa maneira. A academia nos Estados Unidos é dominada por aqueles que rejeitam a Bíblia como a revelação de Deus à humanidade. Portanto, eles ficam apenas com os pressupostos e as teorias humanísticas a respeito das pessoas e da sociedade, como a evolução, por exemplo. O homem está sozinho no universo e tudo tem bilhões de anos de idade. As coisas estão simplesmente evoluindo e a vida consiste de ciclos sem significado que levam a lugar nenhum. Os teóricos sociais rejeitam o relato da criação em Gênesis e, por isso, acham que a sociedade evoluiu a partir do indivíduo para uma família; a partir da família para as tribos; a partir das tribos para comunidades maiores; a partir das comunidades para cidades; a partir das cidades para Estados; e, finalmente, a partir do nacionalismo para o globalismo. Eles afirmam que o nacionalismo produziu um tempo em que aconteceram as maiores guerras na história da humanidade (o século XX). Isto ocorreu porque as nações não conseguiam estabelecer suas disputas sem guerras. Assim, o nacionalismo apenas produz guerras que trazem grande destruição e fome à humanidade. É por isso que precisamos dar o passo seguinte e nos mover em direção ao globalismo, para que sejamos capazes de eliminar a base da divisão entre nós (isto é, o nacionalismo). Isto significa que apenas a globalização, de acordo com os intelectuais, pode ser vista como o próximo passo lógico na evolução da humanidade.
A humanidade sempre será decaída e será pecaminosa e jamais será capaz de viver em paz.
Se você se opuser à tendência da globalização, então você é um Homem de Neanderthal e pode apenas desejar a discórdia e a prosperidade pessoal, em vez de querer uma grande paz e harmonia que eles crêem que um governo global produzirá. (Quer saber um segredo? A humanidade ainda estará decaída e será pecaminosa e jamais será capaz de viver em paz.) Como “todos” os que têm um cérebro apóiam a globalização no mundo das pessoas com educação formal, então aqueles que se opõem a ela são vistos como os não-iluminados que precisam ser reprogramados para o bem de todos. Embora tenha-se falado sobre a globalização há séculos no passado, foi apenas nos últimos 100 anos que passos reais em direção à sua implementação têm acontecido. Aqueles dentre nós que estão informados pela Bíblia e pelo plano de Deus para a história, são vistos pelos globalistas como pessoas que estão completamente fora do compasso da história atual. No curto prazo, esses globalistas estão certos acerca das tendências atuais, pois a história está se movendo em direção a um governo global.

Globalização e Babilônia

A Bíblia ensina que, durante a tribulação de sete anos, haverá um governo global ao menos nos três anos e meio finais. Apocalipse 17-18 nos diz que a globalização babilônica será construída sobre três plataformas principais: a falsa religião, o comércio e a economia, e o governo centralizado. Como foi observado acima, isto parece ser exatamente o caminho que o governo Obama está trilhando agora. “O processo de globalização está sendo dirigido pelas atividades das empresas privadas”, diz Rubens Ricúpero, ex-secretário-geral da Conferência da ONU Sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).[1]
O espírito de Babilônia está vivo e passa bem nos dias de hoje, como é evidente pelo fato de que a União Européia construiu o edifício de seu parlamento na forma de uma Torre de Babel não terminada.
A maioria dos cristãos tem pelo menos uma vaga familiaridade com o incidente da Torre de Babel, logo depois do Dilúvio, que levou à pulverização da raça humana em facções. O entendimento tradicional sobre esses eventos (Gn 10.8-14,30-31; Gn 11.1-9) indica que a edificação da Torre de Babel corresponde ao início do reinado do homem, com Ninrode, em Babel (Gn 10.10).[2] Desta forma, Ninrode é visto como o pai do reinado do homem como veículo de rebelião contra Deus e Seu reino. Foi neste ponto que Deus julgou o primeiro prédio das Nações Unidas, confundindo a única linguagem humana em muitas línguas, e estabeleceu a Instituição Divina da “diversidade tribal” para promover a estabilidade social.[3] Babilônia será restaurada como cidade durante a Tribulação, como a sede do globalismo difundido e espalhado. O espírito de Babilônia está vivo e passa bem nos dias de hoje, como é evidente pelo fato de que a União Européia construiu o edifício de seu parlamento na forma de uma Torre de Babel não terminada. A implicação é que a UE terminará o que Deus proibiu em Gênesis 11.

Conclusão

Obviamente, ainda não estamos vivendo nos tempos da Tribulação vindoura de sete anos. Mas vivemos, sim, em um tempo em que Deus está montando o palco para os eventos que acontecerão depois do Arrebatamento, durante a Tribulação. A globalização é uma daquelas coisas que caracterizarão a Tribulação. Estamos vendo a globalização se desenvolver diariamente, em tudo ao nosso redor. O desenvolvimento contemporâneo do comércio global está na vanguarda das forças que movem a todos nós naquela direção. Em nossos dias, “a globalização está acontecendo no comércio do clique do mouse e nas fusões de empresas uma a uma”.[4] Uma crença atual é que o globalismo é uma força que está se movendo com tamanho ímpeto que nada nem ninguém poderá impedir seu sucesso final.
Com Israel de volta à sua terra e a unificação da Europa, Deus está movendo a história em direção ao tempo em que o Anticristo do Império Romano Revivido fará um tratado com Israel. Esse acontecimento dará início à Tribulação de sete anos, que precederá a Segunda Vinda de Cristo. A Rússia e seus aliados árabes estão posicionados, preparando um golpe contra Israel. Os inimigos de Israel desde a antiguidade, tais como Egito, Síria, Babilônia (Iraque) e Pérsia (Irã), também estão posicionados. Tudo o que está faltando é que aquele indivíduo final, que está destinado a ser parte do Corpo de Cristo, seja salvo (veja Rm 11.25) e, então, o Arrebatamento acontecerá. Quando aquele que detém o Anticristo tiver partido daqui (veja 2Ts 2.7), a Tribulação se abaterá sobre um mundo pronto. Você está preparado para que tais eventos ocorram rapidamente? Você conhece a Cristo como seu Salvador? Você está vivendo para Ele hoje? Você está divulgando o Evangelho a todos que estão ao seu alcance? Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - Chamada.com.br)

Notas:

  1. Patrick McDowell, “Nations Ponder Globalization” [As Nações Ponderam Sobre a Globalização], The Washington Post, 11 de março de 2000, http://washington post.com/wp-srv/aponline/20000211/aponline040400–000.htm.
  2. Josephus, Antiquities of the Jews [Antiguidades dos Judeus], I, iv.
  3. Agradeço a Charles Clough por seu ensinamento sobre essa divina instituição em Laying the Foundation [Lançando os Alicerces] (Lubbock, TX: impresso privadamente por Lubbock Bible Church, [1973], 1977), pp.83-84.
  4. Patrick McDowell, “Nations Ponder Globalization.”
Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center (Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas) e professor de Teologia na Liberty University. Ele é Th.M. pelo Seminário Teológico de Dallas e Ph.D. pelo Seminário Teológico Tyndale. Editor da Bíblia de Estudo Profética e autor de aproximadamente 30 livros, Thomas Ice é também um renomado conferencista. Ele e sua esposa Janice vivem com os três filhos em Lynchburg, Virginia (EUA).

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 3:1-15

Visto que estavam tão ocupados com suas divisões, os coríntios não conseguiram fazer nenhum progresso. Eles pareciam àqueles alunos mais fracos que tolamente disputavam quem era o professor mais instruído ou a sala de aula mais bonita. Paulo declara que era imaturidade eles se ocuparem com o servo em vez de com seus ensinamentos. Resumindo: eles ainda eram carnais (vv. 2-3). Quantas vezes confundimos a verdade com aquele que a apresenta! Por exemplo, se formos ouvir um servo de Deus, pensando de antemão que ele não tem nada para nos oferecer, receberemos apenas o que esperamos, ou seja, nada!
Em seguida o apóstolo enfatiza a responsabilidade daquele que ensina. Na obra de Deus, comparada a uma lavoura ou a um edifício, cada obreiro tem sua própria atividade. Ele pode trazer diferentes materiais - quer dizer, diferentes aspectos da verdade - e edificar vidas ao apresentar-lhes a justiça de Deus (o ouro), a redenção (a prata) e as glórias de Cristo (as pedras preciosas). Ou então, aparentando fazer uma grande obra, pode também edificar com madeira, feno, palha.... e tal obra não resistirá ao fogo. Por isso, "cada um veja como" (e não quanto) "edifica" sobre o único e inabalável fundamento: Jesus Cristo.
Pornografia
O novo narcótico. Morgan Bennett acabou de publicar um artigo com esse título. A tese:
Uma pesquisa neurológica revelou que o efeito da pornografia na internet sobre o cérebro humano é tão potente — se não mais — do que substâncias químicas que viciam, tais como cocaína e heroína.
Para piorar as coisas, existem 1,9 milhões de usuários de cocaína, e 2 milhões de usuários de heroína, nos Estados Unidos, comparado a 40 milhões de usuários regulares de pornografia online.
Aqui está o porquê do poder viciante da pornografia poder ser pior:
Cocaína é considerada um estimulante que aumenta os níveis de dopamina no cérebro. Dopamina é o principal neurotransmissor que as substâncias mais viciantes liberam, enquanto causa uma “alta” e um subsequente desejo por uma repetição da alta, ao invés de uma sensação posterior de satisfação por meio de endorfinas.
Heroína, por outro lado, é preparada com ópio, que tem um efeito relaxante. Ambas as drogas provocam tolerância química, que requer quantidades cada vez mais altas da droga para atingir a mesma intensidade de efeito.
Pornografia, ao fazer ambos o despertar (o efeito de “alta” via dopamina) e causar um orgasmo (o efeito “relaxante” via ópio), é um tipo de “polidroga” que provoca ambos os tipos de substâncias químicas viciantes no cérebro de uma vez, aumentando sua tendência viciante.
Mas, Bennett diz, “pornografia na internet faz mais do que apenas aumentar significativamente o nível de dopamina no cérebro por uma sensação de prazer. Ela literalmente altera a matéria física dentro do cérebro para que novos caminhos neurológicos necessitem de material pornográfico, a fim de provocar a sensação de recompensa desejada.”
Imagine o cérebro como uma floresta onde trilhas são desgastadas por caminhantes que caminham pelo mesmo caminho de novo e de novo, dia após dia. A exposição a imagens pornográficas cria caminhos nervosos parecidos que, com o tempo, se tornam mais e mais “bem pavimentados” conforme eles são repetidamente trafegados com cada exposição a pornografia. Aqueles caminhos neurológicos eventualmente se tornam trilha na floresta do cérebro pela qual cada interação sexual é enviada. Portanto, o usuário de pornografia, seja homem ou mulher, “criou inconscientemente um circuito neurológico” que faz sua perspectiva padrão em relação as matérias sexuais dominada pelas normas e expectativas da pornografia.
Esses caminhos viciantes não somente nos fazem filtrar todo estímulo sexual através do filtro pornográfico; eles despertam o desejo por “mais conteúdo pornográfico como mais prática de tabus sexuais, pornografia infantil, ou pornografia sadomasoquista.”
E isso piora:
Outro aspecto do vício em pornografia que supera as características viciantes e nocivas do abuso de substâncias químicas é sua permanência. Enquanto substâncias podem ser metabolizadas para fora do corpo, imagens pornográficas não podem ser metabolizadas para fora do cérebro, porque imagens pornográficas são armazenadas na memória do cérebro.
“Em resumo,” Bennett escreve, “pesquisas no cérebro confirmam o fato crítico que a pornografia é um sistema de distribuição de droga que tem um efeito distinto e poderoso sobre o cérebro humano e o sistema nervoso.”
Nada disso pega Deus de surpresa. Ele projetou a interação entre o cérebro e a alma. Descobertas de dimensões físicas para a realidade espiritual não anulam a realidade espiritual.
Quando Jesus disse, “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:28), ele viu com clareza cristalina — da maneira que um inventor vê sua invenção — que o olho físico tinha profundos efeitos no “coração” espiritual.
E quando o sábio do Velho Testamento disse em Provérbios 23:7, literalmente, “Como imagina em sua alma, assim ele é,” ele viu com clareza similar que os atos da alma criam realidades. Pensar na alma corresponde a “ser.” E esse “ser” inclui o corpo.
Em outras palavras, funciona em ambos os sentidos. A realidade física afeta o coração. E o coração afeta a realidade física (o cérebro). Portanto, essas notícias horríveis da pesquisa do cérebro sobre o poder escravizador da pornografia não é a palavra final. Deus tem a palavra final. O Espírito Santo tem o maior poder. Não somos meras vítimas dos nossos olhos e dos nossos cérebros. Eu sei disso de ambas, Escrituras e experiência. E eu vou escrever mais sobre isso na próxima terça-feira.
Por: John Piper. © 2013 Desiring God. Original: Pornografia: O Novo Narcótico.
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 2:1-16

Sabemos que no mundo um belo discurso, certo carisma e "palavras persuasivas de sabedoria humana" podem ser suficientes para assegurar a vitória de qualquer causa. Mas Deus não usa essas habilidades humanas nem estratégias de propaganda para nos fazer conhecer a fé (vv. 4-5). Apesar de seu elevado nível de instrução, Paulo não brilhou em Corinto por sua sabedoria, cultura ou eloqüência. Isso seria uma contradição ao seu ensinamento, pois a cruz de Cristo que ele anunciava representa justamente o fim de tudo aquilo do qual o homem se orgulha. Mas, longe de sair perdendo com isso, o crente tem recebido as coisas invisíveis - aquilo "que por Deus nos foi dado gratuitamente" - e simultaneamente o meio para discerni-las e delas desfrutar: o Espírito Santo, o único agente que Deus utiliza para nos comunicar Seus pensamentos (v. 12). De que serviria uma partitura sem os instrumentos musicais para interpretá-la, ou um disco sem o aparelho para tocá-lo? Por outro lado, que efeito teria um belo concerto para uma platéia de pessoas surdas? Assim a linguagem do Espírito Santo é incompreensível ao "homem natural". Em contrapartida o "homem espiritual" pode apreciar as coisas espirituais por meio de recursos espirituais (vv. 13-15).

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 1:17-31

"Para nós que somos salvos", a palavra da cruz é poder de Deus. Mas para as demais pessoas é tão somente loucura. Todo o significado da cruz (a morte de um Justo exigida pela justiça de Deus, o perdão gratuito para os pecadores, o renunciar a si mesmo) são verdades que conflitam com a razão humana. Se, por outro lado, forem oferecidos milagres e obras espetaculares, o requisito de um nobre ideal e um código moral que exige muitos esforços... bem, esse será o tipo de religião não choca ninguém. Mas oh! O versículo 18 classifica todos os sábios, todos os escribas e inquiridores, em resumo, poderosos intelectuais deste e dos demais séculos sob a mesma e espantosa designação: "os que se perdem".
É fato que entre os redimidos do Senhor não há muitos sábios, poderosos ou nobres (v. 26), pois estes têm mais dificuldade de tornar-se "como crianças" (Mateus 18:3, 11:25). Para Se glorificar, Deus escolhe o que é fraco, vil e menosprezado - e é essa a opinião que o mundo tem sobre os cristãos. Mas que importa seu próprio valor, uma vez que estão em Cristo e para eles Cristo se tornou tudo: poder, sabedoria, justiça e redenção (vv. 24 e 30)?
4 mandamento dia de sabado
Você já dormiu por algumas horas, acordou, mas continuava cansado? Talvez você se lembre do conto “Rip Van Winkle”, de Washington Irving. Rip é um marido dominado pela esposa que vagueia pelas montanhas para escapar, conhece um estranho bando, cai no sono e cochila por vinte anos. Ele acorda e encontra o mundo está completamente mudado, sua esposa morta e seus vizinhos invejosos por ele ter se livrado, dormindo, da vida natural de sua esposa rabugenta.
O que é surpreendente na história de Irving é que o sono de Van Winkle não lhe deu descanso. Foi sono sem repouso. Foi um tipo de descanso que na verdade não fazia bem nenhum. E, às vezes, nós sabemos como é isso, porque nosso coração e mente estão tão cheios e ansiosos para descansarem bem. Nós, às vezes, acordamos ou voltamos das férias cansados, apesar de termos descansado.
A graça do quarto mandamento é que Deus promete nos dar verdadeiro descanso e verdadeiro repouso ao encontrarmos o nosso descanso nele. Ao nos lembrarmos do dia do sabá, ao santificarmo-lo ao Senhor, descobrimos que começamos a entrar no descanso que Deus oferece e a obter um antegozo do descanso celestial por vir, o descanso nos novos céus e na nova terra.

O bom mandamento de Deus

Em Êxodo 20.8-10, fica claro que Deus dá o descanso do sabá como um mandamento. Contudo, nós frequentemente esquecemos que, ao nos lembrarmos do “dia de sábado, para o santificar”, Deus deseja que usemos aquele dia para ele: “o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus”. O que isso significa? Significa que um dia em sete – não um dia da nossa própria escolha, mas um dia escolhido por Deus e diferente dos outros dias – deve ser posto à parte para o serviço do Senhor.
E este comando está alicerçado tanto na criação como na redenção. Em Êxodo 20, a criação serve como fundamento: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra […] e, ao sétimo dia, descansou” (v. 11). A semana da criação serve como um padrão para as nossas semanas criativas: assim como Deus trabalhou seis dias e descansou um, assim também devemos fazer.
Mas, em Deuteronômio 5, este mandamento encontra a sua base na redenção: “porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido” (v. 15). Porque Deus redimiu o seu povo do cativeiro com o sangue dos cordeiros primogênitos, a vida deles e o seu tempo pertenciam ao Senhor. Ele lhes deu de volta na redenção e exigiu o sabá como uma testemunha, as “primícias” da semana, um testemunho da sua obra redentora.

O dom gracioso de Cristo

A expectativa e o mandamento do sabá encontram o seu cumprimento e sua contínua validade em Cristo. Isso porque o próprio Jesus apontou para o alívio que aquele dia representava. Longe de acabar com o sabá, Jesus o encheu de significado para o seu povo.
Em Lucas 4.16-21, Jesus foi para a sinagoga no dia do sabá, “segundo o seu costume”. Ele tomou o rolo e leu em Isaías 61, declarando: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir”. O elo entre o sabá e o Messias estava claro: o prometido sabá de descanso e regozijo, retratado na criação e na redenção, havia chegado em Jesus. Ele traz as boas novas, o favor do Senhor, a liberdade, a visão e a libertação.
Jesus amava curar no sabá. Isso parece claro em Lucas 13.10-17. Uma mulher possessa de um “espírito de enfermidade, havia já dezoito anos” é curada e glorifica a Deus. Os fariseus ficam furiosos com Jesus. A sua resposta: “Não deveria esta mulher ser liberta deste cativeiro no dia do sabá?”. Não é apropriado e correto? A criação e a redenção se encontram no dia do sabá para apontar o dom gracioso de Cristo, que traz verdadeiro renovo, descanso e repouso.
Jesus faz essas coisas por ser ele o Senhor do sabá (Marcos 2.23-28). Ele é o doador do sabá, enquanto Criador. Ele é aquele de quem o sabá testifica. E, como Redentor, ele começou o tempo de novo por meio da ressurreição. Com efeito, no domingo da sua ressurreição, o tempo começou de novo; o primeiro dia da nova criação começou. O descanso sabático tem o seu significado assegurado no domingo da ressurreição, tornando-se o dia do culto cristão (1 Coríntios 16.2; Apocalipse 1.10). Nós nos lembramos deste dia para o serviço do Senhor em culto e misericórdia, em resposta ao bom mandamento de Deus e ao gracioso dom de Cristo.
Nós que confiamos em Jesus não apenas encontramos descanso para a nossa alma de domingo a domingo, mas também temos a promessa de entrarmos no descanso sabático final (Hebreus 4.9-10). Nós testificamos, a cada semana, que já temos descansado de nossas obras – de nossas tentativas de apaziguar Deus ou de merecer o seu favor, até mesmo no modo como nós nos “lembramos do sabá”. Em vez disso, nós “descansamos em Jesus e o recebemos”. Nele, encontramos descanso para a nossa alma (Mateus 11.28-30).
É por isso que o dia do sabá traz verdadeiro descanso e repouso. Nós não estamos num frenesi, tentando merecer o favor de Deus. Em vez disso, o próprio Senhor do sabá nos ressuscitou e nos ressuscitará dentre os mortos (Efésios 2.4-6).
Por: Sean Michael Lucas. © 2015 Ligonier Ministries. Original: Remember the Sabbath, to Keep It Holy.
Este artigo faz parte da edição de junho de 2015 da revista Tabletalk.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Os Dez Mandamentos: 4 – Lembra-te do Dia de Sábado, para o Santificar.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

domingo, 26 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

1 Coríntios 1:1-16

Através do ministério de Paulo forma-se em Corinto uma numerosa igreja (Atos 18:10). Como Paulo não é somente um evangelista zeloso, mas também um pastor fiel, continua dedicando-se a ela em amorosa diligência (2 Coríntios 11:28). É de Éfeso que Paulo lhes escreve esta primeira carta, endereçando-a também a "todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 1:2). Se você é um desses, esta carta também é destinada a você.
Paulo tinha recebido más notícias de Corinto. Várias desordens estavam acontecendo naquela igreja. Porém, antes de tratar de tais penosos assuntos, Paulo lembra a esses crentes as riquezas espirituais que eles possuíam em decorrência da graça de Deus (vv. 4-5). Procuremos enumerar os nossos inestimáveis privilégios como filhos de Deus! Isso será útil para sabermos medir a nossa responsabilidade e levar mais a sério a vida cristã. Não deixemos de agradecer a Deus por isso, como faz o apóstolo aqui.
A primeira reprovação dirigida à igreja de Corinto diz respeito às suas contendas. Eles estavam seguindo após homens (a Paulo, a Apolo, a Caifás e a Cristo apenas como um mestre melhor que os outros: João 3:2), em vez de estarem unidos na comunhão de "Jesus Cristo nosso Senhor", o Filho de Deus (v. 9). Queira Deus que sempre estejamos no gozo desta comunhão! (1 João 1:3).

sábado, 25 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

Romanos 16:17-27

Os motivos de alegria que Paulo encontrava nos crentes romanos (v. 19) não o faziam perder de vista os perigos a que eles estavam expostos. Antes de encerrar sua epístola, ele os alerta contra os falsos mestres, reconhecíveis pelo fato de que buscam agradar somente a si mesmos, servindo às suas próprias ambições e cobiças ("seu próprio ventre": v. 18; Filipenses 3:19). A solução não está em discutir com "esses tais", nem em estudar seus erros, mas sim em afastar-nos deles (Provérbios 19:27). Contudo, essas manifestações do mal nos afetam. É por essa razão que o Espírito, para nos encorajar, diz que o Deus da paz brevemente esmagará Satanás debaixo de nossos pés (v. 20).
Alguns parentes de Paulo estão entre os primeiros cristãos (vv. 11 e 21), sem dúvida, o fruto de suas orações (cap. 9:3; 10:1). Que isso estimule você a orar incessantemente por seus parentes ainda não convertidos!
O que Deus espera de nossa fé é a obediência (vv. 19 e 26), e o que nossa fé pode esperar dEle, mediante "nosso Senhor Jesus Cristo", é o poder (v. 25), a sabedoria (v. 27) e a graça (vv. 20 e 24). Juntamente com o apóstolo, glorifiquemos a Deus, expressando nossa adoração, mas, sobretudo, vivendo para agradar-Lhe.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

Romanos 16:1-16

O capítulo 12 ensina como devem ser a consagração e o serviço cristão. O capítulo 16 mostra a prática por parte dos crentes de Roma, aos quais o apóstolo dirige suas saudações. Alguém escreveu: "Temos aqui uma página típica do livro da eternidade. Não há sequer um só ato de serviço que façamos para o Senhor, que não seja colocado em Seu livro, e não somente a substância do ato, mas também a maneira pelo qual ele é praticado". É por isso que, no versículo 12, Trifena, Trifosa e a "estimada" Pérside não estão juntas, pois as duas primeiras "trabalharam no Senhor", enquanto a última "muito trabalhou no Senhor" e seus serviços não foram confundidos. Tudo é apreciado e lembrado por Aquele que jamais erra.
Paulo, por sua vez, não esquece o que fizeram por ele (vv. 2 e 4). Encontramos novamente aqui seus "companheiros de obra" Priscila e Áquila (Atos 18). A igreja se reunia simplesmente em sua casa (que contraste com as ricas basílicas construídas desde então em Roma!).
As saudações em Cristo servem para estreitar os laços da comunhão cristã. Não devemos jamais negligenciar aqueles que nos foram confiados.
LeiaRomanosComCalvino6
Nesta nova série “Leia Romanos com Calvino”, postaremos os comentários do grande reformador de trechos selecionados de Romanos. Acesse o Sumário

Romanos 5.1-2


(1) Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; (2) por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
1. Justificados, pois, mediante a fé. O apóstolo começa a elucidar, por seus efeitos, suas afirmações até este ponto concernentes à justiça [procedente] da fé. O todo deste capítulo, portanto, consiste em ampliar o que o apóstolo afirmara. Essas ampliações, contudo, não só explicam seu argumento, mas também o confirmam. Ele defendera a tese dizendo que, se a justiça é buscada nas obras, então a fé é abolida, pois as almas, desgraçadamente, não possuindo em si mesmas persistência alguma, serão atribuladas por constante inquietação. Paulo, entretanto, então nos ensina que, ao alcançarmos a justificação mediante a fé, nossas almas são tranqüilizadas e pacificadas.
Tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Este é o fruto particular da justiça [procedente] da fé, e qualquer desejo de buscar a tranqüilidade de consciência por meio das obras (o que percebemos entre os religiosos e os ignorantes) perderá seu tempo, porque, ou o coração se acha adormecido em razão da negligência, ou a pessoa faz ouvidos moucos aos juízos divinos, ou se deixa dominar pelo temor e tremor até que repouse em Cristo, o único que é nossa paz.
Paz, portanto, significa serenidade de consciência, a qual tem sua origem na certeza de haver Deus nos reconciliado consigo mesmo. Esta serenidade é possuída ou pelos fariseus, que se inflavam com uma falsa confiança em suas obras, ou pelo pecador insensível que, uma vez intoxicado com os prazeres produzidos por seus vícios, não sente qualquer carência de paz. Embora nenhuma dessas pessoas aparente estar em franco conflito com Deus, ao contrário da pessoa que se vê abalada pelo senso do pecado, todavia, visto que ela não se aproxima realmente do tribunal de Deus, jamais experimentou verdadeiramente a harmonia com ele. Uma consciência entorpecida implica na alienação de Deus. Paz com Deus é o oposto da serenidade produzida pela carne entorpecida, visto ser de suprema importância que cada um se desperte para prestar contas de sua vida. Ninguém que não tenha o temor de Deus se manterá em sua presença, a não ser que se refugie na graciosa reconciliação, pois enquanto Deus exercer a função de Juiz, todos os homens devem encher-se de medo e confusão. A mais forte prova disso é o fato de nossos oponentes outra coisa não fazerem senão brandir à toa as palavras de um lado para outro, enquanto reivindicam justiça por conta de suas obras. A conclusão de Paulo tem por base o princípio de que as almas desditosas estarão sempre desassossegadas, a menos que repousem na graça de Cristo.
2. Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso,pela fé, a esta graça. Nossa reconciliação com Deus está subordinada a Cristo. Ele é o único Filho Bem-amado; todos nós, por natureza, somos filhos da ira. Porém, esta graça nos é comunicada pelo evangelho, visto ser ele o ministério da reconciliação. Nosso ingresso no reino de Deus é através do benefício desta reconciliação. Paulo, pois, corretamente põe diante de nossos olhos a promessa certa, em Cristo, da graça de Deus, com o fim de afastar-nos mais eficientemente da confiança em nossas obras. Ele nos ensina, por meio da palavra acesso, que a salvação tem sua origem em Cristo, e assim exclui as preparações por meio das quais os tolos acreditam poder antecipar a misericórdia divina. É como se dissesse: “Cristo encontra o indigno, e estende-lhe sua mão para libertá-lo.” E imediatamente acrescenta que é pela continuação da mesma graça que nossa salvação permanece firme e segura. Com isso ele quer dizer que nossa perseverança não se acha fundamentada em nosso próprio poder ou empenho, mas tão-somente em Cristo. Mas quando ele, ao mesmo tempo, diz na qual estamos firmes, o sentido equivale a isto: quão profundamente radicado deve estar o evangelho nos corações dos piedosos, de modo a se sentirem fortalecidos por sua verdade e bem solificados contra todas as astúcias da carne e do Diabo. Pelo termo firmes ele quer dizer que a fé não é a persuasão fugaz de um dia, senão que se acha tão radicada e submersa em nossa mente, que o seu prosseguimento se faz seguro ao longo de toda nossa vida. O homem, pois, cuja fé lhe assegura um lugar entre os fiéis, jamais é levado a crer por um súbito impulso, mas permanece naquele lugar divinamente designado para ele, com uma persistência tal, e com tal imperturbabilidade, que jamais deixa de ser fiel a Cristo.
E gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. A razão, não só para a emergência da esperança da vida por vir, mas também para nossa participação em sua alegria, é que descansamos no sólido fundamento da graça de Deus. O que Paulo tem em mente é o seguinte: embora os cristãos sejam agora peregrinos na terra, não obstante, por sua confiança, se elevam acima dos céus, de modo que afagam em seu peito sua futura herança com tranqüilidade. Esta passagem demole as duas mais perniciosas doutrinas dos sofistas, a saber: primeiro, ordena aos crentes a se contentarem com conjetura moral, discernindo a graça de Deus em favor deles; segundo, ensina que todos nós nos achamos em estado de incerteza acerca de nossa perseverança final. Porém, caso não haja conhecimento seguro agora, nem qualquer persuasão consistente e inabalável quanto ao futuro, quem ousará gloriar-se? A esperança da glória de Deus nos resplandece do evangelho, o qual testifica que seremos participantes da natureza divina, pois quando virmos a Deus face a face então seremos como ele é [2Pe 1.4; 1Jo 3.2].

biblioteca-joao-calvinoBiblioteca João Calvino

A Biblioteca João Calvino é um projeto do Ministério Fiel, cujo propósito é abençoar a Igreja de fala portuguesa através da disponibilização gratuita para leitura dos comentários bíblicos do reformador francês, publicados pela Editora Fiel.
O Ministério Fiel também está disponibilizando a venda dos comentários bíblicos de Calvino em e-book, com preço simbólico, a fim de encorajar o leitor a montar sua própria biblioteca virtual.
Que Deus o abençoe em sua leitura! Que essa seja uma ferramenta edificante na sua vida.
Por: João Calvino. © 2014 Ministério Fiel. Original: Leia Romanos com Calvino: Justificados temos paz com Deus (Romanos 5.1-2).

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Todo Dia Com Jesus

Romanos 15:14-33

O apóstolo tem a melhor das impressões dos cristãos de Roma (v. 14). Admitir o bem em nossos irmãos é ter confiança que Cristo está neles. É também estimulá-los a manter-se neste nível.
Com comovedora humildade, Paulo reconhece que eles eram capazes de exortar-se mutuamente, não precisando das exortações do apóstolo (v. 14). Ele tampouco escreve como se eles tivessem de sentir-se honrados com sua presença, mas, ao contrário, é Paulo que quer desfrutar da presença deles (v. 24). Finalmente, o grande apóstolo diz aos irmãos de Roma que ele necessita de suas orações (v. 30).
Impulsionado por seu zelo pelo Evangelho, Paulo a muito desejava ir a Roma; nos versículos 20 a 22, ele explica a razão de sua demora em visitar os crentes daquela cidade: "Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio; antes, como está escrito: Hão de vê-lo aqueles que não tiveram notícia dele, e compreendê-lo os que nada tinham ouvido a seu respeito. Essa foi a razão por que também muitas vezes me senti impedido de visitar-vos". Seu desejo, expresso no versículo 32 ("e possa recrear-me convosco"), foi cumprido, pois o autor de Atos dos apóstolos escreveu: "Vendo-os Paulo, e dando por isso graças a Deus, sentiu-se mais animado" (Atos 28:15).
DiscipuladoEIgreja-ComoComecarE
Nota do editor: Este é um trecho do folheto que a liderança da Capitol Hill Baptist Church distribui a novos membros.
Novos membros de igreja têm muitas perguntas. Uma muito comum é: Como eu me envolvo em um relacionamento de discipulado?
Que importante pergunta! Discipulado é crucial para o nosso crescimento cristão enquanto indivíduos, assim como para tornar o evangelho visível em nossa vida comunitária como igreja. Assim, nós fazemos todo o possível para cultivar uma cultura de discipulado em nossa igreja.
1. O que queremos dizer por “discipulado”?
Em certo sentido, quase tudo o que fazemos como igreja local é sobre ser e fazer discípulos. Os cânticos cantados, as orações oradas e, certamente, os sermões pregados todos almejam nos edificar para sermos discípulos que glorifiquem a Deus.
Mas, neste folheto, temos algo mais específico em mente ao usarmos a palavra “discipulado”. Estamos pensando particularmente em relacionamentos individuais. Mais formalmente, estamos falando sobre o encorajamento intencional e o treinamento de discípulos de Jesus com base em relacionamentos deliberadamente amorosos.
Jesus nos diz para acompanharmos uns aos outros deste modo: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15.12). Como Jesus amou os seus discípulos de maneiras que possam ser imitadas? Ele os amou intencional, propositada, humilde, alegre e normalmente. Vamos pensar nessas descrições.
Intencional: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros [...]” (João 15.16a). Jesus não simplesmente esbarrou em seus discípulos; ele tomou uma amorosa iniciativa. Ele os escolheu. O amor semelhante ao de Cristo não é passivo; ele toma iniciativa. Amar outros cristãos como Cristo nos amou significa tomar a iniciativa.
Propositado: “e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (João 15.16b). O amor de Cristo por seus discípulos é propositado. Ele os chamou a darem fruto para a glória de Deus. Em outras palavras, o seu amor não é meramente sentimental, mas tem o compromisso maravilhoso de glorificar a Deus. Se havemos de amar uns aos outros como Cristo nos amou, certamente iremos compartilhar os objetivos de Jesus para conosco, isto é, o bem espiritual dos nossos amigos e a glória de Deus por meio da alegria deles no evangelho.
Humilde: Jesus diz: “Como o Pai me amou, também eu vos amei” (João 15.9) e “Já não vos chamo servos, [...] mas tenho-vos chamado amigos” (João 15.15a). Jesus condescende em ser nosso amigo, muito embora esteja ele infinitamente acima e além de nós em majestade, santidade e honra. Certamente, então, nós devemos nos relacionar com toda a humildade com nossos irmãos e irmãs com quem compartilhamos a queda. Nós os tratamos como amigos a quem amamos, não como “projetos” ou “inferiores”. Nós não nos colocamos por cima, antes honramos e cuidamos.
Alegre: “Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós” (João 15.11, ARC). Jesus nos ordena a amarmos uns aos outros a fim de conhecermos a sua alegria. Cuidar de outros cristãos e encorajar o seu crescimento na graça pode ser trabalho árduo. Mas é um trabalho maravilhoso e Jesus diz que é um trabalho que traz alegria!
Normal: Jesus torna esse tipo de discipulado amoroso o seu mandamento básico para todo o seu povo e, assim, algo normal para todos os cristãos. Ouça novamente: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. Não é surpreendente que você encontre essa conversa sobre o discipulado cristão básico ao longo da Palavra de Deus:
  • “Exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3.13).
  • “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12.10).
  • “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo” (1 Tessalonicenses 5.11).
O Novo Testamento está cheio de tais exortações. Jesus e os apóstolos não desejavam que o discipulado entre cristãos fosse excepcional, e sim normal.
Como um membro de nossa igreja, nós desejamos que você seja
  • intencional,
  • proposital,
  • humilde
  • e alegre
à medida que nós trabalhamos juntos para tornar normal esse tipo de relacionamento entre indivíduos.
Faça isso deixando que as pessoas o conheçam. Faça isso trabalhando para conhecê-las. De fato, todo o nosso trabalho consiste em cultivar uma cultura de discipulado neste lugar.
2. O que queremos dizer por uma “cultura de discipulado”?
Você provavelmente ouvirá bastante essa expressão entre nós. A maioria dos dicionários define “cultura” mais ou menos como “os valores, objetivos e práticas compartilhados que caracterizam um grupo”. É basicamente isso o que temos em mente no que se refere ao discipulado em nossa igreja. Nós não queremos apenas um programa, queremos que o amor e o encorajamento mútuos sejam um valor, um objetivo e uma prática que caracterizem cada um de nós de maneira crescente.
Programas formais não são necessariamente ruins, mas nós queremos ter certeza de que não nos desviamos do ideal bíblico. E o ideal bíblico, como dissemos, é nos tornarmos um lugar em que seja normal tomar a iniciativa de fazer o bem espiritual uns aos outros. Nós não precisamos nos inscrever em nada nem obter permissão alguma para começarmos a amar nossos companheiros de membresia dessa maneira. Tampouco você deseja uma igreja na qual o discipulado ocorre apenas quando sustentado pela liderança. Essa não é uma igreja saudável! Não, nós queremos que você ore e pense em como pode se envolver. E então converse com um presbítero ou algum outro membro sobre suas oportunidades e mordomias peculiares.
3. O que eu devo fazer em um relacionamento de discipulado?
O aspecto mais significativo de qualquer relacionamento de discipulado, com frequência, não é exatamente o que vocês fazem ao se encontrarem, mas o fato de vocês edificarem um relacionamento que tenha a verdade bíblica em seu âmago. Desse modo, não há um “programa estabelecido” para relacionamentos de discipulado em nossa igreja. Os membros fazem uma variedade de coisas:
  • Reúnem-se semanalmente para discutir o sermão de domingo, um livro cristão ou um livro da Bíblia.
  • Participam juntos de um Seminário Essencial[1] e discutem aplicações específicas para a vida uns dos outros.
  • Convidam membros solteiros para se ajuntarem às devoções familiares.
  • Acompanham mães com crianças pequenas em suas caminhadas.
  • Ajudam pais no trabalho de jardinagem e buscam conselhos.
  • Agendam “dias de jogos” para as crianças e conversam sobre o sermão dominical da noite.
Os exemplos abundam e os locais de encontro são flexíveis. O que é importante, de novo, é que você busque uma ocasião na qual tenha tempo para se relacionar com outro membro com o alvo intencional de encorajar e ser encorajado pela verdade da Palavra de Deus.
Então, seja criativo! Mas seja intencional com respeito a amar uns aos outros do melhor modo, o mais elevado e mais bíblico – almejando fazer o bem espiritual a outra pessoa.
Se você necessitar de ainda mais ajuda para pensar em relacionamentos de discipulado, nós temos um Seminário Essencial de treze semanas a respeito de discipulado. Participe dele na próxima vez que for oferecido, nas manhãs de domingo, às 9h30min. Ou baixe a apostila da aula sobre discipulado em www.capitolhillbaptist.org.[2]
4. Como eu posso entrar em um relacionamento de discipulado?
Há três maneiras de estabelecer um relacionamento de discipulado em nossa igreja. Primeiro, tome a iniciativa pessoal de tentar construir um relacionamento de discipulado com qualquer outro membro (do mesmo gênero seu, por favor). Não é preciso nenhuma permissão da liderança! Em vez disso, chegue cedo à igreja. Fique até tarde. Participe das refeições após os cultos nas noites de domingo. E comece a conhecer outras pessoas. Com o tempo, esperamos que você começará a construir o tipo de relacionamento no qual essas coisas acontecem naturalmente.
Segundo, peça ao líder do seu pequeno grupo sugestões e auxílio, se você participar de um pequeno grupo (o que não é obrigatório). Eles podem não estar livres para se encontrar com você regularmente, mas, à medida que o conhecerem melhor, possivelmente eles poderão ajudá-lo a se conectar com outro membro que possa fazê-lo.
Terceiro, se nenhum desses caminhos resultarem num relacionamento de discipulado regular, sinta-se livre para contatar um dos líderes da igreja para obter ajuda. Sempre há um número de membros que, por causa da agenda, da geografia ou de outras razões, têm dificuldade em se conectarem individualmente a outros membros. Nesses casos, a liderança da igreja tem o prazer de ajudar. Apenas ligue para o gabinete e agende com um dos pastores auxiliares.
Nós o encorajamos, de fato, a começar por sua própria iniciativa. Isso pode levá-lo a alongar, ou até mesmo desenvolver, os músculos da disciplina e do evangelismo que irão servir a você mesmo e a outros por anos a fio. Você pode descobrir que fazer isso é uma das experiências mais satisfatórias em sua vida como cristão. E você pode se ver compreendendo mais claramente o que Jesus pretendia ao dizer: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13.35).
Notas:
[1] N.T.: Seminários Essenciais (Core Seminars) são classes de escola dominical para adultos, oferecidas na Capitol Hill Baptist Church, com o objetivo de ajudar os membros a compreenderem “as sutis complexidades e as abrangentes verdades do nosso Deus e da teologia, do ministério e da história que ele escreveu”.
[2] N.T.: Em inglês.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel

 O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Bobby Jamieson
AutorBobby Jamieson
Bobby Jamieson é editor assistente do Ministério 9Marks, nos EUA.

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