segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MEDITAÇÃO DIÁRIA


Segunda-feira 31 Janeiro
Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo
(Apocalipse 1:3).

O APOCALIPSE É UM LIVRO DE TERROR?

Havia uma mulher internada em um hospital. Certo dia, alguém foi visitá-la e lhe perguntou se podia ler uma porção da Bíblia. Ela consentiu, mas com uma condição: “Você pode ler o que quiser, desde que não seja o Apocalipse. Esse livro me dá medo.” Será que você é uma dessas pessoas que se parecem com essa mulher? Tal atitude é compreensível somente para quem não tem paz com Deus.
O Apocalipse é um livro de julgamento. Ele descreve os juízos que sobrevirão a este mundo quando os filhos de Deus forem levados ao céu. O futuro é verdadeiramente apavorante. Por isso, é imperativo que reconheçamos o quanto somos pecadores e nos reconciliemos com Deus.
Deus ainda tem paciência; Ele ainda não está julgando todo o mal, o sofrimento e a injustiça que se alastram neste mundo. E Ele esperará até o último momento em que os Seus juízos colocarão um ponto final nesta era. Até lá, Ele não cessa de atrair as pessoas a Si mesmo, a fim de que recebam Seu perdão e escapem de Sua ira. Mas os ponteiros de Seu relógio já estão quase marcando doze horas!
Você evita ler o Apocalipse por medo? Não há saída; ignorar os sinais de perigo não removerá o próprio perigo. É imprescindível que você saiba que as intenções de Deus são amorosas e gentis. O Apocalipse também revela algo sobre a glória futura dos redimidos, os quais estarão nos céus quando todos os terrores dos últimos dias forem derramados na Terra. Tais castigos alcançarão apenas os endurecidos, os incrédulos e os que deliberadamente rejeitaram a oferta da graça de Deus. “Preparados estão os juízos para os escarnecedores, e os açoites para as costas dos tolos” (Provérbios 19:29). Passar por todos os flagelos relatados no Apocalipse ou não é uma conseqüência de sua obediência ou desobediência para com Deus hoje em sua vida à ordem dEle de aceitar o Senhor Jesus como Salvador. Portanto, faça uma escolha sábia, querido leitor.

ATOS 22


1 HOMENS, irmàos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós
2 (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse:
3 Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois.
4 E persegui este caminho até à morte, prendendo, e pondo em prisões, tanto homens como mulheres,
5 Como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos. E, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer maniatados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados.
6 Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu.
7 E caí por terra, e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
8 E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues.
9 E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo.
10 Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer.
11 E, como eu não via, por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco.
12 E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam,
13 Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi.
14 E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca.
15 Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido.
16 E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor.
17 E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim.
18 E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim.
19 E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em ti.
20 E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam.
21 E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe.
22 E ouviram-no até esta palavra, e levantaram a voz, dizendo: Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva.
23 E, clamando eles, e arrojando de si as vestes, e lançando pó para o ar,
24 O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele.
25 E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?
26 E, ouvindo isto, o centurião foi, e anunciou ao tribuno, dizendo: Vê o que vais fazer, porque este homem é romano.
27 E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim.
28 E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento.
29 E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado.
30 E no dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões, e mandou vir o principais dos sacerdotes, e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles.

domingo, 30 de janeiro de 2011

MEDITAÇÃO DIÁRIA


Domingo 30 Janeiro
Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho… Do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho
(Cantares 1:2 e 4).

MELHOR QUE TUDO

O principal objeto do amor do Senhor, a noiva, pode ser apropriadamente chamado de “pastora” no contexto do livro de Cantares (Cantares 1:8), pois Ele é visto com freqüência como o Pastor que cuida de Suas ovelhas, e Ele tem prazer em compartilhar com a noiva dessa atividade tão notável. De fato, essa belíssima canção começa com palavras de apaixonada segurança: “Beije-me ele com os beijos da sua boca”, pois a “noiva” é trazida à Sua presença como aquela na qual Ele se deleita. No entanto, é instrutivo percebermos que ela confia em um fato perfeitamente estabelecido, ou seja, que o amor dEle é melhor que o vinho. Vinho é um símbolo de alegria, e se encontrarmos alegria pura e real que encha nosso coração de júbilo, ela não pode se comparar com o perfeito amor de nosso abençoado Senhor Jesus.
A “noiva” não diz: “Eu irei beijá-Lo”, mas “Beije-me ele”. Isso nos faz lembrar do pai do filho pródigo que o beijou após este ter vivido um longo período em pecado (Lucas 15:20). O beijo fala sobre reconciliação, a qual todos precisam quando voltam para Deus, beijo este que o Pai deseja ardentemente dar em Seus filhos pródigos que se arrependem.
Pouco depois deste versículo, lemos as significativas palavras: “Do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho”. Ser trazido à presença de Deus e experimentar a verdadeira reconciliação, e saber que somos salvos eternamente por Sua infinita graça nos dá uma alegria indizível. Mas será que a alegria é a coisa mais importante de nossa vida? Não, pois essa alegria não permanece sempre a mesma. Embora o vinho nos renove e nos dê prazer por algum tempo, viver dele seria perigoso.
Portanto, em cada experiência que vivermos é bom lembrar do amor do Senhor Jesus mais que do “vinho”. Quando nos reunirmos para partilharmos da Ceia do Senhor, tenhamos em mente esse amor e não as nossas alegrias, por maiores que sejam. Isso trará alegria a Ele.

Jezabel versus Nossa Senhora

Em Apocalipse 2:20, lemos: “Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”.
As “nossas senhoras” católicas criadas  pela ignorância de um povo que desconhece a Bíblia e sacramentadas pela desmedida ambição da hierarquia romana são exatamente idênticas à Jezabel (do Livro 1 Reis)  aqui mencionada, a qual foi uma grande manipuladora de consciências, no sentido de conduzir o povo de Israel à idolatria.
As “nossas senhoras” católicas algumas vezes podem ser, também, aparições demoníacas, com o objetivo de conduzir o povo à idolatria. Essas pessoas vão caindo no abismo do erro doutrinário, colocando Maria acima de Jesus, como se Ele ainda fosse um bebezinho indefeso colado aos seios da “sempre virgem”. Os católicos consideram Maria mais poderosa do que Jesus...
No verso 24 lemos: “... a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei”.
Aqui o Senhor nos promete aliviar as cargas que teremos de suportar na vida, se não nos enredarmos na idolatria ensinada pela Jezabel católica.
Infelizmente, muitos erros doutrinários têm penetrado também nas igrejas evangélicas pelo desejo de receber cada vez mais “poder espiritual”.  Os pastores malaquianos prometem poder em troca de altos dízimos e ofertas a um povo que desconhece a simplicidade do Evangelho de Cristo. Por isso milhares de evangélicos estão caindo no abismo do erro doutrinário.
Como já nos admoestava Paulo na 2 Coríntios 11:3: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”.
Todos os adeptos de Satanás tornaram-se satanistas exatamente em busca de poder espiritual. Quando eu ainda era católica comecei a estudar a filosofia Rosacruz, em busca de poder para enfrentar os problemas da vida. O padre da paróquia católica que eu freqüentava achou aquilo tão normal como se eu estivesse estudando o catecismo da ICR. Ele até me havia emprestado dois livros, um dos quais intitulado: "Ainda Existe Pecado?”. Esse livro neutralizava a crença na existência do pecado, pregando liberdade de ação.
Certa noite, porém, quando eu me dispunha a fazer uma nova “iniciação” ocultista, ajoelhei-me e orei: “Senhor, eu amo Jesus, Teu Filho. Se o que eu vou fazer agora for magoá-lo, por favor, me impede.
Exatamente nesse instante, ouvi um grunhido estranho, entrei no quarto e vi que meu marido (que tinha uma concussão cerebral causada num acidente na Hitler Jung) estava sofrendo uma crise violenta. Fora o sinal que eu havia pedido a Deus, pois, quando a crise terminou, havia passado a hora do “culto”.
Dias depois,  passei na livraria da Igreja Presbiteriana de Copacabana, que era vizinha ao meu escritório,  e comprei dois livros. Um deles era de um crente chamado Nicky Cruz, o qual  contava que o assassino de Robert Kennedy havia tido uma visão estranha, exatamente quando fazia essa “iniciação”. Ele havia visto no espelho o rosto de um demônio que lhe dizia: “Mate Robert Kennedy”, repetindo essa ordem muitas vezes. O tal “iniciante” ficou com aquela voz lhe perturbando os ouvidos e esta só desapareceu após ter ele cumprido a macabra missão. (E se o tal demônio me desse uma ordem para matar meu marido, hem?)
Depois de ler esse livrinho abençoado, desisti da Ordem Rosacruz e pouco tempo depois recebi a divina graça da conversão a Cristo, através da leitura de um Novo Testamento e Salmos da Trinitariana. Entreguei-me definitivamente a Jesus, no dia 01/05/1978.
Depois de 25 anos de salvação eterna, só tenho que agradecer a Deus Pai por Ele ter-me  entregue ao Filho, o qual, de modo nenhum, vai jogar fora esta miserável pecadora remida no sangue precioso de Cristo Jesus, meu Senhor amado.
Por isso, bendito, louvado, amado, glorificado, exaltado e adorado seja o Nome de Jesus, aqui e agora, hoje e sempre, por toda a eternidade! Amém!

Mary Schultze, agosto 2003.
        



ATOS 21


1 E ACONTECEU que, separando-nos deles, navegamos e fomos correndo caminho direito, e chegamos a Cós, e no dia seguinte a Rodes, de onde passamos a Pátara.
2 E, achando um navio, que ia para a Fenícia, embarcamos nele, e partimos.
3 E, indo já à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de ser descarregado ali.
4 E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.
5 E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos.
6 E, despedindo-nos uns dos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para suas casas.
7 E nós, concluída a navegação de Tiro, viemos a Ptolemaida; e, havendo saudado os irmãos, ficamos com eles um dia.
8 E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
9 E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.
10 E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;
11 E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.
12 E, ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém.
13 Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
14 E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.
15 E depois daqueles dias, havendo feito os nossos preparativos, subimos a Jerusalém.
16 E foram também conosco alguns discípulos de Cesaréia, levando consigo um certo Mnasom, chíprio, discípulo antigo, com quem havíamos de hospedar-nos.
17 E, logo que chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de muito boa vontade.
18 E no dia seguinte, Paulo entrou conosco em casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali.
19 E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios.
20 E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei.
21 E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei.
22 Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.
23 Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto.
24 Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei.
25 Todavia, quanto aos que creem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da prostituição.
26 Então Paulo, tomando consigo aqueles homens, entrou no dia seguinte no templo, já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta.
27 E quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele,
28 Clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que por todas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar.
29 Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo.
30 E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam.
31 E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão;
32 O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir a Paulo.
33 Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito.
34 E na multidão uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza.
35 E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar por causa da violência da multidão.
36 Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o!
37 E, quando iam a introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego?
38 Não és tu porventura aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores?
39 Mas Paulo lhe disse: Na verdade que sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo.
40 E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo:

sábado, 29 de janeiro de 2011

MEDITAÇÃO DIÁRIA


Sábado 29 Janeiro
E, quanto a vós, não fareis concerto com os moradores desta terra; antes, derrubareis os seus altares. Mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso? Pelo que também eu disse: … os seus deuses vos serão por laço
(Juízes 2:2-3).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE JUÍZES (Leia Juízes 1:27-36; 2:1-5)

Deus tinha duas razões para requerer a total destruição dos inimigos de Israel. Primeiro, eles precisavam ser punidos. Segundo, Ele queria proteger seu povo das inevitáveis influências dos cananeus idólatras. E, moralmente, o mesmo perigo existe para nós hoje. Grande parte de nosso tempo é gasto em companhia de não salvos: colegas de trabalhos e estudo, alguns membros de nossa família etc. Não podemos evitar isso. Mas precisamos ter cuidado para que eles não influenciem nossa vida espiritual. Além disso, devemos tomar cuidado com as más conversações (1 Coríntios 15:33). Existem pessoas das quais temos de fugir, mesmo sob risco de sermos objeto de escárnio. Caso contrário, logo seremos forçados “às montanhas”, como aconteceu com a tribo de Dã (v. 34). Em outras palavras, seremos impedidos de desfrutar em paz as coisas que Deus tem para nós.
O Anjo do Senhor, capitão do exército do Senhor (Josué 5:14), esperou que Israel voltasse para Gilgal, o ponto de partida de gloriosas vitórias no passado. Esperou em vão! Então ele foi a Boquim, lugar de lágrimas. É humilhante para cada filho de Deus comparar o atual estado de fraqueza da Igreja com o seu glorioso começo

ATOS 20


1 E, DEPOIS que cessou o alvoroço, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para a Macedônia.
2 E, havendo andado por aquelas terras, exortando-os com muitas palavras, veio à Grécia.
3 E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia.
4 E acompanhou-o, até à Ásia, Sópater, de Beréia, e, dos de Tessalônica, Aristarco, e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo, e, dos da Ásia, Tíquico e Trófimo.
5 Estes, indo adiante, nos esperaram em Trôade.
6 E, depois dos dias dos pães ázimos, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias.
7 E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.
8 E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.
9 E, estando um certo jovem, por nome Ežutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.
10 Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.
11 E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu.
12 E levaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados.
13 Nós, porém, subindo ao navio, navegamos até Assôs, onde devíamos receber a Paulo, porque assim o ordenara, indo ele por terra.
14 E, logo que se ajuntou conosco em Assôs, o recebemos, e fomos a Mitilene.
15 E, navegando dali, chegamos no dia seguinte defronte de Quios, e no outro aportamos a Samos e, ficando em Trogílio, chegamos no dia seguinte a Mileto.
16 Porque já Paulo tinha determinado passar ao largo de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes.
17 E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja.
18 E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,
19 Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;
20 Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas,
21 Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
22 E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,
23 Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.
24 Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.
25 E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.
26 Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.
27 Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
28 Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.
29 Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;
30 E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
31 Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.
32 Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.
33 De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário.
34 Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.
35 Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
36 E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.
37 E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam,
38 Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até o navio.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

MEDITAÇÃO DIÁRIA


Sexta-feira 28 Janeiro
Por que razão vim eu, e ninguém apareceu? Chamei, e ninguém respondeu? Porventura tanto se encolheu a minha mão, que já não possa remir? Ou não há mais força em mim para livrar?
(Isaías 50:2).

ABRA LOGO!

Havia uma mulher que estava em grandes dificuldades financeiras. Certo dia, ela recebeu a visita de um homem disposto a ajudá-la. Ele bateu à porta da casa dela, mas como ninguém abriu, pensou que ela tivesse saído e foi embora. Algum tempo depois, ele a encontrou e mencionou a visita e o propósito dela. “Então era o senhor! Desculpe. Eu pensei que era o dono da casa onde moro querendo receber o aluguel. Como não tinha dinheiro para pagar, não abri a porta.”
Existem milhares de homens e mulheres hoje que agem de maneira semelhante em relação a Deus, cujo desejo é ajudá-los. Pensam que, quando Deus bate à porta do coração deles, é para lhes exigir algo. Que erro! Pelo contrário, Deus vem para dar o que Ele tem, e não para reclamar o pagamento de nossa dívida. Ele oferece a libertação das coisas que o atormentam e lhe oferece também uma herança eterna. “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10:45).
Por um longo tempo, Ele tem batido à porta com amor, esperando uma resposta. Mas chegará um momento em que as batidas cessarão e Ele irá embora. Então será tarde demais. Não haverá qualquer possibilidade de um novo encontro com Ele.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Uma Realidade Irreal
- Peter e Patti Lalonde -
A revista WIRED, na edição de maio de 1999, anuncia um novo e emocionante percurso em desenvolvimento nas "Ilhas da Aventura", parte dos 840 hectares do parque temático da Universal. A WIREDdiz: "A maravilhosa aventura do Homem-Aranha conduzirá você dentro da ‘Concha’, uma espécie de cabina arredondada feita de fibra de vidro, que se assemelha a uma mistura de balsa e um carro esporte conversível, e comporta 12 pessoas. A ‘Concha’ – 20 delas correm simultaneamente sobre um trilho elétrico – o levará diretamente para o meio de uma batalha entre o Homem-Aranha e uma gangue de personagens extremamente realista de inimigos da sociedade. Mas a maior surpresa se dá enquanto os carrinhos seguem o percurso: pela primeira vez na história dessas emocionantes aventuras, os carrinhos se movem em sincronia com imagens em terceira dimensão geradas por computadores e projetadas em telas imensas".
O que faz essa tecnologia diferente do que já foi realizado em realidade virtual anteriormente, diz aWIRED, é que "até agora, a combinação de mobilidade com 3-D tem sido considerada improvável, senão impossível, porque os movimentos distorcem a maneira como as imagens em 3-D aparecem para o espectador. Porém, graças às técnicas (que estão sendo patenteadas), criadas especificamente para o Homem-Aranha, a animação do filme é ajustada de acordo com todas as perspectivas onde as cabinas se encontram, mesmo quando estas viram, revolvem e giram sem parar. Além disso, existem também a parte sonora (vibrações sônicas que surgem abaixo de você) e os cenários que se movem (incluindo uma ponte que dá a impressão de ‘destruir’ você), e o resultado de tudo isso é quase a realização de um muito esperado sonho: o uso total da realidade virtual".
Na mesma edição da WIRED foi publicada uma entrevista com o produtor e diretor George Lucas. A respeito do seu novo filme, Guerra nas Estrelas: Episódio I – A Ameaça Fantasma, Lucas ressalta que noventa e cinco porcento do "filme" foram criados digitalmente. Isto significa que o filme foi praticamente produzido via computador. De fato, muitos dos "atores", tais como "Jar Jar", "Watto" ou os vendedores de sucata do planeta "Tattoine", são nada mais do que imagens geradas através dos computadores.
O desenvolvimento na área de realidade virtual e tecnologia digital cria mundos e personagens imaginários bastante próximos da realidade, mas o uso desta tecnologia não é uma tarefa fácil. Por exemplo, para a realização do percurso do Homem-Aranha nas "Ilhas da Aventura", da Universal, foram necessários setenta computadores interligados em rede, que coordenavam e integravam cada elemento do percurso em um espaço de tempo de cinco milissegundos.
Sem nenhum sensacionalismo, acreditamos que tal tecnologia irá impactar e transformar o mundo no futuro. O uso dessa tecnologia terá um impacto no planeta maior do que qualquer outra coisa desde que Jesus andou sobre a terra há dois mil anos atrás.
Essa tecnologia poderá mudar literalmente tudo. Imagine-se usando óculos mágicos que lhe permitam tornar-se parte de qualquer cena que você quiser. Você pode estar andando em uma praia do Caribe ou escalando o Monte Everest. Isso é a realidade virtual.
Você pode imaginar-se estando prestes a cobrar o último pênalti da final da Copa do Mundo de futebol; pode ser o presidente dos Estados Unidos; ou você pode ser um jardineiro cuidando dos jardins virtuais mais lindos do mundo.
A realidade virtual cria ambientes gerados por computador que parecem tão verdadeiros para nós quanto o mundo real; mesmo os sentidos, a visão, a audição, o tato, o paladar e até o olfato se confundem com a realidade virtual.
Essa tecnologia também nos revela uma nova perspectiva no que diz respeito à profecia bíblica. Ao lermos o que as pessoas escreviam sobre as profecias bíblicas nos séculos passados, ficamos surpresos vendo como percebiam claramente o que iríamos presenciar na geração final. Este fato não somente atesta o que foi escrito anteriormente, mas é um testemunho da precisão da Bíblia ao descrever os dias atuais.
Todavia, muitas coisas eram obscuras e ocultas para estes homens de Deus. Não que elas estivessem sendo mantidas em segredo, mas eles não podiam antever os desenvolvimentos atuais nas áreas das comunicações globais, da televisão, dos computadores, ou a realidade virtual.
Agora que podemos contextualizar estas profecias à luz da tecnologia atual, vemos também que tal tecnologia poderia ter, por exemplo, participação decisiva nas profecias concernentes à imagem da besta.
Fornecendo um banquete de deleites para os cinco sentidos, em um mundo virtual sem reais conseqüências, a tecnologia da realidade virtual poderá intensificar o engano e a imoralidade que permeará o mundo depois que a influência restringente do Espírito Santo e da Igreja tenha sido retirada após o arrebatamento. Isto poderá acentuar a aparência de unidade prometida pelo anticristo durante o período da Tribulação, no qual todos estarão conectados simultaneamente em um único mundo virtual.
Naturalmente, a investigação de tais possibilidades proféticas não anula os poderes sobrenaturais que serão desencadeados no reinado do anticristo e de seu parceiro, o falso profeta. Contudo, acreditamos que a realidade virtual e a tecnologia digital terão participação decisiva no engano e no mal que um dia sobrevirão ao mundo. (Peter e Patti Lalonde - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1999.

ATOS 19


1 E SUCEDEU que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos,
2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3 Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.
4 Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
5 E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
6 E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.
7 E estes eram, ao todo, uns doze homens.
8 E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.
9 Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano.
10 E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos.
11 E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.
12 De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.
13 E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega.
14 E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes.
15 Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?
16 E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.
17 E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.
18 E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos.
19 Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.
20 Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.
21 E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma.
22 E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia.
23 E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.
24 Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices,
25 Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Senhores, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade;
26 E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos.
27 E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram.
28 E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios.
29 E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem.
30 E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos.
31 E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro.
32 Uns, pois, clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado.
33 Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão disto ao povo.
34 Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios.
35 Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter?
36 Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;
37 Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa deusa.
38 Mas, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, há audiências e há procônsules; que se acusem uns aos outros;
39 E, se alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítima assembléia.
40 Na verdade até corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso.
41 E, tendo dito isto, despediu a assembléia.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MEDITAÇÃO DIÁRIA


Quinta-feira 27 Janeiro
Geralmente se ouve que há entre vós fornicação… Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes
(1 Coríntios 5:1-2).

DISCIPLINA NA CONGREGAÇÃO

A total indiferença dos coríntios afligia Paulo porque demonstrava a falta de consciência deles. Até o santo menos instruído, se espiritual, lamentaria a situação. Um caso de tão flagrante impiedade na congregação certamente teria de levar a uma profunda análise da parte de todos. Quando isso acontece, surge a oportunidade para cada indivíduo esquadrinhar a própria vida. Será que o culpado foi procurado pelos irmãos, foi objeto de oração e viu exemplos piedosos? Quantos casos de disciplina extrema são necessários por causa da negligência a essas coisas?
Em qual espírito agiremos? Fica cristalinamente claro que a assembléia não deve ter um espírito crítico e julgador, e que a única coisa que tem de ser buscada é a honra do Senhor. A congregação não tem de ser arrastada para as particularidades de cada caso. Uns poucos irmãos que tenham a confiança dos santos podem se incumbir da questão. Se os relatos se provarem verdadeiros e a pessoa que cometeu o pecado não quiser se arrepender, então os irmãos informarão à igreja que tal indivíduo é ímpio e que deve ser afastado (v. 13). Se ocupar com o mal, mesmo quando isso é preciso, produz aviltamento e quantos menos se envolverem com isso melhor!
O coração dos que são realmente quebrantados se encherá de amor pelo transgressor. Eles terão o mesmo amor que Deus tem quando nos castiga, um amor que se condói enquanto golpeia. Lidar com o mal é uma função sacerdotal e hoje os santos frequentemente se esquecem de suas funções sacerdotais. À medida que os santos permanecem na comunhão com Deus, eles terão a orientação e o poder necessários para cumprirem as suas funções para com Deus e com os homens.

ATOS 18


1 E DEPOIS disto partiu Paulo de Atenas, e chegou a Corinto.
2 E, achando um certo judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), ajuntou-se com eles,
3 E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.
4 E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos.
5 E, quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado no espírito, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.
6 Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios.
7 E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Tício Justo, que servia a Deus, e cuja casa estava junto da sinagoga.
8 E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.
9 E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales;
10 Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.
11 E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.
12 Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal,
13 Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei.
14 E, querendo Paulo abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria,
15 Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas.
16 E expulsou-os do tribunal.
17 Então todos os gregos agarraram Sóstenes, principal da sinagoga, e o feriram diante do tribunal; e a Gálio nada destas coisas o incomodava.
18 E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos, e dali navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto.
19 E chegou a Éfeso, e deixou-os ali; mas ele, entrando na sinagoga, disputava com os judeus.
20 E, rogando-lhe eles que ficasse por mais algum tempo, não conveio nisso.
21 Antes se despediu deles, dizendo: É-me de todo preciso celebrar a solenidade que vem em Jerusalém; mas querendo Deus, outra vez voltarei a vós. E partiu de Éfeso.
22 E, chegando a Cesaréia, subiu a Jerusalém e, saudando a igreja, desceu a Antioquia.
23 E, estando ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia, confirmando a todos os discípulos.
24 E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras.
25 Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João.
26 Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Aqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus.
27 Querendo ele passar à Acaia, o animaram os irmãos, e escreveram aos discípulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, aproveitou muito aos que pela graça criam.
28 Porque com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MEDITAÇÃO DIÁRIA


Quarta-feira 26 Janeiro
Faze para ti uma arca… entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo… Assim fez Noé
(Gênesis 6:14-22).

ARCA DE ONTEM… ARCA DE HOJE

Nos países cristãos, a maioria das pessoas conhece a passagem bíblica relativa ao Dilúvio. Existem também registros de diversos povos da antiguidade sobre esse fato. A Bíblia declara que a impiedade da raça humana atingiu um nível tão alarmante que Deus não pôde mais tolerar e teve de executar o julgamento. Apenas Noé “achou graça aos olhos do Senhor” (v. 8). Por quê? Por natureza, ele não era diferente de nenhuma outra pessoa. Mas “Noé andava com Deus” (v. 9). Ele buscava a vontade de Deus e a presença dEle.
Noé obedeceu quando Deus o mandou construir a arca. Ele, sua família e cada espécie animal seriam salvos do julgamento através desse meio. Noé creu em Deus e provou sua fé construindo a arca, a qual era um “sermão” visível para seus contemporâneos. Contudo, somente oito pessoas foram salvas na ocasião: Noé e sua esposa, seus três filhos e suas três noras (Gênesis 6-8; Hebreus 11:7; 1 Pedro 3:20).
O próprio Senhor Jesus usou o exemplo de Noé para mostrar como o julgamento divino vai se derramar sobre a terra no futuro (Lucas 17:26-27). Novamente a impiedade humana será julgada. Enquanto esse dia não chega, o Salvador ordena a todos “que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:20).
Na atualidade, o próprio Senhor Jesus é a arca da salvação. Por meio dEle, nós podemos escapar “da ira futura” (1 Tessalonicenses 1:10). O julgamento virá inexoravelmente. Essa é a razão pela qual é vital obedecer ao chamado divino ao arrependimento e à conversão. Além de ser o único meio de escaparmos da ira vindoura, é também o único meio de conhecermos a Deus.

"Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Levítico 26.1).
Enquanto estacionávamos nosso carro ao lado do hotel, na cidade do Juazeiro do Norte, observávamos que apesar das fortes chuvas de janeiro que tinham caído nos últimos dias, o céu azul-anil com nuvens brancas não tardou em reaparecer no Cariri cearense. Após o check-in, subimos para o primeiro andar e, ainda no corredor, caminhando em direção ao nosso apartamento, pude avistá-la ao longe, branquinha, lá no topo da Serra do Horto: era a estátua do renomado padre cuja vida estudei nas últimas quarenta madrugadas. Esse homem foi o motivo de minha esposa e eu termos viajado 615 quilômetros, do Recife até o Juazeiro do Norte, onde passamos quatro dias pesquisando junto aos seus romeiros e investigando in loco um pouco mais sobre a vida desse "santo padre do Juazeiro".
Esse sacerdote católico era de baixa estatura, pele clara, olhos azuis, acompanhado sempre de seu cajado, usava uma batina preta e um chapéu redondo da mesma cor. "Foi detentor de um fortíssimo carisma, sobre as massas populares".[1]
Quem é esse homem-ídolo? Ninguém menos do que o padre Cícero Romão Batista (1844-1934), mais conhecido por estas paragens como o "Meu Padrinho Padre Cícero", carinhosamente chamado dePadim Ciço, uma das pessoas que mais marcaram a história e a vida do povo nordestino.
Juazeiro do Norte: Santuário da Idolatria ao Padre Cícero
"Viveu menino pobre às margens do rio salgadinho, cresceu na ribanceira o homem santo de Cristo. Seu nome percorre veredas no sertão pernambucano, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Bahia. O Ceará exalta o nome do seu filho mais querido. No altar dos santos divinos é um deus-menino jamais esquecido. E quem é ele? E quem é ele? É o padre Cícero Romão, do Juazeiro do Norte, meu padim, sua bênção!". (Trecho da canção"Deus Menino", Chico Silva).
Localizada a cerca de 540 quilômetros ao sul de Fortaleza, Juazeiro do Norte é a segunda maior cidade do Ceará, com cerca de 250 mil habitantes. Sustenta-se do turismo religioso que atrai centenas de milhares de fiéis do "santificado" Padre Cícero. Durante algumas épocas festivas, a cidade chega a receber dois milhões de romeiros, vindos de todo o Brasil, e alguns do exterior, só para ver, fazer um pedido ou adorar esse mito nordestino.
Na residência que foi do Padim Ciço, hoje transformada em Museu Padre Cícero, nossa guia turística contou-nos que o pároco costumava relatar para seus amigos mais íntimos que a cidade do Juazeiro do Norte era santa e enfeitiçada. Dizia que, caso houvesse uma guerra, um manto cobriria toda a cidade, deixando-a invisível aos olhos dos inimigos que nunca conseguiriam atacá-la. Pensei: Puxa, essa coisa de manto deixando objetos e pessoas invisíveis é típico da série Harry Potter.
Diariamente, igrejas, monumentos, praças, procissões, novenas, peregrinações e missas louvam, agradam e idolatram o "Meu Padim Padre Ciço."
Apesar da Igreja Católica não considerar o Padre Cícero Romão Batista um santo, ela não censura os milhões de devotos que o consideram um santo homem de Deus. Baseado nas missas que assisti, posso afirmar que a Igreja Católica em Juazeiro não apenas apóia, mas incentiva os romeiros a venerarem o Padrinho. Qualquer político que ousar dizer que o Padre Cícero não é santo, dificilmente será bem votado na região do Cariri.
As romarias ao Padre Cícero são vantajosas para todos. A Igreja Católica, os empresários, os políticos e todos os setores da sociedade juazeirense são beneficiados pelo grande fluxo de dinheiro trazido pelos consumidores desse sacerdote que literalmente abarrotam as ruas e praças dessa cidade.
A imagem do Padim Ciço é reverenciada e está à venda em cada esquina, seja em suvenires, fotografias, chaveiros, chapéus, esteiras, chinelos, jarros, pôsteres, cerâmicas, talhas, bolsas, broches e muitas outras bugigangas. O artesanato é uma das principais atividades do Juazeiro e também gira em torno do Padre Cícero. Encontra-se imagens do padre em miniaturas e até em tamanho natural. Elas estão em pé ao lado das portas de entrada de centenas de residências e de muitas lojas, sem mencionar as de cera no Museu Vivo.
Até os telefones públicos têm um formato de um cajado com um chapéu redondo preto. Certa noite, durante o jantar, um dos gerentes do hotel nos revelou que naquele estabelecimento havia sessenta funcionários fixos e quase trinta porcento deles tinham como seu primeiro nome Cícero ou Cícera.
Em Juazeiro do Norte até os telefones públicos lembram o seu "santo padre".
O Padre Cícero está presente em cada recôndito desta cidade, semelhante a O Grande Irmão, do clássico 1984, de George Orwell, a observar todos os habitantes.
Também vimos algumas estátuas do Padrinho Ciço espalhadas pela cidade: no alto da Serra do Horto há uma monumental, toda em concreto, de 25 metros de altura, sendo 17 metros de estátua e 8 metros de pedestal. Na então Praça Almirante Alexandrino de Alencar, hoje Praça Padre Cícero, na região central da cidade, há uma em bronze em tamanho natural (inaugurada pelo próprio Padre Cícero em 1925).[2] Na frente da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde o pároco está sepultado, há mais uma protegida por uma caixa de alvenaria com vidro na frente. No jardim diante do edifício Balcão SEBRAE há mais outra em tamanho natural...
Estátua do Padre Cícero em bronze, na Praça Padre Cícero. No quesito de monumento à sua própria pessoa, o Padre Cícero é o Saparmurad Niazov do Cariri.
No quesito de quantidade de monumentos a uma só pessoa, Juazeiro do Norte é a Ashgabat* brasileira e o Padre Cícero Romão Batista é o Saparmurad Niazov do Cariri. E no quesito de devoção cega ao seu líder espiritual, Juazeiro do Norte é a Teerã nordestina.
Vendo a cidade entregue à idolatria, pudemos sentir um pouquinho do incômodo que o apóstolo Paulo sentiu ao visitar Atenas (Atos 17.16).
As Romarias ao Juazeiro do Norte
"Do mundo inteiro vão pro Juazeiro milhares de romeiros fazer sua oração. Vão pulsar em fé e ajoelhar aos pés do Padre Cícero Romão. [...] Meu Padim Ciço, meu Padim Ciço, somos romeiros pedindo a sua bênção. Meu Padim Ciço, meu Padim Ciço, somos romeiros sofredores do sertão". (Trecho da canção "A Bênção do Padre Cícero", J. Farias e Banda e do poeta compositor João Caetano).
São várias as romarias feitas a essa "Meca" nordestina durante o ano, porém o maior fluxo de romeiros concentra-se nos meses de fevereiro, setembro e novembro. A grande leva de romeiros chega a Juazeiro de ônibus ou de caminhão pau-de-arara. Os miseráveis vêm a pé mesmo, pelas estradas esburacadas, engolindo poeira e sendo escaldados pelo sol quente do sertão. Durante as romarias, os fiéis alugam "ranchos", que são pequenos quartos com banheiro em que cabem duas pequenas camas.
Uma parte de uma das "salas de promessas". Devotos deixam objetos como gratidão ao Padrinho por bênçãos alcançadas.
A quase totalidade dos romeiros e dos juazeirenses é composta de um povo pobre e economicamente sofrido, mas que acredita que dias melhores virão e, baseado nessa esperança, continua vivendo. Esperam um milagre do Padrinho. Muitos deixam tudo o que lhes resta aos pés do Padre Cícero. "A Casa dos Milagres", ao lado da Igreja do Perpétuo Socorro, e as "Salas das Promessas" no Museu Padre Cícero são alguns dos pontos turísticos da cidade. Lá observei vários objetos e centenas de retratos deixados pelos devotos como agradecimento por supostas bênçãos alcançadas através do Padre Cícero Romão.
Muitos foram ao Juazeiro e decidiram nunca mais retornar para suas casas. Vivem hoje amontoados em barracos nas periferias dessa cidade, mas felizes por estarem próximos do seu "santo padre". Muitos humildes retornam para seus lares famintos. Dentro de suas geladeiras quebradas encontram-se caçarolas vazias, sobre os fogões a lenha apenas panelas de feijão requentado, e seus filhos estão desnutridos. Mas no próximo semestre retornarão ao Juazeiro. São esses fiéis ingênuos que alimentam e enchem os bolsos daqueles que promovem a "indústria" de Padre Cícero.
A Romaria a Nossa Senhora das Candeias
"Bendita e louvada seja a luz que mais alumeia. Valei-me meu Padrinho Ciço e a Mãe de Deus das Candeias. [...] os romeiros vão chegando e é noite de lua cheia". (Trecho da canção "Bendita e Louvada Seja", Clemilda).
Estivemos em Juazeiro durante as festividades e a romaria de Nossa Senhora das Candeias (também conhecida como Nossa Senhora da Purificação).
Uma mulher coloca temporariamente seu chapéu na cabeça de uma estátua do Padre Cícero. A outra coloca flores na mão da estátua.
A tradição judaica ensina que o filho varão deveria ser levado ao templo quarenta dias após o seu nascimento. Já a mãe, por ser considerada impura após o parto, tinha de passar por uma cerimônia de purificação. Nas procissões católicas, o povo leva candeias ou luzeiros ou velas acesas para supostamente iluminar esse trajeto de Maria levando Jesus ao templo.
Na verdade, essa história de candeias acompanhando a procissão tem sua origem na mitologia romana, mas foi incorporada à celebração da Purificação de Maria pelo Papa Gelásio I (que foi papa de 492 a 496).
A mitologia romana relata que Proserpina, filha de Ceres, foi raptada por Plutão para ser sua companheira no império dos mortos (inferno). O povo romano da Antigüidade recordava essa cena levando luzeiros para supostamente acompanhar o sofrimento da Mãe Ceres até às portas do inferno.
O dia de Nossa Senhora das Candeias é apenas mais uma festividade pagã adotada pela Igreja Católica Romana. Outros chamados "dias santos" para os católicos também têm origens pagãs, a saber: "o dia de todos os santos" e o de "finados", entre outros. Mas isso é uma outra história. Voltemos ao Padre Cícero, do Juazeiro.
Em se tratando do Juazeiro do Norte, independente do santo ou da santa conduzidos no andor, o grande homenageado acaba sempre sendo o "Meu Padim Padre Ciço".
Aos Pés da Estátua no Alto do Horto
"Olha lá, no Alto do Horto! Ele está vivo, Padim não está morto! Olha lá, no Alto do Horto! Ele está vivo, Padim não está morto! Viva meu Padim, Viva meu Padim, CiçoRomão". (Trecho da canção "Viva Meu Padim", Luiz Gonzaga).
Enquanto nos aproximávamos do início da ladeira do Horto, notamos que no cume da montanha pequenos raios surgiam com certa freqüência próximos à estátua mais famosa do Padre Cícero (no Brasil, apenas a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a do Frei Damião, em Guarabira, Paraíba, são mais altas do que ela).
"Que coisa estranha! E nem está chovendo!", comentei com minha esposa.
O autor subindo a Serra do Horto. Ao fundo a maior estátua do Padre Cícero.
Ao chegarmos ao estacionamento do topo, fomos rapidamente cercados por vendedores de fogos. Observamos que o que pensávamos ser raios, eram na verdade fogos:
– "O senhor tem de soltar seis fogos antes de fazer seu pedido ao santo e mais seis quando estiver indo embora", falou-me um entusiasmado vendedor enquanto nos mostrava alguns rojões de fogos.
– "Não obrigado", disse rapidamente.
– "Se o senhor desejar ou se tiver medo, pode comprar e eu solto os fogos pelo senhor. No momento dos estouros dos fogos o senhor pensa nos seus pedidos", disse-me um outro solícito vendedor.
– "Não precisa. Não quero. Muito obrigado", repliquei enquanto subia a rampa de acesso à estátua.
Algumas pessoas trajavam batinas pretas semelhantes às do Padre Cícero. Perguntei a uma delas se fazia parte de algum movimento eclesiástico ou de alguma seita. Ela me olhou estranhamente e disse que estava apenas pagando promessa.
Muitas barracas vendendo vários suvenires estavam nos dois lados da rampa que ia lotando de romeiros à medida que progredíamos. Em muitas delas eram vendidos CDs e fitas cassetes piratas com músicas de romarias e benditos, além de blusas e artesanato. O som alto das músicas, os gritos dos vendedores, o cheiro forte de frituras e rapaduras permeavam a rampa e davam um toque bem regional.
Aos pés da estátua do Padre Cícero. Fiéis dando três voltinhas ao redor do cajado da estátua.
Subimos os degraus e nos posicionamos aos pés da estátua que estava lotada de romeiros. Pessoas demonstravam sua devoção: algumas senhoras se esfregavam com as costas na parte inferior da estátua pedindo que o Padim curasse suas dores lombares. Outras suspendiam seus bebês em direção à estátua e os forçavam para que a beijassem. Muitos escreviam seus nomes na estátua enquanto choravam. Alguns rezavam ou cantavam cânticos de louvores ao Padrinho. Entre o cajado e a batina do Padre há um espaço que dá para passar uma pessoa de cada vez. O romeiro emocionado dá três voltas em torno do cajado enquanto faz seu pedido (havia uma fila enorme esperando para realizar esse ritual).
Imaginei Moisés retornando do Monte Sinai com as tábuas dos Dez Mandamentos e vendo o povo adorando um bezerro de ouro. Aquela multidão em Juazeiro e aquele povo de Israel no deserto estavam tão próximos de Deus e simultaneamente tão longe dEle. Tinham a Luz ao seu alcance, mas optaram por rituais das trevas.
Ali, aos pés da estátua não me contive e chorei discretamente para que ninguém percebesse. Enquanto isso, alguns metros adiante, havia um palanque armado onde um sacerdote católico com chapéu de palha (para se identificar melhor com os romeiros) fazia algumas colocações absurdas comparando o Padre Ciço com Jesus Cristo.
Dei a volta por trás do palanque e adentrei o Museu Vivo onde existem algumas imagens do Padimem cera, em tamanho natural, retratando cenas do seu cotidiano.
Uma sala dentro do Museu Vivo me chamou mais a atenção. Lá havia aproximadamente oito filtros de barro, com alturas que variavam de um metro a um metro e meio, e várias canecas de alumínio penduradas em um fio no teto. Muitos romeiros acreditam que a água é milagrosa e, sem qualquer receio de contrair alguma doença, pegam as canecas, enchem-nas com água do filtro, bebem e se banham com roupa e tudo. Alguns, mais criteriosos passam água nas regiões do corpo que necessitam de cura. Ao meu lado, um senhor idoso e de aparência bem humilde derramou um pouco d’água dentro da calça enquanto murmurava baixinho: "É minha próstata, Padim! É minha próstata,Padim!" Falei para ele que quando retornasse para sua cidade deveria se consultar com um bom urologista. Ele apenas me olhou abusado.
Minha esposa estava ficando bastante enauseada com tudo que viu, ouviu e cheirou. Por isso, resolvemos descer o morro e retornamos à cidade.
O Padre Cícero e o Milagre do Juazeiro
"Meu Padim Cícero, do Juazeiro, tão milagreiro, sou romeiro do sertão. Meu PadimCícero, do Juazeiro, tão milagreiro, a minha grande devoção". (Trecho da canção"Canção de Fé", José Idelfino).
Mas, qual foi o fato que transformou um simples pároco de um pequeno povoado do interior do Nordeste em uma celebridade internacional? O "milagre" que transformou esse padre, natural do Crato, em um dos brasileiros mais biografados e comentados, aconteceu quando o mesmo tinha 45 anos.
Havia uma beata juazeirense, analfabeta e costureira de profissão, chamada Maria Madalena do Espírito Santo de Araújo,[3] mas conhecida como Maria de Araújo. "Foi acometida de meningite infantil (espasmo), sofria de ataques de epilepsia, e levava uma vida de jejum, oração e trabalho humilde. Havendo bem cedo perdido os pais, foi morar ainda menina, na casa do Padre Cícero".[4]
Em uma manhã de março de 1889, quando o Padre Cícero Romão Batista pôs a hóstia na sua boca, Maria de Araújo teve um transe tão intenso que sangrou a língua e a hóstia ficou avermelhada de sangue. Esse fato se repetiu outras vezes no período de dois anos e a população local começou a espalhar a notícia de que se tratava do "derramamento do sangue de Jesus", portanto, de um milagre.
O próprio Padre Cícero comentou acerca do que ocorreu naquele dia:
"Quando dei à beata Maria de Araújo a Sagrada Forma, logo que a depositei na boca, imediatamente transformou-se em porção de sangue, que uma parte engoliu, servindo-lhe de comunhão, e outra correu pela toalha, caindo algum no chão; eu não esperava e, vexado para continuar com as confissões interrompidas que eram muitas ainda, não prestei atenção e por isso não apreendi o fato na ocasião em que se deu; porém, depois que depositei a âmbula no sacrário e vou descendo, ela vem entender-se comigo, cheia de aflição e vexame de morte, trazendo a toalha dobrada, para que não vissem, e levantava a mão esquerda, onde nas costas havia caído um pouco e corria um fio pelo braço, e ela com temor de tocar com a outra mão naquele sangue, como certa de que era a mesma hóstia, conservava um certo equilíbrio para não gotejar sangue no chão".[5]
Dentro do Museu Vivo, as estátuas em cera do Padre Cícero e da beata Maria de Araújo.
Na verdade, a beata pode ter mordido consciente ou inconscientemente a língua ou a mucosa oral e provocado o sangramento. Ou, quem sabe, ter tido uma crise convulsiva (bem provável, uma vez que tinha epilepsia) e mordido a língua? Ou uma discreta hemorragia digestiva?
É prudente deixar registrado que em outras cidades nordestinas, envolvendo personagens diferentes dos do Juazeiro, aconteceram fatos semelhantes onde a hóstia se transformou em sangue.[6] Graças a Deus, esses outros padres não tornaram-se também milagreiros e nem objetos de adoração.
Fico meditando... todo o Novo Testamento insiste em afirmar que Jesus Cristo ofereceu o Seu corpo como sacrifício e derramou o Seu sangue remissor apenas uma vez e para sempre (veja Hebreus, capítulos 9 e 10). Essa história de "vários derramamentos do sangue de Jesus Cristo" através da beata Maria de Araújo está diametralmente oposta às Escrituras Sagradas. Ou os devotos do Padre Cícero estão enganados, ou a Bíblia está errada.
Bem, o fato é que o reboliço foi tanto que o pequeno povoado transformou-se em lugar de romaria.
O bispo cearense Dom Joaquim José Vieira e até o Papa Leão XIII, em Roma, tiveram de investigar o fenômeno do Juazeiro. O Padrinho chegou a ser recebido pelo papa no Vaticano. Outros padres foram enviados ao Juazeiro e entregaram a hóstia a Maria de Araújo e nada de anormal ocorreu. O bispo cearense e o papa não reconheceram o milagre e o Padre Cícero Romão foi punido com uma suspensão.
Assim, o Padim Ciço tornou-se um santo milagreiro. Apesar de proibido de celebrar missas, sua residência passou a ser freqüentada por romeiros e por várias autoridades.
Aproveitando-se do seu prestígio, aliou-se aos grandes fazendeiros cearenses e, apoiado por eles, tornou-se prefeito do Juazeiro em 1911 e, posteriormente, vice-presidente do Ceará.
As Atuações Ambíguas do Padre Cícero Romão
"Foi a ele que muitas vezes, Lampião se ajoelhou, aos seus pés contou histórias, pediu perdão e chorou. Bendito seja o romeiro que na fé e na oração, exalta o santo padroeiro no samba, no coco, no xote e no baião". (Trecho da canção "Deus Menino", Chico Silva).
a) Amizade Com o Coronelismo
Padim Ciço realizou boas ações para a população menos favorecida. Organizou mutirões e conseguiu construir pequenos postos de saúde, escolas e orfanatos, além de reformar e construir algumas igrejas católicas.
Por outro lado, ele era amigo do peito de vários latifundiários da região, conhecidos como "os coronéis". Esses senhores ilustres eram opressores dos pobres, marginalizavam os sertanejos, excluindo-os do direito à saúde, aos alimentos e até à vida. Pasme, o Padim Ciço pertencia a essa espécie de liga de coronéis do Ceará e a defendia . O Padim chegou a estimular seus devotos a serem mão-de-obra barata na construção de açudes e na colheita de algodão nas terras da família Acioly, a mais poderosa do Ceará.[7]
O "coronelismo" era a política exercida pelos latifundiários com prestígio político local, que tinham notável poder, mandavam na região e nos seus eleitores, que eram tratados como gado. Suas zonas eleitorais eram conhecidas como "currais eleitorais" e ai do eleitor que ousasse votar contra o candidato do "coronel".
Quando Hermes da Fonseca, então presidente da República, enviou interventores ao Ceará e depôs as oligarquias repressoras lideradas por esses coronéis, o Padre Cícero ficou irado.
Rapidamente o clero católico promoveu e assinou o chamado "pacto dos coronéis" com dezessete dos principais chefes políticos da região do Cariri, objetivando assegurar a permanência da família Acioly no governo cearense. E mais: esses fazendeiros armaram centenas de sertanejos e os enviaram à capital, porém foram detidos pelas forças federais. Esse episódio ficou conhecido na história como a "Revolta do Juazeiro".
Padim Ciço só aquietou-se quando a velha oligarquia da família Acioly foi restabelecida ao poder. O Padre Cícero Romão foi, sem dúvida, um exemplo de fidelidade às oligarquias poderosas do Ceará.
b) Negociata com Lampião
Enquanto o Padim Ciço destacava-se no Ceará com sua influência político-religiosa, o cangaceiro Lampião e seu bando amedrontavam os poderosos dos sertões nordestinos.
O sertanejo pernambucano Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), vulgo Lampião, era também um personagem controvertido. Para muitos, era visto como um bandido que incendiava vilarejos, torturava, estuprava e matava pessoas. Para outros, era um justiceiro que tirava dos ricos para doar aos flagelados da seca. Em 1931, o jornal The New York Times chegou a chamá-lo de Robin Hood do sertão.
O "Rei do Cangaço" era devoto do Padre Cícero, do Juazeiro, e às vezes usava uma foto desse sacerdote no seu peito. A religiosidade de Lampião era alicerçada nas orações de corpo-fechado, nos santos da Igreja Católica e no Padre Cícero. No livro, Lampião, o Rei dos Cangaceiros, Chandler relata "que a vida da mulher de um policial de Jatobá, em Pernambuco, foi salva quando um velho pegou um retrato do padre do Juazeiro e o colocou entre a faca soerguida de Lampião e o seio da mulher. Lampião levava sempre consigo seus livrinhos de orações, guardava santinhos em sua carteira de dinheiro, e pregava retratos do Padre Cícero em sua roupa".[8] Isso mostra o respeito e a devoção que Lampião nutria por esse padre.
Em companhia do seu bando, Lampião costumava recitar algumas orações para, supostamente, fechar o corpo. O escritor Piragibe de Lucena, no seu livro Lampião, Lendas e Fatos, descreve algumas dessas orações. Leia um pequeno trecho de uma delas e analise a importância do Padre Cícero na vida desse cangaceiro:
"Justo juiz de Nazaré, filho da Virgem Maria, que em Belém fostes nascido entre as idolatrias. Eu vos peço senhor, pelo vosso sexto dia, e pelo amor do meu padrinho Pe. Cícero que meu corpo não seja preso, nem ferido, nem morto, nem nas mãos da justiça em volta.
Pax tecum, pax tecum, pax tecum. Cristo assim disse: aos seus inimigos, se vierem para prender-me terão olhos, não me verão, terão ouvidos, não me ouvirão. Com as armas de São Jorge, serei armado. Com a espada de Abraão, serei coberto. Com o leite da Virgem Maria, serei borrifado.
Na arca de Noé, serei arrecadado. Com a chave de São Pedro serei fechado, onde não me possam vê, nem ferir, nem matar, nem sangue do meu corpo tirar. [...]"[9]
O Padre Cícero articulou para que o cangaceiro Lampião recebesse a patente de capitão dos Batalhões Patrióticos.
Por volta de 1926, Padre Ciço já era mais político do que religioso, sendo anti-comunista de carteirinha. Aproveitando a fidelidade do bandoleiro à sua pessoa, o pároco juntou-se com seus amigos fazendeiros e doaram armas e munição para o cangaceiro e seu bando atacarem "o revoltoso" Luiz Carlos Prestes e sua famosa "Coluna". Padim Ciço também articulou para que o agrônomo Pedro de Albuquerque Uchôa, que era inspetor agrícola do Ministério da Agricultura, entregasse a Lampião a patente de Capitão das Forças Patrióticas.[10],[11] Lampião não atacou a "Coluna Prestes", preferiu manter suas erranças pela caatinga. Dizem que essa foi a única vez que Lampião desobedeceu ao "santo" Padre do Juazeiro. Uma coisa é certa: Lampião ostentou com muito orgulho o título de Capitão enquanto viveu.
O curioso é que (dizem que a pedido do próprio Padim Ciço) Lampião nunca atacou os coiteiros ricos, os fazendeiros safados e os políticos corruptos do Ceará. Isso é que é amizade fiel!
Apesar da amizade do Padim Ciço com o coronelismo cearense e suas negociatas com Lampião estarem registradas em vários livros, biografias, documentários, teses e filmes, existem alguns devotos do Padrinho que negam que isso tenha acontecido. Movidos mais pela emoção do que pela razão, declaram que essas atuações ambíguas do Padre Cícero não passam de calúnias.
Convenhamos: sob o ponto de vista mundano, isso é que é saber viver! O Padim Ciço vivia de mãos dadas com Satanás e pretendia morrer nos braços de Jesus! Como se diz por estas bandas sertanejas: Eita Cabra esperto!
Padim Padre Ciço: Um Ídolo do Lar
"[...] não vos desvieis de seguir o Senhor, mas servi ao Senhor de todo o vosso coração. Não vos desvieis; pois seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam e tampouco vos podem livrar, porque vaidade são" (1 Samuel 12.20-21).
Ser contra a idolatria é uma unanimidade não apenas entre as igrejas cristãs genuínas, mas também ao longo de toda a Bíblia Sagrada. Todas as denominações tradicionalmente evangélicas são contra a idolatria. O judaísmo também não suporta a idolatria. Já o catolicismo prega a não-adoração a ídolos e imagens, mas na prática o que se vê é um descompasso entre o que se faz e o que se fala. Infelizmente, não é preciso ir ao Juazeiro do Norte para se constatar que a igreja do papado é verdadeiramente idólatra.
Fiéis cantam e choram ao redor de uma das camas usadas pelo Padim Ciço.
Padim Ciço, do Juazeiro do Norte, é um ídolo nos lares de milhões de católicos. Em algumas casas, ele está presente no móvel da sala-de-estar, na penteadeira do quarto, na parede do corredor e em cima do refrigerador da cozinha. Para sermos mais honestos, o Padim Ciço, o "Santo Antônio", o "São Jorge", a "Ave Maria" e o Frei Damião (veja o artigoMisericórdia! Querem Canonizar o Frei Damião) são parte do imenso esquadrão de supostas divindades católicas presentes em milhões de residências brasileiras.
"Ídolos do lar" são coisas antigas e são mencionados logo no primeiro livro da Bíblia (Gênesis 31.19 e 30). Eles eram de vários tamanhos e alguns deles, quando colocados deitados na cama e cobertos por um manto, passavam por uma pessoa dormindo (1 Samuel 19.13). A esses ídolos, chamados em hebraico de terafins, confiava-se a guarda das casas e dos bens.
Acreditar que um "ídolo do lar" possa proteger sua família é muita presunção. Veja a história do rei Saul:
Feitiçaria e idolatria foram as gotas d’água para que Deus rejeitasse o rei Saul. O profeta Samuel sentenciou ao monarca: "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei" (1 Samuel 15.23). Na Edição Revista e Corrigida, lê-se o nome "porfia", no lugar de "obstinação". Na Bíblia de Jerusalém (católica), "presunção" substitui "obstinação". Parafraseando esse texto, diria: a obstinação, a porfia, o orgulho, a presunção, a teima, a cabeça-dura é como a idolatria e o culto a ídolos do lar. A idolatria está incluída entre as obras da carne e não no fruto do Espírito (Gálatas 5.20).
No Velho Testamento, o primeiro e o segundo mandamentos são um "não" à idolatria (Êxodo 20.3-6). E mais: o idólatra deveria ser morto (Deuteronômio 17.1-7). Já no Novo Testamento, a punição é a morte eterna: "Quanto, porém, [...] aos idólatras [...] a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte" (Apocalipse 21.8). Entre aqueles que ficarão fora da Cidade Celestial estão os idólatras (Apocalipse 22.15).
Sem dúvida, ao nos despedirmos do Juazeiro do Norte, vendo a cidade se distanciando pelo retrovisor, pudemos entender que a idolatria é uma cegueira espiritual, mas sobretudo uma tentação bastante sedutora. A Bíblia nos alerta a resistir ao Diabo, mas também a fugir dessa tentação:"Portanto, meus amados, fugi da idolatria" (1 Coríntios 10.14).
Padre Cícero Romão Batista (1844-1934). Um dos ídolos dos lares católicos nordestinos.
Concluímos nossa visita ao Cariri cearense com os olhos marejados e uma mistura de sentimentos paradoxais: tristeza e alegria. A insatisfação é a imagem dos milhões de católicos que ainda precisam ser alcançados pela única Verdade, Jesus Cristo. A satisfação é que vimos templos de algumas denominações evangélicas nessa cidade. Esses irmãos em Cristo são como sal em uma terra espiritualmente insossa: levam a única Luz do mundo a um povo submerso nas trevas espirituais.
Irmãos, assimilemos o mesmo consolo e a mesma recomendação contida no final da Primeira Epístola de João: "Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 João 5.20-21). (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa -http://www.chamada.com.br)

* Ashgabat é a capital do Turcomenistão, uma ex-república soviética governada desde 1992 por um herdeiro direto do comunismo – o ditador Saparmurad Niazov. Para onde quer que olhem, os turcomenos deparam-se com uma imagem de Niazov: pode ser numa das estátuas, nos painéis ou nos rótulos de garrafas.
Bibliografia
  1. Filho, Mario Bem, Formação Religiosa de Juazeiro do Norte. Editora ABC, Fortaleza, CE, 2002, página 38.
  2. Fita de Vídeo: Padre Cícero – "O Cearense do Século". Documentário das Romarias, com imagens do Padre Cícero Vivo. Bulhões Produções. Juazeiro do Norte, CE.
  3. Filho, Mario Bem, Formação Religiosa de Juazeiro do Norte. Página 211.
  4. Id.
  5. Walker, Daniel, Padre Cícero na Berlinda. Edições IPESC. Fundação Universidade Regional do Cariri – URCA. Juazeiro do Norte, CE, 1995, páginas 12-13.
  6. Silva, Antenor de Andrade, Padre Cícero – Mais Documentos Para Sua História. Escolas Profissionais Salesianas, Salvador, Bahia, 1989, página 234.
  7. Cine História. Título do Filme: Baile Perfumado (Brasil, 1996). Direção: Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Amigo do padre Cícero, o fotógrafo Benjamim Abrahão, parte para o sertão nordestino, para filmar Lampião e seu bando nos anos 30.http://www.historianet.com.br/main/mostraconteudos.asp?conteudo=208
  8. Chandler, Billy Jaynes, Lampião, O Rei dos Cangaceiros. Editora Paz e Terra S.A., São Paulo, SP, 4a edição, 2003, página 271.
  9. CAOS – Revista Eletrônica de Ciências Sociais. CAOS número zero. Dezembro de 1999. OCangaço e a Religiosidade de Lampião, por Max Silva D’Oliveira. Citação do livro Lampião Lendas e Fatos. Piragibe de Lucena, p. 46. http://chip.cchla.ufpb.br/~caos/00-doliveira.html
  10. Chandler, Billy Jaynes, Lampião, O Rei dos Cangaceiros. Páginas 93-94.
  11. Souza, Anildomá Willians de, Lampião, O Comandante das Caatingas. Impressão: Gráfica Aquarela, Serra Talhada, PE, 2001/2002, página 44.

Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa é médico em Recife/PE. Ele é autor dos livros A Nova Era,Os Anos Obscuros da Mocidade de Jesus Cristo e Harry Potter – Enfeitiçando Uma Cultura.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2004.

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