domingo, 30 de novembro de 2014

Todo Dia Com Jesus

Lucas 4:31-44

Expulso de Nazaré, o Senhor Jesus continua o Seu ministério em Cafarnaum. Ele ensina e cura com uma autoridade que não teria admirado os homens, (v. 32 e 36) caso quisessem reconhecer nEle o Filho de Deus. Por outro lado, os demônios não se equivocavam. Tiago 2:19 nos diz que eles crêem... e tremem. Enquanto o Senhor Jesus esteve aqui na Terra, a atividade demoníaca aumentou numa tentativa de pôr obstáculos a Sua atividade. Jesus encontrava com espíritos imundos até nas sinagogas, mas Ele não permitia que Lhe dessem testemunho.
Os versículos 38 e 39 nos falam da cura da sogra de Simão. O Senhor Jesus se inclina afetuosamente sobre a mulher doente, pois não é apenas a distância que Ele se ocupa com as nossas enfermidades. E como esta mulher emprega a saúde que acaba de recuperar? De uma maneira que fala a todos nós: "E logo se levantou, passando a servi-los".
Ainda que fosse um estrangeiro aqui, o Senhor Jesus não estava alheio às dificuldades e misérias deste mundo. Assim vemos que a noite não interrompe Sua maravilhosa atividade e cedo pela manhã já está pronto a retomá-la, porque passou algum tempo em separado, para estar a sós com Deus. E sendo assim dependente, não se deixa deter pelas multidões que Lhe instavam para ficar ali.
O implante de chips em seres humanos já é uma realidade. Esta semana, uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Cisco Systems mostrou que cerca de um quarto dos profissionais entre 18 e 50 anos seriam voluntários para receber um implante cerebral que lhes permitisse unir instantaneamente seus pensamentos com a Internet.
Entre outras conclusões, o relatório revela que até 2020, a maioria dos profissionais acredita que os smartphones e os “wearables” (computadores vestíveis) serão os dispositivos mais importantes na força de trabalho.
Na verdade, a tecnologia já existe e está sendo testada em diferentes países. Em setembro, um grupo de australianos inseriu microchips sob a pele para poderem controlar dispositivos eletrônicos apenas com um movimento.
Ben Slater, diretor de publicidade para a Apple na Austrália, tornou-se famoso por demonstrar como os smartphones interagem com quem já usa um chip com a tecnologia RFID (Identificação por Radio- Frequência). Do tamanho de um grão de arroz, o implante subcutâneo permite que o usuário possa abrir portas, ligar e desligar luzes e uma série de outras coisas apenas com gestos, sem precisar tocar nas coisas.
O celular identifica o movimento e se “comunica” com os objetos, numa simbiose que até recentemente só era possível se ver em algum filme de ficção. Sua ação foi uma maneira de promover o lançamento do IPhone 6 na Além de Slater e outros australianos, a tecnologia também ganhou adeptos na Suécia. Durante a conferência SIME 2014, realizada este mês em Estocolmo, voluntários suecos implantaram chips similares, que permitem a interação com aparelhos eletrônicos.
lém de Slater e outros australianos, a tecnologia também ganhou adeptos na Suécia. Durante a conferência SIME 2014, realizada este mês em Estocolmo, voluntários suecos implantaram chips similares, que permitem a interação com aparelhos eletrônicos.
Emilott Lantz, 25, é parte de um grupo de cerca de 100 pessoas que vivem com um microchip de tecnologia RFID. Durante a SIME, onde foi debatido e apresentado os mais recentes avanços na área de tecnologia, todos os participantes interessados receberam o implante do microchip de graça. Trata-se do mesmo tipo comumente usado para rastrear animais de estimação.
O diferencial é que eles estão programados para servirem aos seres humanos como substitutos de chaves e senhas. Para Lantz, além da curiosidade, esse foi o principal motivador. Agora, ela não precisará carregar tantas chaves como de costume.
“A tecnologia não é nova, mas o assunto torna-se sensível apenas porque é no corpo humano”, disse ela. “Eu não me sinto como se isso fosse o futuro – este é o presente. Para mim, é estranho que não vimos isso ser usado antes”, conclui.
Nos Estados Unidos, um homem chamado Robert Nelson inseriu chips com a tecnologia NFC, a qual permite a troca de dados por aproximação, nas duas mãos. Uma reportagem do site ‘Ubergizmo’, mostra que Nelson já conseguiu simular pagamentos, pois é a mesma tecnologia usada no pagamento por smartphones.
De acordo com RT News esse mesmo tipo de chip NFC foi implantado por um grupo de holandeses. Eles fazem parte de um experimento comandado pelo empresário Martijn Wismeijer. Através de estruturas de vidro “biocompatíveis”, ele conseguiu implantar dois chips nas mãos que são capazes de armazenar e realizar transações com a moeda virtual “bitcoin”. Ou seja, ele literalmente não precisa mais de dinheiro ou cartões de crédito para fazer compras.
Co-fundador da empresa MrBitcoin, que é especializada em negociações com moedas virtuais, ele explica que os chips se comunicam com qualquer smartphone que rode o sistema Android. “O terminal de pagamento continua sendo o telefone, mas é possível transferir bitcoins a partir dos chips”, explica.

Em vários países desenvolvidos, os benefícios de se usar chips (com fins medicinais ou não) são bastante debatidos entre os adeptos do trans-humanismo, também chamado de Humanidade +.
Esse movimento filosófico deseja explorar as inovações da ciência e tecnologia e sua relação com a humanidade. Seu objetivo é fazer a humanidade vencer as barreiras do organismo e prolongar a vida indefinidamente. O assunto foi tratado de maneiras diferentes em dois filmes lançados este ano: “Lucy”, estrelado por Scarlett Johansson, e “Transcendence – A Revolução”, com Johnny Depp. Com informações deDaily Mail e The Local


Mudanças climáticas são sinais do Apocalipse?

Mudanças climáticas são sinais do Apocalipse? Pesquisa respondeMudanças no clima são sinais do Apocalipse?
Apenas 5% da população acredita que as mudanças climáticas são a questão mais importante de nossos dias. A questão da mudança do clima e seus efeitos sobre o ambiente fica atrás da falta de empregos (22%), o aumento da diferença entre ricos e pobres (18%), saúde (17%), o déficit orçamentário (13%) e o aumento do custo da educação (9%). No geral, cinco de cada oito (62%) dizem que os desastres naturais recentes são o resultado direto das alterações climáticas no planeta.
Esses são os resultados de relatório elaborado pelo Instituto Público de Pesquisa da Religião, disponível em www.publicreligion.org. A enquete foi realizada entre cidadãos norte-americanos.
Ao mesmo tempo, quase metade (49%) dos entrevistados acredita que os sinais do “fim dos tempos” se revelam nas catástrofes naturais. O número de americanos que acreditam que desastres naturais são evidência do apocalipse aumentou desde 2011, quando apenas 44% concordavam com a ideia.
Os evangélicos estão mais preocupados com a gravidade dos sinais bíblicos do “fim dos tempos” (77%). Os católicos de origem latina são o grupo mais interessado na mudança climática do ponto de vista bíblico.
Enquanto quatro em cada 10 (39%) americanos acreditam que Deus não permitiria que os seres humanos destruam a terra, pouco mais da metade (53%) pensam que isso seja possível.
Para 57% dos americanos, Deus deu ao homem a tarefa de viver de forma responsável com animais, plantas e outros recursos. Por outro lado, cerca de um terço (35%) acredita que Deus deu aos seres humanos o direito de usar animais, plantas e todos os outros recursos do planeta apenas para seu próprio benefício, afirma o relatório.
Curiosamente, embora 46% da população acredite que a Terra está ficando mais quente e culpam o ser humano por isso, 25% atribui o aumento da temperatura global a variações naturais do planeta ou a causas incertas.
Esse tipo de levantamento comprova que as crenças religiosas afetam a maneira como vemos o mundo e o que acontece nele.
Esta semana, uma declaração do cientista criacionista Ken Ham, gerou muita polêmica. Ele é presidente do Ministério Answers in Genesis [Respostas em Gênesis], conhecido pelo seu Museu da Criação.
Ham veio a público afirmar que, diferentemente do que a mídia divulga, os cientistas criacionistas não negam a existência de mudanças climáticas. Porém, justifica que este é um fenômeno que ocorre desde os tempos bíblicos.
Ele afirma que “Segundo a Bíblia, sabemos que houve um dilúvio global alguns milhares de anos atrás. Isso mudou completamente a superfície da Terra e o clima. O planeta ainda está se restabelecendo desta catástrofe. Portanto, é de se esperar que haja algumas variações climáticas. Isso não é algo alarmante e também não é o resultado direto da atividade humana moderna”. Com informações de Charisma News eRaw Story

sábado, 29 de novembro de 2014

Todo Dia Com Jesus

Lucas 4:16-30

Vemos que o relato do ministério do Senhor começa por Nazaré, onde foi criado. Nosso testemunho deve começar em casa, entre nossos conhecidos. Temos mais coragem de ir pregar o Evangelho aos pagãos que para testemunhar perante os que nos conhecem?
Na sinagoga, o Mestre divino lê a passagem de Isaías que O aponta como Mensageiro da graça. Ele proclama libertação aos cativos (vide Isaías 42:7 e 61:1). Imaginemos que hoje fosse proclamado que os prisioneiros seriam perdoados e libertados. Poderíamos imaginar que alguns prefeririam permanecer em prisão; que outros se atrevessem a reclamar sua inocência para ser libertados por via legal; ou que, pelo contrário, muitos dissessem: "Oh, não! isto não é para mim; sou muito culpado"; ou que outros, finalmente, recusassem crer nesta mensagem de graça? Atitudes insensatas e bastante improváveis também... mas, não obstante, muito comuns entre os que rejeitam a salvação. Contudo, muitos cativos de Satanás aceitam alegremente a liberdade oferecida. A que classe de prisioneiros você pertence? O triste fim deste episódio nos mostra como os habitantes de Nazaré receberam as "Boas Novas", um quadro em miniatura da atitude de toda a nação.

OS CRENTES DEVEM SE SENTIR CULPADOS O TEMPO TODO?

Imagino que existem inúmeros crentes que raramente sentem o aguilhão da consciência ou as tristezas do arrependimento. Mas também conheço muitos, muitos crentes (incluindo eu mesmo) que facilmente se sentem infelizes por coisas que não fazem ou fazem-nas menos do que perfeitamente. De fato, estou convencido de que a maioria dos cristãos sérios vivem quase constantemente com um baixo senso de culpa.
Como nos sentimos culpados? Deixe enumerar algumas maneiras.
  • Poderíamos orar mais.
  • Não somos bastante ousados em evangelizar.
  • Gostamos demais de esportes.
  • Assistimos freqüentemente a filmes e à televisão.
  • Nosso tempo devocional é curto e esporádico.
  • Não contribuímos de modo suficiente.
  • Compramos um novo móvel.
  • Não lemos muito para nossos filhos.
  • Nosso filhos comem Cheetos e batatas fritas.
  • Reciclamos pouco.
  • Precisamos perder alguns quilos.
  • Poderíamos usar melhor nosso tempo.
  • Poderíamos viver em um lugar mais difícil ou em uma casa menor.
O que fazemos por trás de todos esses cenários de culpa? Não sentimos aquele tipo de remorso paralisante por causa dessas coisas. Mas essas imperfeições podem ter um efeito cumulativo pelo qual até o crente maduro pode sentir-se como alguém que está desapontado a Deus e, talvez, um mero cristão.
Eis a parte delicada: às vezes devemos nos sentir culpados, porque às vezes somos culpados de pecado. Além disso, a complacência na vida cristã é um perigo real, especialmente na América.
Mas, apesar disso, não creio que Deus nos redimiu pelo sangue de seu Filho para que nos sintamos como fracassos permanentes. Depois do Pentecostes, Pedro e João pareciam torturados por temor introspectivo e repugnante de si mesmos? Paulo se mostrou constantemente preocupado com o fato de que poderia fazer mais? Admiravelmente, Paulo disse em certo momento: “De nada me argúi a consciência” (1 Co 4.4). E acrescentou logo: “Nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor”. Parece que Paulo dormia toda noite com uma consciência limpa. Então, por que tantos crentes se sentem culpados o tempo todo?
1. Não recebemos completamente as boas-novas do evangelho. Esquecemos que fomos vivificados com Cristo. Fomos ressuscitados com ele. Fomos salvos somente pela fé. E isso é um dom de Deus, e não um resultado de obras (Ef 2.4-8). Podemos ficar com tanto medo do antinomianismo – um perigo legítimo –, que receamos falar profusamente sobre a graça de Deus. Mas, se nunca fomos acusados de ser antinomianos, talvez o evangelho não nos foi apresentado em toda a sua glória extraordinária (Rm 6.1).
2. Os cristãos tendem a motivar os outros por culpa e não por graça. Em vez de instarmos nossos irmãos a serem o que realmente são em Cristo, nós os ordenamos a fazerem mais para Cristo (quanto à motivação correta, ver Rm 6.5-14). Por isso, vemos a semelhança com Cristo como algo em que estamos realmente fracassando, quando deveríamos vê-la como algo que já possuímos e no qual precisamos crescer.
3. A maior parte de nosso baixo nível de culpa se enquadra na ambígua categoria de “não fiz o suficiente”. Examine a lista que apresentamos. Nenhum dos itens é necessariamente pecaminoso. Dizem respeito a possíveis infrações, percepções e maneiras como gostaríamos de fazer mais. Essas são as áreas mais difíceis de lidarmos porque, por exemplo, nenhum crente jamais confessará que tem orado de modo suficiente. Assim, é sempre fácil nos sentirmos horríveis quanto à oração (ou à evangelização, ou a contribuir, ou a qualquer outra disciplina cristã). Precisamos ter cuidado para não insistirmos em algum padrão de prática quando a Bíblia insiste apenas em um princípio geral.
Quero dar um exemplo. Todo crente tem de contribuir generosamente, para as necessidades dos santos (2 Co 9.6-11; Rm 12.13). Podemos insistir nisso com absoluta certeza. Mas, como é essa generosidade, quanto devemos dar, quanto devemos reter – essas coisas não estão delimitadas por alguma fórmula, nem podem ser exigidas por compulsão (2 Co 9.7). Portanto, se queremos que as pessoas sejam mais generosas, faremos bem se seguirmos o exemplo de Paulo em 2 Coríntios e enfatizarmos as bênçãos da generosidade e a sua motivação alicerçada no evangelho, em vez de envergonharmos os outros que não contribuem muito.
4. Quando somos verdadeiramente culpados de pecado, é imperativo que nos arrependamos e recebamos misericórdia de Deus. Paulo tinha uma consciência limpa não porque nunca pecava, e sim porque, eu imagino, buscava imediatamente o Senhor, quando sabia que havia errado, e descansava no “nenhuma condenação” do evangelho (Rm 8.1). Se confessarmos os nossos pecados, disse João, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9). Deus não nos salvou para nos sentirmos miseráveis o tempo todo. Ele nos salvou para que vivamos na alegria de nossa salvação. Portanto, quando pecamos – e todos pecamos (1 Rs 8.46; 1 Jo 1.8) –,confessamos o pecado, somos purificados e prosseguimos.
Isso enfatiza um dos grandes perigos da culpa constante: aprendemos a ignorar nossa consciência. Se pecamos verdadeiramente, precisamos arrepender-nos e rogar ao Senhor que nos ajude a mudar. Mas, se não estamos pecando, se não somos tão maduros como deveríamos ser, nem tão disciplinados como outros crentes, nem estamos fazendo escolhas diferentes que talvez sejam aceitáveis, mas não extraordinárias, não nos devemos sentir culpados. Devemos nos sentir desafiados, estimulados, inspirados, mas não culpados.
Como pastor, isso significa que não espero que todos em minha igreja sintam-se apavorados a respeito de tudo que prego. Afinal de contas, é justo que todos obedeçamos aos mandamentos de Deus. Não perfeitamente, não sem alguns motivos incertos, nem tão plenamente como deveríamos, mas com fidelidade e obediência que agrada a Deus. A pregação fiel não exige que os cristãos sinceros sintam-se miseráveis o tempo todo. De fato, a melhor pregação deve fazer que os cristãos sinceros vejam mais de Cristo e experimentem mais de sua graça.
Por: Kevin DeYoung. © 2011 Ministério Fiel. Original: Are Christians Meant to Feel Guilty All the Time?.
Tradução: Wellington Ferreira. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Os Crentes Devem Sentir-se Culpados o Tempo Todo?.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Todo Dia Com Jesus

Lucas 4:1-15

A tentação do Senhor acontece no deserto, o lugar onde Israel havia multiplicado suas murmurações e a cobiça (Salmo 106:14). O primeiro ataque do diabo dá ao Senhor Jesus a oportunidade para nos chamar para uma verdade fundamental: O homem tem uma alma que necessita de alimento, o qual é a Palavra de Deus e que deve ser saboreado em obediência. A este Homem perfeitamente dependente, Satanás oferece todos os reinos do mundo e sua glória (quantas pessoas têm vendido suas almas por infinitamente menos!). O mundo na realidade forma parte da herança destinada ao Senhor Jesus; mas, fosse toda a Terra ou um simples pedaço de pão, Cristo não quereria receber nada que não viesse das mãos de Seu Pai (Salmo 2:8).
Então Satanás insinua pela segunda vez: "Se és Filho de Deus..." (v. 3 e 9), como se tal condição necessitasse ser provada! Isso era por em dúvida o que o Pai solenemente acabara de proclamar (cap. 3:22); era, noutras palavras, tentar a Deus.
O Senhor Jesus não teria sido um exemplo para nós se tivesse vencido o diabo em virtude de Seu poder divino; porém triunfou usando as mesmas armas que estão à disposição do homem: Uma completa dependência de Deus, uma absoluta obediência à Sua Palavra e uma confiança inabalável em Suas promessas.
4FormasErradas
No artigo “Revitalização de Igreja: Um Trabalho de Tartaruga, Não de Lebre“, Jeramie Rinne utiliza da parábola “A tartaruga e a lebre” para nos mostrar o perigo de se realizar uma reforma de maneira apressada na igreja. Após a introdução, ele os dá 4 tipos de coelhos da reforma da igreja. Confira quais são:
Você conhece a clássica fábula: o arrogante coelho desafia os outros animais para uma corrida. A tartaruga aceita, para a perplexidade da lebre. A corrida começa e o coelho corre a grande distância – tão grande que, na verdade, ele tem tempo para um cochilo. Mas, enquanto a lebre dorme, a tartaruga fielmente se arrasta e cruza à linha de chegada primeiro, em uma virada dramática. Moral da história: quem segue devagar e com constância ganha a corrida.
Talvez os seminários devessem oferecer uma aula sobre a exegese de Esopo. Com muita freqüência, pastores chegam a uma nova congregação, rapidamente vêem a necessidade de revitalização e arrancam, à velocidade de uma lebre, para virar a igreja de cabeça para baixo. Em poucos anos, graves problemas surgem. E a corrida termina, prematuramente, com uma congregação em conflito e um pastor ferido e pronto a abrir mão do ministério.
Jovens pastores, em particular, podem tornar-se vítimas dos perigos de uma reforma apressada. Isso ocorre, em parte, porque eles geralmente têm muita energia e idealismo, mas pouca experiência; porém, é também porque jovens pastores e igrejas em declínio parecem esbarrar uns nas outras. Uma igreja com problemas diz que deseja “energia nova” e “mais caras jovens” e, assim, está disposta a dar uma chance a um homem mais novo. E o jovem pastor está ansioso por aquele primeiro emprego e pronto para um desafio. E, assim, o ministro recém-formado chega e a corrida começa a uma velocidade assustadora.
Quatro coelhos da reforma de igrejas
Coelhos aparecem em muitas subespécies. Quer dizer, há muitas maneiras de precipitar uma reforma e renovação em uma igreja local, em detrimento da congregação e do pastor. Considere quatro modos arquetípicos pelos quais nós pastores agimos rápido demais em nossos esforços de trazer as mudanças necessárias às nossas igrejas:
O purista
O purista tem fortes convicções teológicas. Ele tem sido abençoado com uma clara visão bíblica para a vida da igreja e sua prática. Ele corre obstinadamente, sem desviar do caminho.
Infelizmente, ele se move rápido demais para a congregação. Nos primeiros seis meses, ele propõe uma nova declaração de fé, uma mudança constitucional para adotar presbíteros e uma limpeza radical do rol de membros. Ironicamente, em seu zelo pela fiel teologia da igreja, ele trata com rudeza o verdadeiro povo da igreja. Ele esbraveja as doutrinas da graça todo domingo, mas falha em mostrar ao seu povo a paciente graça de Deus em sua maneira de lidar com eles.
Esse pastor pode ser demitido rapidamente. E, infelizmente, ele pode ir embora como um mártir teológico em sua própria mente, cego para os seus equívocos. Mais triste ainda, aquela igreja agora está vacinada contra a reforma bíblica de que ela desesperadamente precisa.
O pragmático
O extremo oposto do purista, o pragmático fará “qualquer coisa que funcione” para trazer as pessoas à igreja e mantê-las lá. Nada está fora dos limites, contanto que faça a igreja crescer e não envolva imoralidade flagrante ou óbvia heresia. Um pragmático carismático e talentoso pode fazer uma igreja crescer de 50 para 500 em pouquíssimo tempo, com uma sagaz mistura de humor, tecnologia, liderança e personalidade.
O pragmático pode descobrir como fazer frequência da igreja crescer rapidamente, dando todas as aparências de revitalização. Mas algumas questões importantes permanecem: as pessoas estão verdadeiramente sendo convertidas ao evangelho, arrependendo-se dos pecados e confiando em Cristo? Ou as pessoas estão apenas sendo “igrejadas” de um modo eficiente? Esse pastor está fazendo discípulos de Jesus ou apenas fãs da igreja da última moda? Ele está cultivando uma sequóia espiritual, que cresce lentamente, mas adquire uma estatura majestosa? Ou ele está meramente plantando uma rosa, que hoje desabrocha, mas murcha amanhã?
Infelizmente, quanto mais rápida e efetivamente alguém é capaz de aumentar a frequência de uma igreja, menos provável é que esse alguém questione teologicamente seus métodos. Números nos enfeitiçam.
O imitador
O imitador economiza tempo pegando um atalho: ele meramente replica em sua própria congregação a filosofia, os programas e a estrutura da igreja de outros. Por que reiventar a roda? Por que não simplesmente comprar o livro, participar da conferência, adquirir o kit e baixar os sermões de outra igreja bem sucedida?
O imitador parece com o pragmático e, em um sentido, eles são semelhantes. Mas o purista pode cair nessa tentação também. Imitadores reformados também têm as suas igrejas e pastores heróis também.
Aprender com outros modelos de igreja não é errado. De fato, a Escritura nos ordena a seguirmos os exemplos piedosos de outros (1Coríntios 11.1; Filipenses 3.17) e o apóstolo Paulo chega a apresentar uma igreja local inteira como modelo para outros crentes (1Tessalonicenses1.7). Contudo, nós pastores nos tornamos imitadores quando impomos o modelo de uma outra igreja sem considerar amorosamente o caráter, a história e a cultura singulares de nossa congregação. Nós também erramos como imitadores ao deixar de avaliar o nosso modelo preferido à luz do ensino bíblico acerca da igreja local.
Fazer uma exegese fiel de sua igreja e de sua Bíblia é um trabalho de tartaruga. Não é algo que possa ser feito da noite para o dia.
O narcisista
Esta última lebre talvez seja a mais perigosa. O narcisista vê o ministério da igreja pelas lentes de sua própria narrativa pessoal. Ele vê a renovação e a reforma congregacional como o palco para estrelar um roteiro centrado em si mesmo.
Talvez ele sonhe ser o cara que ajudará a igreja tradicional e enfadonha a se tornar vanguardista. Ou talvez ele se imagine como um ativista que confrontará a complacente igreja de classe média acerca do envolvimento com os pobres. Ou talvez, em sua mente, ele seja a reencarnação de Lutero, procurando uma igreja doutrinariamente vacilante na qual possa fixar as suas 95 teses. Ou talvez ele simplesmente se veja falando a milhares de pessoas e queira transformar a sua congregação naquela megaigreja. É o sonho americano em sua versão pastoral.
Essas ilusões de grandeza tendem a produzir pastores impacientes. Quando estamos cheios de nós mesmos, nós interpretamos reveses no ministério como fracassos pessoais e diminuições na membresia da igreja como ameaças pessoais. Nós corremos como homens desgovernados quando tudo diz respeito a nós.
Agarre-se ao seu casco
E ali está tartaruga. Enquanto os coelhos arrancam em disparada, ela se arrasta fielmente adiante.
A tartaruga se empenha pela renovação por meio de um ritmo constante de pregação expositiva semanal, deixando que a Palavra faça sua obra de transformação. Ele dedica tempo significativo à oração, clamando a Deus por revitalização. Ele caminha devagar o bastante para conhecer e ouvir os membros da igreja, entendendo que não se pode verdadeiramente reformar aquilo que não se ama. Ele tem uma confiança abrangente na soberania de Deus em produzir a mudança necessária, então aqueles reveses caem sobre ele como chuva sobre um casco. Se Deus quiser, a tartaruga está disposta a dispender toda a carreira em uma única igreja. Sua narrativa pessoal é simples: eu sou apenas um servo de Jesus.
É impressionante quão longe uma tartaruga pode ir.
Toda igreja precisa de renovação. A igreja reformada está sempre se reformando. Assim, esforcemo-nos por renovação de um modo que ponha os holofotes na Palavra de Deus, no tempo de Deus e no poder do evangelho, e não em nossa própria criatividade, técnica e personalidade. Então, quando as pessoas lhe perguntarem como nós mudamos a nossa igreja, nós não exibiremos nossas musculosas pernas de coelho. Em vez disso, nós seremos capazes de dizer com toda a sinceridade: “Isto procede do SENHOR e é maravilhoso aos nossos olhos”.
Por: Jeramie Rinne. © 2014 9Marks. Original: Be a Tortoise, not a Hare.
Este artigo faz parte do 9Marks Journal.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Revitalização de Igreja: Um Trabalho de Tartaruga, Não de Lebre.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Todo Dia Com Jesus

Lucas 3:15-38

João exortou o povo e lhe anunciou a Boa Nova (v. 18). Como um fiel mensageiro, ele falou de Cristo e de Seu poder; mas depois de cumprida essa sua tarefa, se aparta.
Que belo exemplo para nós, os que desejamos servir ao Senhor! Não está ao nosso alcance o converter alguém; mas nossa vida e nossas palavras devem preparar aqueles que nos conhecem para receber o Senhor Jesus. Não é suficiente exortar as pessoas ao arrependimento; temos que lhes apresentar o Salvador.
Temos então a aparição do Senhor Jesus. Em graça Ele compartilha com os de seu povo que deram os primeiros passos no bom caminho. Ele é batizado, (Lucas é o único que menciona isso) e, em resposta divina, o Espírito Santo desce sobre Ele. Simultaneamente, a voz do Pai é-Lhe dirigida pessoalmente (em Mateus 3:17 a voz é para os que assistiam): "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo". Que nós também possamos encontrar o nosso deleite n'Ele!
A genealogia do Senhor através de Maria retorna a Adão, então a Deus, mostrando que Ele é Filho do homem e ao mesmo tempo Filho de Deus. Já a genealogia citada em Mateus 1:1-17 tem um foco distinto: é estabelecida em Seu título de Filho de Davi e de Abraão, e por isso herdeiro das promessas divinas para Israel.

Natal Romano

Norbert Lieth
Lendo as palavras “Natal romano”, alguém poderia pensar no Vaticano e nas antigas tradições relacionadas a ele – ou nos romanos da época de Jesus. Mas não é disso que trata este texto. Ele fala sobre descobertas natalinas na Carta de Paulo aos Romanos...
A Epístola aos Romanos apresenta alguns presentes que recebemos quando Jesus Cristo se tornou homem – presentes que despertam em nós muita admiração. Certa vez recebi um cartão de Natal que dizia:
A época do Natal é uma época de presentes. Em todas as lojas é possível comprar os melhores e mais caros presentes para alegrar os outros. Mas o maior e mais singular presente veio do próprio Deus, quando Ele deu a Si mesmo por nós através de Seu Filho Jesus Cristo. Este presente nunca perde seu valor e sua validade...
Especialmente esta última frase emocionou-me. Em Jesus temos algo que não perde valor nem validade, ao contrário das coisas da vida terrena; na verdade, podemos dizer que o melhor ainda está por vir. No que se refere ao céu, ainda vivemos na época pré-natalina.
Certa vez, C.H. Spurgeon relatou a seguinte experiência pessoal:
Há algum tempo uma jovem, que se dizia mórmon, quis falar comigo. Ela disse que tinha vindo para “me converter”. Obviamente tinha me confundido com alguém. Ainda assim escutei seus argumentos, e depois que ela terminou, eu lhe disse: “Bem, agora que você me explicou como é o seu caminho para o céu, deixe-me também descrever-lhe o meu”. Quando comecei a minha exposição, ela ficou espantada. “O senhor acredita, então, que todos os seus pecados foram perdoados?”. “Mas claro, tenho certeza disto”. “Mas”, continuou ela, “o senhor também acredita que não pode mais se perder novamente?” “Claro que acredito nisto”. “E por isto o senhor tem certeza de que um dia estará diante do trono de Deus – apesar de tudo que ainda pode acontecer? O senhor deve ser um homem feliz”. “Sou mesmo”, respondi, “sou um homem verdadeiramente feliz”. “Bem, então não posso fazer nada pelo senhor. O senhor já tem muito mais do que aquilo que eu posso lhe oferecer”. Com certeza, em Cristo temos algo que ninguém mais pode nos oferecer!

1. Misericórdia em abundância e justiça no mesmo pacote

Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” (Rm 5.17).
Reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” significa que só conseguimos assumir controle da nossa vida por meio de Jesus, e não por força e esforços próprios. Às vezes uma caixa de presente contém dois objetos que combinam. É isto que acontece aqui: (1) a graça abundante e (2) a justiça.
Em Jesus Cristo temos abundância de graça, ou seja, recebemos graça transbordante. Cada um de nós pode viver na plenitude da graça de Deus, e Ele sempre concede medidas abundantes.
• A abundância da graça: quando algo contém coisas boas, isto é agradável; quando está repleto de coisas boas, é melhor; e quando está repleto a ponto de transbordar, isso é insuperável. Em Jesus Cristo temos abundância de graça, ou seja, recebemos graça transbordante. Cada um de nós pode viver na plenitude da graça de Deus, e Ele sempre concede medidas abundantes. O que diz o salmista? “O meu cálice transborda” (Sl 23.5).
• A justiça. Que tal um vestido ou um terno novo no Natal? E se for de um tecido incomparável, que não existe neste mundo; um tecido que supera qualquer criação de estilistas como Lagerfeld, Hugo Boss ou Armani? Estou falando do manto de justiça feito com o tecido da abundante graça de Deus, cujo estilista é o Criador em pessoa e cujo material é a obra de redenção de Jesus.
A abundância da graça inclui a justiça completa que Deus nos dá, pois, do contrário, graça não seria graça. Não há pecado que Deus não possa nos perdoar em Jesus Cristo. Deus nos dá roupas totalmente novas, envolvendo-nos na veste da justiça do Salvador.
Certa vez recebi a ligação de uma senhora idosa que havia cometido um grande erro em sua juventude. Apesar de já ser filha de Deus há muito tempo, freqüentemente ela era assaltada pelo medo de que este pecado em especial não teria sido perdoado. Mas quem recebeu a justiça de Jesus também recebeu uma vestimenta total e completamente nova. Paulo testifica:“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo” (Gl 3.27). Na época do apóstolo, o batismo era equiparado à conversão, pois a pessoa era batizada imediatamente após se converter (At 2.38,41; At 8.12,36-38; At 9.18; At 10.47-48).
O que diz o versículo? “Os que receberam a abundância da graça e do dom da justiça” (ou “que receberam graça abundante e o dom da justiça”). A abundância da graça só pode ser recebida como presente, pois é o presente de Natal que Deus deseja dar a todas as pessoas; a salvação em Jesus Cristo é para todos. Mas só aqueles que a aceitam são presenteados.
Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida” (Rm 5.18). Se o pecado de Adão foi suficiente para que todas as pessoas fossem alcançadas e condenadas por meio dele, da mesma forma o presente da justiça também vale para todos e não apenas para uns poucos escolhidos. É impossível que o primeiro valha para todos e o segundo valha apenas para alguns. Mas no fim só serão justificados aqueles que aceitarem o presente de Jesus Cristo. Quero dar um exemplo:
Um fabricante de sabonetes conversava com um pastor. O fabricante começou a criticar o cristianismo: “Com todo respeito pelo seu empenho, mas sejamos sinceros: o que a Igreja conseguiu fazer nos 2000 anos de sua história? O mundo não melhorou nem um pouquinho por causa da fé cristã. O mal continua dominando e há pessoas más por toda parte”. O pastor limitou-se a indicar um menininho à beira da estrada: “O senhor está vendo esse menino todo sujo? Há décadas que sua empresa fabrica sabonetes, mas ainda existem sujeira e crianças sujas neste mundo”. O fabricante riu: “Bem, sabonetes só fazem diferença quando usados!” Ao que o pastor respondeu: “Exatamente – a fé também!”.

2. Certificado de indulto

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado” (Rm 8.1-3).
Deus nos dá um certificado de indulto! A carne não consegue cumprir a lei. A fraqueza da nossa vida e do nosso corpo nos torna incapazes de viver de forma a nos tornarmos justos diante de Deus. Somos, por natureza, condenados à perdição e caminhamos em direção a ela.
Todo indivíduo possui o medo inato de um dia estar diante de Deus para ser condenado. Por isso, uns tentam eliminá-lO, outros tentam apagá-lO de seus pensamentos, esquecê-lO para não lembrar dEle – algo que ninguém até hoje conseguiu e que ninguém nunca conseguirá fazer.
Há um caminho melhor: podemos receber agora a absolvição e a garantia de que não precisaremos comparecer diante do trono de juízo de Deus. Nosso Advogado, o Senhor Jesus Cristo, providenciou isto. Ele penetra na sua prisão e lhe entrega o certificado do indulto completo.
Nosso corpo nos leva ao fracasso pela transgressão da lei de Deus, mas a transgressão fracassou no corpo de Jesus Cristo (Rm 6.6; 1 Pe 2.24)! Como o pecado foi condenado em Seu corpo santo e justo, o pecador crente em Jesus Cristo não está mais condenado e perdido.

3. O presente da adoção

É maravilhoso não ter mais de encarar a Deus como juiz; recebê-lO ou tê-lO como Pai é insuperável.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.15-17).
É maravilhoso não ter mais de encarar a Deus como juiz; recebê-lO ou tê-lO como Pai é insuperável. Lemos freqüentemente a respeito de celebridades que adotam crianças do Terceiro Mundo. Muitos o fazem por amor ao próximo, por terem os meios financeiros, mas certamente há entre eles também os que querem apenas se manter no noticiário e melhorar a sua imagem. Deus o faz porque realmente ama você!
É quase incompreensível, mas verdadeiro: como filhos e herdeiros de Deus, os pecadores salvos estão mais próximos de Deus do que os próprios anjos. Na verdade, os anjos anseiam por contemplar a salvação, o Evangelho da redenção dos filhos de Deus (1 Pe 1.12). Os anjos são espíritos ministradores a serviço dos filhos de Deus (Hb 1.14).

4. O presente da glória

Pois tenho para mim (‘Pois julgo’; ‘Calculo’; ‘Considero’; ‘Concluo’) que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18).
Outras traduções dizem:
• “...que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Almeida Fiel).
• “...que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (NVI).
Essa descrição fala de condições momentâneas, como sofrimento, doença, perda ou preocupação.
O filho de Deus pode estar cercado de trevas, mas mesmo nestas trevas brilha para ele a clara luz da eternidade.
O Salmo 112.4 diz: “Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo”. Ou, como lemos na NVI: “A luz raia nas trevas para o íntegro, para quem é misericordioso, compassivo e justo”. Esta é a grande diferença. O filho de Deus pode estar cercado de trevas, mas mesmo nestas trevas brilha para ele a clara luz da eternidade. A pessoa que não é filha de Deus também está em trevas, sem que possa ver esta maravilhosa luz.
Como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente” (1 Co 2.9-12). Deus preparou uma glória para os Seus que está oculta às pessoas da atual época. Ela só é dada a quem recebeu o Seu Espírito.
Assim como o espírito de uma pessoa lhe mostra apenas seus próprios pensamentos, sentimentos e desejos e não os de outra pessoa, alguém só poderia conhecer os pensamentos de um terceiro se tivesse o seu espírito. Portanto, apenas o Espírito de Deus conhece os propósitos de Deus na salvação. Mas como Deus dá Seu Espírito aos que crêem em Jesus, estes também conseguem reconhecer o que Deus lhes deu. Tornam-se participantes dos pensamentos de Deus. O espírito deste mundo nunca conseguirá compreender isto.
Precisamos treinar esta visão da glória. Quanto mais nos apropriarmos dela, menos seremos abatidos pelo que nos cerca. “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Co 4.16-18).
Outras traduções dizem: “Por isso, não desfalecemos”, “Por isso, não desmaiamos”, “Por isso não cansamos”, “Por isso não perco o ânimo”. A força para viver que temos por natureza se desgasta; mas a vida que Deus nos dá se renova a cada dia!

5. Presentes adicionais

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (ou “colaboram, contribuem, Deus une tudo para nosso bem, servem”), daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
Muitas vezes os presentes em si são acompanhados de brindes adicionais, como doces, por exemplo. Normalmente damos menos atenção a estes do que ao presente propriamente dito. Além do grande objetivo da salvação no céu ainda há os “brindes” da redenção, ou seja, inúmeras coisas que desde já cooperam para o nosso bem. Um dia ficaremos espantados com a quantidade de coisas que contribuíram para o nosso bem sem que as tenhamos percebido, observado ou das quais até mesmo nos queixamos.

6. O ilimitado “presente completo”

Um dia ficaremos espantados com a quantidade de coisas que contribuíram para o nosso bem sem que as tenhamos percebido, observado ou das quais até mesmo nos queixamos.
Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8.31-32).
Quem poderia nos dar simplesmente tudo? Ninguém! Há pessoas que podem dar muitas coisas, muitos presentes – Herodes estava disposto a dar metade do seu reino – mas ninguém pode dar tudo porque ninguém possui tudo. Só Deus, a quem tudo pertence, também pode dar tudo de presente – e é isso que Ele faz. Ele tem poder para dar tudo a cada um de Seus filhos, sem que isso O torne mais pobre. Paulo escreveu aos coríntios: “Seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus” (1 Co 3.22-23). Certa vez conversei com um homem que conseguia compreender isto e alegrar-se com todos estes presentes: a beleza das montanhas, a decoração de uma mesa ou a arquitetura de um edifício, etc. O testemunho dele me deixou maravilhado.
William MacDonald escreveu:
Agora que Deus já nos deu o maior de todos os presentes, Ele por acaso reteria algum dos presentes menores? Se o preço maior já foi pago, terá Ele receio de pagar preços menores? Tendo Ele se esforçado tanto para nos salvar, será que Ele nos largará novamente? “Não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”.
Mackintosh disse:
A linguagem da descrença fala: “Como Ele poderá?” A linguagem da fé diz: “Como Ele não poderá?”.

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