quinta-feira, 30 de junho de 2016

30 de junho – Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Devocional Diário: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado.” (João 17.22)
Observem a incomparável generosidade do Senhor Jesus, pois Ele nos tem dado o seu tudo. Embora um décimo de suas posses fosse capaz de tornar ricos milhões de anjos, enriquecendo-os além do que podemos imaginar, o Senhor Jesus não se contentou e nos deu tudo o que tinha. Teríamos ficado satisfeitos, se Ele nos houvesse permitido comer as migalhas de sua generosidade embaixo da mesa de sua misericórdia. No entanto, Ele nada faz pela metade. Ele nos faz sentar ao seu lado e compartilhar o banquete. Se Jesus nos houvesse dado tão-somente uma pequena provisão vinda de seus tesouros reais, teríamos motivo suficiente para o amar por toda a eternidade. Não, o Senhor Jesus deseja que sua noiva seja tão rica quanto Ele mesmo. Cristo não tem nenhuma glória e virtude das quais a sua noiva não compartilhará. Jesus não se contentou com menos do que nos tornar co-herdeiros com Ele, de modo que tivéssemos posses iguais. Ele esvaziou toda a sua possessão nos cofres da igreja e tem todas as coisas em comum com os seus remidos. Ele dá ao seu povo as chaves de todos os cômodos de sua casa. O Senhor Jesus outorga aos verdadeiros crentes a liberdade de tomarem para si mesmos tudo o que Ele possui. Ele ama que eles se sirvam livremente de seu tesouro e se apropriem de tudo que puderem carregar. A infinita plenitude de sua suficiência é, para o crente, tão gratuito quanto o ar que ele respira. Cristo pôs o cantil do seu amor e de sua graça nos lábios dos crentes e ordena que eles bebam para sempre. Se o crente pudesse secar esse cantil, seria bem aceito em fazer isso. Mas, visto que ele é incapaz de esgotar esse cantil, Cristo o ordena a beber com abundância, pois tudo é dele mesmo. O céu e a terra nos podem oferecer uma prova de companheirismo mais autêntica do que esta?
Quando estou diante do trono, vestido em tua beleza notável; Então, Te vejo como Tu és, e amo-Te, com coração impecável. Então, totalmente, ó meu Rei, o quanto Te devo, afinal , saberei!

Todo Dia Com Paz

E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na alfândega um homem chamado Mateus e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu
(Mateus 9:9).

"SEGUE-ME!"

Apenas duas palavras, mas que podem mudar o curso de sua vida! Quando o Senhor Jesus estava aqui na Terra, sempre falou tais palavras aos indivíduos.
Se o Senhor Jesus convidou as pessoas a segui-Lo, então isso significa que Ele passou à frente delas. Por que o Senhor continuou o Seu caminho? Ele veio para fazer a vontade do Pai que O enviou, e realizar a Sua obra. Isso descreve o conteúdo de Sua vida. O mundo em que o pecado é dominante não podia Lhe dar um lugar de descanso (João 4:34; Lucas 9:58).
Seguir o Senhor Jesus implica um começo. Isso acontece quando alguém percebe o quão longe está de Deus e decide colocar a sua confiança na obra de redenção de Jesus Cristo para ser salvo. A partir de então, tal indivíduo se torna cristão e pertence ao Senhor. Isto é o início!
Seguir o Senhor Jesus significa também ter um destino, que é a "casa do Pai". Ali nosso Senhor ressurreto precedeu aqueles que creem nEle. E o futuro glorioso dos filhos de Deus é estar para sempre com Jesus Cristo, que os amou até a morte (João 14:1-3).
O caminho do discipulado após o Senhor Jesus Cristo está entre o início e o destino. E é uma questão de manifestar Cristo e Suas virtudes. Desta forma se tornará evidente que o crente recebeu uma nova vida. De que outra forma o mundo pode tomar conhecimento de Cristo? Isso não é fácil em um mundo hostil a Deus. Ele reconhece isso; e vai à nossa frente, como prometeu.
30 de junho de 2016

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.” (1Tessalonicenses 4.14 – ARC)
Não pense que a alma dorme em insensibilidade. “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23.43) é o sussurro de nosso Senhor a todos os crentes que estão às portas da morte. Eles “dormem em Jesus”, mas as almas deles se encontram diante do trono de Deus, adorando noite e dia em seu templo, cantando aleluias Àquele que, em seu sangue, os lavou dos pecados deles. O corpo dorme em sua cama solitária de terra, embaixo da coberta de grama. Mas que sono é este? A ideia associada ao sono é a de repouso. Este é exatamente o conceito que o Espírito de Deus nos quer transmitir. Dormir faz de cada noite um tempo de descanso. O sono fecha as portas da alma e ordena a todos os intrusos que esperem um pouco, a fim de que a vida interior adentre seu jardim de verão de sossego. O crente fatigado do labor descansa tranquilamente como uma criança exausta que dorme no colo de sua mãe. Felizes são aqueles que morrem no Senhor. Eles descansam de seus labores, e suas obras os seguem (ver Apocalipse 14.13). Seu calmo repouso nunca será interrompido até que Deus os desperte para lhes dar a recompensa completa. Guardados por anjos que os vigiam, ocultados pelos mistérios eternos, os corpos terrenos dos crentes dormem, até que a plenitude dos tempos manifeste a plenitude da redenção. Que despertar será o deles! Foram colocados em seu último lugar de descanso, cansados e enfraquecidos mas, não será assim que ressurgirão. Os crentes foram para o seu descanso com a face enrugada e os traços físicos desgastados, mas se levantarão em beleza e glória. A semente crestada, destituída de forma e beleza, faz surgir da terra uma flor lindíssima. O inverno da sepultura dá lugar à primavera da redenção e ao verão da glória. Abençoada é a morte, desde que, por meio do poder divino, nos despoja desta veste comum, para nos vestir com a incorruptível roupa de casamento. Benditos são aqueles que “dormem em Jesus”.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

O SENHOR... Não nos tratou segundo os nossos pecados... Quanto está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões
(Salmo 103:8, 10, 12).

NÃO IMPORTA O SEU PASSADO DE PECADO, IMPORTA É CRER NELE

Como um oficial da reserva não comissionado da Legião Estrangeira francesa, Marcel era um homem experiente em guerra. Agora ele estava passando o resto de sua vida numa casa para idosos em um subúrbio de Paris. Em seu pequeno quarto havia várias coisas que o lembravam do seu passado turbulento.
Ele foi um inimigo implacável de qualquer forma de religião, mas, provavelmente, a fim de passar o tempo, ele concordou em receber as visitas de um pregador que sempre falava do amor de Deus, que deu Seu Filho para a salvação do homem. Um dia Marcel interrompeu seu visitante: "Agora me escute", disse ele, "Tudo o que você está me dizendo soa maravilhoso, devo admitir, mas para mim é inútil. Há algo que você não sabe: Eu tenho sangue em minhas mãos".
O pregador permaneceu em silêncio por um momento, em seguida, abriu a Bíblia e leu: "E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça... mas este nenhum mal fez... E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:39-43).
Espantado, o velho legionário exclamou: "Isso é possível? Então o paraíso é para mim também!" Então Marcel colocou as coisas em ordem com Deus, se rendeu a Jesus Cristo e se alegrou na certeza de que um dia o seu Senhor iria buscá-lo para estar com Ele no paraíso.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Jesus... disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados
(Marcos 2:5).

A CERTEZA DO PERDÃO (2)

"É realmente estranho", pensou a diaconisa, "o fato de nunca ter prestado atenção a isso. Eu confessei meus pecados a Deus e esperava que Ele me perdoasse e me salvasse; mas considerava orgulho dizer que eu já estava redimida".
Então se lembrou de uma série de exemplos da Bíblia. Ela pensou nas palavras do Senhor Jesus ao paralítico e também à mulher pecadora, a quem Ele disse: "Os teus pecados te são perdoados... A tua fé te salvou; vai-te em paz" (Lucas 7:48-50). Ao criminoso crucificado ao lado do Senhor Jesus foi dado a certeza: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43).
"Todas essas pessoas", disse a diaconisa para si mesma, "tinham a certeza do perdão". Ao folhear a sua Bíblia, ela se perguntava como poderia ter entendido tão pouco sobre o perdão, e a alegre certeza de que também o tinha obtido, inundou seu coração.
Regozijando-se com esta descoberta e fortalecida em sua fé, ela voltou para o quarto do homem moribundo para lhe dar os exemplos encontrados na Palavra de Deus.
Enquanto ela falava, seu rosto se iluminava. Essa foi a resposta às suas orações e à sua pergunta ansiosa. Ele acreditava nas promessas de Deus e, cheio de confiança, entregou-se para Aquele que tinha morrido por ele.
Duas pessoas tinham vindo para a luz, o homem ferido para entrar no descanso eterno e diaconisa de ser capaz de falar a outros acerca do perdão e da bênção que havia recebido de Deus para o resto de sua vida.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.” (Hebreus 12.2)
É tarefa do Espírito Santo fazer nossos olhos volverem-se do “eu” para Jesus. A obra de Satanás consiste no oposto disso.
Ele está constantemente tentando nos levar a contemplar a nós mesmos, em vez de contemplarmos a Jesus. Satanás insinua: “Seus pecados são grandes demais para que você seja perdoado; você não tem fé. Não se arrepende o suficiente. Nunca conseguirá continuar até ao fim. Você não tem a alegria dos filhos dele. Se agarra a Jesus de forma muito fraca”. Satanás implanta pensamentos a respeito do “eu”, porém nunca encontraremos a consolação da segurança olhando para o nosso íntimo. Todavia, o Espírito Santo remove completamente os nossos olhos do “eu”. Ele nos diz que nada somos e que “Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3.11). Por conseguinte, lembre-se: não é o seu agarrar-se a Cristo que o salva, e sim o próprio Cristo. Não é a sua alegria em Cristo que o salva; é Cristo. Tampouco é a fé em Cristo que o salva, embora ela seja o instrumento – é o sangue e os méritos de Cristo.
Então, não olhe tanto para si mesmo e para o seu agarrar-se a Cristo – olhe para o próprio Cristo. Não olhe para sua esperança, mas para Jesus, a fonte de sua esperança. Não olhe para sua fé, mas para Jesus, o Autor e Consumador de sua fé. Nunca encontraremos felicidade olhando para as nossas orações, nossas realizações, nossos sentimentos. Aquilo que Jesus é -e não aquilo que nós somos – nos outorga descanso à alma. Se queremos vencer Satanás e ter paz imediata com Deus, isso tem de acontecer tão-somente por olharmos para Jesus. Apenas mantenha os seus olhos fitas nEle. Permita que a mor te, os sofrimentos, os méritos, as glórias e intercessão de Jesus se tornem recentes em sua mente. Após acordar, nesta manhã, olhe para Jesus. Quando for dormir à noite, olhe para Jesus. Oh, não permita que suas esperanças ou temores se interponham entre você e Jesus. Faça esforços para segui-Lo e Ele nunca lhe falhará!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas
(Efesíos 1:7).

A CERTEZA DO PERDÃO (1)

Durante a Guerra da Criméia (1853 - 1856), os russos tinham feito um hospital militar ao norte de Sebastopol, onde os doentes e feridos podiam ser tratados. Um dia, um homem gravemente ferido foi internado. Sua expressão facial demonstrava o seu terrível sofrimento. Várias vezes uma diaconisa tentou fazê-lo falar, mas ele permaneceu imóvel e em silêncio em sua cama.
Depois de alguns dias, ele quebrou o silêncio. Timidamente, pediu à irmã para responder uma pergunta que o atormentava. "O que é?" a diaconisa perguntou. ? "Pode alguém ter a certeza de que Deus o perdoou de todos os seus pecados?"
A irmã ficou chocada. Ela nunca tinha pensado nisso e não sabia como responder ao moribundo, que a olhava com angústia em seu rosto. Ela sentiu que não devia fugir à questão e que só poderia ajudá-lo com a Palavra de Deus. Então foi para seu quarto, pegou a Bíblia e buscou a resposta. Ela não teve nenhuma dificuldade de encontrá-la; parecia estar escrito em cada página!
"Filhinhos, escrevo-vos porque, pelo seu nome, vos são perdoados os pecados" (1 João 2:12). "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9). "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus" (Efésios 2:8). "Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “És semelhante a nós.” (Isaías 14.10)
Qual será a condenação do apóstata, quando sua alma desprotegida comparecer diante de Deus? Como ele reagirá ao ouvir aquela voz: 11Aparte-se, maldito. Você praticou a iniquidade. Você Me rejeitou; Eu o rejeito. Amou a prostituição e afastou-se de Mim. Também o banirei para sempre de minha presença e não terei misericórdia de você”?
Qual será a vergonha desse infeliz naquele último dia, quando as multidões estiverem reunidas na presença de Deus e o apóstata for desmascarado? Vejam os profanos e pecadores, que nunca professaram religião, levantando-se de suas camas de fogo, a fim de apontar para ele. “Aqui está ele”, diz um, “pregará o evangelho no inferno?” Outro diz: “Ele me repreendeu por amaldiçoar e ele mesmo era um hipócrita!” “Aha!”, diz um outro, “aqui vem um cantor dos salmos, que nunca faltava às reuniões; ele, que se gabava de sua certeza de vida eterna, e aqui está ele!” Jamais se verá maior prontidão entre os atormentadores satânicos do que a que demonstrarão no dia em que os demônios arrastarem a alma dos hipócritas à perdição eterna. John Bunyan retratou este fato com excelência de poesia, compacta mas terrível, quando falou sobre o caminho para o inferno. Sete demônios amarram o infeliz com nove cordas, arrastam-no do caminho que conduz ao céu, o qual ele professava estar seguindo, e lançam-no pelas portas do inferno.
Leitor, pense sobre este caminho para o inferno. “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Coríntios 13.5). Considere bem o seu próprio estado e certifique-se de estar em Cristo ou não. A coisa mais fácil do mundo é proferirmos um veredito tranquilizante quando nosso próprio “eu” está sendo investigado, mas seja justo e verdadeiro nesta questão. Seja justo para com todos, mas, rigoroso em relação a você mesmo. Lembre: se você não tiver construído sobre a rocha, quando a casa ruir, grande será a sua queda (ver Mateus 7.27)! Que o Senhor lhe dê sinceridade, constância e firmeza; que em tempo algum, não importando quão difícil seja, não se afaste do Senhor.

domingo, 26 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

E fazei saber a meu pai toda a minha glória
(Gênesis 45:13).

A GLÓRIA DE CRISTO

José, que deu as instruções acima a seus irmãos quando eles estavam prestes a
regressar a seu pai Jacó em Canaã, é um fraco reflexo de Alguém muito mais glorioso: o Senhor Jesus. Como crentes, somos capazes de trazer diante de nosso Deus e Pai todas as glórias que descobrimos e admiramos em nosso Senhor. Ele se alegra ao nos ouvir falar assim de seu amado Filho.
Toda a Sua glória! Há a glória que Ele tinha com o Pai "antes que o mundo existisse" (João 17:5). Mas, nós também vemos a Sua glória como o Criador e Sustentador de todas as coisas (veja Hebreus 1:2-3).
Outra glória é revelada em Sua humilhação: Ele "humilhou-se a si mesmo" (Filipenses 2:8), deixando para trás toda a glória do céu para se tornar Homem, na verdade o filho de origem pobre; eles tiveram de colocá-Lo numa manjedoura após Seu nascimento.
Como o Homem perfeito Sua glória é mostrada no cumprimento de toda a vontade do Pai. E que glória resplandece no final de Sua vida, quando Ele estava na cruz, abandonado por todos, mas com uma só meta diante dEle: honrar e glorificar a Deus!
Depois que Ele realizou a obra da redenção, Deus deu-Lhe um lugar de honra à Sua direita e O coroou de glória e honra. Em breve o mundo inteiro vai contemplar Sua glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Para nós que cremos, no entanto, há a Sua glória imutável como o Filho de Deus, a qual contemplaremos por toda a eternidade (veja João 17:24).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “És semelhante a nós.” (Isaías 14.10)
Qual será a condenação do apóstata, quando sua alma desprotegida comparecer diante de Deus? Como ele reagirá ao ouvir aquela voz: 11Aparte-se, maldito. Você praticou a iniquidade. Você Me rejeitou; Eu o rejeito. Amou a prostituição e afastou-se de Mim. Também o banirei para sempre de minha presença e não terei misericórdia de você”?
Qual será a vergonha desse infeliz naquele último dia, quando as multidões estiverem reunidas na presença de Deus e o apóstata for desmascarado? Vejam os profanos e pecadores, que nunca professaram religião, levantando-se de suas camas de fogo, a fim de apontar para ele. “Aqui está ele”, diz um, “pregará o evangelho no inferno?” Outro diz: “Ele me repreendeu por amaldiçoar e ele mesmo era um hipócrita!” “Aha!”, diz um outro, “aqui vem um cantor dos salmos, que nunca faltava às reuniões; ele, que se gabava de sua certeza de vida eterna, e aqui está ele!” Jamais se verá maior prontidão entre os atormentadores satânicos do que a que demonstrarão no dia em que os demônios arrastarem a alma dos hipócritas à perdição eterna. John Bunyan retratou este fato com excelência de poesia, compacta mas terrível, quando falou sobre o caminho para o inferno. Sete demônios amarram o infeliz com nove cordas, arrastam-no do caminho que conduz ao céu, o qual ele professava estar seguindo, e lançam-no pelas portas do inferno.
Leitor, pense sobre este caminho para o inferno. “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Coríntios 13.5). Considere bem o seu próprio estado e certifique-se de estar em Cristo ou não. A coisa mais fácil do mundo é proferirmos um veredito tranquilizante quando nosso próprio “eu” está sendo investigado, mas seja justo e verdadeiro nesta questão. Seja justo para com todos, mas, rigoroso em relação a você mesmo. Lembre: se você não tiver construído sobre a rocha, quando a casa ruir, grande será a sua queda (ver Mateus 7.27)! Que o Senhor lhe dê sinceridade, constância e firmeza; que em tempo algum, não importando quão difícil seja, não se afaste do Senhor.

sábado, 25 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz


Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
(2 Coríntios 6:14).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS (Leia 2 Crônicas 18:1-11 e 28-34)

A história de Josafá continua. As associações que ele fez causaram sua ruína. Relacionamentos mundanos, amizades estreitas entre pessoas do mesmo círculo social têm sido uma armadilha para muitos crentes (1 Coríntios 15:33). Veja as conseqüências para Josafá! Em primeiro lugar, ele arranjou para seu filho um casamento com uma moça da casa real de Israel, mas escolheu ninguém menos que Atalia! Sem dúvida um grande casamento aos olhos humanos. Mas, na realidade, esse foi o começo da inevitável desgraça para toda sua família.
Depois, comprometeu seu testemunho ao se colocar no mesmo nível do ímpio rei de Israel: "Serei como tu és" (v. 3).
Por fim, temendo desagradar seu amigo real, ele se permitiu entrar na perigosa retomada de Ramote-Gileade. Precisamos desesperadamente meditar na verdade de Gálatas 1:10. A aliança que Josafá fez com Israel contra os sírios não foi melhor que a que Asa, seu pai, estabeleceu com os sírios contra Israel. Ela o acabou colocando em uma dramática posição, a mesma de Saul no monte Gilboa. Era uma situação que apenas Deus poderia intervir miraculosamente em resposta à oração do rei (Salmo 120:1).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Sobe a um monte alto!” (Isaías 40.9)
Nosso conhecimento de Cristo é de algum modo semelhante a subir a uma montanha. Quando você senta na base da montanha, vê muito pouco. A própria montanha parece ter apenas a metade de sua altura real. Confinado em um pequeno vale, você não descobre quase nada, exceto os córregos ondulantes que descem até ao rio, no pé da montanha. Suba até ao primeiro outeiro, e o vale se estenderá e se ampliará aos seus pés. Suba mais um pouco, e verá a terra ao redor, no alcance de seis ou oito quilômetros, e se deleitará com tão grande panorama. Suba ainda mais, e o cenário se amplia; até que, por fim, você chega ao topo e olha para o leste, para o oeste, para o norte e para o sul e vê quase toda aquela região diante de si. Talvez uma floresta acolá, em algum município distante, o mar, um rio brilhante, chaminés em alguma cidade industrial, ou os mastros de navios num ativo porto. Todas estas coisas encantam e agradam você, que diz: “Eu não imaginava que dava para ver tanto desta altura”.
Ora, a vida cristã segue esta mesma ordem. Quando inicialmente cremos no Senhor Jesus, vemos pouco dele. Quanto mais subimos, tanto mais descobrimos sobre as belezas de Cristo. No entanto, quem já atingiu o topo? Quem já conheceu toda a altura e a profundeza do amor de Cristo que excede todo o entendimento (ver Efésios 3.19)? O apóstolo Paulo, em sua velhice, com cabelos grisalhos, sofrendo em uma prisão, em Roma, pôde dizer com maior ênfase do que nós podemos fazê-lo: “Sei em quem tenho crido” (2 Timóteo 1.12). Cada experiência do apóstolo havia sido como o subir uma montanha; cada provação, semelhante a ascender a outro topo; e sua morte se parecia com o atingir o topo da montanha. Dali, ele poderia ver a fidelidade e o amor dAquele a quem ele havia rendido a sua alma. Suba, querido irmão, ao monte alto!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Porque o SENHOR é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração
(Salmo 100:5).

ELE É TUDO QUE PRECISO

Um jovem bancário deu este relatório de sua fé:
 Meus pais e avós são cristãos. Assim, a atmosfera na minha família deixou uma marca firme em mim desde o início. Não só no que eu ouvi, mas também no que eu experimentei: a coerência entre o falar e o agir, carinho, prontidão para perdoar e compreensão pelos muitos problemas na minha vida.
Ser cristão sempre foi algo alegre para mim! Em nenhum momento na minha educação os meus ouvidos foram "abarrotados com a Bíblia". Meus pais nunca me escravizaram na piedade, mas sempre me ajudavam, à medida que eu me tornava mais velho, a tomar decisões responsavelmente. Com tal liberdade não tive dificuldade em dizer "sim" para uma vida com Deus. Logo no início eu aprendi hinos infantis e histórias da Bíblia. A cada semana eu ficava ansioso para ir para a Escola Dominical. Mais tarde eu participei de reuniões e atividades juvenis.
Meu amor por Cristo cresceu em meu coração, como foi a minha disponibilidade para entregar a minha vida a Ele. Isso não aconteceu sem uma pausa, no entanto. Eu queria saber de onde vinha todo o sofrimento no mundo. Eu tive problemas comigo mesmo, com os meus pais e na escola. E, por vezes, me desesperei com os traços negativos de conduta que eu não podia manter sob controle.
Em algum momento eu percebi que o Senhor Jesus é tudo que eu preciso. Ele me ama; eu posso e devo confessar a minha culpa a Ele. Ele me aceita como eu sou. Mediante a fé nEle e em Sua morte na cruz agora tenho o perdão dos meus pecados.
Hoje já não posso mais imaginar viver sem Deus.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (Lucas 11.27,28)
Alguns imaginam, com bastante confiança, que ter sido a mãe de nosso Senhor envolveu privilégios especiais. Eles supõem que Maria teve o privilégio de olhar para o próprio coração dele de um modo que não podemos esperar que o faremos. Pode haver uma aparência de verdade nesta suposição, mas não muita. Não sabemos o que a mãe de nosso Senhor sabia mais do que as outras pessoas. O que ela sabia, fez bem em guardar no coração, mas, de tudo o que lemos nos evangelhos, não parece que ela foi uma crente mais instruída do que qualquer outro dos discípulos do Senhor. Tudo o que ela sabia, também podemos saber. Você se admira de que possamos dizer isso? Eis um versículo para prová-lo: “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Salmos 25.14). Lembre as palavras de nosso Senhor: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15.15).
O divino Revelador dos segredos nos revela o seu coração, e não esconde nada do que é proveitoso para nós. “Se assim não fora, eu vo-lo teria dito” (João 14.2). Ele não se manifesta para nós, nos dias de hoje, como não o faz ao mundo? Portanto, não exclamaremos por ignorância: “Bem-aventurada aquela que te concebeu”. Em vez disso, bendiremos inteligentemente a Deus, porque, tendo ouvido e guardado a Palavra de dele, temos verdadeira familiaridade com os segredos do coração do Senhor, assim como Maria, que muitos supõem ter obtido esses segredos. Quão felizes são aqueles que têm este privilégio!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas
(Salmo 130:2).

VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!

Quem de nós não conhece o sentimento de solidão? Você chega em casa, e a pessoa que você ama não está lá. Você vagueia pelas ruas de uma cidade grande e não encontra ninguém que realmente ama você e em quem possa confiar. Você fica diante de uma cova aberta e percebe que aquele cujos restos mortais tem sido baixado para ela nunca voltará.
O sofrimento pode ser muito grave, de modo que você pensa: será que a minha vida tem qualquer sentido? Por que estou sozinho aqui? Por que não consigo encontrar alguém que me ama, em quem posso confiar e a quem possa pedir ajuda?
Você está realmente sozinho? Pode parecer assim do seu ponto de vista; mas há Alguém que cuida de nós. É o nosso amoroso e poderoso Deus. Você O negligenciou ou ignorou até agora? Ele não está tão longe de nós como imaginamos. Antes desse terrível sentimento opressivo de solidão vir a você de novo, tente falar com o nosso onipotente Criador sobre suas circunstancias.
Agradeça-O por te amar. Diga a Ele exatamente qual é o seu problema. Peça a Ele para mostrar-lhe que, apesar de seu sofrimento, você tem muito a agradecer a Ele. Diga a Ele as coisas em sua vida, das quais você sabe que Ele não pode aprovar e peça o Seu perdão.
Então leia em sua Bíblia, sobretudo nos evangelhos, tudo o que você encontrar sobre o Senhor Jesus, e fale com Deus sobre isso. Então você vai descobrir que quem conhece a Deus nunca está sozinho.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Efraim … é um pão que não foi virado.” (Oséias 7.8)
Se uma panqueca não for virada, ela ficará crua de um lado. Em diversos aspectos, Efraim era semelhante a uma panqueca não virada. Ele tinha áreas em sua vida que não foram tocadas pela graça de Deus. Embora houvesse alguma obediência parcial, também existia muita rebeldia. Alma minha, eu ordeno que você verifique, se este é o seu caso. Você tem um coração completo nas coisas do Senhor? A graça de Deus, por meio de suas obras, penetrou até ao âmago do seu ser, em todas as suas forças, ações, palavras e pensamentos? Ser santificado em seu corpo, alma e espírito deve ser o seu alvo; e embora a santificação em você possa não ser perfeita em grau, ainda assim deve ser geral quanto a ação. Não pode haver aparência de santidade em uma área e entrega ao pecado em outra; pois, deste modo, você será um pão que não foi virado. Um bolo não virado logo queima no lado mais próximo ao fogo, e embora nenhum homem possa ter religião em demasia, há alguns que parecem bastante queimados com zelo fanático pela parte da verdade que receberam, ou são reduzidos a carvão com uma ostentação farisaica daquelas atitudes religiosas que se ajustam ao seu caráter. A suposta aparência de santidade superior acompanha frequentemente uma completa ausência de piedade vital. Às vezes, aquele que é santo em público é um demônio em secreto. O pão que está assado de um lado pode ser massa crua do outro lado.
Ó Senhor, se isto acontece comigo, vira-me! Vira a minha natureza não santificada para o fogo do teu amor, permitindo-a sentir o calor sagrado. Faze com que meu lado já tostado esfrie um pouco, enquanto aprendo de minha própria fraqueza; e deseje aquecimento, ao estar longe de tua chama celestial. Não permita que eu seja um homem de coração dividido, e sim que esteja completamente sob a poderosa influência da tua graça dominadora. Sei que, se me deixares como um pão que não foi virado, sem ser objeto da tua graça, terei de ser consumido para sempre nas chamas eternas (ver Isaías 33.14).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado
(Lucas 15:24).

MORTE SIGNIFICA SEPARAÇÃO

 Pode parecer estranho o fato do pai, nesta conhecida história do filho pródigo, dizer: "Meu filho estava morto". Embora ele ainda vivesse, antes de seu retorno o filho estava morto, no que dizia respeito ao pai, pois estava separado dele.
Quando Deus criou o homem, Ele lhe deu uma única ordem: "Da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17). O homem transgrediu a ordem; conseqüentemente a morte entrou no mundo e passou a todos os homens, porque todos pecaram (veja Romanos 5:12).
Naquele momento Adão estava morto para Deus, mesmo vivendo por séculos, ele estava separado dEle por causa do pecado. Portanto, todos estão "mortos em ofensas e pecados" para Deus, se não receberam uma nova vida pela fé em Jesus Cristo (veja Efésios 2:1-5).
Quando o último juízo sobrevier a todos os que morreram na incredulidade, os mortos, grandes e pequenos, estarão diante do trono (veja Apocalipse 20:11-15). Para Deus os mortos existem, e continuarão a existir na condenação eterna, separados dEle.
O homem recebeu "o fôlego da vida" de Deus e "foi feito alma vivente" (Gênesis 2:7). Morrer sempre significa separação, mas não uma interrupção da existência. Não vamos acreditar naqueles que afirmam que tudo está acabado com a morte, nem naqueles que sustentam que a condenação significa simplesmente a aniquilação do pecador!

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Ele mesmo edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória. (Zacarias 6.13)
Cristo mesmo é o edificador de seu templo espiritual. Ele o construiu sobre as montanhas de seu amor imutável, de sua graça onipotente e de sua infalível veracidade. Mas, assim como aconteceu com o templo de Salomão, assim também acontece com o templo espiritual de Cristo. Os materiais precisam ser preparados. Os cedros do Líbano não estão moldados para o edifício. As árvores ainda não foram cortadas, preparadas e transformadas naquelas tábuas de cedro cuja beleza odorífera alegrará as cortes da casa do Senhor, no Paraíso. As pedras rústicas ainda estão na pedreira; têm de ser talhadas e quadradas. Tudo isso constitui a obra de Cristo. Todo crente está sendo preparado, polido e tornado pronto para o seu lugar no templo. Mas as próprias mãos de Cristo realizam a obra de preparação. As aflições não podem nos santificar, exceto quando o Senhor Jesus as utiliza com este objetivo. Nossas orações e esforços não podem nos tornar preparados para o céu sem a mão de Jesus, que molda nosso coração. Na edificação do templo de Salomão, não se ouviu nem martelo, nem machado, nem qualquer instrumento de ferro (ver 1 Reis 6.7), porque tudo foi trazido completamente preparado para o lugar exato que teria de ocupar. Assim ocorre com o templo que o Senhor Jesus está construindo: o tornar preparado se realiza completamente na terra. Quando chegarmos ao céu, não haverá mais santificação; tampouco haverá alguma preparação por meio de aflições ou qualquer aplanar por meio de tribulação. Não! Temos de ser preparados aqui. Cristo fará tudo de antemão. E quando o tiver feito, seremos transportados por uma mão de amor, através do rio da morte, e trazidos à Jerusalém celestial para permanecer como pilares eternos no templo de nosso Senhor.
Sob os olhos e cuidado dEle, o edifício será erguido, Majestoso, belo e forte, acima dos céus, terá o seu brilho.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Jesus respondeu e disse-lhe:... Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize
(João 14:23, 27).

"EU BUSCO PAZ"

O poeta italiano Dante, um homem de espírito inquieto, alcançou a fama com sua terrível descrição poética do inferno. Expulso de sua cidade natal, Florença, e neurótico devido ao derramamento de sangue e confusão na Itália do século 14, é dito que ele um dia buscou refúgio no portão de um mosteiro. Sua expressão facial parecia tão desnorteada que o homem no portão lhe perguntou: "O que você quer?" ? "Eu busco paz", foi sua resposta.
Quantas pessoas estão vivendo suas vidas em nossos dias com semelhantes sentimentos, porque elas se esforçam pela paz externamente! Agora quem lê na Bíblia o capítulo 3 da epístola aos Romanos, encontra ali o caráter típico da raça humana. A conclusão é: "Não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos" (vv. 17-18).
É por isso que a paz genuína não pode ser encontrada neste mundo. Alguns podem achar uma medida de conforto, mas o verdadeiro remédio está em Deus apenas. Na Pessoa de Jesus Cristo, Ele entrou neste mundo, de modo a dar a todos uma vida nova e feliz, para o presente e para a eternidade.
Na morte de Jesus Cristo na cruz, Deus condenou e julgou a nossa má e hostil natureza. Quem confessa a Ele que é um pecador, conhecerá a paz, o descanso e a confiança que o Salvador concede.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão.” (Amós 9.9)
Todo sacudir resulta da ordem e da permissão de Deus. Satanás teve de pedir permissão, antes que pudesse colocar as mãos em Jó. Além disso, de alguma forma, nossas sacudidas são diretamente trabalho do céu, pois o texto diz: “Sacudirei a casa de Israel”. Satanás pode ter nas mãos a peneira, com a esperança de destruir o trigo. No entanto, a mão controladora do Senhor está realizando a purificação do grão, por intermédio do mesmo processo com o qual o inimigo tenciona causar a destruição.
Precioso, mas muito sacudido trigo da eira do Senhor, conforte-se pelo fato de que o Senhor direciona o peneiramento para sua própria glória e para o eterno benefício do crente. Certamente, o Senhor Jesus usará a joeira que está em sua mão e separará o precioso do vil. Nem todos que são de Israel são Israel. O amontoado no chão do celeiro não é comida limpa; consequentemente, o processo de joeirar deve ser feito. No joeiramento, somente o verdadeiro grão tem valor. A palha e a casca, destituídos da substância, terão de ser levados pelo vento, e somente o grão sólido permanecerá.
Observe a completa segurança do trigo do Senhor. Até o menor grão desfruta da promessa de preservação. Deus mesmo sacode; então, este trabalho é severo e terrível. Ele sacode da maneira mais eficaz, em todos os lugares, em todas as nações. Mas, apesar de todas estas coisas, Deus não permite que nem mesmo o menor, o mais fraco ou o mais sacudido dos grãos caia no solo. Todo crente é precioso aos olhos dele. Um pastor nunca perderia uma ovelha; ou um joalheiro, um diamante; ou uma mãe, um filho; ou um homem, um membro de seu corpo. Da mesma forma, o Senhor não perderá nenhum de seus redimidos. Não importa quão pequenos sejamos, se pertencemos ao Senhor, podemos nos regozijar no fato de que seremos “guardados em Jesus Cristo” (Judas 1).

domingo, 19 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

O sacerdote tudo isto queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR
(Levítico 1:9).

A PERFEITA OFERTA PELO PECADO

De todas as ofertas do Antigo Testamento que eram um tipo do sacrifício de Cristo, o holocausto é o que aponta para adoração em seu mais alto grau.
Aqui vemos algo do que Deus apreciou na morte de Seu Filho amado, demonstrado no cheiro suave que subia da queima de todo o animal: na oferta de Cristo, tudo era precioso para Deus.
Nós vemos os sacerdotes, filhos de Arão, executando as instruções detalhadas (vv. 7 e 8) na preparação dos "pedaços" do sacrifício para Deus, pois o propósito desta oferta era que tudo deveria ser para Deus.
A pessoa que oferecia o sacrifício não vinha como um pecador precisando de perdão, mas trazia a oferta voluntariamente (veja v. 3).
A expiação é mostrada na medida da aceitação de Cristo diante de Deus, que excede em muito a medida de qualquer culpa (v. 4).
Quando aparecemos diante de Deus para a adoração, o que é particularmente o caso na Mesa do Senhor a cada Dia do Senhor, somos capazes de realizar o que está descrito aqui neste tipo? Será que a nossa adoração contém algo do cheiro suave da dedicação do Senhor Jesus ao Seu Deus e Pai? Será que sabemos como por "em ordem os pedaços" no altar, ou seja, testificando a aprovação do Pai acerca da Pessoa do Seu Filho em todos os aspectos? Vemos-nos como sacerdotes sacrificando na aceitação de Cristo diante de Deus, ou não temos ido além do perdão dos nossos pecados?
Deus quer que discernamos e adentremos no agrado e na aprovação que Ele tem acerca de Seu Filho e ver as coisas do Seu ponto de vista. Essa é a verdadeira adoração.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo.” (Atos 2.4)
Ser cheio do Espírito Santo é uma bênção preciosa. Seria impossível superestimar as consequências deste sagrado enchimento da alma. Vida, conforto, pureza, luz, poder, paz e muitas outras bênçãos preciosas estão vinculadas de modo inseparável à presença do Espírito Santo. Na qualidade de óleo santo, o Espírito unge-nos a cabeça, separa-nos para o sacerdócio dos santos e dá-nos graça para realizar nossa função do modo certo. Na qualidade de única água verdadeiramente purificadora, o Espírito Santo nos limpa do poder do pecado e nos santifica, agindo em nós, para cumprir a boa vontade de Deus (ver Filipenses 2.13). Na qualidade de luz, o Espírito Santo se manifestou a nós quando estávamos perdidos. Agora, Ele nos revela o Senhor Jesus, em nosso espírito, guiando-nos no caminho da justiça. Iluminados pelos raios puros e celestiais do Espírito Santo, não vivemos mais nas trevas, e sim na luz do Senhor. Como fogo, Ele tanto nos purifica da escória quanto faz arder nossa natureza consagrada. O Espírito Santo é a chama sacrificial pela qual somos capacitados a oferecer toda a nossa alma como um “sacrifício vivo” a Deus (Romanos 12.1). Como um orvalho celestial, o Espírito Santo remove nossa esterilidade e fertiliza nossa vida. Oh, que lá de cima, Ele desça sobre nós! Tal orvalho da manhã é um doce começo para cada dia. Na qualidade de pomba celestial, com asas de amor pacificador, o Espírito Santo repousa sobre a sua Igreja e sobre a alma dos crentes. Na qualidade de Consolador, o Espírito Santo dissipa as dúvidas e inquietações que podem contaminar a paz do amado dele. O Espírito Santo desce sobre os eleitos, como desceu ao Senhor no Jordão, e dá testemunho da filiação deles, produzindo um espírito filial por meio do qual clamam: “Aba, Pai!” (Gálatas 4.6). Na qualidade de vento, o Espírito Santo traz o fôlego da vida aos homens. Soprando onde quer, o Ele realiza operações de vivificação, por meio das quais a criação espiritual é fortalecida e animada. Rogue a Deus que possamos sentir a presença do Espírito Santo hoje e em todos os dias.

sábado, 18 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

E o SENHOR foi com Josafá, porque ? buscou ao Deus de seu pai e andou nos seus mandamentos e não segundo as obras de Israel
(2 Crônicas 17:3-4).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS (Leia 2 Crônicas 17:1-19)

Agora retornamos a Josafá, o piedoso rei tão comentado no livro dos Reis. Lembremos que a partir da morte de Salomão, as Crônicas retratam a história dos reis de Judá, enquanto o livro dos Reis trata principalmente dos reis de Israel. Então por que a vida de Josafá mereceu tanto destaque? Infelizmente, por estar conectada a Acabe e Jeorão, reis de Israel. Contudo, o capítulo 17 descreve somente coisas boas acerca dele. Ele se fortaleceu (v. 1); andou "nos primeiros caminhos de Davi"; buscou ao Deus de seus pais e andou em Seus mandamentos; foi ousado em sua fé e removeu os ídolos (vv. 1-6). Não apenas se separou das coisas más como fizera seu pai Asa, mas estabeleceu coisas boas (vv. 7-11). Dois inseparáveis aspectos da vida cristã (Romanos 12:9; 1 Pedro 3:11)! Entre os principais capitães, Amazias "voluntariamente, se ofereceu ao serviço do Senhor", como um verdadeiro nazireu (Números 6:2; 2 Coríntios 8:5). Como cristãos, devemos ser totalmente devotados ao Senhor até mesmo em nossas atividades cotidianas e profissionais.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: “O teu Redentor.” (Isaías 54.5)
Jesus, o Redentor, é nosso para sempre. Todos os ofícios de Cristo são exercidos em nosso benefício. Ele é Rei, Sacerdote e Profeta para nós. Sempre que lemos um novo título de nosso Redentor, devemos nos apropriar dele também naquele nome. O bastão do pastor, a vara do pai, a espada do capitão, a mitra do sacerdote, o cetro do príncipe e a capa do profeta – são todos nossos. O Senhor Jesus não tem qualquer dignidade que não utilizará para nossa exaltação e nenhuma prerrogativa que não exercitará em nossa defesa.
A plenitude da divindade de Jesus é nossa infalível e inesgotável casa de tesouro. Igualmente, a humanidade de Jesus, a qual Ele assumiu em nosso benefício, é nossa em toda a sua perfeição. O gracioso Jesus nos transmite a virtude imaculada de um caráter puro. Ele nos dá a eficácia louvável de uma vida devotada. Ele nos outorga a recompensa granjeada por meio da submissão obediente e do serviço incessante.
Ele faz a impecável vestimenta de sua vida, a beleza que nos cobre; as virtudes resplandecentes de seu caráter, nosso ornamento e joias e a humildade sobre-humana de sua morte, nosso orgulho e glória. O Senhor nos deixa em herança a sua manjedoura, para que aprendamos como Deus condescendeu em vir ao encontro do homem. A cruz do Senhor Jesus nos ensina como o homem pode subir ao encontro de Deus. Todos os pensamentos, emoções, mensagens, ações, milagres e intercessões de Jesus foram realizadas por nós. Ele andou pelo caminho da tristeza em nosso benefício e nos deu, como seu legado celestial, o pleno resultado de todos os labores de sua vida. Agora, assim como antigamente, Ele é nosso; e não se envergonha em reconhecer a si mesmo como nosso Senhor Jesus Cristo, embora seja o abençoado e único Potentado, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Cristo, em toda parte e em cada aspecto, é o nosso Cristo, eternamente e sempre o mais rico de se apreciar. Ó minha alma, pelo poder do Espírito Santo, invoca o teu Redentor nesta manhã.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Pois não há homem que não peque
(1 Reis 8:46).

JESUS CRISTO É O CAMINHO PARA DEUS

Um homem e uma mulher se aproximaram de nós enquanto caminhávamos nas montanhas. Logo fomos envolvidos numa conversa sobre a beleza da criação de Deus. Perto de nós uma parede de rocha subia verticalmente várias dezenas de metros, e olhando para cima, perguntei-lhes como é que alguém poderia ir para céu.
"Eu cumpro os mandamentos de Deus", disse a mulher. Essa é uma resposta que muitas vezes se ouve. Tentei explicar a ela: "Ninguém que já viveu tem sido capaz de guardar os dez mandamentos, exceto o Senhor Jesus Cristo. Ninguém pode ganhar por si mesmo um lugar no céu, sem falar em sobreviver ao último julgamento diante de Deus". Mas a mulher insistiu que, guardando os mandamentos a salvação poderia ser obtida.
Então, perguntei a ela: "Supondo que o caminho para o céu fosse através desta muralha de rocha. Você aventuraría ir lá em cima?" Ela balançou a cabeça. Ela sabia que um único deslize poderia lhe custar a vida. Então acrescentei: "Se alguém quer guardar os mandamentos de Deus, mas transgride apenas um, torna-se 'culpado de todos'. Isso é o que diz a Palavra de Deus" (Tiago 2:10).
A mulher ficou em silêncio e pensativa. De repente o homem que até então nada tinha dito, falou: "É a fé que salva".
Como ele estava certo! Não é obra nossa, mas a fé no que Cristo fez! O que nos salva é crer no Filho de Deus, o Senhor crucificado e ressuscitado, Jesus Cristo. Através dEle, o Salvador, todos podem vir a Deus, se quiserem. Todos os outros caminhos levam à perdição. Mas Cristo nos conduz pelo camino de vida que termina na glória do céu. Jesus Cristo é o caminho.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do Dia: “Socorro, SENHOR!” (Salmos 12.1)
A oração em si mesma é notável, pois é curta mas, oportuna, concisa e sugestiva. Davi lamentou a escassez de homens fiéis; por isso, levantou a sua voz a Deus em súplica. Quando a criatura falhou, Davi correu ao Criador. Evidentemente, Davi sentiu a sua própria fraqueza, pois, do contrário, não teria clamado por ajuda. Entretanto, ao mesmo tempo, ele decidiu, sinceramente, se esforçar em benefício da causa da verdade, pois a palavra “socorro” é inaplicável onde nós mesmos nada fazemos. Há muita exatidão, clareza de percepção e intrepidez nesta petição de duas palavras -muito mais, na realidade, que nas longas e incoerentes expansões de certos crentes. O salmista sabia o que estava procurando e onde poderia encontrá-lo.
Senhor, ensina-nos a orar desta maneira bendita. Esta súplica é conveniente em aflições providenciais, para crentes que estão sendo provados e descobrem que todos os socorros humanos lhes falharam. Estudantes de doutrinas difíceis podem obter ajuda por elevarem este clamor ao Espírito Santo, o grande Ensinador. Guerreiros espirituais em conflitos interiores podem recorrer ao trono da graça, em busca de reforço; e as palavras desta súplica podem ser um modelo para a petição deles. Por meio desta súplica, aqueles que trabalham na obra do Senhor podem obter graça em tempos de necessidade. Os interessados que estão em dúvidas e alarmados podem apresentar a Deus esta mesma súplica poderosa. De fato, em todos os casos, ocasiões, circunstâncias e lugares, esta súplica será conveniente a almas necessitadas. “Socorro, SENHOR!” será adequado na vida e na morte, no sofrimento e no trabalho, na alegria e na tristeza. Encontramos o nosso socorro no Senhor Jesus. Não devemos ser negligentes e deixar de clamar a Ele. O caráter de Deus nos assegura que Ele não abandonará o seu povo. Seu parentesco como Pai e Esposo nos garante auxílio. O dom do Senhor Jesus é um penhor de todas as coisas boas. E sua infalível promessa permanece: “Não temas, que eu te ajudo” (Isaías 41.13).

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus
(Romanos 8:18-19).

O ETERNO PESO DE GLÓRIA

O apóstolo Paulo e também os verdadeiros crentes veem os resultados do pecado em volta deles, incredulidade e rebelião contra Deus com as consequências que elas trazem. Eles sofrem como resultado de terem uma nova natureza, que ama a Deus e tudo o que é bom. Este sofrimento eles compartilham, pois Cristo também o experimentou em Sua jornada na terra.
No entanto, assim como o crente sofre com Ele, também será glorificado com Ele. E os muitos problemas pelos quais os cristãos têm que passar na terra não tem comparação com a sua glória futura. Em 2 Coríntios 4:17, Paulo escreve: "A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente".
Esta glória será revelada e vista por toda a criação. De fato, "a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus". Isso acontecerá quando os crentes, depois de serem levados para o céu (veja João 14:2-3; 1 Tessalonicenses 4:16-17), reaparecerão com Cristo na terra. Nesse meio tempo, as tribulações descritas no livro de Apocalipse sobrevirão à terra.
Cristo voltará; isto é certo! Primeiro, Ele tomará os salvos à Si para o céu. Então voltará e requererá Seus direitos sobre esta terra e estabelecerá Seu reino milenar de paz, nos quais os crentes serão revelados com Ele e reinarão com Ele para a bênção de toda a criação (veja Colossenses 3:4; Apocalipse 20:4).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do Dia: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão.” (João 10.28)
O crente nunca deve pensar nem falar com leviandade a respeito da incredulidade. Quando um filho de Deus desconfia do amor, da verdade e da fidelidade de Deus, ele está causando um imenso desprazer ao seu Pai. Como podemos entristecer a Deus, por duvidarmos de sua graça sustentadora? Crente, o ser esquecido ou deixado a perecer ,seria contrário a todas as preciosas promessas de Deus. Se isto fosse possível, como poderia ser verdadeiro Aquele que disse: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Isaías 49.15). Qual seria o valor da promessa: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o SENHOR, que se compadece de ti”? (Isaías 54.10). Onde estaria a verdade das palavras de Cristo: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (João 10.28,29).
Onde estariam as doutrinas da graça? Todas seriam contestadas, se um filho de Deus perecesse. Onde estaria a veracidade de Deus, sua honra, seu poder, sua graça, sua aliança, seu juramento, se algum daqueles que puseram sua confiança em Cristo fosse lançado fora? Abandone esses temores incrédulos que tanto desonram a Deus. Levante-se, sacuda de si a poeira, e ponha suas belas roupas. Lembre-se: é pecaminoso duvidar da Palavra de Deus, na qual Ele prometeu que você jamais perecerá. Permita que a vida eterna dentro de você se expresse em alegria confiante.
O evangelho eleva o meu espírito: Lança os alicerces de minha esperança, Um Deus fiel, digno e imutável
Em promessa e cumprimento é minha herança.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do Dia: “E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo.” (Gênesis 21.6)
A idosa Sara seria honrada com um filho; isso estava muito além das forças da natureza, assim como era contrário às suas leis. Igualmente, está muito além de todas as regras comuns o fato de que eu, um pecador, recebi graça para ser habitado pelo Espírito Santo, em minha alma. Eu, cuja natureza era tão árida, estéril e maldita como um imenso deserto, fui transformado para produzir fruto para a santificação. Minha boca está cheia de sorrisos jubilosos, por causa da singular, surpreendente graça que recebi do Senhor Jesus. Encontrei a Jesus, meu Senhor, o descendente prometido; agora, Ele é meu para sempre. Neste dia, entoarei salmos de triunfo ao Senhor, que se lembrou de meu estado de miséria. “O meu coração se regozija no SENHOR, a minha força está exaltada no SENHOR; a minha boca se ri dos meus inimigos, porquanto m alegro na tua salvação” (1 Samuel 2.1).
Quero que todos aqueles que ouviram de minha grande libertação do inferno, e da mais abençoada visita que recebi lá de cima, sorriam de alegria, comigo. Surpreendo a família por causa de minha paz abundante. A minha felicidade sempre crescente traz alegria aos meus amigos. Edifico a igreja com os testemunhos de gratidão. E até impressiono o mundo com a satisfação de minha conversa diária. Bunyan nos diz que Misericórdia sorriu enquanto dormia, o que não é razão para admiração, já que sonhava com Jesus; minha alegria não será menor que a dela, enquanto meu Amado é o tema de meus pensamentos diários. O Senhor Jesus é um oceano profundo de regozijo. Minha alma mergulhará nesse oceano e se banhará nos deleites do companheirismo de Jesus. Sara olhou para o seu Isaque e sorriu com excesso de êxtase, e todas as amigas acompanharam-na em seus sorrisos. Ó minha alma, olha para Jesus e convida os céus e a terra a se unirem em teu regozijo indizível.

Todo Dia Com Paz

E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus
(Lucas 23:35).

QUE SALVE A SI MESMO!

Não muito tempo atrás, os jornais noticiaram a morte de um professor, assassinado por uma gangue de jovens sob a influência de drogas por proteger um aluno a quem uma horda de bandidos tinham severamente espancado. Podemos justificadamente admirar a coragem desse homem que, sem considerar sua própria segurança, resgatou o rapaz indefeso, desconsiderando os muitos espectadores que nada fizeram sobre isso.
Isso nos faz pensar automaticamente no Calvário, onde 2.000 anos atrás um homem completamente inocente, Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi crucificado entre dois criminosos. Lá também havia bastante espectadores. Havia mulheres que simpatizavam com Ele e choravam. Outros, no entanto, eram duros e cruéis, e zombavam do Crucificado, especialmente aqueles de classe dominante da nação, que O entregaram aos romanos para ser executado. "Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus".
Não se podia negar que o Senhor Jesus salvou a muitas pessoas durante a Sua vida, expulsando demônios, curando os doentes graves, até mesmo ressuscitando mortos. Agora Ele estava numa situação aparentemente sem esperança. Que Ele salve a si mesmo!
Hoje sabemos que teria sido algo pequeno para Ele descer da cruz. Mas Ele não o fez: Ele quis resgatar seres perdidos como nós, do poder do "príncipe deste mundo", o diabo. Ele sacrificou Sua vida vicariamente por aqueles que desejam ser livres do pecado e do poder de Satanás e que colocam sua fé em Sua obra de redenção na cruz.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar
(Atos 2:1).

O MARAVILHOSO ESPÍRITO SANTO

O dia de Pentecostes correspondeu exatamente à festa da oferta dos pães movidos (Levítico 23:15-21), realizada anualmente e que apontava profeticamente para a vinda do Espírito Santo. Durante séculos o povo judeu celebrou essa festa; agora o seu verdadeiro significado seria revelado. Depois de Sua ressurreição, o Senhor Jesus disse a Seus discípulos para permanecerem em Jerusalém "até que do alto sejais revestidos de poder" (Lucas 24:49). Cinquenta dias após a ressurreição e dez dias após a ascensão do Senhor, a Sua promessa foi cumprida. O Espírito Santo estaria tanto com eles (ou seja, Ele agiria por meio deles na Terra) e neles (ou seja, Ele habitaria dentro deles e os guiaria). Desde então, todo verdadeiro crente desfruta deste privilégio. Então é de se admirar que Deus tenha apontado o momento em que isso deveria acontecer?
O Espírito Santo tem muitas tarefas diferentes na Terra: Ele guia os crentes em toda a verdade, Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; Ele não reivindica nenhuma honra para Si mesmo, embora seja uma Pessoa da trindade, mas glorifica o Filho, e em todas as provações recorda os cristãos de seu Exemplo no céu.
Como os discípulos devem ter se sentido desamparados quando o Senhor, a quem estavam tão ligados até então, de repente desapareceu de suas vistas! Mas que maravilhoso "Consolador" Deus já tinha em mente para eles em Seus sábios planos! E como rapidamente lhes enviou o Seu Espírito, que consola os filhos de Deus durante o tempo de ausência do seu Senhor!

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do Dia: “Agrada-te do SENHOR.” (Salmos 37.4)
O ensino destas palavras tem de ser muito surpreendente àqueles que são estranhos à piedade vital. Mas para o crente sincero este ensino é apenas a repetição de uma verdade reconhecida. A vida do crente é descrita como agradar-se do Senhor; e somos assegurados do grande fato de que o verdadeiro cristianismo transborda felicidade e alegria. Pessoas ímpias e cristãos nominais nunca vêm o cristianismo autêntico como algo que produz gozo. Para eles, o verdadeiro cristianismo é um serviço, dever ou necessidade; nunca, porém, deleite ou satisfação. Se de algum modo eles participam do cristianismo, o fazem porque desejam obter benefícios pessoais ou porque não ousam se comportar de outra maneira.
O pensamento de deleite no cristianismo é tão estranho para muitas pessoas, que duas palavras do vocabulário delas têm de permanecer separadas uma da outra: “santidade” e “deleite”. Mas os crentes que conhecem a Cristo entendem que deleite e fé estão unidos de tal modo que as portas do inferno não podem prevalecer para separá-las. Aqueles que amam a Deus com todo o seu coração descobrem que os caminhos dele II são caminhos deliciosos, e todas a suas veredas, paz” (Provérbios 3.17). Tais alegrias, fartos deleites e venturas abundantes são descobertos, de tal forma, pelos santos, em seu Senhor, que, ao contrário de servi-Lo de forma costumária, eles O seguiriam mesmo que todo o mundo banisse o nome dele como mau. Nossa fé não é algemas, assim como a confissão de ser verdadeiro cristão não é escravidão. Não somos arrastados à santidade, nem empurrados ao dever. Não, a nossa piedade é o nosso prazer; nossa esperança é a nossa felicidade; e nosso dever é o nosso deleite. Contentamento e religião verdadeira são tão aliadas quanto a flor e a raiz – tão indivisíveis quanto a verdade e a certeza. Elas são, de fato, duas joias preciosas, brilhando lado a lado, numa armação de ouro.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do Dia: “Quem quiser receba de graça a água da vida.” (Apocalipse 22.17)
O Senhor Jesus disse: “Receba de graça”. Ele não quer pagamento nem preparação. Ele não procura recomendação proveniente das virtudes de nossas emoções. Se você não tem bons sentimentos, mas tem o desejo, está convidado; portanto, venha! Se você não tem fé nem arrependimento, venha a Jesus; Ele lhe dará tanto a fé como o arrependimento. Venha como você está e receba de graça, sem dinheiro ou qualquer outro preço. O Senhor Jesus se dá a Si mesmo aos necessitados. Nunca podemos imaginar que alguém seja tão medíocre a ponto de, estando bem perto da fonte de água, clamar: “Não posso beber, porque não tenho dinheiro suficiente”.
Não importa quão pobre seja o indivíduo, a fonte se encontra ali, para que ele beba gratuitamente dela. Pessoas sedentas, quer sejam ricas, quer sejam pobres, não procuram algo que lhes assegure o direito de beber; a própria fonte é a garantia para que bebam gratuitamente da sua água. Talvez as únicas pessoas que necessitem prosseguir sedentas em seu viver são aquelas que imaginam ser uma humilhação beber de uma fonte comum a todos. Em vez de beberem, tais pessoas deixam de lado a fonte e seguem seu caminho com os lábios ressecados.
Oh! quantas pessoas existem que se julgam ricas em suas boas obras e, por essa razão, não podem vir a Cristo! Elas dizem: “Não serei salvo da mesma maneira que a prostituta e o ímpio foram salvos. O quê? Ir ao céu pelo mesmo caminho do varredor de ruas? Não existe qualquer outro caminho para a glória, exceto o caminho que conduz o ladrão até lá? Não serei salvo dessa maneira.” Esses arrogantes vangloriosas tem de continuar sem a água viva, mas “quem quiser receba de graça a água da vida”.

Todo Dia Com Paz

O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo
(João 3:6-7).

NECESSÁRIO É NASCER DE NOVO

Nicodemos era um homem respeitado da classe dominante dos judeus. Embora houvesse procurado ter uma conversa com o Senhor Jesus à noite, de modo a não colocar em risco sua alta posição, ele não era um daqueles a quem o Senhor reprovou em outra ocasião, com as palavras: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!... Insensatos e cegos!" (Mateus 23:15 -17). Nicodemos ainda não sabia exatamente quem tinha diante de si, o Filho de Deus. Mas ele foi sincero.
Não nos choca o fato do Senhor ter falado sobre a necessidade do novo nascimento com um homem como ele? Poderíamos facilmente pensar que era gente má que precisava começar de novo. Mas Nicodemos teve de ouvir: "Necessário vos é nascer de novo". Na verdade, até mesmo pessoas nobres e retas são e permanecem "carne" diante de Deus, pois são seres pecadores, desqualificados para a Sua presença.
Quanto às suas objeções, o Senhor Jesus deixou claro para Nicodemos que esta era uma obra do Espírito Santo. Assim como o nascimento natural traz um ser humano de carne e osso, o crente recebe a vida de Deus, a "vida eterna", através do novo nascimento, também chamado de regeneração. Então, o Filho de Deus disse o versículo bem conhecido de todos: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (v.16).
A Bíblia dá relatórios adicionais sobre Nicodemos. Ele experimentou a verdade de Mateus 7:8: "O que busca encontra".

domingo, 12 de junho de 2016

Todo Dia Com Paz

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor
(1 Coríntios 15:58).

 A RESSURREIÇÃO ? NOSSA CERTEZA GLORIOSA!

O apóstolo Paulo tinha acabado de dar aos coríntios uma extensa descrição da ressurreição
dentre os mortos. Com Cristo, "as primícias dos que dormem" (v. 20), ele passou a mostrar que todos os que pertencem a Ele têm parte nesta ressurreição.
A idéia da ressurreição não era novidade para ele como judeu: ele tinha aprendido isso a partir do Antigo Testamento. O grande fato sobre este ensinamento que o Espírito de Deus desenvolve através dele é a estreita ligação deste evento com o Senhor ressuscitado. "Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o [Homem] celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do [Homem] celestial" (1 Coríntios 15:48-49).
Porque Cristo ressuscitou dos mortos, a ressurreição é uma certeza gloriosa para o crente. Cristo em glória é o objeto de nossa fé e esperança, uma fonte inesgotável de força. Ao contrário do mundo, o cristão está firmado no alicerce seguro da obra de Cristo e tem um futuro glorioso. Assim, o apóstolo termina seu ensino com a exortação para sermos abundantes na obra do Senhor.
Poderia haver algo melhor para o crente do que servir Aquele que morreu e ressuscitou? Quanto mais claramente nossa visão é direcionada para esse futuro, mais proveitoso será o nosso serviço. Não vamos medir esforços, pois sabemos que o nosso "trabalho não é vão 

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do Dia: “Pesado foste na balança e achado em falta.” (Daniel 5.27)
E bom que nos pesemos frequentemente na balança da Palavra de Deus. Você pode descobrir que ler, a cada dia, um dos salmos de Davi é um exercício santificador. Enquanto medita em cada versículo, pergunte: “Eu posso dizer isto? Tenho os mesmos sentimentos de Davi? Meu coração tem sido quebrantado por causa do pecado, assim como o de Davi, quando ele escreveu seus salmos de arrependimento? Na hora da aflição, minha alma tem estado cheia de verdadeira confiança assim como a dele, quando cantou sobre as misericórdias de Deus na caverna de Adulão ou em En-Gedi? Eu tomo o cálice da salvação e invoco o nome do Senhor?”
Enquanto você lê a Palavra de Deus, pergunte a si mesmo o quanto está conformado à semelhança de Cristo. Esforce-se para descobrir se possui a humildade, a ternura e o espírito de amabilidade que o Senhor Jesus demonstrou frequentemente. Depois, leia as epístolas, a fim de perceber até que ponto você pode se identificar com o apóstolo Paulo no que ele disse a respeito de sua experiência. Você já clamou, como fez o apóstolo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7.24.) Você já teve o senso de humilhação própria? Você tem visto a si mesmo como o principal dos pecadores e o menor de todos os santos? Você pode se unir ao apóstolo Paulo e dizer: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1.21)?
Se lermos a Palavra de Deus, como um teste de nossa condição espiritual, teremos boas razões para dizer: “Senhor, eu sinto que nunca estive aqui antes. Oh, traze-me para cá! Dá-me verdadeiro arrependimento, tal como este sobre o qual li. Dá-me fé genuína, zelo ardente e amor fervoroso. Concede-me a graça da humildade. Torna-me mais semelhante a Jesus. Nunca permitas que eu seja encontrado em falta, quando pesado na balança do santuário, para que assim não seja encontrado nas balanças do Juízo”. “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7.1).

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