quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas
(João 10:11).

O PERFEITO SACRIFÍCIO

Com abnegação incomparável um homem desconhecido sacrificou a sua vida há alguns anos em Washington, USA, a fim de salvar cinco outros passageiros após a aeronave cair no gelado rio Potomac.
As testemunhas oculares desse ato de misericórdia foram os membros da tripulação do helicóptero de resgate que pairava acima, o qual ia receber os sobreviventes que flutuavam no rio. Os pilotos viram como um homem de meia-idade entregou um salva-vidas para outra pessoa. Foi dado a ele um sinal para indicar que era o próximo da vez; no entanto, ele passou para outro o meio de seu resgate.
Depois que cinco pessoas haviam sido resgatadas desta forma, o homem afundou nas águas do rio, sem ninguém para socorrê-lo. "Eu nunca vi alguém tão pronto para se sacrificar", disse um dos pilotos do helicóptero. "Eu admito que as lágrimas brotaram em meus olhos, e eu acredito que ele as mereceu. Ele era um homem nobre e um verdadeiro herói".
É realmente comovente que um homem se sacrifique por cinco pessoas; mas muito mais deveríamos nos comover com o fato de que no Calvário Alguém esteve pronto para morrer por todos. Cristo, o Justo, morreu pelos injustos, por você e por mim. Um Homem perfeito, imaculado tomou sobre Si a nossa culpa. Que resposta você dá a Ele, o Filho de Deus? Ele tornou-se Homem, de modo a sacrificar-Se pelos outros. Ainda hoje, Ele está esperando por você.
"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou" (2 Coríntios 5:15).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Meditarei nos teus preceitos. (Salmos 119.15)

Existem ocasiões em que a solidão é melhor do que estar na companhia de pessoas, e o silêncio é mais sábio do que o falar. Seríamos crentes melhores, se gastássemos mais tempo sozinhos, esperando em Deus e reunindo, por meio da meditação nas Escrituras, forças espirituais para trabalharmos na obra dele. Devemos meditar nas coisas de Deus porque assim obtemos a verdadeira nutrição que elas nos podem fornecer. A verdade é semelhante a um cacho de uvas. Se desejamos obter vinho do cacho, temos de esmagá-lo e espremê-lo muitas vezes. Os pés do espremedor devem vir alegremente sobre os cachos; de outra forma, o suco não fluirá. Devem pisar bem as uvas, ou então, muito do líquido precioso será desperdiçado. Assim também devemos, por meio da meditação, espremer o cacho da verdade, se desejamos obter dele o vinho da consolação. Nossos corpos não são mantidos apenas por levarmos a comida à boca. O processo que realmente fornece energia aos músculos, nervos, tendões e ossos é o processo de digestão. É por meio da digestão que a comida exterior se torna assimilável para a vida interior. Nossa alma não é alimentada apenas por ouvir numa e noutra ocasião esta ou aquela parte da verdade divina. Ouvir, ler, fazer anotações e aprender tudo são atitudes que exigem uma digestão interior para completar a sua utilidade. A digestão interior da verdade, em sua maior parte, consiste em meditarmos nela. Por que alguns crentes, embora ouçam muitos sermões, têm progresso lento em sua vida espiritual? Porque eles negligenciam seu momento de oração e não meditam atentamente na Palavra de Deus. Amam o trigo, mas não o trituram. Querem as espigas, todavia, não saem ao campo para colhê-las. O fruto está pendurado na árvore, contudo, eles não o apanham. A água jorra aos pés deles, mas não se abaixam para bebê-la. Senhor, livra-nos dessa tolice, e seja esta nossa decisão neste dia: 11M editarei nos teus preceitos”.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados? a ele, glória e poder para todo o sempre
(Apocalipse 1:5-6).

VISLUMBRES DA GLÓRIA DE JESUS CRISTO (2)

As glórias do Senhor Jesus são de três classes diferentes: pessoais, oficiais e morais. O Senhor Jesus velava Sua glória pessoal (Ele é o eterno Filho de Deus), salvo quando a fé sabia descobri-la ou a ocasião exigia. Igualmente ocultava Sua glória oficial, pois não andava como o Unigênito Filho vindo do Pai, nem como o soberano Rei Filho de Davi.
Em geral, estas duas glórias estavam ocultas enquanto passava dia após dia, por diversas situações da vida. Porém, Sua glória moral não podia ser escondida, já que era perfeito em tudo, pois a perfeição era característica de Sua natureza; Ele mesmo era a perfeição.
A excelência dessa glória era muito intensa e resplandecente para que os olhos humanos pudessem suportá-la, pois estavam permanentemente expostos a ela e sujeitos à sua reprovação. Mas tal glória brilhava, não importava se os homens conseguissem suportá-la ou não. Agora ela ilumina cada página dos quatro evangelhos, como antes iluminou todo o caminho que nosso Senhor atravessou neste mundo.
Busquemos e nos maravilhemos com a glória do Senhor ao longo de toda a Bíblia! Desse modo reflitamos também a luz de Cristo aqui: "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Coríntios 3:18).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus. (Lamentações 3.41)
A prática da oração nos ensina o quanto somos indignos; e esta é uma lição bastante proveitosa para pessoas orgulhosas como nós. Se Deus nos outorgasse favores sem nos constranger a orar por tais favores, nunca saberíamos quão pobres realmente somos. Uma oração verdadeira é um inventário de coisas das quais precisamos, um catálogo de necessidades e uma revelação de pobreza ocultada. Enquanto é uma alusão da riqueza divina, é uma confissão do vazio humano. O estado mais saudável de um verdadeiro crente é o de ser sempre vazio ou pobre em si mesmo, para permanecer em constante dependência do Senhor para o suprimento de suas necessidades; estar rico em Jesus, fraco pessoalmente, mas poderoso em Deus para realizar grandes proezas. Eis a razão da prática da oração -ao mesmo tempo em que adora a Deus, ela coloca a criatura onde esta deve realmente ficar: prostrada no chão. O oração em si mesma, independentemente da resposta que ela nos traz, é um grande benefício para o crente. Assim como o atleta obtém forças para a corrida por meio do exercício diário, assim também, para a extensa corrida da vida, adquirimos energia por meio do santificado labor da oração. A oração enche de penas as asas das jovens águias de Deus, a fim de aprenderem a voar acima das nuvens. A oração cinge os lombos dos guerreiros de Deus e os envia para o combate com músculos firmes. Um crente que ora com sinceridade sai de seu quarto como o sol nasce dos aposentos do leste, regozijando-se como um homem forte, preparado para disputar a sua corrida. A oração reveste com vigor divino a fraqueza de um crente, transforma a tolice humana em sabedoria divina, outorgando a paz de Deus a mortais atribulados. Não podemos imaginar qualquer coisa que a oração seja incapaz de realizar. Ó Deus, agradecemos-Te pelo trono de misericórdia, uma prova especial de tua admirável bondade. Ajuda-nos a usá-lo corretamente em todo este dia!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

 E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Que em tudo tenha a preeminência
(Mateus 3:17; Colossenses 1:18).

VISLUMBRES DA GLÓRIA DE JESUS CRISTO (1)

"Darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo" (Lucas 1:31-32).
"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" (Colossenses 1:15).
"E ele é? o princípio e o primogênito dentre os mortos" (Colossenses 1:18).
"A fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8:29).
"Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros" (Hebreus 1:9).
"Por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra" (Salmo 89:27).
"O meu amado? traz a bandeira entre dez mil. O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável" (Cantares 5:10, 16).
"Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso, Deus te abençoou para sempre" (Salmo 45:2).
"Este é o meu Filho amado; a ele ouvi" (Lucas 9:35).
"Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2:9-11).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Imaculados diante da sua glória. (Judas 24)
Em nosso coração, perscrutamos esta maravilhosa palavra “imaculados”. Ainda estamos aquém desta realidade. Todavia, como nosso Senhor nunca para antes da perfeição em sua obra de amor, um dia chegaremos a esse estado. O Salvador que guardará seu povo até ao fim, Ele mesmo os apresentará, na consumação, diante de Si mesmo, como Igreja gloriosa, sem qualquer mácula, ruga ou coisa semelhante (ver Efésios 5.27). Todas as joias da coroa do Salvador são de primeira qualidade e não têm o menor defeito. Todas as damas de honra que atendem à esposa do Cordeiro são virgens puras e sem manchas. Os crentes serão santos e não terão defeitos. Mas, de que maneira o Senhor Jesus nos tornará imaculados? Em seu sangue, Ele nos lavará de nossos pecados, até que sejamos puros e santos como um anjo de Deus. Seremos vestidos com a justiça de Cristo – aquela justiça que faz o santo que a usa indubitavelmente perfeito, sim, perfeito aos olhos de Deus. Seremos inocentes e inculpáveis aos olhos de Deus. A sua lei não terá qualquer acusação contra nós; além disso, ela será magnificada em nós. E a obra do Espírito Santo em nosso íntimo será totalmente consumada. Deus nos tornará tão perfeitamente santos, que não teremos a menor tendência ao pecado. Julgamento, memória, vontade, cada poder e paixão serão emancipados da escravidão do mal. No céu, a beleza dos santos será tão sublime quanto a beleza do lugar preparado para eles. Oh! que gozo haverá na hora em que se levantarão os portais eternos e nós, estando já adequados à nossa herança, viveremos com os santos na luz! O pecado terá desaparecido e Satanás haverá sido lançado fora; a tentação não mais existirá, e nós mesmos estaremos “imaculados” diante de Deus. Isto será realmente o céu. Alegremo-nos agora, enquanto ensaiamos a canção de louvor eterno para ressoar, em coro completo, de toda a multidão lavada no sangue. Copiemos o louvor de Davi diante da arca como um prelúdio de nosso êxtase diante do trono.

domingo, 9 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam:? Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.
Exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
(Mateus 27:41-43; 46).

O FILHO DE DEUS FOI ABANDONADO

Ao final de Sua vida, o rei Davi deu o seguinte testemunho: "Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Salmo 37:25).
Mil anos mais tarde, o Justo, o único justo que viveu na Terra, se sentiu abandonado. Na cruz, Jesus se sentiu abandonado por Deus, porque ali carregou sobre Si nossos pecados. Contudo, era Seu Filho, muito amado Filho, porém Deus é santo e não pode ver o pecado sem julgá-lo. "Nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós" (Romanos 8:32). Castigou, segundo Sua justiça, Àquele que tanto amava (2 Coríntios 5:21). Nosso castigo recaiu sobre Ele. Desde o meio-dia até às três da tarde, o sol se escondeu, as trevas rodearam a cruz e Jesus clamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". Os que passavam perto da cruz balançavam a cabeça e insultavam Àquele que pagava nossa dívida mortal para com Deus. Diante de tal espetáculo, Deus ficou em silêncio. Por que não libertou o Justo e castigou os culpados? Porque Deus queria salvar todos os que reconhecessem o valor do sacrifício de Jesus Cristo. Era necessário que Jesus Cristo pronunciasse esta frase definitiva: "Consumado está", ou seja, tudo estava pago (João 19:30). Depois Deus O ressuscitou dentre os mortos, o que dá testemunho da perfeição de Sua obra, do resgate incalculável que Ele pagou por nós e do misterioso amor com que o Pai nos amou!

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Poderoso para vos guardar de tropeços. (Judas 24)
Em um aspecto, o caminho para o céu é muito seguro. Em outros aspectos, não existe caminho tão perigoso. Está cercado por dificuldades. Um passo em falso -e quão facilmente damos esse passo, quando a graça está ausente -e caímos. Que caminho escorregadio alguns de nós têm de percorrer! Quantas vezes exclamamos como o salmista: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos” (Salmos 73.2). Se fôssemos alpinistas fortes, de andar seguro, não ficaríamos preocupados com o tropeço. Mas, em nós mesmos, quão fracos somos! Nas melhores estradas logo vacilamos; nos mais agradáveis caminhos rapidamente tropeçamos. Estes nossos frágeis joelhos mal podem suportar nosso peso cambaleante. Um vento leve pode nos abalar, e uma pedrinha, nos machucar. Somos crianças temerosas dando os primeiros passos na caminhada da fé. Nosso Pai celestial nos segura pela mão, pois, do contrário, logo cairíamos. Oh! se estamos sendo guardados de tropeço, quanto devemos exaltar o paciente poder que cuida de nós todos os dias! Pense em como somos propensos a cair no pecado, como somos inclinados a escolher o perigo e quão forte é a nossa tendência de cairmos em desânimo! Estas reflexões nos levarão a cantar com mais regozijo do que o fazíamos antes: Glórias sejam dadas “àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços” (Judas 24). Temos muitos adversários que nos tentam arruinar. Os inimigos se escondem, em espreita, a fim de se lançarem contra nós quando menos os esperamos. Eles se empenham em nos passarem rasteira e nos derrubarem do rochedo mais próximo. Somente um braço todo-poderoso pode nos preservar desses inimigos invisíveis que procuram nos destruir. Este braço está engajado em nossa defesa. Aquele que prometeu é fiel e capaz de guardar-nos de tropeços. Com um profundo senso de completa fraqueza, nutrimos firme confiança em nossa perfeita segurança. Podemos dizer com alegre confiança.

sábado, 8 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!
(Jeremias 17:5).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS (Leia 2 Crônicas 28:16-27)

Insensível à graça que havia trazido de volta os cativos, Acaz se aprofunda ainda mais no mal. Agora ele busca a ajuda do rei da Assíria. Está escrito: "Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17:5). Apesar da riqueza que fora retirada do templo e dada a Tiglate-Pileser, este não quis ajudar o rei de Judá (v. 21). Então o ímpio Acaz acrescentou uma carga maior de pecados aos que já tinha. Ele se voltou para os ídolos buscando uma ajuda que os homens não lhe puderam dar. Em outras palavras, ele se voltou para os demônios (1 Coríntios 10:20)! E, além de não obter o que desejava, o que fez causou-lhe a ruína.
Ao mesmo tempo, no ápice de sua maldade, Acaz fecha as portas do templo, como alguém que pretende vender ou abandonar sua casa. Proíbe a entrada no santuário e enche a casa do Senhor de imundícias e impurezas (29:5; 16). A Bíblia declara explicitamente: "Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá" (1 Coríntios 3:17). Sim, a medida da iniqüidade desse homem está completa. Acaz morre e nem é considerado digno de ser sepultado junto aos seus antecessores.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. (Lucas 5.4)

Aprendemos desta narrativa a necessidade de envolvimento humano. A pescaria foi miraculosa, mas nem o pescador, nem o seu barco, nem a sua rede de pesca foram ignorados. Todos foram usados para apanhar os peixes. Na salvação de almas, Deus emprega muitos instrumentos diferentes. Enquanto o presente sistema de graça permanecer, Ele será agradado pela loucura de pregar para salvar os que crêem. Ao agir sem instrumentos, sem dúvida, Deus é glorificado; mas Ele mesmo escolheu este método como aquele por meio do qual é mais glorificado na terra. Métodos, por si mesmos, são absolutamente inúteis. “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos” (Lucas 5.5). Qual foi a razão para esta afirmação? Eles conheciam bem o trabalho, não eram inexperientes. Lançaram-se ao trabalho sem habilidade? Não. Faltou-lhes empenho? Não. Haviam trabalhado arduamente. Faltou-lhes perseverança? Não. Haviam trabalhado durante toda a noite. Faltavam peixes no mar? Não, pois, tão logo o Senhor apareceu, os cardumes nadaram em direção às redes. Então, por que razão eles não apanharam os peixes? Porque sem a presença de Jesus eles não tinham poder em si mesmos! Nada podemos fazer sem Ele. Mas com Cristo podemos fazer todas as coisas. A presença de Jesus outorga sucesso. Jesus assentou-se no barco de Pedro e sua vontade, por uma influência misteriosa, atraiu os peixes às redes. Quando Jesus é exaltado em sua igreja, a presença dele se torna o poder da igreja -a voz de um Rei está no meio dela. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12.32). Neste dia, saiamos para o trabalho de ganhar almas, olhando para o alto com fé e contemplando o nosso derredor com solene ansiedade. Trabalhemos até que a noite venha e não o faremos em vão. Aquele que nos ordena a lançar a rede, Ele mesmo a encherá com peixes.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador, não há fora de mim. Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra.
E em nenhum outro há salvação
(Isaías 45:21-22; Atos 4:12).

"DOUTOR, EU NÃO ME SINTO BEM"

Ele sentia dores que iam e vinham, tinha alta temperatura e uma constante tosse. Os remédios caseiros usuais foram ineficazes. O médico concluiu seu diagnóstico e escreveu uma receita. Mas não foi a visita ao médico que curou o paciente. O medicamento devia ser tomado, e as instruções do médico seguidas.
 O paciente tomou uma série de medidas necessárias:
- reconheceu que ele estava doente.
- foi a um médico competente.
- aceitou o diagnóstico.
- seguiu as instruções do médico cuidadosamente.
Esse é precisamente o procedimento necessário, se a humanidade quiser ser curada de sua "doença espiritual". Pois, desde o nascimento temos sido infectados por um vírus perigoso, que ataca a alma e causou a morte espiritual. Este vírus é o pecado, que nos torna incapazes de fazer apenas o bem e estar sujeitos a Deus em todas as coisas.
Quem pode lidar com esta doença? Só Deus: "Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem" (1 Timóteo 2:3-4).
Qual é o diagnóstico? "Todos pecaram". ? "O salário do pecado é a morte". E o remédio? "O dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 3:23; 6:23), que através de sua morte "deu a si mesmo em preço de redenção por todos" (1 Timóteo 2:6).
Como alguém pode ser curado? "Na fé do Filho de Deus" (Gálatas 2:20).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Por que fizeste mal a teu servo? (Números 11.11)

Nosso Pai celeste nos envia problemas freqüentes para testar nossa fé. Se ela é realmente valiosa, resistirá ao teste quando a provação lhe sobrevier. O objeto dourado teme o fogo, mas o ouro não. A jóia artificial receia ser tocada pelo diamante, mas a verdadeira não teme qualquer teste. É fraca uma fé que confia em Deus somente quando os amigos são leais, o corpo está com saúde, e os negócios estão prosperando. A fé verdadeira se apega à fidelidade do Senhor, quando os amigos se vão, quando o corpo está enfermo, quando o espírito está abatido e quando a luz da presença de Deus se oculta. “[Ainda que] ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15 – ARC) -esta é a fé professada por uma pessoa nascida do céu. O Senhor aflige seus servos para glorificar a si mesmo, pois é muitíssimo glorificado nas virtudes de seu povo, as quais são obras dele mesmo. Visto que “a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Romanos 5.3,4), o Senhor é honrado por meio destas virtudes crescentes. Jamais conheceríamos o som da harpa, se as suas cordas permanecessem intocadas; nunca beberíamos o suco da videira, se as uvas não fossem pisadas no lagar. Jamais descobriríamos o agradável perfume do cinamomo, se este não fosse prensado e batido; nunca sentiríamos o calor do fogo, se os carvões não fossem completamente consumidos. O poder e a sabedoria do grande Trabalhador são descobertos por meio das aflições pelas quais Ele permite que passem os seus vasos de misericórdia. As, aflições presentes tendem a intensificar as alegrias futuras. Têm de haver sombras na pintura, a fim de que a beleza da luz seja ressaltada. A paz será mais agradável depois do conflito, e o descanso será mais bem-vindo após o labor. A recordação de sofrimentos passados intensificará a bem-aventurança dos glorificados. Há muitas outras respostas confortadoras para a pergunta com a qual iniciamos nossa breve meditação. Ponderemos estes pensamentos no correr do dia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo
(Filipenses 3:20).

MORADOR DO MUNDO, CIDADÃO DO CÉU

Quem foi o escritor de tais palavras aos cristãos de Filipos? Ele era um sonhador fora de sintonia com o mundo real, ou alguém prestes a morrer? Nem um pouco! Foi Paulo, um homem muito viajado, cujos dois pés estavam firmemente no chão.
Ele tinha sido educado na melhor escola de aprendizado judaico de sua época, sentado aos pés de Gamaliel, o grande escriba. Além disso, ele era cidadão romano desde o seu nascimento.
Como poderia tal homem escrever sobre "cidadania no céu?". Paulo havia aprendido a ver as coisas de um ângulo diferente e valorizar outros padrões. Sua origem, educação e vínculos haviam perdido todo o significado que tiveram, pois tinha encontrado algo melhor, algo que não era terreno, mas celestial. Embora ainda vivesse a sua vida na Terra, sabia que sua cidadania estava no céu.
A Bíblia reconhece apenas duas classes de pessoas: aqueles que pertencem totalmente a este mundo, e aqueles que pertencem totalmente a Cristo, que têm o seu lugar "em Cristo" no céu, onde estarão com Ele em breve. Pelo fato de seu Senhor estar lá, eles já pertencem à esfera do céu aqui na Terra.
Durante a vida do apóstolo Paulo, haviam se infiltrado entre os cristãos alguns que verdadeiramente não "nasceram de novo". Suas mentes estavam ocupadas com as coisas terrenas e seu fim seria a destruição (v.19).
O coração de Paulo estava repleto de Cristo no céu, e ele perseguia esse alvo. Seu estilo de vida foi caracterizado por sua vocação e esperança celestiais. Dessa forma, foi capaz de produzir muito fruto para Deus.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. (João 4.14)
O crente em Jesus acha em seu Senhor o bastante para satisfazê-lo agora e mantê-lo contente durante o resto de sua vida e para todo o sempre. O crente não é uma pessoa cujos dias são gastos na busca de conforto e cujas noites demoram a se passar por falta de pensamentos que trazem conforto ao coração. O crente acha em Cristo uma fonte de alegria e um fundamento de consolação tão abundantes, que o tornam feliz e satisfeito. Ponham o crente em um cárcere, e ali ele encontrará boa companhia. Coloquem-no em um deserto, e ali o crente se alimentará do pão do céu. Privem-no de amizades, e ele achará o “Amigo mais chegado do que um irmão” (Provérbios 18.24). Removam os alicerces das esperanças terrenas do crente, e seu coração ainda permanecerá firme, confiante no Senhor. O coração é tão insaciável quanto a sepultura, até que o Senhor Jesus entra nele e o torna um cálice transbordante. Em Cristo, existe plenitude de abundância; Ele sozinho é o tudo do crente. O verdadeiro crente está tão satisfeito com a plena suficiência de Cristo que não mais tem sede -exceto por goles maiores da Fonte viva. Nesta doce maneira, crente, você terá sede. Não será uma sede dolorosa, mas de vontade amorosa; você descobrirá ser bom almejar por uma alegria mais completa do amor de Jesus. Alguém, em dias de outrora, disse: “Tenho frequentemente mergulhado meu balde no poço, mas agora, minha sede de Jesus tem se tornado tão insaciável que desejo trazer o próprio poço aos lábios e beber dele”. Querido leitor, este sentimento se encontra em seu coração? Você sente que todos os seus desejos estão satisfeitos em Cristo e que não tem qualquer outra necessidade, exceto a de conhecê-Lo mais e ter comunhão mais íntima com Ele? Então, venha constantemente à fonte e beba gratuitamente da água da vida (Apocalipse 22.17). Jesus nunca pensará que você bebeu demais, mas sempre lhe dará boas-vindas, dizendo: “Beba, sim, beba com abundância, ó amado”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio
(Tiago 4:14; Salmo 90:12).

ENFRENTANDO A MORTE COM CALMA E SEM MEDO

Mais de 4.000 anos atrás, um poderoso rei egípcio mandou os escravos construirem uma enorme pirâmide como sepultura para estabelecer sua fama para a posteridade.
No ano de 1799, Napoleão, então ainda general Bonaparte, esteve nesta pirâmide. O cadáver mumificado daquele Faraó do Egito foi trazido e apresentado a ele. Aquele foi um momento solene para Napoleão. Quão poderoso esse rei tinha sido! E o que restou dele? Uma múmia murcha e marrom, era tudo. Napoleão tirou o chapéu e, de pé, imóvel, olhava para o cadáver do homem que governou sobre milhões. O grande general estava apenas no início de sua carreira. O momento em que ele se tornaria o terror da Europa ainda estava por vir.
Dezesseis anos mais tarde, seu tempo tinha passado. Seu império construído com sangue e lágrimas foi condenado à decadência, e ele mesmo exilado na ilha de Santa Helena, onde morreu mais tarde.
O que é a vida do homem? Um processo de crescimento, florescência e declínio. A morte não poupa nem mesmo o maior dos homens. Todo mundo tem o mesmo destino. E depois da morte todos devem responder por seus atos perante o nosso santo Deus, que conhece e tem observado a tudo. É por isso que é tão importante para nós termos certeza de que nossos pecados foram perdoados por meio do sangue de Jesus Cristo. Então nós podemos enfrentar esse momento com calma e sem medo.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a orça daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites. (1Reis 19.8)

Toda a força com a qual o gracioso Senhor nos supre tem como objetivo o servir, e não o viver em libertinagem. Quando o profeta Elias, estando debaixo do zimbro, encontrou o pão cozido em brasa e uma botija de água à sua cabeceira, ele não era um cavalheiro para ser satisfeito com comidas delicadas e deixado a espreguiçar-se à vontade; longe disto. Foi comissionado a caminhar, com a força daquela comida, quarenta dias e quarenta noites rumo a Horebe, o monte de Deus. O Senhor Jesus convidou os discípulos a virem e comerem com Ele (ver João 21.12); e, após terminada a refeição, o Senhor disse a Pedro: 11Apascenta os meus cordeiros” (João 21.15). Em seguida, Ele declarou: “Segue-me” (v. 19). Isto também é verdade a nosso respeito. Comemos o pão do céu, para que gastemos nossa força no serviço do Senhor. Celebramos a Páscoa e comemos o Cordeiro Pascal com lombos cingidos e cajado na mão, a fim de começar assim que tenhamos satisfeita nossa fome. Alguns crentes estão prontos a viver em Cristo, mas não se mostram anelantes em viver para Cristo. A terra deve ser uma preparação para o céu. E o céu é o lugar onde os santos se alimentam e trabalham profusamente. Eles se assentam à mesa de nosso Senhor e O servem dia e noite, no seu templo. Eles comem dos alimentos celestiais e prestam serviço perfeito. Crente, trabalhe para Cristo na força que Ele lhe supre todos os dias. Alguns de nós ainda têm de aprender muito quanto ao desígnio de nosso Senhor em nos dar sua graça. Não devemos reter a preciosa semente da verdade como as câmaras mortuárias egípcias retiveram trigo por anos, sem dar-lhe oportunidade de crescer. Temos de semeá-la e regá-la. Por que o Senhor manda a chuva sobre a terra seca e dá a fecundante luz do sol? A fim de ajudar os frutos da terra a produzirem alimento para o homem. De modo semelhante, o Senhor alimenta e revigora a nossa alma, para que, posteriormente, usemos nossas forças renovadas na promoção da glória dele.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

 Derriba o altar de Baal, que é de teu pai, e corta o bosque que está ao pé dele. E edifica ao SENHOR, teu Deus
(Juízes 6:25-26).

PRIMEIRO EM CASA, DEPOIS NO CAMPO DE BATALHA

Quando Deus disse a Gideão para ir e salvar Israel das mãos dos midianitas (v.14), ele se sentiu bastante incapacitado para a tarefa. Não conseguia enxergar nenhuma fonte de ajuda nem em si mesmo nem em sua família: "Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai" (v.15). Essas coisas eram de suma importância? Nem um pouco! E exatamente pelo fato de não poder se gabar de sua própria força foi que Gideão se tornou um instrumento adequado nas mãos de Deus (2 Coríntios 12:9).
Deus supriu a fraqueza de Gideão com a seguinte garantia: "Eu hei de ser contigo" (v.16), e então o conduziu a se tornar um adorador, por meio da edificação do altar chamado de "O Senhor é paz" (v.24). Uma vez que isso foi realizado, um segundo altar poderia ser construído, o qual estabeleceu um testemunho público de Deus. No entanto, Gideão teve que aprender que o trabalho para o qual foi chamado tinha que começar em sua própria casa.
Isso se aplica a qualquer pessoa a quem o Senhor deseja usar em Sua obra. O nosso entorno imediato, o ambiente que nos cerca é o ponto de partida para provar a nossa fé. A resolução de Gideão ficou evidente na medida em que,mesmo com grande medo, destruiu o altar e a imagem da casa de seu pai "de noite". O que ele testemunhou então foi notável: seu pai foi o primeiro a ser convencido da missão de Deus. A partir de então, a fé de Gideão se fortaleceu gradativamente até que a batalha foi vencida e Deus salvou o Seu povo dos seus inimigos.
Nossa experiência será semelhante, se primeiro a nossa fé passar pela prova onde vivemos: em nossas próprias casas.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Haverá luz à tarde. (Zacarias 14.7)
Frequentemente, olhamos com presságio ao tempo da velhice, esquecidos de que ao anoitecer haverá luz. Para muitos crentes, a velhice é a melhor época da vida. Um ar balsâmico sopra no rosto do marinheiro, enquanto ele se aproxima das praias da imortalidade, Um número cada vez menor de ondas agita o oceano do crente idoso, e a quietude reina tranquila, solene e profundamente. Do altar da idade, as luzes do fogo de juventude apagaram-se, contudo, a chama mais real do sentimento sincero permanence. São peregrinos que chegaram à terra de Beulá, aquela terra bendita cujos dias são como os dias de céu na terra (Isaías 62.4). Alguns crentes demoram-se por muitos anos nessa terra. Outros chegam ali poucas horas antes de partirem rumo à eternidade. É bom que anelemos pelo tempo em que nos reclinaremos em seus bosques sombreados e nos satisfaremos com a esperança até que chegue o tempo de realização. O pôr-do-sol parece mais resplandecente do que o fulgor do meio-dia, e um esplendor de glória tinge com lindas cores todas as nuvens que cercam o sol, naquele momento. A dor não destrói a serenidade do doce crepúsculo da idade, pois, 11o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12.9). Os frutos maduros e selecionados da experiência são colhidos como se fossem alimentos raros do entardecer da vida, e a alma se prepara para o descanso. A incredulidade lamenta ao ver, as sombras caindo, a noite se aproximando, e a existência chegando ao fim. A fé diz: “Não, a noite está quase acabando, e o verdadeiro dia está às portas”. A luz está chegando -a luz da imortalidade e da presença do Pai. Quando souber que chega sua hora de encontrar o Senhor, contemple as hostes de espíritos que o esperam. Os anjos os levarão ao lar! Adeus, queridos parentes! Você acena com a mão; você parte. A luz chegou. Os portões de pérola estão abertos, e as ruas de ouro resplandecem em luz de jaspe. Nós cobrimos os olhos, mas agora, você contempla o invisível. Adeus, irmão, você têm luz no entardecer, como não a conhecemos ainda.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Não há ninguém que busque a Deus.
Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer
(Romanos 3:11; João 6:44).

É MISTER UMA BUSCA VERDADEIRA

Quando o versículo de hoje da Bíblia afirma: "Não há ninguém que busque a Deus", um ou outro de nossos leitores bem poderia expressar dúvida. Não pode ser dito que muitos buscam a Deus? Não tem muitos pensadores buscado o sentido da vida e, eventualmente, feito perguntas sobre Deus? Certamente.
Buscar a Deus não significa perguntar sobre Sua existência. Basicamente, isso seria simplesmente questionar sobre Sua existência.
O conhecimento de Deus nunca pode ser o resultado de nosso próprio processo de pensamento. "Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6).
Buscar a Deus no sentido bíblico significa submeter sua própria consciência a Ele e reconhecer Seu justo veredito sobre a nossa vida. Nossa natureza humana não é de forma nenhuma inclinada a dar esse passo.
 Talvez alguns de nossos leitores afirmem que buscam a Deus com um coração sincero, sua consciência os constrange a buscá-Lo. Se você é um desses, então agradeça a Deus! É a Sua obra que o tem afetado, aquele poder do qual nosso Senhor Jesus falou.
Diga, em oração ao Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o desejo do seu coração. Confesse a sua fraqueza e seus fracassos, os seus pecados. Você vai receber o perdão pela fé no Seu sangue e paz com Deus. Você irá experimentar a verdade de Suas palavras: "O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (João 6:37).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? (Hebreus 1.14)
O s anjos são os auxiliares invisíveis dos santos de Deus. Eles nos sustentam em suas mãos, para que não tropecemos em alguma pedra. A lealdade deles ao Senhor os leva a nutrir profundo interesse pelos filhos do amor de Deus. Eles se regozijam com o retorno do filho pródigo à casa de seu Pai e saúdam a entrada do crente no palácio do Rei, no céu. Em tempos passados, os filhos de Deus eram favorecidos com aparições físicas dos anjos; e, no tempo presente, embora invisível aos nossos olhos, o céu está sempre aberto. Os anjos de Deus sobem e descem sobre o Filho de Deus, a fim de visitarem os herdeiros da salvação. Serafins ainda voam com brasas do altar para tocar os lábios dos homens muito amados. Se nossos olhos fossem abertos, veríamos cavalos e carros de fogo ao redor dos servos de Deus. Encontraríamos incontáveis hostes de anjos; todos eles são vigias e protetores da descendência real. Não é ficção poética a expressão de Edmund Spenser, onde ele canta: Quão frequentemente eles, com asas douradas transpassam Os efêmeros céus, como passavantes voadores contra demônios imundos, para nos ajudar nas lutas! A que dignidade os eleitos são elevados, quando os resplandecentes cortesãos do céu se tornam servos espontâneos dos filhos de Deus! A que comunhão somos levados desde que temos companheirismo com seres imaculados! Somos bem defendidos, porque vinte mil carros de Deus estão armados para nos livrarem! A quem devemos tudo isso? Oh! devemos amar sempre o Senhor Jesus! Por meio dele, estamos assentados “nos lugares celestiais” (Efésios 2.6), acima de todos os principados e poderes. O Senhor Jesus é aquele cujo acampamento está ao redor de todos os que O temem (ver Salmos 34.7). Ele é o verdadeiro Miguel cujos pés estão sobre a cabeça do dragão. Toda a glória, a Jesus! Para Ti, o Anjo da presença de Jeová, esta família oferece seus votos.

domingo, 2 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Jesus ? interrogou os seus discípulos, dizendo:? E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo
(Mateus 16:13-16).

CONTRASTES

No primeiro século, o historiador Flávio Josefo escreveu: "Nesta época viveu Jesus, um homem excepcional porque fazia coisas prodigiosas".
Se ele não viu em Jesus Cristo nada mais que um homem que fez coisas assombrosas, o crente que lê os evangelhos se maravilha ao pensar sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo.
Aquele que é o Pão da vida (João 6:35) começou Seu ministério tendo fome (Lucas 4:2). Aquele que é a Fonte de água (João 4:14) terminou Seu ministério na cruz tendo sede (João 19:28). Como homem teve fome e sede, porém, como Deus, alimentou os famintos (Mateus 14:19-21). Sentiu cansaço (João 4:6), porém Ele é nosso descanso (Mateus 11:28). Pagou imposto (Mateus 17:27), porém Ele é o Rei (João 18:37). Seus opositores afirmaram que Ele tinha demônio (João 8:48), porém Ele expulsava os demônios (Mateus 12:22). Orou (Mateus 14:23), e escuta nossas orações (Salmo 6:9). Chorou (João 11:35), porém seca nossas lágrimas (Apocalipse 21:4). Como um cordeiro foi levado ao matadouro (Isaías 53:7), porém Ele é o bom Pastor (João 10:14). Foi vendido por trinta peças de prata (Mateus 26:15), porém Ele resgata os pecadores (1 Pedro 1:18-20). Deu Sua vida (João 10:15), e ao morrer destruiu a morte (2 Timóteo 1:10).
Ontem foi um humilde carpinteiro de Nazaré; hoje é o Rei dos reis, diante de quem todo joelho se dobrará (Filipenses 2:9-11).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: A esperança que vos está preservada nos céus. (Colossenses 1.5)

Nossa esperança em Cristo quanto ao futuro é a principal fonte de nossa alegria neste mundo. Esta esperança estimula o nosso coração a pensar frequentemente no céu, pois tudo o que podemos desejar é garantido ali. Neste mundo, sentimos cansaço e fadiga; o céu, porém, é um lugar de descanso onde o suor do trabalho não mais umedecerá a fronte do trabalhador e a fadiga será banida para sempre. Aos cansados, a palavra “descanso” é plena de céu. Agora, estamos sempre no campo de batalha. Somos tão provados no íntimo e tão molestados no exterior, que temos pouco tempo para descansar. Mas no céu, desfrutaremos a vitória, quando a bandeira for levantada nas alturas em triunfo, e a espada embainhada, ouviremos o Capitão dizer: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25.21). Ternos sofrido ininterruptas perdas de entes queridos, mas estamos indo à pátria dos imortais, onde os sepulcros são desconhecidos. Neste mundo, o pecado é uma aflição constante para nós. No céu, porém, seremos perfeitamente santos. Nada que corrompe entrará naquele Reino. A erva venenosa não pode brotar nos sulcos dos campos celestiais. Que alegria é o fato de que você não ficará banido para sempre, que você não permanecerá eternamente neste deserto e que em breve herdará a Canaã! No entanto, os homens não devem dizer a nosso respeito que estamos sonhando quanto ao futuro e esquecendo o presente. O futuro deve santificar o presente, conduzindo-nos a propósitos sublimes. Por intermédio do Espírito de Deus, a esperança do céu é a força mais poderosa para o fruto da virtude. É urna fonte de empenho jubiloso. É a pedra angular da santidade estimulante. O homem que tem esta esperança sai para trabalhar bastante disposto, porque a alegria do Senhor é a sua força! Ele combate a tentação com ardor, visto que a esperança do mundo por vir repele os dardos inflamados do adversário. Ele pode trabalhar sem recompensa presente, porque anela urna recompensa no mundo vindouro.

sábado, 1 de outubro de 2016

Todo Dia Com Paz

Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem
(Romanos 12:20-21).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS (Leia 2 Crônicas 28:1-15)

Em contraste com Jotão, do qual somente coisas boas ficaram registradas, nada de favorável pode ser dito acerca de seu perverso filho, Acaz. Foi um terrível reinado durante o qual tudo provocava o Senhor à ira! Quão fundo o povo de Judá havia caído! Deus usa os reis da Síria e de Israel para puni-los. O último mata 120 mil homens em um só dia e captura 200 mil pessoas. No entanto, como o profeta Odede declara, a lição é tanto para ovitorioso quanto para o vencido. E não é também para nós? Antes de nos tornamos juízes dos outros, façamos uma auto-análise e vejamos se nós mesmos não temos pecado contra o nosso Deus (v. 10). Odede falou dessa maneira ao povo de Israel. Quatro deles, citados nominalmente, foram profundamente tocados e intercederam a favor dos pobres cativos. Então, não contentes em obter a liberdade dos prisioneiros, os quatro lhes supriram a necessidade e os conduziram de volta a Judá. Aqueles homens colocaram em prática a verdade de Romanos 12:20-21. Que belo exemplo de amor e devoção! Isso nos faz lembrar a atitude do samaritano na parábola de Lucas 10:33-34.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

ersículo do dia: Toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; eu vos reservei, ó meu amado. (Cântico dos Cânticos 7.13)
A esposa quer dar a Jesus tudo o que ela produz. Nosso coração produz muitos tipos de frutos aprazíveis, velhos e novos; e estes frutos estão entesourados para o nosso Senhor. Nesta época de frutos abundantes, devemos examinar nossa colheita. Temos novos frutos. Desejamos sentir vida nova, regozijo novo e gratidão nova. Desejamos tomar novas decisões e levá-las a cabo por meio de novos labores. Nosso coração desabrocha com novas orações, e nossa alma compromete-se com novos esforços. Mas também temos alguns frutos velhos. Existe o nosso primeiro amor -um fruto selecionado! Jesus se deleita nele. Há a nossa primeira fé. A fé simples por meio da qual, não tendo nada, nos tornamos possuidores de todas as coisas. Existe o gozo que desfrutamos quando inicialmente conhecemos o Senhor; reavivemos este gozo. Temos as velhas lembranças das promessas. Quão fiel tem sido o nosso Deus! Na doença, como cuidou de nós carinhosamente! Nas águas profundas, quão serenamente nos ergueu! Na fornalha ardente, quão graciosamente Ele nos libertou. Frutos velhos, realmente! Temos muitos deles, pois as misericórdias de Deus têm sido mais numerosas que os cabelos de nossa cabeça. Precisamos lamentar nossos velhos pecados, e já temos nos arrependido e chorado enquanto caminhamos para a cruz, e aprendido os méritos do sangue de Cristo. Temos frutos hoje, velhos e novos. No entanto, observem o propósito deles -estão reservados para Jesus. Verdadeiramente, estes são os melhores e mais aceitáveis trabalhos nos quais Jesus é o único alvo da alma, e sua glória, sem qualquer acréscimo, é a finalidade de todos os nossos esforços. Reservemos nossos muitos frutos tão-somente para o nosso Amado. Mostremos esses frutos quando Ele está conosco e não aos homens. Ó Senhor Jesus, fecharemos a porta de nosso jardim e ninguém entrará para roubar-Te um dos bons frutos do solo que Tu regas com teu sangue. Tudo o que temos pertence a Ti, somente a Ti, ó Jesus, nosso Amado!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Todo Dia Com Paz

Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho
(Romanos 5:10).

IRRITADO COM O EVANGELHO

Uma vez que Marcos se aposentou, ele colocou uma barraca no mercado onde regularmente distribuia Bíblias e literatura cristã. Uma manhã, quando estava montando sua barraca, seu vizinho, que vendia roupas, não parecia nada feliz. No decorrer da manhã, ele veio à barraca de Marcos várias vezes e demonstrava sua contrariedade.
Quando chegou a hora de recolher tudo, como a maioria dos clientes tinha ido embora, ele novamente veio à Marcos e deu vazão a seus sentimentos: "Você não tem o direito de estar aqui. Se você voltar, eu vou colocar fogo em todo o seu lixo!" Marcos só pôde responder: "Eu só estou aqui para lhe dizer que Deus o ama como você é". Na outra semana ambos estavam de volta. A atmosfera estava tensa, mas o dia no mercado passou sem nenhum incidente grave. Semanas se passaram, e Marcos não viu o vendedor. Um dia, o homem estava de volta e veio até ele: "Eu quero pedir desculpas pelo meu comportamento no nosso primeiro encontro. Eu ainda era um mau sujeito, cheio de maus pensamentos para com Deus. Mas Ele me encontrou e me salvou. Você sabe, eu acredito no Senhor Jesus agora".
Se a mensagem da Bíblia nos incomoda, especialmente quando fala de pecado ou do juízo vindouro, então devemos parar e começar a pensar. É sinal de que é preciso colocar as coisas em ordem com Deus!
Como podemos abrir caminho para a paz com Deus? Confessando os nossos pecados a Ele, de modo a obter o Seu completo perdão. Deus o oferece porque o Senhor Jesus fez "a paz pelo sangue da sua cruz" (Colossenses 1:20).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON


Versículo do dia: Salmodiai a glória do seu nome, dai glória ao seu louvor. (Salmos 66.2)

Quer louvemos a Deus, quer não, fazer isso não é opcional. O louvor é um direito de Deus; e todo crente, como recipiente da graça de Deus, está obrigado a louvá-Lo, todos os dias. É verdade que não temos uma regra oficial para louvor diário; não temos nenhum mandamento prescrevendo certas horas de louvor e ações de graça, mas a lei escrita no coração nos ensina que é correto louvar a Deus. A ordem não-escrita nos alcança com tanta importância como se tivesse sido escrita em tábuas de pedra ou colocada em nossas mãos no topo do estrondeante Sinai. Sim, louvar a Deus é o dever de todo crente. Não é somente um exercício que traz deleite, é também a absoluta obrigação da vida do crente. Não pense que você é inculpável quanto a este dever, você que sempre está lamentando, nem imagine que pode cumprir seu dever para com Deus, sem entoar canções de louvor. Enquanto viver, você está obrigado, por laços de amor divino, a bendizer o nome de Deus; e os louvores dele devem estar continuamente em seus lábios (ver Salmos 34.1). Você é abençoado, a fim de que possa bendizê-Lo -“o povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor” (Isaías 43.21). Se você não louva a Deus, não está produzindo o fruto que Ele, como Agricultor divino, tem direito de esperar de suas mãos. Não deixe sua harpa pendurada nos salgueiros, traga-a, e faça todo o esforço, com um coração grato, para tocar a música mais sonora. Levante-se e cante os louvores de Deus. A cada alvorecer, entoe suas melodias e faça com que cada pôr-do-sol seja acompanhado por suas canções de louvor. Cubra a terra com os seus louvores, cerque-a com urna atmosfera de melodias, e Deus mesmo ouvirá do céu e aceitará a sua música. Eu Te amo, e amarei, E no teu louvor cantarei, Porque Tu és meu Deus amoroso, M eu Redentor e meu Rei.

Todo Dia Com Paz

Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho
(Romanos 5:10).

IRRITADO COM O EVANGELHO

Uma vez que Marcos se aposentou, ele colocou uma barraca no mercado onde regularmente distribuia Bíblias e literatura cristã. Uma manhã, quando estava montando sua barraca, seu vizinho, que vendia roupas, não parecia nada feliz. No decorrer da manhã, ele veio à barraca de Marcos várias vezes e demonstrava sua contrariedade.
Quando chegou a hora de recolher tudo, como a maioria dos clientes tinha ido embora, ele novamente veio à Marcos e deu vazão a seus sentimentos: "Você não tem o direito de estar aqui. Se você voltar, eu vou colocar fogo em todo o seu lixo!" Marcos só pôde responder: "Eu só estou aqui para lhe dizer que Deus o ama como você é". Na outra semana ambos estavam de volta. A atmosfera estava tensa, mas o dia no mercado passou sem nenhum incidente grave. Semanas se passaram, e Marcos não viu o vendedor. Um dia, o homem estava de volta e veio até ele: "Eu quero pedir desculpas pelo meu comportamento no nosso primeiro encontro. Eu ainda era um mau sujeito, cheio de maus pensamentos para com Deus. Mas Ele me encontrou e me salvou. Você sabe, eu acredito no Senhor Jesus agora".
Se a mensagem da Bíblia nos incomoda, especialmente quando fala de pecado ou do juízo vindouro, então devemos parar e começar a pensar. É sinal de que é preciso colocar as coisas em ordem com Deus!
Como podemos abrir caminho para a paz com Deus? Confessando os nossos pecados a Ele, de modo a obter o Seu completo perdão. Deus o oferece porque o Senhor Jesus fez "a paz pelo sangue da sua cruz" (Colossenses 1:20).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha. (Levítico 13.13)
Esta norma parece estranha, mas continha sabedoria, visto que a expulsão da enfermidade comprovava que a constituição do homem estava saudável. Neste dia, seria bom para nós vermos o ensinamento característico de uma regra tão incomum. Também somos leprosos e podemos ler as leis referentes ao leproso como aplicáveis a nós mesmos. Quando um homem vê a si mesmo como um pecador totalmente perdido e arruinado, completamente coberto com a profanação do pecado; quando renuncia toda justiça própria e se declara culpado diante do Senhor, então, ele é purificado por meio do sangue de Cristo e da graça de Deus. A iniqüidade escondida, não reconhecida, não confessada é a verdadeira lepra; mas quando o pecado é visto e reconhecido, ele recebe o seu golpe mortal, e o Senhor contempla com olhos de misericórdia a alma afligida pelo pecado. Nada é mais letal do que a justiça própria, nem mais esperançoso do que a contrição. Temos de confessar que não somos nada, exceto pecadores, pois nenhuma confissão aquém desta corresponde a toda a verdade. Se o Espírito de Deus está agindo em nós, convencendo-nos de pecado, não haverá dificuldade em fazermos esse reconhecimento. Ele fluirá espontaneamente de nossos lábios. O pecado lamentado e confessado, embora grave e infame, nunca impedirá que um homem venha ao Senhor Jesus. Todo aquele que vem a Jesus, Ele não o lançará fora, de maneira alguma (ver João 6.37). Embora desonesto como o ladrão, imoral como a pecadora que ungiu os pés de Jesus, furioso como Saulo de Tarso, cruel como Manassés, ou rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor olhará para o homem que sente não possuir em si mesmo qualquer justiça e o declarará limpo, quando ele confiar em Jesus crucificado. Ó pecador sobrecarregado de pecados e desamparado, venha a Jesus. Venha necessitado, venha culpado, venha repugnante e despido. Não é possível que você venha sujo demais; venha assim como você está.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Todo Dia Com Paz

Como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?... De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus
(Romanos 10:14, 17).

CONVERTIDO DE ÚLTIMA HORA

Na nossa aldeia vivia um homem muito velho, tinha 90 anos de idade. Ele era um livro vivo de história da região. Em seus anos mais jovens, tinha trabalhado em várias profissões que não mais existem; ele havia participado de festividades em locais que agora estavam reduzidos a montes de pedras. Com um certificado escolar normal, tornou-se secretário do prefeito e tinha começado muitas organizações sociais que ainda existem. Além disso, ele era o melhor caçador da região, conhecendo a localização e os hábitos dos animais.
Escusado será dizer que eu gostava de visitá-lo. Nunca me cansava de fazer-lhe perguntas e ouvir suas histórias.
Um dia, porém, minha consciência me alertou que, enquanto eu me beneficiava da experiência do velho, nunca tinha dito a ele acerca do tesouro que possuía.
Então dei-lhe um Novo Testamento como um presente. Ele praticamente o devorou! Apesar de tudo que havia conseguido em sua longa vida, ele não estava muito orgulhoso de ver a si mesmo como um pecador na luz de Deus. Ele aceitou o Senhor Jesus como seu Salvador e ficou muito feliz, acreditando nEle.
Ele teve que esperar 90 anos para que o amor de Deus entrasse em seu coração. Ele era, por assim dizer, um convertido de última hora, pois logo depois disso foi chamado para estar com Cristo, seu Salvador, para a eternidade.

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens. (Salmos 33.13)

Talvez nenhuma outra figura de linguagem retrate a Deus de maneira tão brilhante quanto a figura que O apresenta descendo do seu trono, vindo do céu para atender às necessidades e contemplar os problemas da humanidade. Amamos Aquele que, ao ver as cidades de Sodorna e Gomorra repletas de iniquidade, não as destruiria até que lhes fizesse uma visita pessoal. Não podemos deixar de derramar nosso coração em afeição por nosso Senhor, que da mais sublime glória inclina o seu ouvido, e o coloca bem próximo dos lábios do pecador moribundo cujo coração debilitado anela por reconciliação. Como podemos não amá-Lo, quando sabemos que Ele conta até o número de nossos cabelos, marca o nosso caminho e ordena os nossos passos? Esta grande verdade é colocada bem perto de nosso coração, ao recordarmos quão atencioso é o Senhor, não somente para com os interesses temporais de suas criaturas, mas também para com as necessidades espirituais delas. Embora haja uma grande distância entre a criatura finita e o Criador infinito, existem laços que unem a ambos. Quando você chora, Deus está consciente disso. “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem” (Salmos 103.13). O seu suspiro é capaz de mover o coração de Jeová. Seu murmúrio pode inclinar os ouvidos dele até você. Sua oração pode deter a mão dele e sua fé pode mover-Lhe o braço. Não pense que Deus está assentado nas alturas ignorando tudo o que acontece com você. Lembre que mesmo pobre e necessitado como você é, o Senhor pensa em você. Os olhos dele passam por todos os lugares da terra, para que se mostre forte em benefício daqueles que têm um coração perfeito para com Ele (ver 2 Crônicas 16.9).

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Todo Dia Com Paz

Porque pela lei vem o conhecimento do pecado.
Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo
(Romanos 3:20; Gálatas 2:16).

OS DEZ MANDAMENTOS: SOB A LEI OU SOB A GRAÇA?

Deus propôs ao homem que, se obedecesse aos dez mandamentos da lei, haveria um mundo sem crimes, sem guerras, sem terrorismo, sem roubos, sem corrupção; um mundo onde a paz, a justiça, o amor reinaria. Um mundo ideal! Mas, o que acontece? Cada um vive para si mesmo sem renunciar a nenhum prazer, se rebelando contra a autoridade, com todas as consequências que isso traz em todos os âmbitos da vida. Por quê? Porque o homem, incluindo suas melhores intenções, não pode cumprir a lei de Deus. A lei revela as exigências de Deus e condena as transgressões destas mesmas exigências por parte do homem (Gálatas 3:10).
Porém, Deus não nos deixa nessa situação desesperadora, mas nos deu uma saída: o nosso Senhor Jesus Cristo, Seu Filho. Ele levou a maldição que estava relacionada à transgressão da lei, a qual condena o homem. O que pertence a Cristo tem o privilégio de estar, não debaixo da lei, mas da graça (Romanos 6:14); a partir de então pode cumprir com liberdade a lei do Espírito, que é infinitamente superior à lei de Moisés (Romanos 8:2; Gálatas 2:19-20; Mateus 5:20). Esta lei não está somente gravada em tábuas de pedras ou em livros, mas no coração de cada filho de Deus (Hebreus 8:10).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR (Deuteronômio 33.29)
A pessoa que imagina o cristianismo como uma religião que torna o homem miserável desconhece completamente a natureza do cristianismo. Seria realmente estranho se o cristianismo nos tornasse miseráveis, pois vejam a que posição o cristianismo nos exalta! O cristianismo nos torna filhos de Deus. Você supõe que Deus outorgará aos seus inimigos toda a felicidade e à sua própria família toda a murmuração? Os inimigos de Deus terão alegria e os filhos de Deus herdarão tristeza e desgraça? O pecador, que não tem parte em Cristo, chamará a si mesmo, rico em felicidade, e prosseguiremos nós, pranteando, como se fôssemos mendigos paupérrimos? De modo nenhum. Sempre nos alegraremos no Senhor (ver Filipenses 4.4) e nos gloriaremos em sua herança, pois “não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15). Em certa medida, a vara da disciplina tem de repousar sobre nós, mas produz frutos de justiça. Assim, por intermédio da ajuda do Consolador divino, nós, o povo salvo do Senhor, nos alegraremos no Deus de nossa salvação. Estamos casados com Cristo. O grande Noivo da igreja permitirá que sua noiva permaneça em constante tristeza? Nosso coração está entrelaçado ao dele. Somos seus membros, e apesar de, por um tempo, sofrermos como o nosso Cabeça sofreu, somos abençoados com bênçãos celestiais nEle. Temos o penhor de nossa herança nas consolações do Espírito Santo, as quais, no presente, são muitas e imensas. Herdeiros de uma alegria eterna, temos prelibações de nossa herança. Há traços da luz de alegria que anunciam nosso eterno sol nascente. Nossas riquezas estão além do mar. Nossa cidade edificada sobre firme fundação encontra-se do outro lado do rio. Vislumbres de glória do mundo espiritual animam nosso coração e nos impulsionam adiante. É verdade: “Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo SENHOR”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Todo Dia Com Paz

Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne
(Êxodo 20:17; Gálatas 5:16).

10º MANDAMENTO: NÃO COBIÇARÁS

A palavra cobiçar significa "Desejar ardentemente, ambicionar"*. A publicidade explora as tendências vis do ser humano, como a cobiça e a luxúria, para promover a venda de produtos ou serviços. Algumas imagens impactantes despertam em nós um grande desejo de possuir e nos estimulam a fazer qualquer coisa para satisfazê-lo.
Contudo, Deus, que conhece perfeitamente nosso coração, diz de maneira explícita em Sua lei: "Não cobiçarás". Em outras palavras: "Não se entregue ao sentimento de insatisfação que o leva a querer sempre o que você não tem", cujas consequências são desastrosas, indo de escravidão financeira, quebra de relacionamentos até a assassinatos.
O cristão também cobiça, e corre o risco de ceder a ela. "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências" (Romanos 6:12). Não cobiçar é uma luta que começa na mente e no coração. O que busco? Por que desejo o que desejo? O que alimenta minha cobiça? Por que me sinto insatisfeito? Tais perguntas precisam ser feitas e respondidas à luz de Deus. O cristão possui o Espírito Santo, que lhe mostra toda a verdade (João 16:13), e a mente de Cristo, com a qual pode discernir todas as coisas (1 Coríntios 2:16).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: As murteiras que havia num vale profundo. (Zacarias 1.8)
A visão deste capítulo descreve a condição do povo de Israel nos dias do profeta Zacarias. Interpretada em seus aspectos para nós, esta passagem descreve a igreja de Deus como a encontramos hoje no mundo. A igreja é comparada a um bosque de murteiras florescendo em um vale. Está oculta, não-observada, em secreto. Não corteja a honra, nem atrai a admiração do observador negligente. A igreja, assim como o seu Cabeça, tem uma glória, mas está oculta aos olhos do homem natural. O tempo de ela aparecer em todo o seu esplendor não é agora. Esta passagem também nos sugere a ideia de segurança tranquila. O bosque de murteiras em um vale é calmo e sossegado, enquanto as tempestades varrem os lugares altos da montanha. As tempestades despendem sua força nos íngremes picos dos Alpes, mas em baixo, onde corre o rio que alegra a cidade de nosso Deus, as murteiras florescem à margem das águas tranquilas, não agitadas pelo vento tempestuoso. Quão grande é a tranquilidade íntima da igreja de Deus! Mesmo sofrendo oposição e perseguição, ela tem uma paz que o mundo não pode dar e que, por conseguinte, não pode retirar. A paz de Deus que excede todo o entendimento guarda a mente e o coração do povo de Deus. Por implicação, esta metáfora retrata o permanente e tranquilo crescimento dos santos.
A murteira não perde folhas; ela está sempre verde. A igreja, mesmo em seus piores tempos, ainda possui um bendito vigor. Muitas vezes, ela tem demonstrado maior medida desse vigor quando o seu inverno é mais intenso. A igreja tem desfrutado de maior prosperidade quando os seus adversários são mais severos. Por isso o texto sugere vitória. A murteira é um símbolo de paz e um sinal muito significativo de triunfo. A fronte dos vitoriosos era vestida de murta e laurel. A igreja é sempre vitoriosa; e todo crente é mais do que vencedor (ver Romanos 8.37) por meio dAquele que o amou. Vivendo em paz, os santos podem repousar tranquilos nos braços da vitória.

domingo, 25 de setembro de 2016

Todo Dia Com Paz

E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém
(Zacarias 12:10-11).

FERIDO PELOS PRÓPRIOS AMIGOS

Quando Pilatos apresentou Jesus à multidão em Jerusalém, com a esperança de soltá-Lo, ela bradou: "Tira! Tira! Crucifica-o!" (João 19:15). Esse povo não queria que Jesus reinasse sobre eles (Lucas 19:14), porém, a vontade do homem não pode afetar os planos de Deus. "Porque convém que reine" (1 Coríntios 15:25). Quando Jesus Cristo vier para estabelecer Seu reinado, o povo que não O quis (Isaías 53:3) terá de aceitá-Lo, se humilhar e lamentar (Zacarias 12:10).
O capítulo 13 de Zacarias evoca este encontro. Ele dirá: "Sou lavrador da terra" (v. 5). Esta palavra profética se aplica ao Senhor Jesus, pois Ele desceu do céu e veio a uma terra ingrata e contaminada pelo pecado. Ele "arou" o coração duro e mau dos homens, e a maioria permaneceu rebelde. Mas em um tempo futuro, alguns Lhe perguntarão: "Que feridas são essas nas tuas mãos?" (v. 6). E o Senhor Jesus responderá: "São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos". É como se lhes dissesse com ternura: "Vocês mesmos fizeram estas feridas. Os sofrimentos da cruz Eu enfrentei por amor a vocês". Ele que viveu na pobreza e na humilhação tem um amor que nada pode esfriar. E então o povo reconhecerá Seu Messias. O Senhor Jesus dirá: "Meu povo", e o povo responderá: "O SENHOR é meu Deus" (Zacarias 13:9).

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Versículo do dia: Justo e o justificador daquele que tem fé. (Romanos 3.26)
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus” (Romanos 5.1). A consciência não mais nos acusa. Agora, o julgamento decide a favor e não contra o pecador. A memória olha para trás, considera os pecados cometidos e sente tristeza por causa deles. Todavia, não sente temor de que alguma penalidade lhe sobrevenha. Cristo pagou a dívida de seu povo, até ao último centavo, e recebeu a quitação divina.
A menos que Deus seja tão injusto que exija duas vezes o pagamento da mesma dívida, nenhuma alma em favor da qual Cristo morreu como Substituto pode ser enviada ao inferno. Crer que Deus é justo constitui um dos princípios de nossa natureza iluminada. Sabemos ser isto verdade, e é maravilhoso que esta crença se torna o pilar de nossa confiança e paz! Se Deus é justo, eu -um pecador, sozinho e sem um substituto – tenho de ser punido. Mas Jesus tomou meu lugar e sofreu a penalidade por mim. Agora, se Deus é justo, eu -um pecador que permanece em Cristo -não posso jamais ser punido. Deus teria de mudar a sua natureza, antes que alguma alma em favor da qual Jesus morreu como Substituto sofresse a condenação da Lei.
Portanto, tendo Jesus tomado o lugar do crente, tendo restituído a totalidade equivalente à ira divina por tudo que seu povo deveria ter sofrido como resultado do pecado, o pecador pode gritar com glorioso triunfo: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?” (Romanos 8.33). Não será Deus, pois Ele os justificou. Não será Cristo, pois morreu, ou, antes “ressuscitou” (v. 34). Minha esperança é viva, não porque não sou pecador, e sim porque sou um pecador em favor do qual Cristo morreu. Minha confiança não está no fato de que sou santo, mas, em que sendo ímpio, Cristo é a minha justiça. Minha fé não descansa naquilo que eu sou ou serei, tampouco naquilo que eu sei ou sinto; e sim naquilo que Cristo é, bem como naquilo que Ele fez e agora está fazendo por mim. No leão de justiça a formosa virgem da esperança cavalga como uma rainha.

sábado, 24 de setembro de 2016

Todo Dia Com Paz

Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência
(Jó 28:28).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 CRÔNICAS (Leia 2 Crônicas 27:1-9)

Este breve capítulo tem apenas coisas boas a dizer sobre Jotão, filho e sucessor de Uzias. Embora ele também se tenha tornado poderoso (v. 6), aprendeu com a terrível lição que seu pai recebera, como o versículo 2 enfatiza. Isso é sinal de sabedoria! Se aprendermos com a experiência dos outros, não teremos de passar pela mesma dolorosa escola. Jotão subjugou os filhos de Amom. Qual era o seu segredo? Façamos o mesmo se também quisermos obter esse poder divino: ele "dirigia os seus caminhos segundo a vontade do SENHOR, seu Deus" (v. 6). Dirigir o caminho significa andar alinhado com as instruções da Bíblia e viver diante de Deus uma vida que O agrade. "Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal" (Provérbios 4:26-27).
Que pena que o povo não seguiu os passos de seu fiel rei! Eles se corromperam mais ainda (v. 2). O reinado de Jotão, portanto, não pode ser classificado como um reavivamento tal qual produzido pelo Espírito Santo no tempo de Ezequias e Josias.

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