Muro na Irlanda do Norte separa Protestantes de Católicos

A construção chamada de “linha de paz”, em certos trechos chega a ter 15 metros de altura. O muro separa dois bairros e revela uma intolerância religiosa, além de divergências políticas entre os dois grupos.
A Irlanda do Norte faz parte do Reino Unido. De um modo geral, os protestantes de Belfast aprovam a ligação com a Coroa Britânica e estão satisfeitos em compor o Reino Unido, que é de maioria protestante. Já os católicos são, em sua maioria, nacionalistas, e defendem a unificação do território à República da Irlanda, seu país de origem, de maioria católica.

Mas os moradores que precisam cruzar essa fronteira afirmam que não se sentem seguros do “lado inimigo”. Cruzar um dos portões significa assumir ser hostilizado pelo simples fato de ter uma religião diferente. No começo da noite os portões são fechados, ninguém mais circula de um lado para o outro e as ruas ao redor do muro ficam desertas.
A rivalidade é tão grande que católicos e protestantes além de morarem em bairros separados, não frequentam os mesmo hospitais, não estudam juntos e até enterram seus mortos em cemitérios distintos.
Apesar do tratado de paz assinada há 14 anos, em abril de 1988, a cidade não conseguiu se reunificar. O clima é de rivalidade e as crianças são ensinadas desde cedo a odiar os que têm outra religião, sem nem mesmo compreender o motivo da intolerância.
A justificativa para a manutenção do muro é que os moradores dos dois bairros se sentem mais seguros assim.
Fonte : The Christian Post
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