segunda-feira, 28 de julho de 2014

Todo Dia Com Jesus

Apocalipse 18:1-13

Essas visões podem ser comparadas a uma série de fotos que retratam os acontecimentos de diferentes ângulos e iluminação. A queda de Babilônia é vista aqui executada diretamente pelo "Senhor Deus" (V. 8, 20). Mas antes disso foi proferida uma ordem no versículo 4: "Retirai-vos dela, povo meu". (Compare com a profecia de Jeremias contra a Babilônia antiga: 51:7,8,37,45...). É uma conclamação que também vale para nós hoje: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor" (2 Coríntios 6:17). É um convite a cada redimido para separar-se completamente do mundo religioso com princípios mistos, tal como vemos aqui em seu estado final (compare Números 16:26). Alguns nos acusarão equivocadamente de falta de amor, de mentalidade estreita e de pretensão de ter espírito superior. O essencial, no entanto, é obedecer ao Senhor.
Os versículos 12 e 13 nos apresentam uma lista de "tudo que há no mundo" (1 João 2:16,17) e serve para satisfazer as muitas concupiscências dos homens. A lista começa com o que os homens consideram ser mais valioso: o ouro, e termina com o que é de menor valor aos olhos da falsa igreja, mas que é tão precioso para Deus: a alma dos homens .


SuaExegeseTemConsequenciasEternas2




Ideias têm consequências. Desde o alvorecer da filosofia ocidental, temos testemunhado o lado bom e o lado ruim desse axioma. Da influência de John Locke sobre os fundadores da América até os resultados desastrosos da influência de Karl Marx na Rússia Comunista e de Friedrich Nietzsche na Alemanha de Hitler, dificilmente se pode argumentar que ideias não têm consequências. Contudo, não só ideias têm consequências, mas o mesmo acontece com a exegese.
O perigo da interpretação errônea da Escritura não é novo em nossos dias. O apóstolo Paulo instruiu o jovem Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). Existe uma maneira correta e uma maneira errada de se manejar a Palavra de Deus. Infelizmente, em nossa época, há muitos que podem encontrar-se envergonhados por terem manejado mal a palavra da verdade.
Tome, por exemplo, Marcos 16.17-18:
“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.”
Embora a autenticidade dessa passagem seja questão de debate, alguns têm tomado essas palavras e as têm usado para justificar a prática de, literalmente, segurarem serpentes mortíferas no meio da congregação como demonstração de fidelidade. Tragicamente, muitos têm morrido de mordidas de cobras como resultado. Exegese tem consequências.
Considere outro texto bem conhecido da Escritura que, quando mal manejado e aplicado de maneira errada, também tem levado a resultados trágicos:
“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5.14-15).
O estímulo para chamar os presbíteros para que orem pelo enfermo tem levado alguns a entenderem Tiago de forma errada, como se ele estivesse proibindo o uso de médicos ou práticas médicas. Infelizmente, tenho conhecido famílias que, desnecessariamente, perderam entes queridos para enfermidades e doenças que eram facilmente curáveis se tão somente tivessem contado com a ajuda de um médico ou utilizado práticas médicas comprovadas cientificamente. É uma pena que a interpretação e a aplicação errônea desse texto os tenha levado a crer que buscar tal ajuda significaria ser desobediente a Deus. Novamente, exegese tem consequências.
Enquanto interpretar de forma errada a Escritura pode prolongar desnecessariamente a enfermidade e até resultar em morte física, o maior perigo está naquilo que ela pode fazer à alma. Através da exegese errada, pessoas podem e têm sido levadas à morte eterna.
Há alguns anos atrás, um pastor carismático famoso nos Estados Unidos determinou que Deus havia dado a ele a revelação de que a Bíblia ensina que Jesus morreu para salvar todos os seres humanos, sem exceção. O pastor começou ensinando o universalismo, uma heresia que afirma que nenhuma pessoa se perderá na eternidade, quer se arrependam nesta vida ou não. Armado com essa ideia, ele foi às Escrituras e começou a reinterpretar, refazer a exegese e reaplicar muitos textos que ele havia ensinado anteriormente. Por exemplo, 1 Timóteo 4.9-10 diz: “Temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis”. A partir dessa passagem, o pastor sugeriu que o plano de Deus é salvar todo ser humano, e não somente aqueles que creem nele.
Em uma entrevista, quando questionado sobre aqueles que deliberadamente pecam, rejeitam a Cristo e morrem impenitentes, o pastor foi a Filipenses 2.10-11: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Através da interpretação e  aplicação erradas, esse pastor sugeriu que Paulo ensina que todos reconhecerão e aceitarão Jesus antes de morrerem ou depois. Ele afirmou: “Mesmo na vida após a morte alguns receberão a revelação de Jesus e serão inspirados pelo Espírito Santo para confessar seu senhorio”.
 É desnecessário dizer que as consequências para essa interpretação e sua aplicação são desconcertantes. Não só a pregação do evangelho é inutilizada, mas o sofrimento pelo qual os apóstolos e a igreja passaram para pregar o evangelho foi em vão (Gl 3.4). Não existe ideia mais perigosa e prejudicial do que a ideia de que homens e mulheres não precisam ouvir o evangelho, se arrepender dos seus pecados e crer em Cristo para serem salvos. Exegese tem consequências. Algumas exegeses têm consequências eternamente desastrosas.
Todavia, assim como a exegese ruim tem consequências eternamente condenatórias, a exegese fiel tem consequências eternamente recompensadoras. 2 Timóteo 2.15 nos encoraja dizendo que aqueles que manejam bem a palavra da verdade não têm do que se envergonhar diante de Deus. Eles não se encolherão de vergonha quando apresentarem suas obras a Deus.
Portanto, se somos fiéis, então nós, assim como Paulo, buscamos manejar a palavra de Deus não enganosamente, mas com integridade e responsabilidade diante de Deus e de todos aqueles que a ouvem (2Co 4.2). Não devemos ser mercadores ou corruptores da Palavra de Deus (2Co 2.17). Ao contrário, pregamos Cristo e a fé nele. Devemos sempre lembrar que a nossa exegese tem consequências.

Por: Anthony Carter. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: Exegesis has Consequences.
Este artigo faz parte da edição de Janeiro de 2014 da revista Tabletalk.
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Sua Exegese Tem Consequências Eternas
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Pastor Silas Malafaia critica Governo brasileiro por condenar ataques de Israel na Palestina

Pastor Silas Malafaia critica Governo brasileiro por condenar ataques de Israel na Palestina
Na última sexta feira (25), o pastor Silas Malafaia utilizou sua conta no Twitter para comentar sobre o conflito entre Israel e Palestina, e também sobre as críticas feitas a Israel pelo governo brasileiro que, recentemente, retirou seu embaixador de Tel Aviv em protesto pela atual ofensiva israelense contra Gaza.
Na última semana, uma nota divulgada pelo Itamaraty afirmou que “o Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina”, a nota criticou diretamente os ataques feitos por Israel e fez um novo apelo “a um imediato cessar-fogo entre as partes”.
- Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças – afirmou a nota.
Em uma série de mensagens publicadas na rede social, Malafaia questionou as críticas feitas pelo governo brasileiro a Israel e o fato de o texto não fazer nenhuma referência aos ataques coordenados pelo grupo palestino Hamas.
- Atenção povo de Deus > Governo brasileiro condena Israel e não da uma nota contra os terroristas do Hamas. Segunda gravo vídeo falando, quente. A diferença entre os ataques do Hamas para Israel é que o ultimo sabe se defender dos ataques. Mais de mil mísseis foram lançados pelo Hamas (sic) – afirmou o pastor.
- Israel é um estado soberano, sendo atacado por um grupo terrorista que no seu estatuto prega a eliminação total de Israel – prosseguiu Malafaia em sua crítica.
Silas Malafaia comentou também a respeito das críticas feitas em relação ao número de pessoas mortas no conflito, que tem sido usada como argumento para criticar Israel, visto que o número de mortos é bem maior entre os palestinos.
- A estupidez de dizer que onde existem mais mortes é que esta com a razão. Os esquerdopatas adoram apoiar aquilo que se assemelham com eles. Imagine a reação do Brasil se fosse atacado por um grupo terrorista que prega a eliminação do país. Com certeza usaria força (sic) – argumentou.
- Aprenda > a reação nunca é igual a ação ela é feita para eliminar totalmente a ação e em qualquer situação sempre empregara mais força (sic) – completou o pastor, que comparou a ofensiva de Israel a ações policiais contra criminosos.
- Fácil você entender > Quando a polícia enfrenta bandidos sempre emprega maior força para eliminar a ação. Exatamente o que Israel faz. (sic) – analisou o pastor, afirmando ainda que “quando a polícia invade áreas onde têm bandidos, emprega força pra elimina-los” e que “sempre, lamentavelmente, inocentes são atingidos”.
O pastor afirmou ainda que “se Israel não tivesse o sistema de defesa que tem a desgraça seria incontável”, já que “o Hamas envia mísseis sobre as cidades indiscriminadamente”.
- Governo medíocre o nosso que não condena os terroristas do Hamas em nota oficial, somente Israel. O único estado democrático do oriente médio. Os terroristas do Hamas escondem armamentos pesados em escolas, hospitais e mesquitas e ainda põe o povo com escudo para eles. Covardes!!! – completou Silas Malafaia.
As críticas de Malafaia contra a reação do Governo brasileiro à situação entre Israel e Palestina incluiu também comentários sobre a relação entre o Brasil e governos sul-americanos autoritários como o da Venezuela.
- Porque o governo do PT não condenou o massacre de civis dos chavistas na Venezuela? São parceiros na ideologia de querer controlar o estado. Não tem uma nota desse governo medíocre contra o governo da Venezuela, e ainda um monte de medíocres defendendo esses caras, hipócritas!!! – criticou.
- Petistas fanáticos, sejam honestos > Quando o GOV do PT fez qualquer nota contra os terroristas do narcotráfico da Colômbia? Nunca! (sic) – questionou o pastor.
Malafaia afirmou ainda que “um estado democrático tem o direito de se defender de qualquer ação terrorista”, e afirmou que diariamente acontece um genocídio no sistema público de saúde brasileiro, enquanto o Governo financia um porto em Cuba.
- O que o PT defende, só uma amostra da mediocridade: governo de Cuba, Venezuela, Irã, os terroristas do Hamas e das FARCS da Colômbia – concluiu Malafaia.

2 Timóteo 1

1  PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus,
2  A Timóteo, meu amado filho : Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da de Cristo Jesus, Senhor nosso.
3  Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti nas minhas orações noite e dia;
4  Desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para me encher de gozo;
5  Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.
6  Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos.
7  Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.
8  Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus,
9  Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;
10  E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho;
11  Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios.
12  Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.
13  Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.
14  Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.
15  Bem sabes isto, que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Figelo e Hermógenes.
16  O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias.
17  Antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou.
18  O Senhor lhe conceda que naquele dia ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu.

domingo, 27 de julho de 2014

Todo Dia Com Jesus

Apocalipse 17:1-18

A última taça contém o juízo da Babilônia (16:19), tema apresentado com detalhes nos capítulos 17 e 18. Trata-se da igreja apóstata, a cristandade meramente professa, da qual todos os verdadeiros filhos de Deus serão retirados na ocasião da vinda do Senhor. Essa igreja, infiel a Cristo, corrompeu-se mediante alianças impuras com o mundo e seus ídolos. Como bem já se disse: "A corrupção do que há de melhor é a pior forma de corrupção". Essa "meretriz" está "montada numa besta", e obtém a sua força do poder político (V. 3). Embora o Senhor Jesus tenha declarado: "O meu reino não é deste mundo" (João 18:36), ela quer o domínio da terra. Finalmente, e acima de tudo, ela perseguiu e matou os verdadeiros santos (V. 6).
O apóstolo ficou totalmente assombrado diante dessa cena. Será esse o rumo que tomará igreja responsável? Infelizmente a sua história no curso dos séculos o tem confirmado muito bem, embora seu estado final aqui descrito ainda não tenha sido alcançado. Os versículos 17 e 18 nos mostram como perecerá essa "mãe das abominações". Experimentará a mesma sorte de sofrimentos que infligiu às "testemunhas de Jesus". Esta última expressão nos permite reconhecer toda a ternura do coração de Deus (V. 6; veja também 2:13).

A Estratégia Mundial de Satanás

Renald E. Showers
Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.
Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.

A Negação da Revelação Divina

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). Foi por isso que Jesus chamou Satanás de“príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).
Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.
Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.
No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.
Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

A Negação dos Absolutos Morais

A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.
A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.
O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões

A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.
A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.
Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.
A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.

A Redefinição da Tolerância

Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.
Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.
Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]
Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.
Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.
Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?

O Desejo de Unidade

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:
Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]
O argumento prossegue:
Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]
À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:
Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.
Finalmente, o documento declara:
O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]
A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.

A Deificação da Humanidade

A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]
Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus. (Renald E. Showers — Israel My Glory — http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. Humanist Manifesto II, American Humanist Association [www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
  2. Idem.
  3. Ibidem.
  4. Ibidem.
  5. John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
  6. Idem.

1 Timóteo 6

1  TODOS os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.
2  E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que participam do benefício, são crentes e amados. Isto ensina e exorta.
3  Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
4  É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,
5  Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.
6  Mas é grande ganho a piedade com contentamento.
7  Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
8  Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
9  Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10  Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
11  Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
12  Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.
13  Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão,
14  Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;
15  A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
16  Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.
17  Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;
18  Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;
19  Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.
20  Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência,
21  A qual professando-a alguns, se desviaram da fé. A graça seja contigo. Amém.

sábado, 26 de julho de 2014

Todo Dia Com Jesus

Apocalipse 16:1-21

As sete taças derramadas sobre a terra recordam as pragas do Egito: feridas, água transformada em sangue, trevas, rãs, trovões, chuvas de granizo e fogo (veja Êxodo 9:23). Em vez de arrependimento, essas calamidades suscitam blasfêmias (V. 9,11,21). Contudo, ao Deus justo rende-se um triplo testemunho: dos vencedores (15:2-4), do anjo das águas (16:5) e do próprio altar (16:7).
As quatro primeiras pragas atingem respectivamente as mesmas áreas que as quatro primeiras trombetas (8:7-12). A quinta alcança "o trono da besta". A sexta prepara "para a peleja do grande Dia". Finalmente, com o derramar da última taça, ressoa do trono a grande voz: "Feito está!". Quão diferente ela é do grito: "Está consumado!" (João 19:30), que nos anunciou o fim da ira de Deus contra o pecado, depois de Seu Filho ter sorvido na cruz o cálice que merecíamos.
Esses terríveis acontecimentos estão mais próximos do que pensamos. Que possamos sempre considerar o mundo como um lugar que vai ser julgado, e ter consciência da horrenda ira, da qual não escapará. Isto nos preservará da indiferença, seja para com o mal que está no mundo, seja para com o juízo divino que o espera.



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“Conforme cresce a oposição cultural ao cristianismo, qual é o efeito disso no evangelismo que você faz no trabalho? Você está mais fiel ou mais temeroso?” Leia o artigo a seguir para aprender mais sobre como evangelizar seus colegas de trabalho:
Você dificilmente poderia ser culpado por estar mais temeroso. O rápido avanço do liberalismo social e das políticas de recursos humanos promovendo “tolerância” no local de trabalho apenas exacerbam os dois medos que comumente citamos para o não compartilhamento do evangelho com nossos colegas de trabalho: medo de má reputação e medo de repercussões na carreira, como perda de emprego ou estagnação da carreira.
O evangelismo sempre foi difícil. Se existe qualquer coisa nova a respeito dos nossos desafios de hoje é quão fortalecida a oposição parece estar. Não cristãos costumavam dizer “cada um na sua”. Agora eles estão mais propensos a nos acusar de estupidez (“Sério, você não acredita na evolução?”) ou de fanatismo intolerante (“Como você ousa dizer que homossexualismo é um pecado?”). Empregadores cada vez mais pesquisam nas mídias sociais sobre a vida dos candidatos ou empregados antes de tomarem decisões de contratação ou promoção. Há quanto tempo empresas que temem assédio moral e discriminação no ambiente de trabalho trocam o cristão mais visível por alguém menos notável?
Apesar de tudo isso, eu sou muito grato pelos irmãos que temeram mais a Deus do que ao homem e compartilharam o evangelho comigo. Minha própria fé é fruto do evangelismo no local de trabalho.

Perdido e achado no local de trabalho

Doze anos trás, eu era um pesquisador em uma firma de consultoria de médio porte em Washington, DC. Eu era um hindu autoconfiante, autossuficiente e profissionalmente próspero. Você não diria que eu era espiritualmente inseguro. Francamente, eu não sabia que eu era espiritualmente inseguro. Eu realmente não era um cara que estava me esforçando para buscar Cristo.
Entra meu colega cristão, Hunter. Bem conhecido e querido no escritório, Hunter era um vendedor de alto desempenho com uma gama de interesses. Alguém me disse: “Ele é cristão, sabia?” Nenhum de nós sabia por certo o que isso significava, mas ambos acreditávamos que isso era relevante o suficiente para acrescentarmos um tendencioso “Hum…”.
Eu sabia que Hunter não se encaixava no molde de um cristão que eu tinha construído mentalmente. Cristãos eram “legaizinhos”, antiquados, hipócritas, monótonos. Hunter não era assim. Então comecei a observá-lo.
Nós nos tornamos amigos. Nós passávamos tempo juntos e conversávamos sobre diversos tópicos: Os Simpsons, O Senhor dos Anéis, Cristo, Krishna, café, trabalho. Enquanto o Senhor usava o Hunter para me buscar, eu nunca me senti como um projeto, mas sim um amigo. Como só Deus é capaz de fazer, ele providenciou que Hunter estivesse comigo no mesmo momento em que ele orquestrava uma crise espiritual na minha vida. E ele deu a Hunter a sabedoria e a ousadia para falar a verdade à minha vida quando eu mais precisava.

Comportamentos de um evangelista no local de trabalho

Embora ele mesmo fosse jovem na fé na época, há muito no exemplo de Hunter que qualquer crente pode aplicar no contexto do ambiente de trabalho.

1. Lance Cristo sobre a mesa

2. Trabalhe com excelência

3. Ame os seus colegas

4. Prepare-se para evangelizar

5. Ore

Veja o desenvolvimento de cada um desses pontos e a conclusão do texto lendo o artigo completo:


Conforme cresce a oposição cultural ao cristianismo, qual é o efeito disso no evangelismo que você faz no trabalho? Você está mais fiel ou mais temeroso?
Você dificilmente poderia ser culpado por estar mais temeroso. O rápido avanço do liberalismo social e das políticas de recursos humanos promovendo “tolerância” no local de trabalho apenas exacerbam os dois medos que comumente citamos para o não compartilhamento do evangelho com nossos colegas de trabalho: medo de má reputação e medo de repercussões na carreira, como perda de emprego ou estagnação da carreira.
O evangelismo sempre foi difícil. Se existe qualquer coisa nova a respeito dos nossos desafios de hoje é quão fortalecida a oposição parece estar. Não cristãos costumavam dizer “cada um na sua”. Agora eles estão mais propensos a nos acusar de estupidez (“Sério, você não acredita na evolução?”) ou de fanatismo intolerante (“Como você ousa dizer que homossexualismo é um pecado?”). Empregadores cada vez mais pesquisam nas mídias sociais sobre a vida dos candidatos ou empregados antes de tomarem decisões de contratação ou promoção. Há quanto tempo empresas que temem assédio moral e discriminação no ambiente de trabalho trocam o cristão mais visível por alguém menos notável?
Apesar de tudo isso, eu sou muito grato pelos irmãos que temeram mais a Deus do que ao homem e compartilharam o evangelho comigo. Minha própria fé é fruto do evangelismo no local de trabalho.

Perdido e achado no local de trabalho

Doze anos trás, eu era um pesquisador em uma firma de consultoria de médio porte em Washington, DC. Eu era um hindu autoconfiante, autossuficiente e profissionalmente próspero. Você não diria que eu era espiritualmente inseguro. Francamente, eu não sabia que eu era espiritualmente inseguro. Eu realmente não era um cara que estava me esforçando para buscar Cristo.
Entra meu colega cristão, Hunter. Bem conhecido e querido no escritório, Hunter era um vendedor de alto desempenho com uma gama de interesses. Alguém me disse: “Ele é cristão, sabia?” Nenhum de nós sabia por certo o que isso significava, mas ambos acreditávamos que isso era relevante o suficiente para acrescentarmos um tendencioso “Hum...”.
Eu sabia que Hunter não se encaixava no molde de um cristão que eu tinha construído mentalmente. Cristãos eram “legaizinhos”, antiquados, hipócritas, monótonos. Hunter não era assim. Então comecei a observá-lo.
Nós nos tornamos amigos. Nós passávamos tempo juntos e conversávamos sobre diversos tópicos: Os Simpsons, O Senhor dos Anéis, Cristo, Krishna, café, trabalho. Enquanto o Senhor usava o Hunter para me buscar, eu nunca me senti como um projeto, mas sim um amigo. Como só Deus é capaz de fazer, ele providenciou que Hunter estivesse comigo no mesmo momento em que ele orquestrava uma crise espiritual na minha vida. E ele deu a Hunter a sabedoria e a ousadia para falar a verdade à minha vida quando eu mais precisava.

Comportamentos de um evangelista no local de trabalho

Embora ele mesmo fosse jovem na fé na época, há muito no exemplo de Hunter que qualquer crente pode aplicar no contexto do ambiente de trabalho.

1. Lance Cristo sobre a mesa

Primeiro, lance Cristo sobre a mesa. Visto que pode ser raro conhecer cristãos no local de trabalho, é essencial que as pessoas no seu escritório saibam que você é um seguidor de Cristo. Assim, você pode se disponibilizar para crentes mais fracos e ser um exemplo para incrédulos. Foi um colega não cristão que me disse sobre a fé de Hunter. Obviamente nós não devemos fazer isso de forma ofensiva ou irresponsável, mas falar sobre o fim de semana, descrever um estudo bíblico do qual participa ou compartilhar como você ora pelos outros fará com que as pessoas logo saibam que você é cristão.

2. Trabalhe com excelência

Segundo, trabalhe com excelência. Quando você lança Cristo sobre a mesa, espere ser estudado pelos seus colegas assim como eu estudei o Hunter. Trabalhe de uma maneira que reflita a criatividade, o propósito e a bondade de Deus. Demonstre fidelidade e integridade. Trabalhe “sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14). Submeta-se àqueles em autoridade e sirva humildemente.
Isso, em si mesmo, não é evangelismo, mas o conteúdo das nossas vidas no trabalho deve reforçar, não enfraquecer, o conteúdo da mensagem do evangelho que compartilhamos.

3. Ame os seus colegas

Terceiro, ame os seus colegas. Invista em amizades com não cristãos no seu local de trabalho, não de forma superficial como “projetos”, mas amando-os como tendo sido feitos à imagem de Deus. Não subestime a importância da confiança. Considere que foi um ano e meio depois de Hunter e eu termos nos conhecido que nós estudamos a Bíblia juntos e Deus me deu ouvidos para o evangelho.
Use o seu horário de almoço estrategicamente. Quando possível, faça uso generoso da hospitalidade, onde você possa compartilhar a sua vida com um colega longe do escritório e das brincadeiras e conversinhas de escritório.

4. Prepare-se para evangelizar

Quarto, prepare-se para evangelizar. Por mais bobo que isso possa parecer, certifique-se de que você sabe facilmente explicar o evangelho. Pratique se for preciso.
Quando o Senhor fornece uma oportunidade, você não quer a sua voz interna gritando com você por não ser claro — você quer a sua mente livre para ouvir o seu colega e o que ele está lutando para entender. Afinal, é o evangelho que salva, não a nossa perspicácia e profundo conhecimento de apologética. Eu louvo a Deus pela clareza, ousadia e confiança no poder do evangelho que Hunter possuía.

5. Ore

Quinto, ore. Ore pelos seus colegas regularmente. Ore por boas oportunidades de compartilhar o evangelho. Ore para que você cresça em ousadia. Ore para que Deus seja grande e o homem seja pequeno — todos nós somos culpados de misturar os dois.
E convide irmãos e irmãs da sua igreja para  orar também. Hunter mais tarde me disse que seu grupo de estudo bíblico de homens estava orando por mim desde o momento em que eu perguntei a ele a respeito da fé cristã que ele tinha.

  

Um chamado à fidelidade

Conforme os locais de trabalho ficam cada vez mais hostis para o cristianismo, essas práticas básicas se tornam cada vez mais essenciais. O Senhor tem sido bom em responder minhas muitas orações por boas oportunidades e por palavras para falar. Ser conhecido como cristão, viver a minha fé profissionalmente e de forma interpessoal, e amar os meus colegas como portadores da imagem de Deus me deram oportunidades de falar abertamente sobre a minha fé. E, em sua maravilhosa graça, Deus escolheu me usar para trazer um colega à fé.
Nós devemos esperar que o Senhor responda as nossas orações e nos conceda oportunidades de falar de Cristo, então ore por ousadia. E esteja disposto a gastar seu “capital relacional”. Deus colocou você onde está por um propósito.


Por: Ashok Nachnani. Extraído do site www.9marks.org.Copyright © 2014 9Marks. Original: Evangelism in the Workplace.
Este artigo faz parte da versão de Novembro-Dezembro de 2013, do 9Marks Journal.
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Como Evangelizar seus colegas de trabalho?
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